Grupos

30 jul 2009

Prezados Irmãos de Jornada

(Por Ben Daijih)

 

Vivemos no meio de um amaranhado tão “espetacular” de informações — muitas delas contraditórias umas em relação às outras — que às vezes a gente fica meio “incrédulo” quando uma Inteligência do Espaço, via “canalização assistida”, nos coloca tudo de modo bem simples.

 

Entre as creaturas que há anos trabalham conosco há um chamado (ou que se identifica) como Dzariman. Ele teria vivido na Caxemira, no norte da Índia, séculos atrás, como um caminhante reconhecido nas povoações sob o nome de Hámara Didi (Hámara Rájih Ramarish), um sábio pobre, alegre (quase divertido) e muito amigo de todos que dele se aproximavam. Exalava paz e uma grande sabedoria no viver e em relação a fatos do passado, do presente (ocultos ou revelados) e do futuro mais ou menos distante.

 

Era pequeno, franzino e descabelado! Andava descalço, valia-se de um cajado e carregava um embornal lembrando nossas mochilas atuais, além de um cinto cheio de bolsas e compartimentos. Numa das regiões que costumava freqüentar, tinha um barquinho fechado e nas montanhas uma curiosa casa palafita, em forma oitavada, feita de madeira sobre um pequeno platô arrimado, além de uma espécie de trenó.

 

Às vezes essa “figura” dá o ar de sua graça em nossos trabalhos por aqui. Até sabemos que ele também integra grupos que operam através de Desencarnados evoluídos e Hiperfísicos (Elaianos ou Eloins) que têm mantido “Aramês”, ou seja, espécie de “conjunto integrado de papéis” através dos quais entidades diversas podem se comunicar com os vivos valendo-se de “personagens”, ou seja, de “bangôs” (modelos) que são gerados para essa finalidade, tudo sustentado por máquinas radiônicas hiperfísicas desconhecidas de nossa ciência.

 

No Brasil esse esquema é muito conhecido: chama-se Umbanda, ou seja, aquilo que vem da Unidade, do que não é divisível, embora tenha infinitas faces, quer dizer, que tem “uma só banda” ou lado. A Umbanda ou Aum-Bandhá nasceu de uma “cisão”, em plano sutil, promovida pelas Hierarquias Tutoras do Processo Terrestre para cobrir uma área social e humanitária que estava sendo abandonada pelo Espiritismo à medida que esse se institucionalizava e seguia seu caminho como “religião institucionalizada”, competindo com as Tradições então dominantes, como o Catolicismo Romano.

 

Assim existem os Bangôs tipo Pretos Velhos, Caboclos, Índios, Baianos, Crianças, Ciganos, e por aí vai, ou seja “arquétipos de sabedoria popular”, digamos assim, e que na prática são freqüências e sintonias dinamizadas por diapasões associados a Guias e Tutores ditos “Padrinhos”.

 

Nosso amigo Interplanetário Dzariman, o dito Hámara Didi, também é um Índio da linha Cacique Cobra Coral. Esse seria seu Bangô, seu “modelo”, através do qual trabalha na Umbanda, uma Tradição moderna, se podemos dizer assim, repleta de Intras (Djinas ou Rói-Bíbis) e Extra-terrestres, ao ponto de um Preto Velho dizer-me, certa vez, que ele ...”nem era preto e nem era velho”,...rrrsss.

 

Pois bem: esse simpático Hámara Didi certo dia nos surpreendeu com a seguinte colocação (os termos originais, em geral, foram mantidos por não representarem uma complicação ao bom entendimento):

 

— Fio: o que é que gente boa e gente ruim não gosta de abrir mão?... Da própria vida, não é, meu irmãozim? Pois bem;... Nada há de errado nisso, num é certo?... Pode um sujeito querê vivê por vivê, vivê pra fazê o bem e vivê para fazê o mal, por achar que isso é uma coisa boa para si mesmo, por alguma razão, não é meu Fio?

 

— Sim, creio que sim.

 

— Hoje pra qualqué um docêis vivê, Fio, tem de ter água, abrigo, comida, ar fresco, luminação, ferramenta e boa companhia, não é Fio? Até pra atazanar a vida alheia tem quem não goste de fazer isso sozinho, num é certo, maninho?

 

— rrrsss... É certo!

 

— Pra você ter essas coisa tôda, tem dois jeito: fazer dinheiro trabalhando honestamente ou roubando o dinheiro alheio, não é assim? Ou ir pro mato, bem longe e plantá pra coiê as verduras, num é, maninho? Mas, ... e se acabar o jeito de fazê dinheiro ou o dinheiro se acabá ou perdê todo o valô que ainda dão a ele??... o que dá então pra fazer?

 

— (silêncio)...

 

— Tudo que ocês têm na cidade custou dinheiro e vale dinheiro. Se o dinheiro deixar de comprá, suas coisa também não vão valê mais nada, ou intão ocê não vai querê vendê elas pra recebê um dinheiro que nada mais vai comprá de útil, não é certo?

 

— Sim, é certo...

 

— Então, Fio, o melhor a se fazê é sair logo de fininho, ir pra bem longe, junto com uns dôido que nem ocê, plantar, construir, encanar a água boa, protegê a nascente, inventar coisa boa numa oficina, fazer o tear trabaiá, e coisa e tar, não é certo? Uns vão fazendo a obra e plantando o xuxu e a laranja e o resto pagando a conta pra despois juntá todo mundo na vila, num é, Fio?

 

— Faz sentido...

 

— Com sabedoria, Fio, as mais profunda leis da natureza vão se arevelá pra quem fizer isso e ir na frente do tempo novo que vem aí, ... e ocês vão ver que tudo o que ocês tem hoje na cidade dá pra fazer mió e sem custo, com pôca cumplicação, maninho. Dá pra voar sem baruio e sem gasolina e foguete, ...dá falar longe, sem fio e sem conta pra pagar..., dá pra ver no escuro, dá para curar tudo que é duença e depois que esse bando de “mar-feitores” for embora, por força da verdade que faz tudo entrar nos conforme vez por ôtra, ocês vão aprendê até a construir coisa só alimentando bichinho dentro d’água... Ocês vão saber dizer o que ocês querem e eles vão fazê tudo direitim, dentro d’água, só comendo e se areproduzindo e deixando pra trás o que eles não precisam mais.

 

— Incrível, ...

 

— Ocês vão descubrí que não precisa de dinheiro, de banco, de governo, de comerciu, de fábrica, de avião e carro, de trem, frontêra, de lote, de herança, de remédio, de nada disso... Se ocê e seus bons amigo formarem uma vila redonda lá na montanha, longe da bagunça, fica tudo certo. O resto, Fio, é CONFIAR,...

 

— (silêncio) ...

 

— Faça uma e se pegá gosto, faça ôtra e mais ôtra, ou junta uns dez e cada um cumeça uma vila redonda num lugar diferente ... sem pará, enquanto dé pra fazer, Fio.

 

— (mais slêncio)...

 

— Quem descobre o serviço a Deu s Pai e Mãe Celestiár, Fio, não vai conseguí ficar parado, não é criatura?... Faz uma, ... depois vê se dá cocêra pra fazer outra e mais ôtra, e vai fazendo ... Vai ter gente no mundo inteiro fazendo vila redonda por aí, tudo nas montanhas... tudo sempre nas montanha, longe do mar, bem alto, assim tipo no fim do mundo, lá onde a coisa feia perdeu as botas, sabe, Fio?

 

— rrsss

 

— Depois ocês vão ver que elas, essas vilas, não são só redonda, ou quadrada, ou estrelada, ou feito tripa ou feito espinha de peixe ou rede de pesca ou do jeito de funil ou trepada nos paus. Ocê vai contar os tipo e a conta vai dar certinha: dezesseis formato ocê vai contá, porque dezesseis são as famía que nelas vão morá e circular, em todo o mundo, Fio, sem frontêra, sempre ensinando, aprendendo e se cuidando uns dos outros, em paz com os da Terra e os du Ispaço e também com os invisíveis.

 

— (surpreso)...

 

— Não tem nada de complicado, Fio. O resto é só um bom jeito de fazer isso tudo, pois duas côisa pode acontecê: fazê de novo a porcaria que já tá feita,  ...ou fazê a coisa certa, essa que já tá pronta no coração mas que mete medo, não é Filho? Mete medo ver isso tudo acontecê porque ocês até lidam bem cá dor e o sofrimento, mas morrem de medo da paz e da harmonia, da abundância pra todos, do fim dos mistérios do céu, da Terra, das Almas e das Existência... É simples, Fio. Tudo é muito simples...

 

— (pasmo)...

 

— Ocêis tem medo até de fica sem empregado, Fio, ... sem tê ninguém pra fazê o que ocês num sabe fazê porque tem gente que cobra pra fazê e ocêis tem dinheiro pra pagá, num é certo, Fio?

 

— Ocês gostam de cumplicá tudo, ... Vosso medo, vosso egoísmo, vossa vaidade, vosso orgulho, tudo isso só cumplica, Fio. As dívidas do passado também cumplicam, Fio. A preguiça também cumplica muito, Fio. Até a burrice cumplica, Fio, pois um jogo desses vai cunvidá muito adversário, meu maninho. O bicho que vai morrê num é fácil,... é esperto e vive dentro docêis, ...de modo que ocêis têm de sê mais esperto que ele, não sabe? Nem oração de viva voz ocêis tem de fazê, ... tudo em silêncio, ... Em vez de orá, trabaiá. Em vez de acender vela, acende a lanterna pra cumeçá mais cedo ou pra trabaiá até mais tarde, entende?

 

— (só silêncio)...

 

— escreve, Fio, sobri essas coisa toda. Esse é seu trabáio. Depois ocê vai pude escoiê pur onde anda, vendo como tudo fico bunito e falando como vai sê depois que o pano fechá. ... Ôia, Fio. Não demora, ... em tende? A festa logo vai cumeçá. Uns vão chora e, desse jeito, vão junto cum os desmanche. Ôtros vão comemora... Acordado ou dormindo esses vão ver o dia raia. ... Cuidado, Fio, pra não guarda nada só pra ocê e os seus. Isso é bestêra. Faz por todos, sem medida, e todos terão o que precisa.

 

— (em silêncio)...

 

— mas muita atenção, Fio. Fica sempre muito espertu,... em toda esquina e até no meio dóceis vão ter os contra, seja por mardade ou por iguinorância, Fio, a serviço de ôtros, dos espertos de sempre, que nem aparecem pra gente vê como é a cara deles, num sabe Fio???... Covardes e presunçosos, todos êlis, ...

 

— Seja bem mais esperto que ele, Fio, ocês tudo têm de sê muito esperto. Daí a êlis o que êlis qué i a Deus o que ocês precisam ter. Assim tudo vai dá certo!... Tudo vai dá certo!

 

Hámará Didi (Dzariman), via Bangô.

Veja http://www.amasofia.org.br/web/origens.htm

 

FIM