Por que precisamos nos comunicar
22:07 @ 21/03/2010
Não sou mestre em comunicação, mas é impossível deixar de acatar a imperativa necessidade de comunicação entre cidadãos e seus representantes da sociedade civil, no trato das políticas públicas, para poder fundamentadamente construir os argumentos que deverão ser levados aos diversos fóruns participativos de decisão. Com o meio ambiente somos, os ambientalistas, permanentemente solicitados a opinar, uma vez que a sobrevivência humana e suas atividades dependem necessariamente de algum tipo de recurso natural. E hoje mais do que nunca já temos certeza de que grande parte dele tem limites de usos para que não se extinga, seja físico ou biótico, se não na quantidade será na qualidade. Portanto na oferta dos recursos hidricos, que dependem essencialmente da conservação dessa biodiversidade, só serão garantidos seus resultados, indispensáveis como a água tratada ou os esgotos coletados e também tratados, para que não poluam a cadeia ecológica, quando tivermos conhecimento dos limites de extinção e ou saturação da biota. Isto representa conciliação e integração dos estudos já existentes e a determinação de produzir mais pesquisas que possam assegurar tal conhecimento. Ao mesmo tempo implica em introduzir mecanismos e instrumentos de gestão que possam, ainda sem este conhecimento, ir oferecendo com muita parcimonia o atendimento das demandas socioeconomicas. O que antes permitia-se monitoramentos decenais, hoje não podem ultrapassar 12 meses. Explosão demográfica, ocupação territorial, demanda por energia e modais de transporte, turismo e a propria movimentação da comunidade, avançam em números absolutos, volumes astronômicos dantes desconhecidos e consequentemente aumentando a velocidade dos impactos. Diria até dos positivos, para não ser maniqueista e estar me referindo à apenas os negativos. Conforme a legislação estamos, nesse momento, introduzindo a cobrança da água, torná-la, apesar de um bem público, de valor econômico. É um instrumento de caráter pedagógico, que também gerará resultados financeiros, e os obtidos deverão ser aplicados na bacia pagadora e segundo as prioridades elencadas no plano local. Plano local que também deve ser construído participativamente. Participação que depende de consultas a pessoas dispersas em seu cotidiano e que temos que procurá-las e comunicar-lhes de sua importância. Bem vindos sejam os mestres de comunicação para poder nos ajudar. Paro hoje por aqui convidando a todos a se unirem, pelo menos nestes interesses difusos. Abraço, Roberto Bleier