Grupos

 

Autores:

Carolina Nery*, Eliana S Machado*, Heloisa R Borsa*, Leila W Ferrari*, Rita C Pires*, Giovana STurra**,

Ivanise H de Souza**, Janete F Barbosa **, Marco A Paz***, Marília P Irala***, Rafael Malinsky****

* Cirurgiãs Dentistas, OFM ** Fonoaudiólogas *** Fisioterapeutas **** Otorrinolaringologista

No dia 7 de junho de 2009, em uma ação conjunta, as entidades que compõem a AMPARB: Sobracom, Fonosul, BB Clínica - UFRGS, Brigada Militar do RS e Clínica Respiração Bucal realizaram o 4º Dia de Atenção à Respiração Bucal.

 

  

 

Na ocasião estiveram presentes diversos profissionais envolvidos no atendimento do Respirador Bucal, entre eles:

  • André Becker - Médico Imunologista
  • Anelise Junqueira Bohnen - Fonoaudióloga
  • Carolina Neri - Cirurgiã Dentista
  • Eliana Machado - Cirurgiã Dentista
  • Giovana S. Turra - Fonoaudióloga
  • Heloísa Borsa - Cirurgiã Dentista
  • Ivanise Helena de Souza - Acad. em Fonoaudiologia
  • Janete França Barbosa - Fonoaudióloga
  • Leila Ferrari - Cirurgiã Dentista
  • Marco Paz - Fisioterapeuta
  • Márcia Fabrício - Fonoaudióloga
  • Márcio França - Fonoaudiólogo

   

Desatenção
Impulsividade
Hiperatividade
Dificuldades emocionais
Dificuldades de relacionamento
Baixo desempenho escolar...

Profissionais da área da Fonoaudiologia deparam-se, freqüentemente, em seu ambiente de trabalho, com crianças, normalmente encaminhadas pelas escolas, com queixas de serem hipercinéticas, impulsivas, desatentas, de terem dificuldades para o desempenho escolar. Essas crianças, geralmente, chegam diagnosticadas e até medicadas como portadoras do TDAH. À medida que as avaliamos, percebemos que, na realidade, são Respiradores Bucais mais uma vez confundidos com portadores de TDAH.

Parece-nos oportuno fornecer dados elucidativos que possibilitem uma observação mais detalhada destes pacientes, com objetivo de orientar pais e professores para que possam fazer um correto encaminhamento e, desta forma, diminuir as possibilidades de crianças serem mal diagnosticadas.

A Síndrome da Respiração Bucal – SRB é um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem  quando a respiração nasal não consegue ser mantida.  As causas poderão ser orgânicas (doenças do trato respiratório, malformações craniofaciais, desvio de septo nasal, entre outros) ou funcionais (hábitos nocivos) alteram funções importantes no organismo (sucção, deglutição, mastigação, respiração e fala).

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH é um conjunto de sinais e sintomas causados por uma imaturidade neurológica, na formação Reticular (no momento da velocidade ideal  que ocorre por volta de um ano de idade), localizada no tronco cerebral. Recebeu diversas denominações, ao longo do tempo: Lesão Cerebral Mínima, Disfunção Cerebral Mínima, Síndrome de Criança Hiperativa, Distúrbio Primário de Atenção e Distúrbio do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA/H).

As crianças acometidas por essas duas síndromes podem apresentar dificuldades em algumas áreas da vida como na aprendizagem, nos relacionamentos interpessoais, terem baixa auto-estima, problemas de comportamento, entre outras. Geralmente o problema é percebido quando a criança inicia atividades de aprendizado na escola, pelos professores das primeiras séries, quando o acompanhamento escolar se mostra comprometido.

 Crianças que respiram pela boca (RB) durante o sono tendem a ter problemas de ordem comportamental semelhantes àqueles observados em crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

E por quê???

Em função da noite mal dormida e da má oxigenação, o respirador bucal poderá apresentar alterações comportamentais e de integração social, além de dificuldades específicas como na aquisição da linguagem oral e escrita. Alguns especialistas em SRB citam que respirar predominantemente pela boca torna a criança inquieta, demonstrando irritação constante, podendo levá-la a uma inaptidão para atividades físicas e de aprendizagem em virtude de seu desequilíbrio orgânico-postural e muscular.

Nesse contexto, a escola tem um papel importante na identificação dos portadores da SRB. Saber identificar os principais sintomas da respiração bucal é fundamental para o adequado encaminhamento aos profissionais corretos (como otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e odontopediatra) e, assim, evitar futuros danos ao desenvolvimento da criança, a fim de que estas sejam tratadas adequadamente.


Respirar com dificuldade é viver no limite, agitado, irritado, ansioso!

 

Janete França Barbosa – CRFa 0163

janetefbarbosa@terra.com.br/fonosul@terra.com.br

 

A avaliação e tratamento de pacientes com problemas nas vias aéreas superiores e suas conseqüentes manifestações no desenvolvimento físico, postural, dentofacial e de linguagem não são assuntos recentes. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado e tratado, menor a possibilidade de que uma criança venha a desenvolver as várias características faciais ocasionadas pela respiração bucal. Não se justifica o "observar e esperar", quando se está diante de uma criança com obstrução nasal. Não só as características faciais podem ser prevenidas. Há uma necessidade de integração entre as várias profissões envolvidas com o respirador bucal para que um trabalho interdisciplinar possa gerar soluções criativas, eficazes e econômicas.

Atualmente, a respiração bucal é  um assunto que permanece controvertido, pois estabelecer uma relação de causa - efeito não é uma tarefa simples devido à quantidade de fatores envolvidos. A inter-relação entre Síndrome do Respirador Bucal e  aspectos fonoaudiológicos como fala e linguagem, motricidade oral e qualidade vocal e as interfaces com a otorrinolaringologia, a ortodontia e a fisioterapia reforçam a urgente necessidade de ações preventivas, de políticas estaduais de saúde.

Investigou-se a SRB em mais de 600 crianças de primeira a quarta séries  do ensino fundamental, de uma escola que atende uma população de crianças consideradas de classe sócioeconômica de média a alta (escola A) e outra de crianças consideradas de famílias de classe sócio econômica  baixa (escola B). Observou-se que os sinais e sintomas da respiração bucal estão presentes em 64,42%  do total das crianças, 58,51% na escola A e 79,11% nas crianças da escola B. Verificou-se que não há diferenças significativas entre sexos  mas há entre as crianças das duas escolas como um todo, independentemente do nível sócio-econômico-cultural. Na escola B os indicadores são mais fortes, o que nos levou a acreditar que há falta de esclarecimento entre pais e professores sobre o problema e suas conseqüências, como também há dificuldade de acesso a atendimento especializado.            

            Parece urgente o estabelecimento de parcerias entre profissionais, escolas, pais, professores, instituições governamentais e não-governamentais, tendo em vista a interdisciplinaridade que estas crianças possam necessitar.  Dessa forma, o equilíbrio miofuncional, uma vida com mais qualidade, mais saúde e melhor desempenho escolar poderão ser conquistados a partir da detecção precoce do problema.

 

 

 

A respiração normal é feita pelo nariz. Só quando respiramos pelo nariz o ar inspirado chega ao  pulmão  umidificado, filtrado e aquecido.

Quando a criança respira pela boca por um período prolongado pode ocorrer alterações osteomusculares que irão interferir na harmonia do crescimento buco-facial da criança.                                                                               

 

 

 Lábios ressecados, entreabertos e superior encurtado             

 

             Palato profundo

 

Atresia e apinhamento

    Mordida aberta

 

Mordida cruzada

   Mordida profunda        

 

Protusão maxilar e retrusão mandibular   

  

   Língua flácida       

 

Eliana Machado, cirurgiã dentista

   

 

De 1 a 7 de agosto -  Semana  Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que tem como objetivo apoiar, divulgar e incentivar a Amamentação. Este ano, no  Brasil, o tema escolhido foi:

 

        “AMAMENTAR AO NASCIMENTO, SEM NENHUM IMPEDIMENTO”

 

O Leite materno é o único leite com nutrientes essenciais e anticorpos que garantem mais saúde para o bebê. Estudos comprovam que crianças que foram amamentadas por leite materno são mais inteligentes e apresentam melhor desempenho escolar, melhor desenvolvimento dento-facial, menos hábitos bucais deletérios e  Síndrome do respirador bucal  que crianças que tomaram outro tipo de leite.  Bebês que usam mamadeira aumentam em 14,2 o risco de morrer por diarréia  em comparação com os bebês em aleitamento materno.     

O leite materno que é produzido a partir do parto até o sétimo dia, é chamado de colostro, é de cor amarelada e tem um grande valor nutritivo e transmite imunidade ao bebe.  Apresenta em média, vinte vezes mais imunoglobulinas A (IgA) do que o leite que será produzido pela mãe nos meses seguintes. O colostro também é laxativo e ajuda na eliminação do mecônio, ajudando a evitar icterícia. 

 Estudos nos EUA mostraram que cada colher de chá de leite materno possui 3.000.000 de células, glóbulos brancos do sangue materno, que são capazes de matar vírus e bactérias, evitando doenças no bebe.

 No Brasil, sabe-se que metade das mães deixa de amamentar no segundo mês, quando o ideal seria aos 6 meses. 

Amamentar é um ato de Amor que envolve toda a família e sociedade. A mulher necessita de apoio e encorajamento para manter uma amamentação prolongada.

Eliana Machado, cirurgiã dentista

Mais fotos do dia do respirador

22:30 @ 10/06/2007

Fotos do Ismael

Fotos AMPARB

22:14 @ 07/06/2007

Fotos do Dia de Atenção à Respiração Bucal, evento realizado no Parque Farroupilha(Redenção) em Porto Alegre, RS, dia 03 de junho de 2007.

 

 

 

 

 

 

A amamentação fortalece o padrão respiratório nasal, dando tonicidade adequado a todos os músculos do Sistema Estomatognático (da cabeça e pescoço) e correta postura da língua e lábios favorecendo o vedamento labial. Além de transmitir imunoglobulinas (anticorpos maternos) que previne doenças do trato respiratório.

VOCÊ SABIA QUE?

21:43 @ 07/06/2007

VOCÊ SABIA QUE?

  • A respiração mais completa e fisiológica é a realizada pelo NARIZ?
  • A criança é mais suscetível a doenças quando respira pela boca?
  • A respiração bucal pode ser prejudicial ao crescimento, desenvolvimento e postura do corpo?
  • Rinites, sinusites, hipertrofia de adenóides, asma e bronquites são alguns dos fatores associados à respiração bucal?
  • A respiração bucal pode causar danos ao posicionamento dos dentes?
  • O diagnóstico e tratamento devem ser realizados o mais cedo possível quando o indivíduo respira pela boca?
  • A respiração bucal pode prejudicar o desempenho escolar?

 

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LEIA E RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO (SIM* OU NÃO) PARA SABER SE VOCÊ E/OU SEU FILHO (A) É UM POSSÍVEL RESPIRADOR BUCAL:

  • Foi amamentado no seio por período muito curto?
  • Usou chupeta e/ou mamadeira acima de 24 meses?
  • Mastiga de boca aberta?
  • Ronca?
  • Baba quando dorme?
  • Tem/teve dificuldade de pronunciar sons ou palavras após os 4 anos?
  • Sua voz é rouca?
  • Tem crises freqüentes de garganta, ouvido ou nariz?
  • Tem os dentes mal posicionados?
  • Tem o palato (“céu da boca”) muito estreito ou profundo?
  • Está fora do peso? Tem queixo para trás, tem “papada”?
  • Tem tórax estreito ou “peito de pombo”?
  • Tem olheiras?
  • Tem problemas de coluna?
  • É muito agitado, desatento ou irritado?
  • Tem fôlego curto?
  • É sonolento?

 

* Se você respondeu SIM a alguma dessas perguntas, procure um atendimento especializado com um profissional dedicado à respiração bucal. São eles: Fonoaudiólogo, Cirurgião Dentista (Odontopediatra, Ortopedista Funcional dos Maxilares, Ortodontista), Médico (Pediatra, Alergologista, Pneumologista, Otorrinolaringologista, Neuropediatra), Fisioterapeuta, Nutricionista, Psicólogo.

O primeiro domingo de junho é o Dia Estadual de Atenção à Respiração Bucal. A data foi instituída no ano de 2005, por lei do deputado Paulo Brum, para chamar a atenção para o problema, que é bastante comum nos consultórios e traz muitos  malefícios à saúde. A Síndrome do Respirador Bucal (SRB) é um conjunto de sinais e sintomas presentes quando a respiração nasal não consegue ser mantida, por razões orgânicas e/ou funcionais. Com isso, funções importantes no organismo são alteradas, com repercussão direta no posicionamento dentário e na fala. Prejudica a sucção, mastigação e a respiração, fragiliza as vias respiratórias, altera a pronúncia de sons de alguns fonemas (como /s/, /z/ , /ch/ , /j/ , /ti/ , /di/ , /t/  e /d/), causa otites e outras  infecções constantes das vias respiratórias, entre outros prejuízos. Além disso, compromete o desempenho escolar, pois esses indivíduos podem se tornar desatentos, apáticos e/ou agitados. Muitas vezes são diagnosticados, erroneamente, como portadores do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

 

Uma pesquisa realizada pelo Projeto Respirar, idealizado por profissionais da saúde, em parceria com a ONG Voluntários Pela Qualidade de Vida, apontou a incidência do problema entre escolares. Foram investigadas crianças de 1ª a 4ª série do ensino fundamental em duas escolas de Porto Alegre, com perfis sócio-econômicos distintos. Os sinais da SRB foram detectados em 64,4% dos alunos. Na escola particular, 58,5% apresentaram características sugestivas do problema e na escola pública o percentual subiu para 79%. A pesquisa mostrou que os indicadores dos sinais e sintomas estão presentes na maioria das crianças das duas escolas, entretanto, os índices mais altos foram encontrados na escola da periferia.

 

Os pais devem estar atentos às crianças que roncam, que babam no travesseiro, que mantêm os lábios entreabertos e que têm sono agitado, bem como, as que são muito ativas e/ou apáticas.

 

Para prevenir o problema, o bebê deve ser amamentado exclusivamente no peito até os seis meses, não deve usar chupeta, nem alimentos liquidificados, além disso, os pais devem buscar, precocemente, tratamento para as doenças respiratórias.

 

No Dia Estadual de Atenção à Respiração Bucal, foi divulgado o início das atividades da Associação Multidisciplinar de Pesquisa e Atenção ao Respirador Bucal (AMPARB). A AMPARB nasce de uma fusão de profissionais da saúde envolvidos anteriormente com a Síndrome da Respiração Bucal.