GREVE
Médicos residentes param em sete hospitais
Publicado em 02.11.2006
Um ato público, no Hospital da Restauração (HR), localizado no Derby, área central do Recife, marcou o início da greve nacional dos médicos residentes em Pernambuco. Cerca de 800 profissionais estão de braços cruzados, por tempo indeterminado, em sete hospitais do Estado: Restauração, Agamenon Magalhães, Barão de Lucena, Otávio de Freitas, Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip), Servidores do Estado - Ipsep e Regional do Agreste, em Caruaru.
Mesmo com a categoria suspendendo os trabalhos nos ambulatórios e nas enfermarias, a população ainda não está sendo prejudicada. Na próxima quarta-feira, às 8h, haverá nova mobilização e assembléia para definir os rumos da greve no Estado. A paralisação ocorre também na Bahia, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.
De acordo com a diretora da Associação Pernambucana de Médicos Residentes (AMPR), Maria Maia, a adesão foi de quase 100%. Mesmo assim, na manhã de ontem, o atendimento foi normal no ambulatório do Hospital da Restauração, onde atuam 140 residentes. “Ninguém deixou de ser atendido aqui porque a categoria acompanha os especialistas, responsáveis pelas consultas. Eles estão em aprendizagem”, disse o coordenador da recepção do ambulatório Ivan Miguel. Nos outros hospitais, a paralisação não alterou a rotina.
Os médicos residentes reivindicam um reajuste de 53% da bolsa-auxílio (congelada desde 2002), o que aumentaria o salário atual de R$ 1.474 para R$ 2.275. A carga horária da categoria é de 60 horas semanais. “Também queremos fiscalização dos nossos direitos, melhorias no ensino e a redução da jornada de trabalho”, disse a diretora. Ela informou, ainda, que os residentes estão em negociação, desde a última sexta-feira, com os Ministérios da Educação e da Saúde.