Após diários apelos das nossas representações para que o Governo resolva a falta de medicamentos importantíssimos do Programa de Alto Custo para as pessoas autistas e as pessoas com transtornos globais do desenvolvimento, os quais não podem ser retirados abruptamente, obtivemos um posicionamento de uma repesentante da área da Saúde que faz questão de desconhecer toda a urgência da situação e o fato de ter uma lei aprovada garantindo direitos para essas pessoas. Esta representante da Sesab, economista de formação, nos informou o seguinte, transcrito abaixo :
"Assim como ficou acertado na nossa última reunião, na Casa Civil que o grupo deveria participar no Conselho da Pessoa com Deficiência e que nós, da saúde, montaríamos um grupo de trabalho para a elaboração do plano de trabalho estadual e da política de saúde para a pessoa com deficiência. Estamos fazendo um diagnóstico da rede de atenção à pessoa com deficiência, quanti e qualitativamente, para subsidiar o desenho da rede estadual.
Assim que marcarmos a reunião, e será logo, todos os parceiros serão convidados.
Já programamos uma capacitação para dentistas, e outras deverão ser agendadas.
Quanto aos medicamentos, gostaria que vocês viessem aqui, para que possamos esclarecer qual é o problema".
Nós, representações do segmento de autistas e de pessoas com outros transtornos do desenvolvimento, queremos alertar que, em nenhum momento, cogitamos ou fizemos acordo de forma a colocar o Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência como empecilho à operacionalização da lei aprovada para o nosso segmento, o mais breve possível. Se há pessoa fazendo este tipo de acerto em nome do segmento naturalmente não está autorizada a fechar com este tipo de encaminhamento. Também questionamos a seriedade do argumento de que não nos receberam por estarem fazendo ainda um diagnóstico da rede estadual para atenção da pessoa com deficiência. Enquanto os deficientes autistas e outros necessitam de medicamentos, que, na sua falta, os deixam fora de si, e as entidades precisam dos recursos próprios existentes e de convênios paa não serem despejadas ou deixarem de estar prestando assistência diária ao seu público, os representantes da Sesab anunciam que já avançaram com capacitações de dentistas, claro que essenciais, mas na hora certa. Depois inclusive de resolvido o problema de transporte, que, em ônibus, resulta em muito sofrimento.
Com a palavra o Dr. Jorge Solla, com quem gostaríamos de ter um encontro para definir quem de fato é interlocutor nesta questão. Quem vai tratar da operacionalização das nossas necessidades e quem vai fazer a integração disto no geral da deficiência do estado ? Mas jogar tudo, sem atentar para as especificidades e urgências, num pacote só, tira toda a seriedade das intenções que se dizem as mais amplas, gerais e irrestritas.
Leiam de novo, atentamente, a informação a nós prestadas, buscando o seu significado e extensão.
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