Na página do "Plaxo", a surpresa do dia!
15:48 @ 29/09/2008
Ele há ...
Estava eu a consultar o meu correio electrónico e vejo um recado do Plaxo dizendo que havia um comentário novo a uma mensagem do António Vilhena que divulgava um post do Café Portugal@ que divulgava uma reportagem de Santos Mota sobre o Peter, aquando da passagem pela cidade da Horta do Passeio de Jornalistas.
Fui ver... e não acreditam a boa surpresa que me aguardava.
Não digo mais nada. Leiam vocês.
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A chuva cai lá fora, onde os iates enchem a marina. Um francês puxa uma cadeira, apoia o pé direito, destapa a guitarra e canta.
Baladas de marinheiros que prescutam os seios de duas dinamarquesas tostadas de modo sacana pelo sol atlântico, matinal e cheio de salsugem.
Ganham coro e palmas.
O gin e a cerveja aguentam mais tempo nos copos.
Este é o PETER'S, como o vejo. Um dos dez cafés mais conhecidos do mundo.
Há quem no Faial só o conheça, mais o vulcão dos Capelinhos e o anticiclone.
Há dias em que basta isso.
O Sr. Henrique comanda o balcão e distribui cumprimentos invariavelmente, neste porto de abrigo, terra firme em que as conversas são como o mar alto.
Sempre assim.
Rostos queimados, cabelos despenteados, sorrisos, silêncios, liberdade nestes cantos sempre vagos.
Por vezes penso que a língua mais exótica é o português por aqui...
Tudo começou há muito tempo.
Em 1888, Ernesto Azevedo abre um bazar de artesanato regional.
Em 1901, encosta-o ao porto e alia bebidas ao negócio. Henrique, seu filho, ajuda-o. Um inglês chama-o de Peter.
Mais fácil.
O nome ficou.
Como as histórias de hospitalidade, refúgio e amizade.
Como a água e comida que se levava às embarcações que até à chegada do médico aguardavam ordem para atracar.
Das noites de comida e bebida e o cheiro feminino do alto mar, até de madrugada.
De notícias frescas do mar e do mundo.
De posto fiável de correio.
Hoje são menos as cartas que ficam dentro do balcão, sinal que a nova vaga de lobos do mar tem internet - sempre disponível - mas que privilegia ainda o contacto aqui.
O passa-palavra foi eficaz.
Navegador que se preze sentou-se por aqui.
Mas nada bate o genuíno, garanto eu.
Daqui se espreita as embarcações, os murais pintados no porto e a imensidão do Atlântico.
Madeira escura, bandeiras, galhardetes, dentes de baleia, posters, rascunhos, postais e memórias. No piso de cima uma magnífica colecção de scrimshaw -incisão e desenho em dentes ou ossos de baleia.
Daqui guardo um pólo que alma amiga (e corpo...) depois de ter apanhado uma carga de água, me ofereceu.
Uso-o com carinho, como a amizade, que assim deve ser cuidada.
O francês saiu já porta fora. Voltam as conversas. Cheira a bife com pimenta.
Dá vontade de fazer conversa.
Da vida, dos pequenos nadas, de barcos, viagens e tempestades.
De solidão e sorrisos, de companhia e...boa ideia!
Vou convidar as nórdicas para um gin...
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Não conheço o autor a não ser de anteriores comentários a mensagens do Grupo "Descobrir PORTUGAL" que criei no Plaxo. No seu perfil apenas quase um nome : Artur Lobo.
Meu caro, só por esta surpresa já vale a pena o esforço da criação do Grupo. Volte quando quiser e deixe os recados que entender.
Cá estaremos para o ler com atenção e vontade.
Até mais ver...
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