Grupos

UMA SEMANA APÓS O LANÇAMENTO, PANORAMAS DE COLETIVOS DE TODO O PAÍS COMEÇAM A DAR UMA CARA PRO CINECLUBE VIRTUAL E UM DIRETOR AUTO-EXILADO NO JAPÃO SE DESTACA.

        por biAh weRTHer

 

Finda a primeira semana do cine.CLUBE.8ito pela internet já dá pra entender para onde vamos. [ http://www.youtube.com/groups_videos?name=cineCLUBE8ito ]

O cineclube virtual começa a ganhar uma forma que os próprios realizadores vão determinando ao longo dos dias, livremente. Curiosamente, a característica, assim de início, tem sido panoramas com vários filmes de um mesmo diretor/coletivo, o que certamente gerará debates ricos porque são obras completas, ou quase. Tiro daí um saldo: 'a fome de exibir'. É que a falta de espaço, mesmo com o retorno do movimento cineclubista, para curtas de experimento, para cineastas sem sobrenome, para produções livres é tão esmagadora e sufocante que o cineclube virtual passa a ser uma sala que vai além de vitrine para a obra, mas pode ser também um espaço de troca, de reação e de divulgação de um movimento coletivo, dos coletivos, dos autores e das suas particularidades. Daí, nada mais lógico que os cineastas estejam querendo subir toda a sua história pra que o mundo assista e aconteça o diálogo.

 

Me parece que este formato pode mostrar para o público do cinema independente e até para exibidores alternativos (cineclubes e afins) que há muito mais núcleos produtores e autores do que revelam os veículos globais e vários grandes festivais purpurinados e salpicados de dinheiro público, mas nem por isto comprometidos com a difusão. É só procurar, buscar novas fontes e horizontes, não demanda muito esforço nem é preciso do google pra dar de cara com a diversidade real e palpável. O incrível é que nem tão amadores assim são os cineastas anônimos do Brasil. Portanto, programadores e curadores de espaços culturais chiques e reservados já podem relaxar, nossos filmes 'alternativos' não vão botar o público pra correr. Vamos subindo filmes com os contatos dos realizadores e vocês podem muito bem convidá-los para suas sessões.

 

 

EM CARTAZ

TÁ DOMINADO

'Tá tudo dominado', 2003, RJ, é um doc de 26 minutos. Roteiro e Direção do carioca Roberto Maxwell, que hoje vive no Japão.

Se o cineclube virtual do Cinema 8ito é uma surpresa das melhores que nosso coletivo já teve (em uma semana, bombaram dowloads nos curtas em cartaz), maior surpresa é este filme sobre o funk carioca. Nada menos que 1338 pessoas acessaram o curta até o momento em que escrevo esta matéria. E, te digo, são 26 minutos que valem a pena.

Além deste documentário, RMaxwell exibe vários outros curtas no cineclube virtual. Entre eles mais um destaque. Dekassegui, realizado pelo diretor já no Japão, teve 30 downloads em 4 dias, menos que vários outros filmes em cartaz, mas é que ele pode ser encontrado em outros endereços na internet e será exibido em tela grande no RJ.

Fiz questão de, antes da entrevista com este diretor mais que livre, falar um pouco sobre como conheci este realizador que vem lotando a nossa sala. Porque o Brasil é um 'pos-colonizado' curioso e antiquado que inventa, a cada ciclo, meia dúzia de nomes sagrados, fechando olhos e ouvidos para a ventania aqui fora do castelo, aqui na rua que não leva até os balcões. Penso que um cineclube hoje em dia pode - deve? - registrar, marcar, publicar, preencher esta lacuna da história do cinema nacional.  Estas nossas simples memórias do dia-a-dia são o retrato mais fiel do cinema brasileiro atual, portanto é bom deixar registrado.

 

Como conheci o diretor de 'Tá tudo dominado', 'Dekassegui (foto abaixo)', 'Fome' e 'Capítulo Primeiro', todos em cartaz (confira! os curtas!).

DEKASSEGUIConheci o Maxwell numa das nossas mochilagens pelo Brasil. Tínhamos ido ao Rio dar uma oficina num projeto que chamava Mostra do Filme Livre, o nome do evento quem deu nem fomos nós, mas o Pedro Bronz, um cara muito massa de um Cineclube que chama Pela Madrugada e realizava curtas em super 8 e 16 mm. As últimas notícias que tive do Pedro, foi quando ele convidou um curta do Cinema 8ito pra exibir no 'Atacadão de Filmes' que rola(va?) no Rio. 

Bom, foi um momento importante pro Cinema 8ito (na época Cine8). No primeiro dia do evento entrei no CCBB e vi um banner de uns 5 metros com a arte que eu mesma tinha feito. Um orgulho. Tínhamos, como sempre, levado uma imensa mala com filmes em vários suportes, longas, curtas, médias. Eu fiz questão de exibir o 'Deu pra ti anos 70' e tivemos de repetir a sessão porque aquele filme não tem tempo nem espaço e todo mundo quer ver. E o programador do CCBB, um cara muito bacana, tratou de conseguir alguns títulos internacionais que André incluiu no programa, como Stroheim e Dziga Vertov. Foram dias de correria entre dar aula, projetar, filmar com alunos e sair com todo mundo todo o dia pra trocar e debater tomando vinho (mania de gaúcho até no Rio).  Desenhei uma instalação maluca pra o dia da abertura das oficinas. Deu super certo.  

Após a instalação, ao acender a luz e olhar os olhos das pessoas, surgiu a surpresa mais fantástica, que mesmo a gente vivendo várias vezes, sempre emociona, vi gente de vários locais do país, buscando algo novo. Acho que praticamente todos os mais de 30 nomes saídos daquela oficina trabalham hoje em seus coletivos, realizando muitos filmes e exibindo também. Entre eles estavam o Maxwell, Luciano Rocha, Maya Pinsky (que eu já conhecia), Loli e Marco (que já tinham feito oficinas comigo em SC e em Brasília), Bruna, Karen, Bruno, Andrea e muito mais gente. Com o Maxwell bateu na hora uma coisa de querer conhecer melhor.

A mim ele foi alguém que marcou naquela oficina por ser um professor, e um cara super sério, falante, cheio de idéias. Isto me dava vontade de debater com ele, até porque o método que eu tinha levado, como sempre era bem fora dos padrões. Não era uma oficina da ferramenta. Além do mais, ele conseguiu fazer com que seu argumento fosse um dos três escolhidos pra filmarmos. E o modo que o André Arieta inventou para que criássemos e escolhessemos os argumentos era de anonimato, ou seja, a idéia dele era muito boa mesmo. Depois o filme - realizado muito bem por alunos de SC, SP e Rio - foi premiado e hoje vem sendo exibido sempre pela empresa que produziu conosco o evento.

Bem, nas oficinas livres tem alunos que ficam na memória porque são meio professores da gente. O Roberto é um desses caras, um colega cineasta da maior qualidade artística e humana. Como eu ministro oficinas pra aprender, aprendi com ele e com vários alunos e não me surpreende que seus filmes estejam fazendo tanto sucesso na nossa sala virtual.

biAh weRTHer

 

 

ENTREVISTA COM ROBERTO MAXWELL (foto)

O Cinema 8ito entrevistou o diretor do 'TA TUDO DOMINADO'. Ele fala um pouco da sua história pessoal, a 'fuga' para o Japão, sobre como pratica seus filmes e se dedica ao elenco, direitos autorais e cinema na internet. Vale a pena conhece-lo e aprender um pouco.

 

cC8: Teu cinema é bastante autoral. Conta pra gente um pouco da tua história,
o começo aqui no Brasil e esta tendência que tens para a crítica social.

RM: Bem, eu nasci no Rio de uma familia meio complexa, mestiça, cristã e
migrante. Meu pai deixou a gente cedo e minha mae só casou-se um pouco
depois. Desde moleque estava eu na lida, ajudando a minha mãe no possível,
cuidando com ela da minha irmã. A gente perambulou um pouco e acabou vivendo
o processo de periferização do Rio de Janeiro. Fomos morar na Baixada
Fluminense, uma das áreas mais pobres do pais, cheia de migrantes, afastada
do grande centro, em termos culturais. Eu estudava numa escola no Rio, cuja
qualidade de ensino era muito acima das escolas da Baixada. Então, acabei
permanecendo por lá. Minha vida era diariamente da região central para a
periferia.

Formei-me professor do Primeiro Segmento do Ensino Fundamamental e logo
ingressei na Prefeitura da cidade onde eu morava e na Universidade pública,
onde cursei Geografia. Essa é minha historia pregressa e, acho que,
incluindo o fato de ter sido criado numa família cristã e me descobrir
homossexual muito cedo, é a teia de universos e realidades que me compõe.

Fui fazer cinema depois de uma frustrada passagem pelo teatro. Os diretores
diziam que eu era bom ator, talvez até fosse, mas a forma como as pessoas
trabalhavam no teatro me assustava. As pessoas usavam muito como terapia e
havia tantos problemas estruturais... Dai, eu decidi parar o curso
profissionalizante de ator que eu fazia. Fiquei meio perdido, fui para
Portugal com a intencao de imigrar, mas vi que a realidade de la era
complicada demais. Eu já tinha bons empregos no Brasil, era reconhecido como
bom professor, nao ia viver melhor lá. Então, voltei e me matriculei para
fazer cinema na Estácio de Sá, no Rio. Foi lá que eu conheci os fundamentos
do cinema, com os professores, alguns deles grandes diretores como o Pedro
Camargo e o Luis Carlos Lacerda, e os colegas de turma.

cC8: Dá pra perceber uma pluralidade no teu trabalho pois, mesmo já tendo uma
marca, tanto podes ir pro documental como optar pela ficção. Dentro disto,
poderias discorrer um pouco a respeito da tua direção de elenco? Tens algum
sistema exato pra seleção, laboratórios e ensaios ou cada trabalho tem um
método? Como rola tua relação com os atores, diálogos, improvisos, etc.?

RM: Meu olhar sobre o cinema não consegue categorizar filmes como documentário,
ficção ou qualquer outro rótulo. Eu penso muito na história que eu quero
contar. Daí, penso quais sao os melhores meios. Então, surge o filme
completamente encenado como o Capítulo Primeiro ou baseado em entrevistas ou
imagens captadas no 'mundo atual'. Em alguns momentos, isso se mescla. Acho
que Dekassegui é o mais próximo disso que eu quero dizer. Há encenação
rigorosa com o ator ao mesmo tempo que todos os sons e muitas das imagens
foram captadas de improviso. E, da mesma maneira que cada historia impoe uma
forma de ser contada, cada filme vai ter um metodo de trabalho, de captacao
das imagens, de escolha de atores/personagens.

A herança maior do teatro no meu trabalho é o rigor no trabalho com o ator.
Não um rigor grosseiro, que muito diretor tem apenas para se firmar como
autoridade. Mas, um rigor estético, principalmente de escolha para o
personagem. Claro que nem sempre eu faço o melhor, fiz um filme infantil em
que, apesar do resultado final muito bom, meu trabalho de diretor foi minado
por um receio bobo que eu tive no set: o de encarar o trabalho com um ator
famoso. Desde então, decidi me aprofundar no que vinha fazendo
anteriormente: escolhendo os atores dentre o meu circulo de contatos  - nao
por panelinha, detesto isso, mas por afinidade artística - trabalhando um
entendimento racional e intelectual do filme, ensaiando bastante e sobretudo
dialogando. O ator inteligente é o melhor ator que tem e a gente só
reconhece um ator inteligente conversando e muito com ele. Um ator
inteligente enriquece o filme como um todo. Ele conhece seu personagem a
fundo, conhece a trama, entende como se da o processo de filmagem, se
fragmenta para construir o personagem da maneira fragmentada em que
filmamos. O ator de cinema tem que ser muito, mas muito bem informado e
versátil. O cinema é uma arte tecnológica e o ator que trabalha nele deve,
igualmente, ser um trabalhador do mundo tecnológico. E o trabalhador deste
cybermundo é um cara que detém informações de todos os lados.

cC8:  Como foi isto de ires pro Japão. Como está sendo a tua trajetória como
realizador aí?

RM: Bem, minha vinda pro Japão foi uma fuga do Brasil. Estava passando por um
momento muito ruim, em que as coisas não saiam do lugar, em que eu me sentia
inútil e martelando uma tecla que ninguém mais queria ouvir. Estava cansado
do Rio de Janeiro, uma cidade onde tudo é aparência, onde as pessoas
circulam nas ruas como se estivessem encenando para a câmera da Globo. A
violência comendo solta e o carioca indo para a praia aplaudir o por-do-sol
e aquele discurso babaca que o 'Rio de Janeiro continua lindo' e 'tempo bom
era aquele da Bossa Nova'. E, pior, gente interessante encampando o
discurso, se deixando levar por ele. O Rio de Janeiro é uma cidade violenta
desde que surgiu. O Rio foi seqüestrado no seu nascedouro, assassinaram os
nativos, depois viramos um dos maiores ajuntamentos de escravos do pais.
Dai, vem um grupo dizer que a cidade era linda, a garota de Ipanema, os anos
50, bla bla bla. A cidade era violenta e, claro, essa violência não atingia
a Garota de Ipanema, logo para ela e tudo o que ela representa, a violência
não existia! Essa cegueira me irritava. Por outro lado, as decepções
políticas, artísticas, falta de espaços para fazer filmes fora do esquema de
verba do governo... E as decepções afetivas, o meio gay se enclausurando no
gueto de novo... Tudo isso estava me enlouquecendo! Dai, pintou uma bolsa de
estudos num programa do governo japonês para professores. Me candidatei e
vim, sem saber nada de japonês. Tudo o que eu pensava que ia acontecer, deu
errado. Pensava que ia estar solitário, pensava que não ia fazer amigos,
pensava que não ia me adaptar... A prova final disso se deu agora que estou
em viagem em Bangkok. Nunca senti saudades de casa em viagem. Neste momento
em que escrevo, estou doido para voltar para minha casa. E, enquanto estou
respondendo isso, estou no MSN com um amigo com quem eu comentara este
sentimento. Ele pensou que eu falava do Brasil. Disse para ele que não, que
meu lar era no Japão. Ele ficou chocado.

Como realizador, as portas se abriram aqui no Japão. Conheci uma galera na
faculdade. As faculdades tem círculos de atividades, um deles é o circulo
de cinema. Comecei a me enturmar com eles. Eles tem uma produção enorme. Um
cara tem a câmera e eles vão se revezando e filmando seus filmes. Todo mundo
faz tudo: câmera, atua, edita. Fiz o Dekassegui com eles. Quando chegou a
hora de editar, convidei um dos meninos para fazer. Ele não aceitou. Disse
que eu deveria faze-lo. Caí para trás. Tenho horas de experiência acumulada
como diretor, não como editor. Nunca tinha nem capturado uma imagem sozinho.
Na verdade, eu não tinha consciência do equipamento que eu comprei aqui, por
um preço absurdamente inferior do que no Brasil: um iBook G4. Comecei, meio
com medo, a editar no iMovie e depois comprei o Final Cut Express. Dali, foi
mole. Hoje me sinto muito mais livre para filmar e finalizar o filme no meu
tempo, no tempo das minhas questões. Com o Dekassegui foi assim. Eu montei a
imagem e fiquei mais dois meses até saber o que eu realmente eu ia fazer
com o som. Essa liberdade, nenhum amigo me daria em seu computador. Esses
dias, estava entediado num dia de chuva e fiz um programa de 10 minutos para
internet. Todo filmado no meu quarto, sem preocupação com qualidade de
imagem e tal, mas cheio de vontade de testar coisas. Ficou uma merda, e eu
adorei! Essa liberdade, eu não tinha no Brasil. Além disso, o acesso a
internet mais estável, faz com que eu me dedique mais a colocar coisas on
line - no You Tube e no blip - e a dominar a tecnologia. Isso me levou ao
podcasting e ao Creative Commons, duas idéias do caralho, em que a minha
arte assume o que ela realmente é: um bem de todos. Agora, estou querendo
produzir mais conteúdo para iPod Video. Todos os meus filmes on line estão
disponíveis em versão para iPod. Esse podcast de vídeo vem me fazendo ser
visto por pessoas em lugares inimagináveis. Acho que isso é o cinema, uma
arte reprodutível, cuja linguagem a maioria do mundo domina e, portanto, não
pode ficar restrita ao circulo de amigos. Aliás, quando vc jogou a idéia no
Orkut, a idéia do Cineclube Virtual, eu pensei: a Biah eh do caralho, eu
sabia q ela ia fazer isso!

Eu procuro conteúdo brasileiro na internet, no
You Tube mesmo, nao acho quase nada. Nem pirata! Há uns meses, finalmente
alguém colocou o clipe Made In Japan do Pato Fu on line e eu pude mostrar
pros meus amigos japoneses! Você clica nomes de bandas brasileiras, acha pouca
coisa. Mesmo os japoneses que não são N.E.R.Ds de internet como a gente,
colocam mais coisas on line. Um dia desses, um colega cineoitista me
respondeu, sem querer, o que acontecia no Brasil. As pessoas tem poucos
conhecimentos sobre direito autoral e, na verdade, ainda valorizam muito o
copyright. Na área de música, as discussões sobre o Creative Commons estao
bem avançadas. Na verdade, o mercado musical para bandas alternativas, fora
da industria, passa por um completo desprendimento do copyright. As bandas
disponibilizam musica on line e ganham em outros negócios. A gente que faz
cinema alternativo, pode se enveredar por esse caminho. Eu, pelo menos, já
me joguei nele. Se eu vou fazer negócio com ele? Provavelmente não. Mas, eu
não vou deixar de filmar porque não estou ganhando dinheiro, vou? A resposta também
é não. Logo, pelo menos, o filme vai ser visto. E, desde que optei por
disponibiliza-los na net, tantas portas se abriram... Não me arrependo e
gostei muito de ver mais pessoas fazendo isso.

ANIMUS

Um vídeo  por Alan Stone Langdon

 

Assista o filme:  http://www.youtube.com/groups_videos?name=cineCLUBE8ito

 

O curta sob o ponto de vista do diretor:

''Animus surgiu numa época em que eu estava tendo muitos pesadelos sobre minha casa estar sendo invadida ou assombrada por alguma entidade externa... Eu estava no início de meu relacionamento com Camila, e minhas insegurancas a respeito do relacionamento estavam se traduzindo em pesadelos desse tipo (coisa comum pra mim no início de relaçoes... acho que tenho dificuldades em aceitar inícios). Eu também estava me dando conta de como eu havia passado os últimos anos deixando de lado a pintura e me dedicando mais ao vídeo e cinema... Essa "morte" de meu lado pintor se misturou com a idéia de matar meu lado que iniciava um relacionamento... Por isso, acordo acompanhado na cama e estou sózinho no fim do vídeo. Pra mim, a arte e o amor sempre se misturam, entao gosto dessa ambigüidade do significado desse vídeo, acho que isso eh interessante.

 

 A respeito do Coletivo Pintô Sujêra

 

A Equipe Pintô Sujêra eh, de maneira solta, um coletivo audiovisual composto por amigos de infancia que gostam de fazer videos debochados, um pouco bregas, divertidos, filosoficamente baratos e criados em clima de improviso, misturando documentario com ficcao. Entre seus videos destacam-se  "Na Estrada da Vida", o video clipe "Hey! Tu! Todo Mundo!", o documentario experimental "O Fim do Mundo" (selecao oficial do 14o Providence Latin American Film Festival, ns EUA), "Em Busca da Saleira Perdida" e "Providencia: Como Fazer um Comercial de Cassacha". Situado em Florianopolis, SC, o Pintô Sujêra inclue Guilherme Ledoux, Alan Langdon, Denis Warren, Anderson Vicente, Alexandre Schadeck (SP), Sandrigo Rodrigues (SP), Camila Sokolowski, Andrey Silva, Betova e Branco.

http://www.pintosujera.com.br/

 

Alan Stone Langdon

Biografia do Videasta

Residente Permanente no Brasil desde 1983, Alan nasceu na Pennsylvania, EUA, em 1977. Desde criança atua com energia nas artes plásticas, produzindo uma constante e diversa gama de trabalhos. Em 1997 começou a criar filmes, vídeos e animações independentes, explorando e mesclando gêneros como o documentário, a performance, a ficção pessoal e a computação gráfica. Nada conceituais, seus trabalhos  tendem a nascer de experiências e sentimentos pessoais, num equilíbro entre o interno e o externo. Alan também é co-fundador/diretor da Equipe Pintô Sujêra, um grupo de amigos que produz vídeos improvisados repletos de figuras inusitadas e filosofia barata. Atualmente trabalha como finalizador de vídeo na Universidade do Sul de Santa Catarina, enquanto produz vídeos independentes com a ajuda de seus amigos e seus cachorros Betóva e Branco.        

Filmografia

                2005                       O Fim do Mundo. Documentário Experimental. Vídeo digital. 21 minutos.

                2004                       Providência: Como Fazer um Comercial de Cassacha .

Experimental/Documentário, Vídeo Digital. 9 minutos.

2004                 Hey! Tu! Todo Mundo!. Videoclipe, Vídeo Digital. 7 minutos.

2004                 Animus. Ficção, Vídeo. 3 minutos.

2002                 Viva Cabo Verde. Documentário, Vídeo. 21 minutos.

2001                   Em Busca da Saleira Perdida. Ficção pessoal/Documentário. Vídeo. 32 minutos.

2000                 esta casa nico. Performance/Experimental. Vídeo. 13 minutos.

1999                       O Poeta. Animação em computador. 12 minutos.

1999                   Na Estrada da Vida. Ficção/Documentário. Vídeo. 26 minutos.

1998                  The Lobby  (O Saguão). Ficção. 16mm Preto e Branco. 7 minutos.

1998                  The Philosophical Implications of Grammatical Dyslexia.

                                (As Implicações Filosóficas da Dislexia Gramatical)

                                Animação Stop-Motion. 16mm Colorido. 3 minutos.

 

 

ASSISTA O FILME:  http://www.youtube.com/groups_videos?name=cineCLUBE8ito

 

As sessões do cine.CLUBE.8ito versão internet estão em teste. Nos ajude a deixar tudo nos trinques. Se vc achar que alguma informação está enrolada, avisa a gente.

Assista os curtas: http://www.youtube.com/groups_videos?name=cineCLUBE8ito

Apresentando mais 8iteiros !

11:06 @ 26/03/2006

Neste espaço vamos colocar foto e breve apresentação de todos os 8iteiros que ainda não apresentamos direito: Gy, Ivana, Paulix, Rochele ....

e nossos irmãos de sangue mais próximos Ellen, Yury, Erick, Tangerino, Abel.....

www.cine8.cinema.com.br

 

cine8.quem é Gustavo Razzera?

10:39 @ 26/03/2006

Razzera entrou pro cinema 8ito depois que foi premiado no flô e fez uma oficina com a gente. dalí pra cá tá em todas com a turma.

guentaí que já colocamos as infos do razzera aqui, ele é o cara, fotógrafo dos bons.

cine8.quem é biAh weRTHer?

10:36 @ 26/03/2006

  biAh tá incorporando a Rita,
sua personagem no 35 mm BITOLS.

jájá completamos biAgrafia

 
 
 
Saite Cinema 8ito: www.cine8.cinema.com.br
 

cine8.quem é Nina Tedesco

10:34 @ 26/03/2006

Da coordenação do FLô..

jájá a gente completa a Nina

cine8.quem é Fred Ruas

10:28 @ 26/03/2006

 

 
 
 
Fred Ruas - Assistente de Direção e Editor. Adora produzir e/ou dirigir vídeoclipes. Edita making ofs legais. Dirigiu dois dos trabalhos que estão no primeiro DVD de curtas do Cinema 8ito (a antologia Geléia de Olhos). Fred também é um guri que que já ganhou prêmios de cinema, mas não se acha só por causa disso.
Tem mais sobre o Fred:
 
 
 
 
 
 

 
 

cine8.quem é André Arieta?

10:19 @ 26/03/2006

André Arieta

André Arieta - Roteirista. Diretor. Produtor. Também compõe nossas trilhas e é nosso produtor musical.
Ministra ótimas oficinas de roteiro que deixam os alunos muito satisfeitos. Escreve pra alguns veículos independentes.
É o front man, gruitarrista e, eventualmente, baixista da banda Musical Panorama. Junto com a biAh faz os melhores roteiros do Cinema 8ito. Curador do FLô. Costuma ser um cara de olhar aberto e inovador quando participa de júri. André é um cara premiado que não tá nem aí pra isto. Tá deixando de ser radical (antes só filmava em película) mas continua no cinema desconstrução.

 

 

André nos set do Curta 'UMA'

http://www.cine8.cinema.com.br/

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=128071

 

cine8.quem é Edu Ioschpe?

00:10 @ 26/03/2006

Edu Ioschpe
 
Edu Ioschpe do .Cinema 8ito.No Coletivo  Cinema 8ito o Edu é  um Produtor milagroso que tira leite de pedra, sempre tem uma carta na manga. Encara as partes complicadas como orçar os projetos e produção de set. Em outros momentos o Edu pode ser um Diretor de Fotografia super apaixonado. Mas, meio renascentista, adora fazer de tudo, pesquisas de arte, elenco e locações. Junto com a biAh fez projetos malucos de cenário e adereços para o UMA. Montou o Tábua com a biAh também. E os dois tão na parceria na Arte e produção de Locações do Bitols, entre outras coisas. E tem outras parcerias bem legais desses dois artistas esquisitos em mostras do cine.CLUBE.8ito, como as interferências na abertura do Flô 2005.  
 
O Edu é ótimo com as cores do mar e do céu. 
 

quem é o .Cinema 8ito.?

20:05 @ 25/03/2006

Orkut Cinema 8ito: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=128071

Saite Oficial: http://www.cine8.cinema.com.br/

Não estamos todos nesta foto. Isto foi no inverno de 2005, durante a pré do Tábua e do UMA.

Nós somos:

Gyan Celah, Edu Ioschpe, Gustavo Razzera, Paula Letícia, Fred Ruas, biAh weRTHer, André Arieta. (estes estão na foto).

Tem ainda a Nina Tedesco, Ivana Dalle Molle, Rochele Zago.

Meio que extra-oficialmente tem o Abel Borba, o Rodrigo Tangerino,  Erik Lisboa, Yury Hendrik,  Bernardo e mais uma galera que tá sempre por perto participando de filmes, do festival, das oficinas, das ações todas.

O Cinema 8ito é um coletivo que produz, esse coletivo mantém o cine.CLUBE.8ito, que exibe. Massa né?

Era isso, eta nóis!cinema 8ito turma da paz