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Viva a catástrofe! Os bons tempos voltaram

Sempre que há uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: "Eu não avisei? Bem que eu falei, não adianta tentar que sempre dá tudo errado...".

Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Já perdemos, para que lutar? O avião explodindo nos dá uma sensação de realidade. Parece o Brasil indo a pique -o grande desejo oculto da sociedade alijada dos podres poderes políticos, que giram sozinhos como parafusos espanados.

Não é uma ameaça de CPI, não é um perigo de crash da Bolsa. É morte, gás e fogo. E nossa vida fica mais real e podemos, então, aliviados, botar a culpa em alguém.

Chovem cartas de leitores nos jornais. Todas exultam de indignação moral, todas denotam incompreensão com o programa do governo de reformar o sistema, programa muito "macro", mal explicado, "muito cabeça" para a população.

Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a platéia. E a oposição, aliada à oligarquia, usa bem isso. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise externa, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. A finalidade da política é impedir o país de fazer política. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

Há uma tradição colonial de que nossa vida é um conto-do-vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

O fracasso nos enobrece. O culto português à impossibilidade é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do séc. 16, em que só o Estado-Rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso. Até hoje somos assim. Só nos resta xingar e desejar o mal do país.

Quem tem coragem de ir à TV e dizer: "O Brasil está melhorando!", mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do país é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar. O avião da TAM derreteu feito bala de açúcar na boca dos golpistas.

O fracasso é uma vitória para muitos. Não fui eu que fracassei, foi o governo, o “populismo”. O maior inimigo da democracia é a aliança entre o ideologismo regressista e a oligarquia vingativa. Nossos heróis todos fracassaram. Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

O que moveu Pedro Simon e Arthur Virgilio foi a esperança do caos. Pedro Simon se acha o missionário da catástrofe. Ele é o ideólogo da explosão de furúnculos. Ele acredita no pus revelador. Virgilio quer levar em seu declínio o país todo com ele, cair destruindo, numa espécie de triunfo ao avesso. Ele é o último bastião do patrimonialismo tradicional, resistindo ao capitalismo impessoal.

Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é "moral". Este "bonde" funk de neo-udenismo psicótico, este lacerdismo tardio, este trenzinho de "janismo" com "collorismo" visam impedir a modernização do país, sob a capa do "amor". São a favor da moralidade, mas contra a lei de Responsabilidade Fiscal.

Esta onda de moralismo delirante busca impedir a reforma das instituições, que estimulam a imoralidade. Tasso , tocando trombone sob um telhado de vidro, é o grande exemplo. Arthur Virgilio, com boquinha de ânus e vozinha de padre, outro.

Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da "zona" geral. O Brasil é visto como um grande "bode" sem solução, o paraíso dos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. A miséria tem de ser mantida "in vitro" para justificar teorias e absolver inações. A academia cultiva o "insolúvel" como uma flor. Quanto mais improvável um objetivo, mais "nobre" continuar tentando. O masoquista se obstina com fé no impossível.

Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é sórdida, a desconfiança é sábia: "Aí tem dente de coelho, "alguma" ele fez...".

Jamais perdoarão Lula por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à "realpolitik". Quase nenhum "progressista" tentou ajudá-lo nessa estratégia. Quem tentou foi queimado como áulico ou traidor, pela plêiade dos canalhas e ignorantes. Talvez tenha sido um dos maiores erros da chamada "social-democracia", talvez a maior perda de oportunidade da história. Agora, os corruptos com que Lula se aliou para poder governar querem afogá-lo na lama.

A "realpolitik" virou "shit politics".

Assim como o atraso sempre foi uma escolha consciente no século 19, o abismo para nós é um desejo secreto. Há a esperança de que, no fundo do caos, surja uma solução divina. "Qual a solução para o Brasil?", perguntam. Mas a própria idéia de "solução" é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte é solução.

Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Ôba! É o velho Brasil descendo a ladeira! Viva! Os bons tempos voltaram!

Enviado por: Paulo

Sei que a maioria dos anti-Lula e anti-PT adoram a suposta contundência de Arnaldo Jabor. Leiam só o artigo dele na Folha sobre a tragédia da plataforma P-36, durante o governo FHC.

Trocas efetuadas no texto

Onde se lê: O avião explodindo
Leia-se: plataforma afundando

Onde se lê: populismo
Leia-se: neoliberalismo

Onde se lê: O avião da TAM
Leia-se: A plataforma da Petrobrás afundando

Onde se lê: Pedro Simon
Leia-se: Luiz Francisco

Onde se lê: Arthur Virgilio
Leia-se: ACM

Onde se lê: Lula
Leia-se: FHC

Onde se lê: social democracia
Leia-se: esquerda

PS – Perdão, Jabor, mas essa foi irresistível.

Atenção, para quem não reparou: esse texto, brilhante, é do Arnaldo Jabor. Apenas os nomes e circunstâncias foram trocados, para montar a pegadinha.

enviada por Luis Nassif

"A chegada de ACM no Inferno"

01:03 @ 28/07/2007

"A chegada de ACM no Inferno"
Por Tonho da Jumenta

O Diabo ficou louco quando ACM morreu,
O Inferno era pouco diante do poder que ACM perdeu.
Já sabia o Diabo que pra cá ele viria
E que ía querer governar e no Inferno mandar.

Pensou então o Diabo no que deveria fazer,
Reuniu o Conselho de velhos diabos de grande saber,
Depois de muita confabulação, resolveu o Conselho,
Para evitar confusão, pedir aos Céus que desse
A ACM todo o perdão.

Dessa forma ACM no céu ficaria,
Evitando assim a disputa de poder,
Que por certo aconteceria entre o Grande Diabo
E o que ACM poderia querer.

As maldades que ele fez aqui na Terra,
Deram a ele o apelido de Toninho Malvadeza,
O que lhe daria no Inferno um certo grau de nobreza,
Ameaçando o poder do Diabo com toda certeza.

ACM muito esperto já sabia que no céu não mandaria
Porque já estava Nosso Senhor que lá vivia,
A quem todos do Céu tinham grande simpatia,
ACM concluiu que ali não tinha vez,
Então do Céu fugiu e foi isso que ele fez.

Quando chegou no Inferno o porteiro não quis receber,
Pois tinha do Diabo essa clara instrução,
ACM reclamou disse que assim não poderia ser,
Uma vez que tinha morrido e merecia consideração.

O porteiro ligou pro Diabo e explicou a situação,
O Diabo deixou entrar porque era sua obrigação,
Mesmo sabendo que ACM iria provocar confusão,
Pois quando era vivo comandava um perigoso pelotão.

ACM foi entrando e foi logo mandando:
"Mande fazer uma licitação de uma grande obra,
Vai ganhar o meu genro que tem conhecimento de sobra,
Com a vantagem de ter na minha mulher a sua sogra.

Quanto a Comunicação, passe logo tudo pra mim,
Para que eu faça a distribuição de rádio e televisão,
Vão todas para os amigos para não haver discussão,
Pois tem muito esquerdista nesta grande nação.

Quero também deixar claro a minha intenção,
Quero tudo pra mim, seja lá qual for o tostão,
Pobre tem que continuar pobre para que a política tenha precisão,
Pois se esse povo se soltar vai ter muita aperreação".

O Diabo preocupado com medo de ficar de lado,
Tramou logo uma conspiração, mas ACM convocou o neto
E fizeram uma reparação, colocaram microfone no teto
De todo e qualquer cristão.

Com o grampo descobriram logo a armação,
ACM fez uma pasta com a sujeira de cada um,
Mostrou a eles a ameaça de uma detenção,
E para evitar o zum-zum-zum,
Os capetas deixaram o diabo na mão.

Agora, o Diabão vive isolado, com pensão de aposentado,
Enquanto ACM manda em tudo, com o nome de Malvadeza II,
Todo posudo, Rei do mundo da escuridão, nem está preocupado
Com a sua expiação, pois como queria, continua com o poder na sua mão.

Tonho da Jumenta é um cordelista de Poço Redondo (SE).

OI/TELEMAR: FUJA DO MICO!

O MONOPÓLIO E O ABUSO DA TELEFONIA FIXA

Carta aberta de um cidadão indignado contra o monopólio da telefonia fixa, o bloqueio da internet, os colecionadores de inúmeros processos penais e os caçadores da paciência alheia.(...) Era uma vez um Juizado de Pequenas Causas que tinha dois stands diferentes: um era utilizado para reclamações e processos contra uma empresa chamada TELEMAR, o outro para as demais finalidades. ..Isso não é conto da carochinha, caros senhores! Sei de pelo menos três cidades metropolitanas (Rio, São Gonçalo e Niterói) onde o Juizado funcionava assim mesmo - e, pasmem, as vezes em que tive que me apresentarem alguns destes locais, era bem difícil saber em qual stand havia mais gente para reclamar! Você sabe um dos motivos por que começou a história da cobrança por minuto? De norte a sul do país (principalmente no sudeste) tramitaram milhares de processos contra diversas operadoras que cobravam os denominados "pulsos excedentes", aquelas ligações que vão além do que a tal "taxa de serviço" permite. Pois bem, os tais pulsos excedentes NÃO DISCRIMINAVAM OS TELEFONESCOM OS QUAIS OS PULSOS ERAM UTILIZADOS, e as operadoras foram obrigadas a

DEIXAR DE COBRAR OS PULSOS EXCEDENTES A QUEM ENTROU COM O PROCESSO,

somente cobrando as ligações que vinham discriminadas - normalmente, DDDs, DDIs, celulares e ligações a cobrar para o seu telefone. Pois bem: o sistema de cobrança por minuto agora permite essa identificação. .. Em tese, quem não aproveitou a onda, não aproveita mais. Esse foi apenas um dos motivos que pichou o nome TELEMAR - fora as confusões de entrega de linha, demora no serviço, desligamento indevido, cobrança indevida nas contas, entre outros tantos problemas que acabaram por criar indiretamente o "ESPAÇO TELEMAR" nos Juizados Especiais. Como todas as outras empresas que declaram falência por negligência e abremnovo CNPJ, o grupo TELEMAR, com nome pichado de norte a sul do país, muda o seu nome para OI. Uma pena que a marca de uma boa operadora de telefonia celular (longe de ser "a melhor", no meu entender, pois EU MESMO JÁ NÃO TIVE BOAS EXPERIÊNCIAS COM UM CELULAR OI E ABANDONEI A OPERADORA) seja hoje utilizada para acobertar um péssimo exemplo de como fidelizar seus clientes. Começou quando a Telemar assumiu todos os telefones de antigas operadoras estatais e passou a ter mais de 70% dos assinantes de telefone fixo do país. Porém, se agravou quando esta se tornou a única operadora de telefonia fixa de diversas cidades, inclusive da minha: de repente, o bum! na conta de telefone de milhares de brasileiros. Pensei comigo mesmo: "que saudades da Vésper!", pois antes a simples ameaça de existir uma concorrência não deixava isso acontecer - ISSO É MONOPÓLIO!Depois, na necessidade de se fazer um DDD: diante da possibilidade de utilizar outras operadores e pagar outras contas, a Telemar limitou o número de DDDs que poderia ser feito por fora - ISSO É MONOPÓLIO!Além disso, diante da não-resposta de muitos clientes pela escolha do plano por minuto meio à troca do sistema: ADIANTARAM A COBRANÇA POR MINUTO EM DOIS MESES (pelo menos no meu caso), muito mais cara por sinal, sem prévio consentimento ou mesmo CONHECIMENTO DE CAUSA do assinante, sob automática AMEAÇA deste mesmo ter seu nome incluído na lista de devedores do SERASA/SPC diante das cobranças abusivas: a meu ver, ISSO É EXTORSÃO! Ainda, diante da falha no reconhecimento do serviço de provimento de internet no que tange ao prefixo 1500 depois da MIGRAÇÃO FORÇADA para a cobrança por minuto: decidiram BLOQUEAR o acesso ao 1500, impedindo o acesso a vários serviços de provimento de concorrentes como a IG, o IBest ou o Yahoo! e solicitando a mudança para o prefixo 1700 aos usuários da OI INTERNET - ISSO TAMBÉM É MONOPÓLIO! Continuando a lista, diante da cobrança mensal de assinatura pelo "serviço",impondo em cada conta o pagamento equivalente a 447 minutos/mês para ter uma mísera linha de telefone fixo em tempos de celulares e fixos por satélite, sendo que muitos assinantes não chegam a utilizar UMA HORA de ligação pelo mesmo período de um mês - a meu ver, ISSO É ESTELIONATO! Quase no fim, diante da cobrança de exatos R$ 0,10/minuto para ligações de fixo para fixo - ISSO É UM ASSALTO! Por último, diante da impossibilidade de utilizar os serviços de outras operadoras na ligação pelos telefones públicos ("orelhões"): ISSO É MONOPÓLIO! Diante de tanto monopólio, a mesma empresa aproveita para "tirar subliminarmente as algemas" de seus fiéis clientes na campanha sobre os chips que, no que tange a telefonia fixa, estamos avançando:"VOCÊ É NOSSO CLIENTE, NÃO É NOSSO REFÉM!" Fazendo juz a este lema é que, depois de pesquisar contra o monopólio da telefonia fixa na minha cidade, decidi definitivamente por migrar para um plano diferente... e quer saber,

é o LIVRE da EMBRATEL!

Confira outro plano de operadoras você também, se não quiser continuar a ser mais um otário nas mãos do monopólio!Chega de deixar de dar dica por ética, pois falta de ética é guardar a ira que há em você e permitir a continuidade da impunidade e da censura financeira contra nós!

PS.: Isso não é propaganda da EMBRATEL.

PS2. : Está muito mais barato acessar a internet pela Lan-house do que conectar pela Oi Internet!