SUBSTÂNCIA PRESENTE NO XAMPU AUMENTA RISCO DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA.
12:09 @ 20/04/2008
Substância presente no xampu aumenta risco de esclerose lateral amiotrófica
Doença fatal e sem cura é a mesma que atinge o físico Stephen Hawking.
Exposição ao produto em laboratório aumentaria risco da doença em 34%.
A doença é a mesma que afeta o famoso físico britânico Stephen Hawking. O caso dele, que já convive com a doença há mais de 40 anos, no entanto, é raríssimo. Normalmente, a ELA mata em menos de cinco anos. A enfermidade também acometeu o jogador de baseball Lou Gehrig, famoso nos Estados Unidos – por isso, no país, ela é conhecida como “mal de Lou Gehrig”.
A pesquisa, feita pela Sociedade Americana do Câncer, envolveu nada menos que um milhão de pessoas, que, ao longo de 15 anos, relataram sua exposição a produtos químicos de diversos tipos. O objetivo inicial era, é claro, descobrir se havia algum produto que estivesse ligado a um aumento no risco de desenvolvimento de tumores. Mas os cientistas analisaram também outras doenças.
Do grupo total, 617 homens e 539 mulheres morreram de esclerose lateral amiotrófica no período. Ao comparar a exposição química, eles descobriram que as pessoas expostas ao formaldeído tinham 34% mais chances de ter a doença. Entre aquelas expostas por mais de 10 anos, as chances eram quatro vezes maiores do que de uma pessoa comum.
O formaldeído, também conhecido como metanal, é uma substância química largamente utlizada na indústria, presente não apenas em xampus, mas também em outros produtos cosméticos e em materiais fotográficos. O problema, no entanto, só atinge quem lida com o produto em laboratório, como químicos, farmacêuticos e médicos. “Não existe risco nenhum no formaldeído do xampu. Eu garanto que não vou deixar de lavar minha cabeça”, afirmou o cientista responsável pelo estudo, Marc Weisskopf, de Harvard, que apresentou seus resultados na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos.
O pesquisador afirma que a descoberta pode ser apenas um acaso, mas diz que o problema precisa ser estudado mais a fundo. “Foi surpreendente, porque esse elo nunca foi visto. Vamos ter que investigar mais”, disse ele.
Fonte: http://g1.globo.com:80/Noticias/Ciencia/0,,MUL404185-5603,00.html
Enviada por:
Alessandra Pellini.
Publicado por:
Normando Oliveira.
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Membro Fundador da Comunidade ELA/ALS_Brasil.

