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  • Ideologia refere-se às idéias e crenças que tendem a justificar moralmente as relações sociais e econômicas que caracterizam determinada sociedade.
  • Em Roma e na Grécia Antiga, o regime de escravidão foi justificado como sendo um fenômeno natural, segundo Platão e Aristóteles, certos homens e mulheres nasciam para serem escravos, pois eram inferiores. Outros, superiores, nasciam para serem proprietários de escravos.
  • No Feudalismo, todo a organização medieval baseava-se num sistema de obrigações e serviços mútuos, permeando a hierarquia de cima a baixo. A posse ou uso da terra implicava a prestação de determinados serviços costumeiros ou pagamentos em troca de prestação. Assim como o servo tinha a obrigação de entregar parte de sua colheira ou executar trabalhos variados para o senhor, este tinha como obrigação proteger o servo.
  • As prerrogativas dos senhores e a extensão de seus direitos sobre seus servos, baseados nos costumes do feudo, ao se consolidarem no tempo e no espaço, contribuiram para o surgimento dos estados-nações modernos.
  • A Igreja Católica foi a maior proprietária de terras durante a Idade Média. Mas havia uma diferença entre os senhores eclesiásticos e seculares, no qual nestes a lealdade dos servos poderiam ser transferidos para outros senhores, e naqueles somente eram leais à Igreja. Os senhores seculares ofereciam proteção militar aos servos e os senhores eclesiásticos, ajuda espiritual.
  • Além dos feudos, havia uma grande quantidade de cidades enseáticas pela Europa medieval, que eram centros manufatureiros. Os bens manufaturados eram vendidos aos feudos e, transacionados no comércio distante. As instituições econômicas dominantes nas cidades eram as guildas, corporações de artesãos, comerciantes e outros ofícios. Estas corporações regulamentavam as atividades econômicas, intervinham nas questões sociais e religiosas. Estabeleciam regras de condutas para os seus membros com relação às atividades pessoais, sociais, religiosas e econômicas.
  • A ideologia que refletia e legitimava o status quo feudal para os senhores feudais seculares e eclesiásticios foi a versão medieval da tradição judaico-cristã, de onde se originou um código moral denominado, por vezes, ética de corporação cristã. Por outras palavras, uma ética paternalista cristã.
  • Sendo anticapitalista a ideologia da ética paternalista cristã, ao afirmar que a propriedade só era moralmente justificável enquanto condição necessária para assistência aos pobres..
  • Tomás de Aquino afirma que as relações econômicas e sociais que caracterizavam o sistema senhorial refletiam uma ordenação natural e eterna, ou seja, de que estas relações emanavam de Deus. Sublinhavam a importância da distribuição do trabalho e dos esforços, da atribuição de tarefas distintas segundo as diferentes classes, e sustentavam que as distinções econômicas e sociais entre os homens eram indispensáveis para acomodar tal especialização.
  • A ética paternalista cristã condenava a cobiça e a acumulação de riquezas, mas professava a doutrina do justo preço, para compensar. Usura era proibida, ou seja, emprestar dinheiro a juros não era permitida.

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