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Como Estragar o Ministério

07:28 @ 07/05/2006

Como Estragar o Ministério

(Mateus 7.1-23)

O obreiro cristão corre um grande perigo. Ele pode prender tanto sua atenção corrigindo outras pessoas que acaba sendo reprovado diante de Deus. Não só o obreiro, mas todos os crentes estão sujeitos a este dilema: como reagir quando se percebe impureza, ou falta de justiça na vida de outra pessoa? A impureza deve ser condenada? Pode ser tolerada?

Deus não concede ao obreiro privilégios de posição. Não lhe é permitido condenar o mal na vida dos outros ao mesmo tempo em que experimenta o perdão de Deus pelo mal em sua própria vida.

Durante os séculos, os crentes têm enfrentado uma tentação sutil: a de se julgarem mais santos do que aqueles que "andam nas trevas". Infelizmente, esta atitude acaba afastando as próprias pessoas que Deus quer trazer de volta para Ele. Ela (atitude)tem contribuído para dividir igrejas e afastar filhos de crentes; além disso, impede que igrejas com doutrinas corretas façam aquilo que Deus mais deseja: comunicar as boas novas ao pecador.

Jesus pregou esta mensagem fundamental: "Deus tem misericórdia do pecador". Jesus veio do Pai para trazer seus filhos perdidos de volta. Enquanto os líderes religiosos da época condenavam os discípulos por serem ladrões, incultos, mentirosos, Jesus os amou e os chamou para "estarem com ele e para os enviar a pregar" (Mc 3.14). Quando criticado por associar-se com eles numa festa, Jesus disse que os amava justamente porque não eram justos (Mt 9.13).

Ao instruir os discípulos, Jesus os chamou para representarem o Seu reino neste mundo (Mt 5.13-16). O Reino de Jesus é um Reino de santidade. Assim sendo, seria natural pensar que era necessário ensinar aos outros serem santos. No entanto, Jesus os ensinou a tomar mais cuidado com sua própria santidade do que com a dos outros.

O que, então, devemos fazer ao depararmos com a injustiça na vida de alguém? Jesus deu sete dicas para que os discípulos não permitissem que a falta de santidade nos outros estragasse as suas vidas e ministério.

Não julgar (Mt 7.1-5)

Uma coisa que, na certa, desfaz toda a obra que Deus quer fazer em e através dos Seus filhos é quando eles ficam julgando outros. Aqui Jesus faz uso de uma imagem ridícula. É a imagem da pessoa que tenta remover um cisco do olho do irmão quando ele mesmo tem um pedaço de madeira no seu!
Ele não quis dizer que uma vez que removemos o pedaço de pau que está no nosso olho, temos o direito de nos preocuparmos com o argueiro do olho do vizinho. Só pensar que tenho o direito de julgar os outros significa que tenho uma grande lasca nos meus olhos que me cega.

No momento em que julgo, confesso que me considero justo. Paulo deixa bem claro em Romanos 1-3 que todos são condenáveis. Eu sou igual aos outros homens. A diferença é que meu pecado foi coberto!

No momento em que eu julgo, ponho-me na posição de Deus. Só Deus tem o direito de julgar. E Ele vai julgar! Um dia todos prestarão contas a Deus. A injustiça não precisa nos atingir porque confiamos que Deus um dia acabará com ela.

No momento em que eu julgo, deixo de expressar o amor e aceitação àqueles que Deus ama e deseja aceitar. A pergunta que surge é a seguinte: "Como posso deixar de condenar o pecado na vida daqueles que eu amo?". A resposta está na reação de Deus ao nosso pecado. O amor de Cristo para com o pecador é a mais forte condenação ao pecado que existe! Ele odiou tanto o pecado que passou pela morte para livrar o mundo dele. Nossa condenação pode, eventualmente, expressar a santidade e justiça condenadora de Deus, mas nunca expressará o amor e a extensão da misericórdia de Deus.

Não pregar sermão encomendado (Mt 7.6)

É fácil pregar quando queremos mudar algo na vida dos outros. Pregamos à esposa, aos filhos, aos colegas, e até à igreja com a intenção de mostrar para eles que estão errados em guma coisa e que deveriam mudar. Normalmente não dá resultado pregar assim. É gastar preciosa energia e as pessoas, às vezes, reagem à mensagem até com raiva.

Jesus chamou isto lançar pérolas aos porcos! Além de ser desperdício de tempo, as pessoas ainda acabam jogando em nossa cara aquilo que pregamos. Santidade não é algo que posso impôr aos outros. Devo reconhecer o valor das pérolas de graça que eu tenho para desenvolver a santidade em minha vida (Fp 3.12).

Pedir a justiça de Deus através da oração (Mt 7.7-11)

Aqui Jesus oferece uma solução para o dilema do homem de Deus que vê injustiça nos outros: a oração. O desejo de eliminar a injustiça da vida de outros é legítimo. Jesus não condena este desejo. Por isso Ele diz: "Pedi e dar-se-vos-á". Podemos buscar na presença d'Ele santidade para nossas vidas e para a vida dos outros. Podemos, pela oração, operar mudanças na vida do rebanho. Nosso ministério não pode limitar-se a pregar, visitar e construir templos. O ministério mais eficaz é quando estamos com a porta fechada e na presença de Deus. E não poderemos pedir melhor dádiva a Deus do que a misericórdia que produzirá justiça nos homens. Esta é a única maneira eficaz de alcançar a justiça na vida dos outros. Não possuímos nenhum outro poder sobre suas vidas.

Colocar-se na posição do outro (Mt 7.12)

Para solucionar nosso dilema, Jesus deu uma sugestão prática: tratar os outros da mesma maneira que nós gostaríamos de ser tratados quando nossa injustiça é descoberta: com misericórdia.

Não gostamos de ser condenados. Por isso não devemos condenar. Isso não significa que devemos justificar o mal cometido. Devo deixar de desculpar em mim mesmo o que condeno nos outros.

Ter o cuidado para não fazer a mesma coisa que está condenando nos outros (Mt 7.13-14)

Se observarmos o mal nos outros, ele pode servir de alerta para não os acompanharmos, pois estão a caminho da destruição. A separação é conseqüência natural de andarmos no caminho estreito. Como são poucos os que se acertam com este caminho, exige toda nossa concentração. Buscar o Reino de Deus e sua justiça exige atenção para o caminho em que nós andamos.

Não ser influenciado pelos falsos profetas (Mt 7.15-20)

Os falsos profetas devem ser denunciados? A tendência de todos é denunciar as obras que não parecem seguir o padrão bíblico. Às vezes, é porque queremos proteger o rebanho. Paulo fez isto na carta aos Gálatas.

Jesus, porém, não ensina os discípulos a denunciar falsos profetas. Ele apenas diz: "Acautelai-vos".

Denunciar aqueles que cremos serem falsos profetas é um trabalho perigoso. Não sabemos todas as coisas e podemos fazer falsas acusações. O que taxamos de doutrinas falsas pode não ser tão importante para Deus. Nossa denúncia pode chamar atenção indevida para algo que Deus já prometeu destruir.

Há uma simplicidade invejável na atitude que Deus ensina. Quando acredito que alguém, ou algum grupo, não representa Deus, verdadeiramente, não preciso denunciá-lo, pois confio em Deus. Para mim, basta o trabalho de não permitir que me influenciem, ou que subam no meu púlpito.

Não pensar que ser obreiro traz privilégios (Mt 7.21-23)

Na condição de obreiros, muitas vezes nos acomodamos na falsa certeza de que o nosso envolvimento na obra de Deus garante um relacionamento com Ele.

Corremos o perigo de nos tornarmos falsos profetas sem perceber. Isto ocorre quando nos apoiamos em grandes obras feitas no nome de Deus. Pensando que remover a injustiça do mundo é nosso trabalho, esquecemos do relacionamento com Jesus. Este relacionamento é a única chance que temos de achar misericórdia naquele dia.

Sugestões práticas

Há quatro hábitos que podemos criar que protegerão nosso relacionamento com Deus:

1. Gastar tempo diariamente no relacionamento com Deus. Não adianta querer ser um "homem de Deus" que leva o povo à vitória se você não O conhece. Procure dar a primeira hora e meia do seu dia a Ele, lendo, aprendendo e meditando em Sua Palavra.

2. Quando Deus dá uma mensagem para o povo, não fique contente apenas em pregar a mensagem. Na medida em que deixamos de aplicar estas mensagens à nossa vida, estamos nos tornando cada vez mais como os fariseus. Jesus os descreveu como "sepulcros caiados" (Mt 23.27,28 ) porque pareciam justos mas por dentro estavam cheios de hipocrisia e iniqüidade. É preciso ficar inquieto diante de uma mensagem pregada e não vivida. Pergunte-se sempre: "Estou vivendo o que estou pregando ao povo?"

3. Gravar bem na mente que é mais importante falar com Deus acerca do povo do que ao povo acerca de Deus. A oração é tão importante para a transformação de vidas como a pregação. O tempo no púlpito deve ser apoiado com tempo no gabinete em oração.

4. Sempre que perceber alguma falha em outra pessoa, pergunte-se antes de condenar: "Se eu estivesse numa situação semelhante, como teria me comportado?". Sempre procure entender por que a pessoa fez o que fez. Às vezes, o motivo está certo mas a ação está errada. Percebendo isto será muito mais fácil corrigir o erro.

Desenvolvendo estes hábitos será mais difícil nos desqualificarmos na busca do Reino de Deus. Só assim seremos servos de Deus capazes de estabelecer com Ele um Reino de Santidade e amor e de apartar muitos da iniqüidade (Ml 2.2-7).
Por Timoteo Halls

Nada além de Cristo!

06:16 @ 13/03/2006

NADA ALÉM DE CRISTO !
Por David Wilkerson  25 de junho de 1985
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um velho hino de igreja que tem profundo significado para mim. Diz: “Jesus tem uma mesa arrumada, onde os santos de Deus se alimentam. Ele convida Seus escolhidos: Venha e coma.” Esta mesa está nos céus, e pela fé devemos estar assentados lá. Paulo confirma que Deus “nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus” (Efésios 2:6).

Há uma mesa do Senhor preparada para nós nos céus. Jesus disse aos discípulos: “Assim como meu Pai me confiou um reino, eu o confio a vós, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino”(Lucas 22:29,30). Moisés, Arão, Nadabe e Abiú, e os anciãos de Israel comeram da mesa do Senhor no monte Sinai. “E viram o Deus de Israel. Debaixo dos seus pés havia como que uma calçada de pedra de safira que se parecia com o céu na sua claridade. Mas Deus não estendeu a sua mão contra os escolhidos dos filhos de Israel; eles viram a Deus, e comeram e beberam” (Êxodo 24: 9-11).

Era um quadro impressionante: setenta e quatro homens de Deus, sentados com Ele, comendo e bebendo! Que mesa sobrenatural! Que glória deve ter sido. Parece que foi tão aterrador que nenhum deles, com exceção de Moisés conseguiu suportar; foi demais para eles. Arão desceu desta mesa divina e construiu um bezerro de ouro. Nadabe e Abiú ofereceram fogo estranho e foram consumidos por Deus.

Os reis de Israel mantinham uma mesa real. Era grande honra ter um lugar nessa mesa especial. Davi reservou um lugar à sua mesa para Mefibosete. “Disse-lhe Davi: Não temas, pois de certo usarei de bondade contigo por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa” (2 Samuel 9:7).

A rainha de Sabá maravilhou-se com o glorioso banquete oferecido aos convidados à real mesa de Salomão. Ela ficou fora de si ao contemplar: “a comida da sua mesa, o lugar dos seus oficiais, o serviço dos seus criados, e os trajes deles, seus copeiros, e os seus trajes” (2 Crônicas 9:4). À mesa, a rainha de Sabá viu e ouviu o que se desenrolava. Ela deixou sair a frase: "Felizes os teus homens, felizes estes teus servos que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria!" (2 Crônicas 9:7).

À mesa, a sabedoria do rei era compartilhada em gloriosa intimidade. Ali, ele abria seu coração aos que estavam assentados. Neemias diz: “Além do mais, cento e cinqüenta judeus e magistrados, e os que vinham a nós, dentre as gentes que estavam ao nosso redor, sentavam-se à minha mesa” (Neemias 5:17). As mesas reais eram na verdade banquetes, geralmente com um grande anfitrião servindo.

Davi diz do Senhor: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos” (Salmo 23:5).

Estou tentando demonstrar que no Velho Testamento havia uma mesa real, que era tipo e sombra da mesa celestial. Aqueles designados para a mesa real consideravam isso uma grande honra, e não perdiam um banquete sequer.

A Davi foi designado uma cadeira junto à mesa de Saul. Sentar-se àquela mesa tornou-se um grande risco, devido à inveja de Saul; então Davi combinou com Jônatas não ocupar o lugar, para determinar se Saul realmente buscava matá-lo. Jônatas disse: “Notar-se-á a tua ausência, porque o teu lugar estará vazio” (I Samuel 20:18). Com certeza, sua ausência foi notada! “Assentando-se o rei...mas o lugar de Davi ficou vazio”. Saul perguntou: “Por que o filho de Jessé não veio comer nem ontem nem hoje?” (vs. 25,27).

Imagino quantos enxergam o significado espiritual de tudo isso. Saul certamente não era tipo de Cristo, e nem sua mesa era tipo da mesa do Senhor. Mas a mesa dos reis no Velho Testamento é, em tipo e sombra, um retrato verdadeiro da mesa celestial de nosso Senhor.

Paulo nos fala dizendo: “...celebremos a festa” (I Coríntios 5:8). Em outras palavras, entendamos claramente que a nós foi designado um lugar nos céus com Cristo, em Sua mesa real. Paulo está dizendo: “Apareça! Nunca permita que lhe digam: ‘O teu lugar está vazio!’”

Se Saul pode dizer de Davi: “Por que ele não veio à minha mesa? Onde está ele?” -- não poderá o nosso Senhor dizer o mesmo de nós? Nosso Senhor pode dizer: “Reservei um lugar para você em minha mesa real. É onde os meus servos vêem a minha face, ouvem minha sabedoria, e Me conhecem. É onde os alimento com o pão da vida. É uma grande honra! Por que você não leva isso a sério? Por que não ocupa seu lugar? Você anda por aí trabalhando para Mim, falando de Mim; por que não se senta Comigo e aprende de Mim? Onde está você?”

A verdade, é que não estamos celebrando a festa! Não estamos compreendendo a majestade e a honra de termos sido levantados para sentar-mo-nos com Cristo nos lugares celestiais. Estamos muito ocupados para comparecer à Sua mesa.

Imagino nosso Senhor vendo a terra de cima, contemplando multidões dos que se chamam pelo Seu nome. Servos! Pastores! Pregadores! Missionários! Obreiros! Santos de Deus!

Me pergunto: o que será que nosso Senhor deseja mais daqueles que se declaram devotos dEle? O que bendiria Seu nome, Lhe agradaria, e deliciaria Seu ser? Será que devemos construir algo para Ele? Mais igrejas? Mais escolas bíblicas? Mais centros evangelísticos? Mais abrigos e instituições para os carentes?

Aquele que não habita em edifícios feitos por mãos deseja muito mais que isso! Salomão pensou ter construído para Deus um templo eterno. Em 50 anos, estava em decadência; e em menos de 400 anos foi totalmente destruído. À luz da eternidade, isso são quatro piscadas de olhos. O que podemos fazer e executar para a Sua glória, quando Ele já tem toda a glória? Certamente não serão façanhas que acabarão em esplendor e em grandeza terrena.

Aquilo que nosso Senhor busca acima de tudo em Seus servos, ministros, e pastores é COMUNHÃO À SUA MESA: unidade em volta de Sua mesa celestial; um lugar e uma hora de intimidade; ida contínua até Ele em busca de alimento, força, sabedoria, comunhão.

Esta é uma geração com revelação limitada do Senhor Jesus Cristo, porque tantos estão perdendo a festa! Seus lugares estão vazios! Há uma visão tão artificial, tão reduzida de Cristo na igreja atualmente. Apesar de toda pregação, louvor, do que se fala continuamente sobre Ele - poucos possuem apreciação real pela mesa do Senhor! Poucos conhecem a grandeza e a majestade deste chamamento tão elevado em Cristo Jesus.

Paulo fala de três anos separados no deserto da Arábia. Foram três anos gloriosos, sentado nos céus, junto à mesa do Senhor. Foi lá que Cristo ensinou a Paulo tudo que ele sabia; foi lá que a sabedoria de Deus foi manifesta nele. Para Paulo, a conversão não era o suficiente! Uma visitação sobrenatural não era o suficiente! Uma visão de Cristo que o havia deixado cego - mas que já pertencia ao passado; o milagre de ouvir Sua voz do céu - mas que já pertencesse ao passado -- não eram suficientes! A visão que tinha ganho do Senhor tinha sido fugaz; ele havia experimentado um dos chamados mais espirituais que um homem de Deus alguma vez tenha recebido.

Mas Paulo queria mais! Algo em sua alma gritava: “Oh - que eu possa conhecê-Lo!” Não é de se admirar que tenha podido dizer a todo o grupo cristão: “Nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (I Coríntios 2:2). Ele estava dizendo: “Que os judaizantes de Jerusalém fiquem em seu legalismo. Que os sabatistas argumentem seus pontos doutrinários. Que os que buscam justificação através das obras, se esgotem. Que os demais da igreja continuem me ignorando com sua visão mundana; quanto a mim, será nada além de Cristo!”

Paulo veio da Arábia com três grandes compromissos - todos relacionados unicamente com Cristo! Estes são os três compromissos que Deus busca em todos que sentam-se à Sua mesa.

COMPROMISSO Nº 1   Buscar uma Revelação Cada Vez Maior da Vastidão do Senhor Jesus Cristo !

Desde a cruz, todos os gigantes espirituais possuíam algo em comum: reverenciavam a mesa do Senhor; se perdiam na gloriosa vastidão de Cristo; e morriam lamentando conhecer ainda tão pouco de Cristo - desejando muito mais conhecimento dEle. Foi assim com todos os discípulos, com Paulo e muitos pais da igreja primitiva; com Lutero, Zwinglio, os Puritanos; com os piedosos pregadores ingleses nos últimos duzentos anos; com homens como Wesley, Fletcher, Whitefield, Mueller, Stoney, Mackintosh, T. Austin-Sparks. E assim foi e é com piedosos americanos: Tozer, Ravenhill, e muitos, muitos outros.

Uma lista de chamada poderosa, e cada um deles compartilhando a mesma paixão: uma revelação cada vez maior de Jesus Cristo. Não davam a mínima atenção para coisas espetaculares; para o terreno, para as coisas deste mundo, sucesso, ambição ou fama no mundo. Oravam - não por coisas, não por bênçãos, não para serem usados, não oravam por nada, nem por si próprios -- mas somente por uma revelação plena da glória e da vastidão do seu Senhor.

Um diabo à solta, irado por saber que seu tempo é limitado, exige uma maior revelação de Cristo! Satanás está mostrando um poder maior, e o inferno está liberando toda sua fúria sobre esta geração. As fortalezas inimigas estão muito mais fortalecidas, poderosas; mais entrincheiradas que em qualquer outra geração. Sem dúvida, Satanás está se revelando ao mundo como nunca. O conhecimento de Satanás, seu poder; seu reino, suas obras - estão aumentando. Ele está se tornando mais conhecido, menor temido, mais aceito.

Um conhecimento básico de Escola Bíblica sobre Cristo não será suficiente nesta guerra final! Só conhecer a respeito dEle não é suficiente. Estudar Cristo a vida inteira ainda não é suficiente. Devemos parar de estudar a Cristo: precisamos ir à Sua mesa e deixar que o Espírito Santo O revele a nós! Isso exige muito tempo junto à Sua mesa.

Tenho lido muitos livros a respeito de Jesus Cristo - e os autores na verdade não O conhecem. São clínicos, precisos, doutrinariamente puros - mas sem vida! Não têm comido e nem bebido em Sua presença! Só se consegue conhecê-Lo ficando muito em Sua presença, sentando-se com Ele, ouvindo Sua voz, esperando nEle para ter sabedoria divina. Homens ocupados, preocupados, jamais chegam a conhecê-Lo. Ficam durante anos em cima de algum tipo de visão antiga. Há anos não têm uma palavra recente ou nova revelação vindas dEle. Cristo é honrado e enaltecido por eles, mas Ele não é a sua vida.

É melhor para você não entrar neste mundo onde os demônios reinam incontestes, a menos que esteja comprometido com uma revelação cada vez maior do poder e da glória de Cristo! Os principados e as potestades das trevas vão rir de você. Você não causará impacto no reino das trevas. Só aquele que conhece Cristo na plenitude, com visão sempre crescente, é que consegue enviar temor para todo o inferno. Você precisa conhecer mais do que quatro leis espirituais; necessita estar sempre de joelhos. É da sala do trono, que você deve vir -- ou irá se esfarelar diante do inimigo.

É necessário um evangelho de vastidão para cercar os problemas complexos e crescentes destes dias de perdição! Deus não resolve problemas: Ele os engole em Sua vastidão! Um homem de Deus, provido de uma revelação cada vez maior da vastidão de Cristo não vai ter medo de nenhum problema, de nenhum demônio, de nenhum poder sobre a terra! Ele sabe que Cristo é maior que tudo isso.

Nossa visão de Cristo é muito pequena, muito limitada. Se tivéssemos uma revelação de quão vasto Cristo é -- o quanto é ilimitado, sem medida, imenso -- nunca mais ficaríamos pressionados pelos problemas da vida. Nos últimos dez anos, foram escritos livros do tipo “Como Aprender a...” em número suficiente para encher a Biblioteca Nacional. Os livros trazem uma fórmula fácil para todos assuntos da vida humana. Todos baseados em o quê o homem deve fazer para melhorar. Pouco disso tem valor! São todos baseados em uma revelação minimizada da vastidão de Cristo.

Veja os problemas de casamento no povo de Deus. Décadas de aconselhamento falharam. Livros, cassetes, cursos -- todos deram pouco resultado. A coisa vem piorando. O que se precisa mesmo é fazer rapidamente um retorno à presença de Deus, retorno ao lugar secreto de oração -- sentar-se à Sua mesa, e se perder na ampla vastidão do Senhor. A maioria não está buscando Deus! Não está bebendo a Palavra, e nem se alimentando de Cristo; por isso fica vulnerável ao espírito deste século.

Paulo estava compromissado com uma revelação cada vez maior de Jesus Cristo. Tudo que ele tinha de Cristo veio por revelação ensinada a ele à mesa do Senhor, e foi tornado realidade nele pelo Espírito. Ele diz: “...me foi este mistério manifestado pela revelação” (Efésios 3:3). O Espírito Santo conhecia os profundos e ocultos segredos de Deus, e Paulo orava constantemente pelo dom da graça de entender e pregar “as riquezas insondáveis de Cristo” (Efésios 3:8). Paulo diz que temos acesso à essas gloriosas riquezas em Cristo. Falando dos propósitos eternos de Deus, diz: “no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele” (v. 12).

Que Deus nos ajude e perdoe por não aproveitarmo-nos de nosso “acesso em confiança” à Suas vastas riquezas em glória. Deus está procurando crentes que não se satisfazem em ficar filtrando tantas vozes conflitantes, para encontrarem a palavra da verdade. Ele procura os que buscam uma revelação Daquele que é tudo para eles -- uma intimidade pessoal muito profunda.

Quantos pastores, missionários, e mestres podem dizer com Paulo: “...o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gálatas 1: 11-12). O que você está ensinando? É aquilo que os homens lhe ensinaram? Seria o material antigo da revelação de algum grande pregador? Você tem uma revelação sua? Ela está aumentando? Você possui um céu aberto?

COMPROMISSO Nº 2  Pregar Jesus Cristo em Intensidade Cada Vez Maior !

Paulo diz: “...nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17:28). Os verdadeiros homens de Deus vivem dentro deste círculo muito pequeno: suas vidas, cada um de seus movimentos, sua própria existência estão englobadas unicamente nos interesses de Cristo.

Durante anos em meu ministério soube que o Espírito Santo estava levando-me para um ministério unicamente de Cristo! O quanto meu coração ansiava para que eu pregasse nada além dEle! Mas eu achava o círculo muito estreito, pois meu coração estava dividido, e não dispunha de um fluxo de revelação para sustentar uma pregação assim.

Para pregar nada além de Cristo, é preciso haver fluxo contínuo de revelação do Espírito Santo! Caso contrário, você vai acabar repetindo uma revelação já envelhecida. Se o Espírito Santo conhece a mente de Deus, se Ele busca as coisas profundas e ocultas do Pai, e se é para Ele ser em mim uma fonte de águas vivas-- então essa fonte de águas vivas é uma revelação contínua e sem fim de Cristo. Ela aguarda todo servo do Senhor que deseje esperar no Senhor -- em quietude, crendo pela fé, confiando na manifestação da mente de Deus através do Espírito Santo. Há tão pouca verdade sendo renovada, tão pouca palavra preciosa do Senhor de maneira clara e progressiva. A igreja está abarrotada de pretensos profetas que saem dizendo: “Deus me disse” ou “Estou recebendo uma palavra de Deus para você”. A maior parte disso é tagarelice.

O que mais se precisa atualmente é Sua palavra infalível -- uma revelação real e viva. Samuel tinha este tipo de palavra da parte de Deus, e todo Israel sabia disso. Em meio à todas as vozes da terra, a Sua voz chegava até o povo, e nem uma palavra se perdia. Hoje há multidões tentando peneirar vozes, para ouvir a palavra nítida de Deus. Os santos estão ficando esgotados de tanta chuva de vozes, vozes, vozes. Só acham um pouquinho de sementes de trigo, em montanhas de palha.

O povo de Deus em todo o mundo está pronto para se mover no Senhor. Estão famintos, sedentos, cansados da superficialidade e das tolices no púlpito. Eles escrevem pedindo oração para seus pastores, dizendo: “Ele não tem uma palavra vinda de Deus! Ele é pueril! Superficial! Fica brincando! Não tem o fogo! Nada que diga agora nos toca! O que fazemos?”

O Senhor está convocando Sua noiva; há um remanescente em oração, santo, em prantos - levantando-se em Laodicéia. A pergunta é: haverá homens de Deus em número suficiente em nossos púlpitos com a necessária, ungida e renovada revelação, para os sustentar? As ovelhas vão crescer mais rápido que os pastores? Vai haver sustentação para todos estes que estão se aprofundando no Senhor? Haverá homens de Deus com sabedoria divina para os edificar e lhes colocar responsabilidades?

Somente Cristo é a luz. Se você não está comprometido em pregá-Lo, então você não está expulsando as trevas! O mundo todo jaz nas trevas, e somente a luz dissipa essas trevas. Quer dizer, NADA ALÉM DE CRISTO! Alguns de vocês estão postos em lugar escuro.

Pedro diz: “E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro” (2 Pedro 1:19).

Paulo diz: “Pois Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Coríntios 4:6).

João diz: “...o seu reino (de Satanás) se fez tenebroso. Os homens mordiam as suas línguas de dor” (Apocalipse 16:10).

As suas boas obras não vão dissipar as trevas! Sua pregação sobre problemas sociais não vai acabar com elas! Os antigos escritos do pregador Spurgeon não as acabarão! Você contar histórias também não vai adiantar! Todas suas experiências pessoais não vão conseguir! Digo mais: você amarrar os poderes das trevas não vai resolver -- não até que a luz de Cristo resplandeça em toda sua glória! Todas trevas fogem, desaparecem - à luz da glória de Deus refletida na face de Jesus Cristo! Aconselharia todos os ministros cristãos a deixar de lado suas notas, parar de estudar outras pregações, e estudar somente Cristo - no lugar secreto. Servimos o mesmo Deus. Somos ensinados pelo mesmíssimo Espírito Santo, exatamente como todos os homens que conheceram Cristo em plenitude. É uma questão de fome e desesperança!

Fui um evangelista “de sucesso” com um grupo de pessoas para ajuda e retaguarda. Milhares vinham me ouvir pregar. Mas eu estava continuamente ficando vazio! Estava muito ocupado para receber minha própria revelação. Eu chorei! Fiquei só, sofrendo! No meio do desespero, um santo de Deus me deu uma cópia do livro “Christian in Complete Armour” de Gurnall. O livro acabou comigo! Eu disse: “Não conheço a Deus o tanto que esse homem conhece!” Foi o suficiente! Parei tudo! Fui atrás de obras dos Puritanos: Sibbles, Brown, John Owens, Watson. Li Baxter, Bunyon, Lutero, Zwínglio. E então li os escritores posteriores: Wesley, John Fletcher, Darby, Stoney, Mackintosh, T. Austin-Sparks - e outros e outros! Apenas me deixaram com mais fome de achar o meu próprio lugar nEle. Li até que Deus disse: “Pare! Coma o livro!” Santo de Deus: COMA O LIVRO! Receba o seu próprio toque da parte de Deus! Ingresse no fluxo da revelação divina! Pregue Cristo no próximo ano em extensão maior do que neste ano. Mantenha-se em renovação! Pregue unicamente Cristo; vá de glória em glória! Pregação sobre sucesso? Pregação sobre motivação? Pregação para auto-imagem? Política? Acabe com isso; isso é apenas escória divulgada por homens sem revelação!

COMPROMISSO Nº 3
Aumentar a Vida de Cristo em Minha Vida  para Corresponder à Revelação Dele em Mim !

Paulo deixa claro que Cristo foi revelado nele, não apenas para ele (Gálatas 1:16). Recebi nessa semana uma carta muito especial de um piedoso pai em Cristo. É um homem santificado, e para mim seria como ouvir Paulo, o apóstolo. Ele escreveu assim: “O fato de Paulo ter visto ‘só em parte’ não diminui a glória do que viu, nem torna mais difícil para ele declarar isso. Creio que em toda nossa busca por Ele, precisamos reconhecer que é o conhecimento dEle que realmente necessitamos; e a verdade que buscamos é verdade que deve ser moldada em nosso interior pelo espírito da vida - antes de ser realmente nossa. Sabedores disso, começamos a entender que Deus não acha conveniente transmitir mais, e que não devemos desejar mais do que somos capazes de absorver e edificar em nossas vidas. Revelação pode nos fazer mais mal do que bem, caso inexista uma ministração correspondente de vida para nossos espíritos. A Árvore da Vida ainda é mais desejável do que a Árvore do Conhecimento. Simplesmente conhecendo-O e vendo-O, estamos subitamente conhecendo e compreendendo mistérios da verdade que jamais poderíamos discernir, apesar de todas pesquisas. “...operando em vós o que perante ele é agradável...” (Hebreus 13: 21).

“É blasfêmia pregar aquilo que simplesmente passa, sem produzir transformação. É um crime aos olhos de Deus, pregar aquilo que não operou seu poder em nossas vidas e ministérios. Para algumas pessoas superficiais pode estar certo pregar Cristo contendo-se, mas não para homens ou mulheres de Deus! Devemos pregar uma revelação de Cristo progressiva - apenas se essa revelação produziu transformação profunda em nós. A minha prece agora é: ‘Ó Deus - permita que eu pregue apenas o que compreendo pelo Espírito! Que primeiro isso se torne parte da minha natureza e de meu caráter. Que isso se torne parte de minha própria história espiritual com o Senhor.”

Paulo exterioriza uma preocupação particular: “...para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” Ele certamente jamais duvidaria de sua segurança em Cristo. Não era isso que tinha em mente. A palavra reprovado em grego aqui significa “desaprovado” ou “indigno”. Ele temia a simples idéia de estar diante do trono de Cristo, para ser julgado por haver pregado um Cristo que na verdade não conhecia, ou por haver pregado um evangelho que não vivia na íntegra. É por isso que ouvimos Paulo com freqüência falando do “Cristo vivo”, ou “Cristo vivendo em mim.” Aos olhos de Paulo, todo ministro que prega aos outros necessita estar sempre crescendo no conhecimento e na prática de Cristo -- ou ser reprovado!

Para encerrar, quero lhe fazer uma pergunta. É uma pergunta que o Espírito Santo me pressiona a fazer! Você não pode continuar se chamando de servo de Deus nem mais uma hora enquanto não a responder! É o coração de toda esta mensagem. VOCÊ REALMENTE NÃO QUER NADA ALÉM DE CRISTO? ELE É VERDADEIRAMENTE TUDO -- A RAZÃO DA SUA VIDA? Onde está o monte de estrume da sua vida? Você já enumerou tudo que perdeu pela Sua revelação? Se você não quer nada além de Cristo, então o ministério não é carreira para você -- a oração sim!

Se Ele é tudo em todos para você, então você considerará como corrupção a escadaria para o sucesso, e a recusará! Você irá se ocultar nEle! Você não terá de ser pressionado para buscá-Lo! Você irá muito ao seu lugar secreto, sabendo que no momento em que entrar, estará sentado à Sua mesa! Você adorará! Ó sim, você se sentará à Sua presença, sem pressa, amando-O, louvando-O, louvando de mãos levantadas, desejando-O ardentemente.

Muitos de nós usamos Cristo. Usamo-Lo para promover nossos próprios ministérios, para construir nossos próprios reinos. Fazemos comércio em Seu nome! Que Deus nos perdoe!

NÓS O AMAMOS? QUEREMOS SÓ A ELE? Enquanto você não souber que unicamente Cristo é tudo aquilo que precisa e deseja, não vá a lugar algum em Seu nome.

Não faça nada em Seu nome! Antes de mais nada resolva este ponto! Tudo que você pode dar às pessoas é o que tem de Cristo!

 

Voce pode creia nisso!

06:04 @ 13/03/2006

Você Pode... Creia Nisso!

"Não temas, crê somente" (Marcos 5:36).

As declarações que se seguem  foram  tiradas  de  documentos
oficiais, jornais e revistas. São citações  de  autoridades,
lidas por grande quantidade de pessoas da época: 1840 - "Uma
pessoa viajando a uma velocidade de trinta milhas  por  hora
certamente sufocaria."  1878  -  "Luzes  elétricas  não  são
merecedoras de  uma  atenção  séria."  1901  -  "Não  existe
nenhuma possibilidade de se criar uma  máquina  que  faça  o
homem voar." 1926 - (de um cientista) "Esta  idéia  tola  de
viajar até a lua é basicamente impossível. Sempre  existiram
pessoas com o discurso: "Não pode ser feito."  Sim,  mas  os
peritos também erram. E o pior de tudo é que  99  por  cento
das pessoas acreditam neles.

Durante toda a nossa existência travamos batalhas  em  busca
de grandes ideais. Muitos desafios surgem à nossa frente e o
nosso futuro e conquistas dependerão da maneira com  a  qual
lidaremos com eles. Quando cultivamos em nossos corações  as
sementes do "isso não está ao meu alcance" ou "eu não  posso
ir além daqui", limitamos nossas  conquistas  e  confessamos
que nossa fé não vai além de uma cerca de arame farpado.

A bênção de Deus para nós vai muito além daquela cerca.  Ela
atravessa  os  rios  profundos  de  nossas  fraquezas  e   é
oferecida sobre campinas  verdes  cujos  limites  os  nossos
olhos não são capazes de vislumbrar.

O segredo de uma grande vitória consiste  em  não  acreditar
nos obstáculos e adversidades que surgem  diante  de  nossos
pés.  Por  maiores  que  eles  sejam,    sempre    poderemos
ultrapassá-los. Se a  tarefa  é  árdua,  encha  o  peito  de
coragem, levante os olhos para os céus e, com fé naquele que
nos garantiu vitória, siga em frente. Não desanime.  Levante
e recomece se por acaso tropeçar.

Se  encontrar  no  caminho  o  "você  não  pode,"   nem    o
cumprimente. Você tem um encontro marcado  com  o  Deus  que
tudo pode, esperando  de  braços  abertos  para  lhe  dizer:
"Parabéns, você conseguiu!"

A vitória é sua, busque-a!

Paulo Barbosa
Um cego na Internet
Autor dos livros: Despertando Para Missões, Mensagens Para o
Coração  e  Um  Raio   de    Sol    Para    Dias    Sombrios
tprobert@terra.com.br
http://intervox.nce.ufrj.br/~tprobert

Amor ao Mundo

07:56 @ 11/03/2006

Para refletir...(07/03/06) Preferindo Caracóis! "Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente" (Salmos 16:11). A margem de um rio indiano serve de cenário para esta fábula. Uma cegonha, ocupava-se em caçar lesmas e caracóis. Um cisne, naquele momento, pousou bem junto a ela. Encantada com a sua beleza, a cegonha lhe perguntou: "De onde você veio?" "Do céu, bem acima das montanhas," respondeu o cisne. "E é um bom lugar para se viver?" "Oh, é bem mais bonito que este lugar aqui," foi a resposta. "E existem caracóis lá?" inquiriu a cegonha. "Na realidade, não," disse o cisne, com uma expressão de repugnância. "Oh, então eu não tenho interesse em ir lá," concluiu a cegonha. "Eu estou procurando por caracóis. Quanto tempo temos perdido em busca de coisas tolas e inúteis que nada acrescentam à nossa vida e às nossas metas de felicidade? Envolvemo-nos com tantas coisas pequenas e ilusórias que acabamos não notando as coisas grandiosas que Deus tem colocado ao nosso redor e que tanto gozo poderiam produzir aos nossos corações. O mundo é enganador e sedutor. Mostra coisas aparentemente agradáveis mas que certamente se tornarão amargas e destruidoras impedindo a consumação de nossos sonhos e o alcance das bênção tão ansiosamente almejadas. Deus nos concede muitas oportunidades para que alcemos vôo em direção aos sonhos que semeamos no coração. Ele abre portas, ilumina o caminho, perfuma o ambiente e descortina um imenso horizonte à nossa frente. E por que, muitas vezes, tudo isso nos passa despercebido? Simplesmente porque estamos distraídos com as coisas pequenas e vãs deste mundo. Muitos preferem os prazeres efêmeros do mundo ao regozijo de um lindo céu. Trocam as bênçãos maravilhosas e eternas do Senhor por uma alegria que nada durará. Sem se darem conta, estão preferindo caracóis! Paulo Barbosa Um cego na Internet Autor dos livros: Despertando Para Missões, Mensagens Para o Coração, Um Raio de Sol Para Dias Sombrios e Mensagens Que Acalentam A Alma tprobert@terra.com.br http://intervox.nce.ufrj.br/~tprobert