Grupos

Produtividade

15:32 @ 20/11/2008

UMA QUESTÃO DE PRODUTIVIDADE
Produtividade está ligada ao tamanho da empresa?


Particularmente, acho bastante interessante analisar dados expressos em tabelas; a meu ver, elas contribuem para o entendimento e podem nos dar informações bastante úteis.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Reprodução parcial da tabela de distribuição de confecções por porte, publicada no Brasil Têxtil 2006 – Relatório Setorial da Cadeia Têxtil Brasileira editado pelo IEMI – Instituto de Estudos e Marketing Industrial Ltda.)

Analisando a tabela do IEMI, publicada no Anuário Têxtil de 2006, na área de confecções e sua distribuição por porte, chamou-me a atenção a diferença em relação ao número de peças produzidas versus mão-de-obra em empresas de pequeno e grande porte. Observe que, nas empresas de confecção de grande porte, 240.553 pessoas produzem
4.407.098 peças, o que nos dá uma relação de 18,3 mil peças anuais por pessoa e, nas de pequeno e médio porte, 150.937 funcionários produzem 1.218.984 peças, um resultado de 8,1 mil peças anuais por pessoa. Essa diferença é bastante significativa e entender as suas causas e buscar soluções para a sua redução pode ser a distinção entre sucesso ou prejuízo.
O tamanho do lote pode ser o primeiro motivo que nos vem à cabeça. Empresas maiores trabalham com lotes volumosos. Será? O conceito de lote grande, atualmente não é aplicado nem em grandes nem em pequenas empresas. O mercado obrigou a todos rever seus conceitos e alterar o tamanho deles.
Uma grande quantidade de máquinas automatizadas seria o diferencial? Não creio que o incremento conseguido por meio da automatização fosse responsável sozinho por tamanha diferença.
Na realidade, são diversos os fatores que influenciam a produtividade, podemos citar:
• Organização: atitudes simples de organização e higiene no trabalho, definição de cargos e determinação de procedimentos.
• Ambiente de trabalho: boa iluminação, ventilação e layout adequado.
• Relações empregado x empregador: convívio harmonioso entre os empregados e entre patrões e empregados.
• Custo dos insumos: comprar no momento certo, na quantidade certa e com a qualidade adequada ao produto podem ser mais relevantes do que o preço.
• Tempos e Métodos: adequação dos métodos de trabalho para obter o melhor resultado.
• Equipamentos: utilização de equipamentos adequados à sua realidade.
Os fatores mencionados são fáceis de ser trabalhados, não exigem grandes recursos e dão resultados significativos.
A melhor forma de desencadear o processo para aumento de produtividade é a capacitação dos profissionais. É este quem vai alavancar as demais ações. Note-se que as grandes empresas estão mais sensíveis a isso e investem mais nos seus profissionais, o que explica os melhores números em comparação com as de menor porte.
As companhias que costumam incentivar treinamentos e cursos para seus colaboradores têm os melhores resultados. O funcionário em contato com novos conhecimentos, ouvindo experiências de colegas que ocupam cargos similares, se sente motivado a usar a sua criatividade na resolução dos seus problemas e passa a ser mais ativo. As formas de capacitação podem ser por ingresso em instituições de ensino ou também por treinamentos na empresa, dados por entidades responsáveis. Normalmente, a implantação de um método de trabalho aumenta a produtividade em torno de 30%. Esse processo de qualificação do profissional leva a uma constante movimentação na busca de soluções, reduzindo o vício da acomodação.
Resumindo, investir no profissional é a melhor forma de melhorar a produtividade, e o investimento pode ser bem menor do que se imagina.

 * Sandra Monteiro de Albuquerque é professora de Engenharia Têxtil do Centro Universitário FEI e Gerente da 5S Treinamento para a Indústria Têxtil Ltda.
sandralb@fei.edu.br/treinamentotextil@terra.com.br

MOCHILA FEITA PARA iPOD

15:25 @ 20/11/2008


 MOCHILA FEITA PARA iPOD
Para facilitar a vida dos vidrados em música e tecnologia, a JanSport lançou no Brasil a coleção LiveWire, que torna possível ouvir músicas e controlar funções do iPod pela alça da mochila. O modelo conta com cinco comandos: volume, forward, reverse, pause e play no Keypad (teclado). O artigo esportivo conta também com um suporte para o fone de ouvido e um bolso especial para proteger o moderno aparelhinho sonoro. Prático, não?

Pirataria

15:24 @ 20/11/2008

CONFECÇÕES EM ALERTA
Uso ilegal de programas de modelagem estão na mira da fiscalização

Por Roselaine Araujo


Pirataria. Qual segmento da economia que não sofre com ela? São tantos que numerá-los torna-se uma tarefa complicada. A indústria da moda também é prejudicada por essa prática ilegal e destrutiva, que já avança de maneira ameaçadora nos softwares de modelagem e produção. Embora não exista um ranking dos programas mais falsificados, o Brasil registra o maior prejuízo de toda a América Latina com 1,148 bilhão de dólares, segundo dados fornecidos pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES).
“É difícil classificar os setores porque a tecnologia é inerente a qualquer ramo de atuação. Os programas de computador são imprescindíveis tanto para atividades específicas quanto para a administração geral das empresas. O que podemos afirmar é que a pirataria ocorre muito mais em virtude da popularidade dos aplicativos do que pelo preço, ou seja, programas mais caros não são necessariamente os mais pirateados. Temos casos de softwares gratuitos sendo comercializados como “pirata”, explica Emílio Munaro, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES.
Pirataria é crime previsto na Lei n. 9609/98. Violar direitos de criação de softwares dá cadeia e a detenção pode variar de seis meses a dois anos de reclusão. O infrator pode ser condenado também a pagar multas, cujos valores podem ser até três mil vezes mais caro que o preço de cada programa pirateado. Para quem os comercializa, as punições são maiores. Nesse caso, a reclusão chega a quatro anos e os custos da multa são mais elevados. Apesar de os esforços da ABES para coibir a falsificação em todo país, a prática é vista com certa “tolerância” por muitas pessoas. O diretor da Plotag, Guilherme Calabria, faz alertas nesse sentido: “O efeito nocivo da falsificação já é disseminado, porém muitos usuários não consideram isso um problema sério. Isso é o mais grave! No Brasil, a pirataria é socialmente aceita pela sensação de impunidade, pois quando olhamos para cima vemos que quem deveria dar exemplo de honestidade e seriedade não o faz. O impacto negativo dos softwares piratas na economia nacional é de bilhões de reais com prejuízos em impostos, com redução de empregos, passando pelo financiamento de quadrilhas especializadas em roubo de cargas, armas e tráfico de drogas. Além disso, ela reduz o investimento produtivo no Brasil. Para di
minuir o porcentual de pirataria, são necessárias ações educativas, tributárias e repressivas”, ressalta Calábria.
A Optikad do Brasil, que atua há 15 anos no mercado de software para vestuário, já sentiu na pele os danos dessa ação criminosa. “No início dos anos 90, uma empresa copiou nosso sistema e chegou a comercializá-lo como produto deles. O impacto foi pequeno, pois a solução CAD não se limita apenas ao software. Vejo que os programas mais copiados são àqueles destinados à área de bordados, no entanto, sabemos que a pirataria não se limita ao produto completo. Há programas comercializados de forma legal, mas com “ingredientes” plagiados dentro deles, pois nesse setor os produtos são compostos por vários módulos. Qual é o interesse do nosso país em fiscalizar, por exemplo, uma empresa nacional que tenha copiado um software estrangeiro, uma vez que isso envolve até a nossa balança comercial?”, indaga o diretor da Optikad, José Roberto Neubauer.
No mercado de sistemas de modelagem, outras marcas renomadas já tiveram seus negócios abalados pelo comércio clandestino. “Ainda não fomos afetados em larga escala, mas conhecemos os prejuízos da pirataria. Por isso, desenvolvemos produtos de qualidade que ofereçam a segurança necessária para as confecções legais, que desejam aum
entar sua produção por meio do trabalho honesto. Não há como mensurar as perdas porque não temos os números exatos das confecções ilegais”,  afirma Cláudio Grando, diretor de negócios da Audaces Automação, empresa brasileira que oferece soluções tecnológicas para automação de processos produtivos e exporta seus produtos para países da América do Norte, Europa, Ásia e África. Segundo Grando, a empresa contribui no combate à pirataria por meio de parcerias com a ABES e outras organizações que atuam com o mesmo propósito. “Quando somos solicitados, sempre colaboramos com a associação e com as delegacias. Só no sul do Brasil, mais de 15 pessoas foram presas e atualmente respondem processo cível e criminal pela utilização ou comercialização ilegal dos sistemas Audaces. Em fevereiro, a polícia prendeu um proprietário e um usuário do produto falsificado, em Fortaleza (CE). Mesmo diante dessas ocorrências, estamos otimistas, pois confiamos no trabalho dos órgãos públicos”, complementa o empresário.

RISCOS E SOLUÇÕES

Além das prisões e do pagament
o de multas pesadas, quem faz uso de programas sem licença de uso pode perder arquivos inteiros pela presença de vírus nos softwares ou comprometer toda a produção, uma vez que o produto ilegal apresenta grande instabilidade, isto é, entra e sai do ar de modo aleatório, causando perdas incalculáveis na prestação de serviços, além, é claro, de não receber qualquer tipo de suporte técnico. Algumas pessoas físicas e empresários do setor alegam, no entanto, que a compra de produtos contrabandeados existe porque os programas originais possuem um valor elevado. Para a ABES, essa postura é um grande engano. “Nada justifica que uma empresa, mesmo sendo de pequeno porte, obtenha lucro de forma lícita e compactue com ações criminosas. Ainda que o preço seja um dos componentes a serem levados em consideração, cabe salientar que a maior parte das empresas de softwares disponibiliza hoje linhas de crédito e fazem financiamentos a longo prazo para possibilitar que pequenas ou até mesmo médias empresas possam fazer uso de programas originais”, completa Emílio Munaro, da ABES.
A Segen Comércio e Tecnologia, fabricante dos produtos Moda-01, é um exemplo disso. A empresa, fundada em 1992, apresenta não só soluções para modelagem do vestuário, mas também facilita as condições de pagamento para seus clientes. “Os softwares da linha Moda-01 estão numa faixa de preço que até uma microempresa de confecção consegue arcar. Elaboramos um plano especial para modelistas que torna o sistema acessível também a qualquer pessoa física. Ademais, existem linhas de financiamento oficiais do Proger, Finame e o BNDES com juros bastante atraentes”, enfatiza o professor e diretor da Segen, Solly Segenreich.
Assim como a Segen, outras empresas seguem o mesmo caminho para facilitar a vida de seus clientes. A Plotag, que atua no ramo de tecnologia da indústria de moda, há 13 anos fechou uma parceria com a Microsoft na campanha “Windows Original para Todos” e também com a “Stylecad Student”, que tem como objetivo oferecer condições favoráveis aos modelistas para adquirir um programa de modelagem original. “Com apenas três meses de campanha, obtemos resultados positivos com a legalização de vários usuários”, comemora o presidente da empresa, Guilherme Calábria.
Já a Optikad do Brasil oferece às confecções de pequeno e médio porte um pacote de softwares que vai desde a modelagem até o plano de corte por menos de 10 mil reais, enquanto a Audaces dispõe de uma linha especial de programas de modelagem, graduação e encaixe comercializada por um preço bem mais em conta que o principal produto da marca, o Audaces Vestuário.

Prêmio de Produção

15:14 @ 20/11/2008

 VILÃO OU MOCINHO?


 É comum as empresas adotarem o prêmio de produção como ferramenta de incentivo para o crescimento da produção. Essa ferramenta pode ser considerada tanto uma boa alternativa quanto “uma faca de dois gumes”.
Como já fora comentado outras vezes, o incentivo promovido pelo prêmio de produção é uma forma de proporcionar aos colaboradores uma renda extra e, conseqüentemente, à empresa um aumento na produção. Em síntese seria isso, mas não é o que acontece na prática; o que encontramos são companhias e colaboradores descontentes. Podemos definir desta maneira:
Empresa – aumento no custo da fábrica (R$ gastos com o prêmio), índices de produtividade incertos, aumento da hora extra (aumentando mais ainda os custos industriais), metas incertas e inoperantes.
Colaboradores – metas incertas e inoperantes (falta de metodologia adequada), excesso de cobrança, pressão por resultados e falhas nos apontamentos.
Como podem perceber, os dois lados, se é que existem e podem ser divididos, têm as mesmas reclamações e necessidades, ambos clamam por um controle mais eficaz a ponto de elaborar metas tangíveis que resultem em crescimento de produção. Mas, ao invés disso, acabam criando um ambiente de atrito, de discórdia, que provoca a queda da produção. Por não haver uma metodologia correta, a eficácia dos resultados passa a ser totalmente discutível, e aí começamos a encontrar os “achismos” dentro da empresa.
Como não houve um método certo na hora de formular as metas, elas são ditadas por esse “achismo”; assim, os prêmios costumam ser pagos de forma errada, muitas vezes favorecendo uns e penalizando outros, sem as informações técnicas necessárias para a eliminação de dúvidas dos colaboradores, servindo para alimentar as rachaduras na equipe.
Já encontramos empresas que cometeram esses erros durante anos, e quando resolveram desfazê-los iniciou-se uma batalha dentro da companhia: de um lado a própria empresa, que já não consegue produzir como antes, muitas vezes até com um número de colaboradores aumentado pela necessidade de cumprir compromissos, sem verba para a manutenção desse prêmio que passou a ser mais um problema que uma solução; e de outro o colaborador, que há tempos manteve (a seu ver) o mesmo ritmo de trabalho e a mesma avaliação na hora de ser premiado, entendendo que o valor pago a ele já é parte integrante de seu salário. Sendo assim, ele faz suas contas contando com esse valor, não aceitando nenhuma mudança na metodologia. Chegando a se tratar como “funcionários a 100%”.
Uma ferramenta que poderia trazer resultados favoráveis vira um enorme problema. Mas tem como resolver isso em tempo curto e sem causar um trauma aos colaboradores?
Sim, podemos resolver com a implantação de metodologias de avaliação e de técnicas de controle que garantam boas metas. Estas se devem a um resultado de um estudo de tempos e não de um “achismo”, nem por parte da empresa nem de seus colaboradores. O período de avaliação deve ser claro.
E, acima de tudo, a empresa deve estar preparada financeiramente para esse acréscimo nos custos: atrasar o pagamento desses valores é sempre um problema extra a ser resolvido.
Quebrar paradigmas entre os colaboradores sem sombra de dúvida será o maior desafio que poderemos encontrar, principalmente quando necessitamos (devido ao balanceamento) de uma colaboradora que execute mais de uma função ou que ela não tenha muita habilidade em uma determinada máquina e necessita que ela vá.
Além dessas dicas, podemos lembrá-los do PLR (Participação de Lucros e Resultados), em que podemos elaborar uma metodologia de premiação muito mais ampla, tais como:
produtividade;
redução do desperdício, refugo ou perda;
absenteísmo;
aumento das unidades produzidas;
programas de qualidade;
eficiência na utilização de matéria-prima;
redução do retrabalho;
faturamento (bruto e líquido).
Dessa forma, estaríamos realmente amarrando resultados totalmente mensuráveis e de fácil demonstração a todos dentro da empresa.
Esse assunto é muito interessante e poderemos tratá-lo de forma mais abrangente numa próxima oportunidade.
Acreditamos que o prêmio seja uma ferramenta fantástica quando tratado seriamente por todos dentro da empresa. Não basta querer pagá-lo ou recebê-lo: precisa ser correto. A forma de determinar, o limite entre “fazer o que já sou pago para fazer e realizar algo a mais, ser merecedor de uma gratificação por um esforço extra”, tem de ser técnico, bastante, aliás, sem amadorismo. Nosso setor já não comporta mais essas atitudes e, quando for possível estabelecer esses dados, parabéns! Reconheça, por meio da premiação, o esforço real de seus colaboradores.

* Rubens Nunes é consultor em vestuário, soluções e produtividade da Megatech Consultoria.
rubenunes@megatechconsult.com.br
Foto: Arquivo Pessoal

Estamparia Digital

14:54 @ 20/11/2008

Estamparia digital reinventada

Impressora de estamparia digitalA tecnologia de estamparia digital percorreu já um logo caminho desde o seu aparecimento no início dos anos 90, e hoje, até mesmo em tecidos escuros, já é possível obter elevados padrões de qualidade e durabilidade para uma vasta gama de estampas multicoloridas, conseguindo realçar a respirabilidade e conforto das peças de vestuário estampadas digitalmente.

A estamparia digital não se posiciona como a substituta da estamparia por quadros de elevada produção, mas sim como uma tecnologia flexível e rápida para pequenas séries variando entre a peça única e as 2.000 peças, embora a sua eficiência tenha já sido comprovada até às 6.000 peças.
 
A sua principal vantagem reside inegavelmente na eliminação dos quadros, associada, por conseqüência, a tempos de regulação praticamente irrisórios. E, ao contrário, de outros métodos de estampagem de imagens, pode ser escalonada para combinar com o tamanho da peça de vestuário, desde um extra-small até um XXXL, sem qualquer custo acrescido.

As tintas digitais podem ser aplicadas num amplo conjunto de tecidos incluindo algodão, Lycra, 100% poliéster e misturas, sendo, todavia, necessária a regulação de diferentes calibragens de estampagem para os diferentes tipos de tecido. E, tal como na estamparia tradicional, o equipamento necessário depende da escala de produção. Em particular, as diferentes unidades utilizam diferentes tipos de tinta, à base de água, solvente e corante.

Máquinas para todas as formas e efeitos

A Kornit Digital Ltd, que reivindica para si o título de pioneira no lançamento de máquinas industriais de estamparia digital que estampam diretamente sobre as peças de vestuário, apresenta hoje uma variedade de unidades de alta velocidade desenvolvida para séries pequenas e médias, assim como uma estampagem personalizada e variável com uma resolução de até 630 ppp (pontos por polegada).
A Kornit também desenvolveu tintas têxteis à base de solvente pigmentado para as cores vivas e alta resolução de imagem. As tintas permitem a lavagem à máquina e são resistentes à radiação ultravioleta. Quanto as estampas, são curadas em secadoras de infravermelhos ou por fluxo de ar quente convencional.
O modelo de produção em massa Kornit 913D pode estampar até 630 x 630 ppp e a velocidades compreendidas entre 172 e 295 peças ligeiramente coloridas por hora e entre 35 e100 peças escuras por hora, em função da resolução.

A Shima Seiki, famosa pelos seus sistemas de tricotagem "WholeGarment", procurou solucionar o problema de estampagem das peças seamless há alguns anos atrás, com a máquina SIP 100F. Esta máquina reconhece as extremidades de uma peça de vestuário colocada de modo plano e estampa toda a área. Trata-se de uma máquina adequada para t-shirts, mas o fabricante japonês lançou mais recentemente o modelo SIP 160F para artigos mais largos, tais como vestidos e casacos.

Ambas as máquinas SIP 100F e SIP 160F permitem a estampagem total numa grande variedade de tecidos, através do sistema de design de vestuário criado na Shima Seiki SDS ONE. A SIP utiliza uma avançada tecnologia de jato de tinta piezoeléctrica e divide as cores básicas CMYK (azul, magenta, amarelo e preto) em tons claros e escuros. Antes da estampagem, o tecido é tratado na unidade de tratamento prévio SUM100, que vaporiza o tecido com uma fórmula especial de pré-tratamento que melhora a qualidade da cor e permite a saturação sem "sangrar".

O US Screen Printing Institute efetuou a sua incursão na estamparia digital com o desenvolvimento de uma nova máquina de estampar t-shirts - a Fast T Jet Pro HV T, que possui séries gêmeas com oito cabeças Seiko para estampar simultaneamente cinco t-shirts. Como há dois trens, enquanto um estampa as 5 t-shirts, o outro é preparado para entrar em ação logo que o primeiro termine. O resultado é um sistema de produção contínuo capaz de estampar mais de 5-tshirts por minuto. Esta nova tecnologia foi desenvolvida com base na Artistri 2020, da DuPont Ink Jet, da qual a US Screen obteve os direitos exclusivos para modificá-la para t-shirts.

A Texjet da Polyprint também estampa t-shirts diretamente, usando tintas de pigmentos têxteis laváveis e jatos de tinta piezo. A máquina permite estampar imagens de 20 x 25 cm com 720 ppp a velocidades até 60 t-shirts por hora. As tintas são depois submetidas à temperatura de 150 ºC durante 2 a 5 minutos num secador ou prensa térmica.

Quanto à máquina de estampar GT 541 da Brother International, é caracterizada por uma área de estampagem de 14 x 16 polegadas e usa tintas aquosas CMYK para estampar algodão e algodão/poliéster a velocidades inferiores a um minuto por peça em muitos desenhos.

A italiana MS oferece as máquinas Ms Zero e a Ms Zero White Edition para t-shirts, camisas e calças. As tintas requerem um período de fixação de 90 segundos a 170 ºC num secador ou prensa térmica.

Por fim, a Impression Technology Europe dispõe da gama de máquinas de estampar vestuário DTG. No seu modelo padrão são usadas sete tintas incluindo versões claras de azul, magenta e preto. Na sua mais recente tecnologia, o branco substitui essas tintas claras, cuja aplicação confere um efeito vibrante às tintas CMYK, graças ao uso de um software especial.    

Fonte: Portugal Têxtil