Apresentam-se,
a seguir, algumas dicas para a preparação de transparências e o
uso adequado do retroprojetor.
PREPARAÇÃO
DE TRANSPARÊNCIAS
1. Fazer
originais com letras grandes, espaçadas e legíveis (6,8,ou 10mm).
2. Dar
destaque aos títulos.
3. Colocar
no máximo 08 frases na mesma transparência.
4.
Ilustrar os conceitos e idéias com: figuras, charges, esquemas,
gráficos e símbolos.
As
transparências podem ser feitas à mão, com caneta própria para
este fim (para retroprojetar), em papel comum e depois se tira xerox
nas folhas de transparência ou com o auxílio do computador, sendo
diretamente impressas na impressora.
USO
ADEQUADO DO RETROPROJETOR
Algumas
informações são importantes para que se alcance êxito no uso do
retroprojetor. Detalhes que, a princípio, parecem irrelevantes,
farão com que você obtenha melhores resultados , se observados.
1.
Mantenha o retroprojetor a uma distância de 5 a 6 metros da tela.
2.
Verifique se o vidro e as lentes de projeção estão limpos.
3. A tela
de projeção deve ser colocada no canto da sala, de frente para o
retroprojetor e com uma inclinação de + ou - 15 graus para baixo,
evitando a distorção da projeção.
4. Coloque
/ troque as transparências você mesmo, evite dispersão.
5.
Desligue o retroprojetor a cada troca de transparência, visando
manter a expectativa do grupo .
6. Ao
abordar algum assunto derivado, responder uma pergunta etc, também
desligue o retroprojetor, para concentrar a atenção.
7. O
apresentador deve se postar ereto, de frente para o grupo e ao lado
do retroprojetor. Andar sempre para o lado oposto à tela.
8. Ao
explanar /falar , fique sempre de frente para o grupo, não para a
tela.
9. Nunca/
jamais passe na frente da projeção.
10. Aponte
aspectos das transparências sempre no retroprojetor com uma caneta
ou ponteiro, nunca na tela.
Fonte:Guia
para a elaboração de trabalhos escritos – UFRGS
Como
possíveis educadores, nos vemos algumas vezes perdidos quanto a
forma de ensinar, pois, se não há compreensão por parte dos alunos
de que vai valer nosso esforço tanto nos árduos anos de faculdade,
como também após ela.
É
possível porém que com a ajuda de “técnicas”, de aprendizagem
possa-se aguçar a curiosidade dos alunos, e estimular uma aula
construtiva e produtiva.
Através das aulas práticas no ensino de Ciência, o professor terá
a oportunidade de oferecer à seus alunos o incrível mundo das
descobertas, seja observando parasitas em um microscópico, observado
a reação de componentes químicos ou mesmo realizando maquetes
simples de um vulcão, não importa qual seja a ação, o certo é
que o professor de Ciências tem nas mãos um aliado para desenvolver
sua aula e dar aos alunos a oportunidade de presenciar o que eles
muitas vezes aprendem somente na teoria, portanto, o professor tem
que estar disposto a ter o aluno como seu aliado na aula, pois a
união entre professores e alunos é que torna o ensino e a
aprendizagem possível.
“ O
professor só pode ensinar quando esta disposto a aprender”. Janoí
Mamedes.
A experiência do “Pulmão” foi escolhida, pois envolve
conceitos de física, juntamente com os de Biologia, e também, por
poder ser trabalhada nas séries do ensino fundamental, já que os
alunos estudam o corpo humano nas aulas de Ciências.
Objetivos:
Desenvolver
de forma clara o tema Sistema Respiratório;
Estimular
alunos a fazer questionamentos sobre o assunto;
Aguçar
a curiosidade dos alunos em relação ao tema;
Inserir
nos alunos o sentimento de equipe;
Promover
uma atitude diferenciada na sala de aula onde haja participação
dos alunos e estimular a criatividade.
Metodologia:
O
experimento consiste em um pequeno pote de plástico transparente
vedado na parte superior (parte aberta) com um pedaço de luva
cirúrgica amarra da com um elástico que serve para vedar a parte
interna do pote em relação ao meio, mas admitindo uma variação
volumétrica, por ser uma película elástica. Na parte inferior do
frasco, existem dois furos pequenos com diâmetros iguais
aproximadamente de um tubo de caneta. Na parte interna há duas bolas
(bexigas) fixas cada uma em um dos furos por uma cola instantânea
(figura 1). Sendo o custo total para a confecção
deste
experimento de aproximadamente R$ 6,00.
Subsídios
teóricos
No
experimento a caixa torácica é representada pelo pote de plástico,
o balão preso no fundo do pote é o diafragma, o balão preso ao
canudo representa a traquéia.
A
garrafa representa a caixa torácica, o balão de borracha preso ao
fundo da garrafa representa o diafragma, o balão de borracha preso
ao canudo representa um dos pulmões e o canudo representa a
traquéia. Os
processos de expiração e inspiração se dão através da
movimentação do diafragma.
O
processo de expiração promove a saída de ar dos pulmões,
dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos
intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam-se, o que
diminui o volume da caixa torácica, com consequente aumento da
pressão interna,forçando o ar a sair dos pulmões.
A
inspiração promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela
expansão da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O
diafragma abaixa-se e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da
caixa torácica, com consequente redução da pressão interna (em
relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.
Formas
de uso da experimentação nos modelos clássicos de ensino de
Ciências
Ensino
tradicional:O professor prepara o experimento e não há
participação dos alunos
Redescoberta:
O Professor faz o experimento e o aluno em sala de aula faz
juntamente com o professor o seu experimento.
Projeto
ou Investigação: O aluno executa a parte científica,
orientado pelo professor.
Acadêmicos:
Basílio, Luciane Miranda e Viviane de Godoi
Nome do
Projeto de intervenção extensionista a que o mini-projeto está vinculado: Curso deformaçãopedagógica na área de
Ciênciasnasséries iniciais: integração da práticadeensino institucional na UNICENTRO
1.Institucionalização do projeto: Universidade Estadual do Centro-Oeste -
UNICENTRO
2.Coordenação
Geral: Prof. Dra. Ana Lúcia Crisóstimo
7.Atividades
individuais a serem assumidas na participação do projeto:
a.Nome
da Oficina:
b.Participantes:
c.Planejamento
da oficina:
O objetivo:
Desenvolvimento/Metodologia: (sugestão) Após uma
breve explanação teórica sobre a extinção de espécies, será realizado um jogo
sobre as etapas de um processo de extinção. Os participantes receberão cartões
que representarão diferentes espécies de animais cujas exigências ambientais
constarão por escrito. Será apresentado um tabuleiro em que cada casa
consistirá numa situação (alteração do ambiente, mortalidade natural ou por
caça, etc.) que pode ou não prejudicar a espécie. A progressão das casas ao
longo do tabuleiro será mediante o jogo de um dado. Cada vez que o jogador
atingir uma casa com uma situação que prejudique a permanência da espécie,
perderá um ponto. Ao se atingir 3 pontos perdidos, o animal em questão será
extinto e sairá do jogo. Vence o último animal que restar. Ao final dessa
atividade serão apresentados exemplares de animais em extinção taxidermizados.
Recursos audiovisuais e materiais de apoio: data-show e
computador para explanação teórica e projeção do tabuleiro.
Bibliografia:
IAmbiental
do Paraná. 2007. Fauna do Paraná em
Extinção. IAP: Curitiba, 270p.
Pough, F. H.; Janis,
C. M. & Heiser, J. B. A vida dos vertebrados. Atheneu: São Paulo, 684p.
d.Elaboração
do material de apoio a ser entregue aos cursistas: tópicos a serem abordados
neste material
Seguem algumas dicas que poderão te
ajudar na hora de preparar a sua apresentação
1. Saiba do que você está falando,
estude muito e tenha domínio não só do tema apresentado, mas de todo assunto
relacionado
2. Seja claro, faça com que o
espectador saiba facilmente do que você está falando
3. Apesar de uma introdução ser
importante, evite "rodeios" para chegar ao assunto principal
4. Não transcreva o assunto em
parágrafos enormes e depois fique lendo o texto. Use tópicos para lembrar o que
você deve falar. O texto é um roteiro e não uma bengala. Não decore, saiba do
assunto de explique o que você sabe ao espectador
5. Aborde os pontos principais,
normalmente uma apresentação tem tempo pré-definido, e mesmo que não tenha, ninguém
aguenta ficar muito tempo parado ouvindo alguém falar sobre um único assunto
6. Tome cuidado para não omitir
detalhes importantes sobre o assunto
7. Tome muito cuidado com a "outrografia"
9. Se for usar o retroprojetor e suas
transparências, organize-as na ordem em que serão utilizadas
10. Se for utilizar data-show, tome
cuidado com o tamanho das letras, a cor e prefira fundos claros com letras
escuras
11. Figuras ajudam a prender a atenção
do espectador
12. Fale pausadamente e dê ênfases com
a voz em algumas ocasiões
13. Não fique de costas para a platéia,
14. Use os espaços, ande pelo local da
apresentação. Não fique preso(a) ao datashow ou ao retroprojetor
15. Se a apresentação for importante e
inadiável, prepare a apresentação em mais de uma forma (data-show e retroprojetor,
retroprojetor e cartaz) e fique preparado para apresentar sem nenhum auxílio
16. Mantenha a calma e nunca diga que
está nervoso (a). Em 99% das vezes é você quem sabe mais sobre o assunto
específico sobre o qual está falando
17. Não diga que não sabe ou que
"não pensei nisso", fale que vai buscar a informação ou que ainda não
chegou a uma conclusão
18. Cuidado com as vestimentas, nada de
mini-saias, blusas curtas, bonés, calças transparentes. O que deve ser o centro
da sua aula é você.
19. Use mais de um recurso áudio-visual.
Obrigatoriamente utilize o quadro-de-giz.
20- Confira todo o equipamento antes de
iniciar a aula. Se utilizar recurso áudio-visual, apague a luz.
21- Faça a síntese conclusiva.
E por fim, nunca deixe para estudar e
preparar sua apresentação na última hora. O tempo que você destina à busca de
informações e à preparação do material tem uma relação direta com a qualidade
do trabalho final.
Dicas para elaborar o seu plano de aula durante o estágio de
licenciatura em escolas de ensino fundamental.
1.Dados de identificação
Escola:Localidade:
Curso: Série:
Turma: Disciplina:
Professora:Assunto Central: Escreva o (os) tema geral que você vai
trabalhar durante a unidade
2.Objetivos
No
objetivo geral deve ser escrito o que você deseja alcançar de forma geral no
término de sua aula (regência).
3.Cronograma:
Aqui deve
ser colocado todas as atividades desenvolvidas durante a aula (regência) em
sala de aula.
4.Conteúdos:
Deve ser
colocado todos os conteúdos que serão ministrados durante o período da aula (regência), de preferência em tópicos.
5.Procedimentos:
Deve ser
colocado todas as formas que você irá utilizar em sala de aula para passar o
conteúdo para os alunos. Como por exemplo:
1-Aula
expositiva dialogada com auxílio de quadro branco;
2-Aula
expositiva dialogada com auxílio de retro projetor, projetor multimídia
3-Aula
prática, visualização de diferentes algas;
4-Construção
pelos alunos de painéis, maquetes, revista em quadrinhos, seminários, etc,
sobre o tema estudado;
5-Elaboração
de feiras de Ciências, etc.
6.Recursos:
Colocar todos os
recursos materiais que serão utilizados durante a aula (regência). O ideal é
que para cada tema, você coloque os recursos (desta forma seu plano de aula
ficará mais organizado).
7.Avaliação
Neste tópico
você deve saber de que forma o professor da escola onde está fazendo a
regência, trabalha com a avaliação.
Se a escola
permitir você pode seguir o exemplo citado abaixo: A avaliação será feita
durante todo o processo de ensino-aprendizagem, de forma qualitativa no que se
refere a freqüência, participações nas aulas expositivas e práticas,
cumprimentos dos trabalhos em grupos propostos; e quantitativa através de uma
avaliação individual escrita que será aplicada no final da unidade. Além disso,
os alunos serão também avaliados através de pré-testes e pós-testes que serão
aplicados no início e no final de cada tema que será trabalhado.
A IMPORTÂNCIA DAS AULAS PRÁTICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS
A
importância do trabalho prático é inquestionável na disciplina de Ciências e
Biologia e deveria ocupar lugar central no seu ensino (Smith, 1975). No
entanto, o aspecto formativo das atividades práticas experimentais tem sido
negligenciado, muitas vezes, ao caráter superficial, mecânico e repetitivo em
detrimentos aos aprendizados teórico-práticos que se mostrem dinâmicos,
processuais e significativos (Silva e Zanon, 2000).
Alguns
autores como Luz et al. (1989), enfatizam que o que verdadeiramente se
busca como ensino de ciências é um aluno sendo convenientemente iniciado no
mundo das ciências de forma que este produza saber científico voltado para a
busca da melhoria de vida neste planeta. Em outras palavras este ensino deve
servir para a formação da consciência critica do cidadão, revertendo (seus
conhecimentos científicos) em ações voltadas à melhoria de vida da sua
comunidade. Ter um aluno com consciência crítica atualmente, só é possível
quando ele tem a oportunidade de pensar, questionar, criar, formular hipóteses
e obtiver as respostas destas hipóteses. Para que isso ocorra é necessário que
o educador saiba ministrar aulas práticas com seus alunos.
Sendo
assim, a abordagem prática poderia ser considerada não só como ferramenta do
ensino de ciências na problematização dos conteúdos como também ser utilizada
como um fim em si só, enfatizando a necessidade de mudança de atitude para com
a natureza e seus recursos, pois, além de sua relevância disciplinar, possui
profunda significância no âmbito social (Vasconcelos et. al., [s.d] ).
Dessa
forma, a formação de uma atitude científica está intimamente vinculada ao modo
como se constrói o conhecimento (Fumagalli, 1993). Na aula prática, o aluno
desenvolve habilidades processuais ligadas ao processo científico, tais
como capacidade de observação (todos os sentidos atuando visando à coleta de
informações), inferência (a partir da posse das informações sobre o objeto ou
evento, passa-se ao campo das suposições), medição (descrição através da
manipulação física ou mental do objeto de estudo), comunicação (uso de palavras
ou símbolos gráficos para descrever uma ação, um objeto, um fato, um fenômeno
ou um evento), classificação (agrupar ou ordenar fatos ou eventos em categorias
com base em propriedades ou critérios), predição (previsão do resultado de um
evento diante de um padrão de evidências. A partir delas, ou concomitantemente,
ocorre o desenvolvimento de habilidades integradas: controle de
variáveis (identificação e controle das variáveis do experimento), definição
operacional (operacionalização do experimento), formulação de hipóteses
(soluções ou explicações provisórias para um fato), interpretação de dados
(definir tendências a partir dos resultados), conclusão (finalizar o
experimento, através de conclusões e generalizações) (Vasconcelos et al.,
[s.d] ).
As
aulas práticas podem ajudar no desenvolvimento de conceitos científicos, além
de permitir que os estudantes aprendam como abordar objetivamente o seu mundo e
como desenvolver soluções para problemas complexos (Luneta, 1991). Além disso,
as aulas práticas servem de estratégia e podem auxiliar o professor a retomar
um assunto já abordado, construindo com seus alunos uma nova visão sobre um
mesmo tema. Quando compreende um conteúdo trabalhado em sala de aula, o aluno
amplia sua reflexão sobre os fenômenos que acontecem à sua volta e isso pode
gerar, conseqüentemente, discussões durante as aulas fazendo com que os alunos,
além de exporem suas idéias, aprendam a respeitar as opiniões de seus colegas
de sala ( Leite et al., [s.d].
As
aulas práticas de Ciências e Biologia proporcionam grandes espaços para que o
aluno seja atuante, construtor do próprio conhecimento, descobrindo que a
ciência é mais do que mero aprendizado de fatos. Através de aulas práticas o
aluno aprende a interagir com as suas próprias dúvidas, chegando a conclusões,
à aplicação dos conhecimentos por ele obtidos, tornando-se agente do seu
aprendizado.
As
aulas práticas de Ciências podem ser feitas através de trabalhos em campos,
laboratórios, computadores, museus, filmes, jogos e etc.
FUMAGALLI, L. El desafio de
enseñar ciencias naturales. Una propuesta didáctica para la escuela media. Buenos
Aires. Troquel. 1993. LIBANEO, J. C. Didactica y prática histórico-social.
Ande, ano 4, n. 8, 1984.
LEITE, A.C.S.;
SILVA, P.A.B.; VAZ, A.C. R. A importância das aulas práticas para alunos
jovens e adultos: uma abordagem investigativa sobre a percepção dos alunos do
PROEF II. . [Si][Sn][Sd].
LUNETTA, V. N. Actividades
práticas no ensino da Ciência. Revista Portuguesa de Educação, v. 2, n. 1,
p. 81-90, 1991.
LUZ, G. O . F.; MARQUES, D. M. C. Fundamentação em Ciências: uma Proposta para Debate e
Ação. Rio de Janeiro: Ciências e Cultura, n. 41. Janeiro, 1989.5-13p.
SMITH, K.A. Experimentação nas Aulas
de Ciências. In: CARVALHO, A.M.P.;
VANNUCCHI, A.I.; BARROS, M.A.; GONÇALVES,M.E.R.; REY, R.C. Ciências
no Ensino Fundamental: O conhecimento físico. 1. ed. São Paulo: Editora
Scipione. 1998. p. 22-23.
SILVA, L.H.de A.; ZANON, L.B. A
experimentação no ensino de Ciências. In: SCHNETZLER,
R.P.; ARAGÃO, R.M.R. Ensino de Ciências: Fundamentos e Abordagens.
Piracicaba: CAPES/UNIMEP,
2000.182 p.
VASCONCELOS, A. L. S.; COSTA, C. H.C.;
SANTANA. J. R. & CECCATTO, V.M. Importância da abordagem prática
no ensino de biologia para a formação de professores (licenciatura plena em
Ciências / habilitação em biologia/química - UECE) em Limoeiro do Norte – CE. [Si][Sn][Sd].
Características:Cientistas loucos são
tipicamente caracterizados como tendo comportamento obsessivo e desprovidos de
escrúpulos, não hesitando em adotar métodos extremamente perigosos ou pouco
ortodoxos. Muitas vezes são motivados por vingança,
por ânsia de conhecimento ou por ganância.
Seus
laboratórios muitas vezes são equipados com tubos
de ensaio, geradores Van de Graff,
máquinas com engrenagens em constante rotação e várias aparatos
eletrônicos visualmente impressionantes. Também são comuns vidros e provetas
com líquidos de cores estranhas sem propósito óbvio.
Outras
características incluem:
Uso da ciência sem medir as
conseqüências de seus atos, que podem resultar em destruição em massa ou mutações.
Prática de experimentar suas criações
em si próprio.
Uso de cobaias.
Agir como um deus, fazendo
experimentos com a fauna e a flora.
Uso de jalecos.
Despreocupação com a aparência,
mantendo seus jalecos sujos e cabelos despenteados.
Inaptidão para viver em sociedade,
permanecendo isolado, às vezes por opção própria.
Deformidade física. (devido à segunda
característica)
A
maior parte dessas características são exageros dos estereótipos
dos cientistas: Cientistas sempre são vistos como obcecados pelo trabalho,
assumindo uma visão curta do panorama geral da sociedade aonde seus atos
interferem, adotando perpetuamente uma visão do mundo
"desinteressada" para uma maior objetividade, etc. Também pode ser
interessante notar que as grandes massas encontram cientistas nos tempos de
colégio, aonde o envolvimento é restrito, o que causa a visão de um cientista
ser estereotipada como egoísta, obsessivo e amoral.
Na
ficção, o cientista louco pode representar o medo do desconhecido, e as
conseqüências de desafiar o que "era melhor ser desconhecido". De
modo similar, a tendência do cientista louco de se colocar no papel de Deus pode ser uma extensão
das diferenças entre religião e ciência, como é exemplificado nas discussões
sobre a evolução -- que é um tema usado pelos cientistas loucos, que
criam bestas e monstrosfantásticos.
Quando seu monstro nasceu, Victor Frankenstein
gritou, "Agora eu sei como Deus se sente!" Essa afirmação foi
considerada controversa o bastante para ser censurada na
versão filmada de 1931.
Na
ficção, a linha que separa os cientistas sãos dos loucos é bem tênue, e os
exemplos usados neste artigo são aqueles que possuem essas características e/ou
são estereótipos exagerados de cientistas.
As bases científicas,
conhecidas como Ciências Naturais, diferentemente do mundo da fé ou das crenças,
o homem as construiu para poder entender: qual é a organização de todo ser
vivo? Que interações e reações ocorrem em face dos processos e fenômenos que
acontecem nesta organização, e no mundo inanimado? Com que regularidade,
variação e grau de inter-relação elas acontecem? como representar estes
fenômenos e processos ao nível de conceitos, fórmulas, leis e regras, ou outras
formas de linguagens, para que sejam legitimados socialmente, aplicados em técnicas
e tecnologias e tornados cultura universal, que um maior número de indivíduos possa
compreender? Qual é a relação de todo esse conjunto com o sistema social? A
formação biológica tem como objeto central a compreensão da organização do ser
vivo, cujo estudo possibilita o entendimento desde o funcionamento básico desta
organização, e toda a transformação operada na matéria viva que resultou no
aparecimento dos primeiros seres vivos e na história estrutural a que nós
próprios pertencemos.
A biologia recebeu
dois grandes impulsos no século passado, que contribuíram essencialmente para
transformá-la num poderoso instrumento conhecedor da natureza humana, assim
como está hoje, em um estágio de desenvolvimento muito avançado, embora ainda
nos laboratórios: a) a concepção da teoria da evolução orgânica de Charles
Darwin e b) a criação da moderna química orgânica, com duas grandes descobertas
realizadas pelo cientista Frederico A. Kekulé (1820-1896), que foram a da polivalência
do carbono e da estrutura espacial molecular do benzeno, assunto que os
químicos bastante entendem e que aqui ilustramos, apenas para enriquecimento
cultural dos futuros professores.
A física e a
química tomam como objeto os próprios fenômenos que acontecem nos seres vivos,
no meio em que vivem, na interação entre os dois, e também pesquisam no âmbito
específico de cada um. Estas ciências,
porém, investigam os fatores que ocorrem na matéria inanimada, ou seja, os
dissociam nos seus elementos constituintes, buscando-lhes a relação com a vida.
Diferentemente, a biologia se preocupa mais com os produtos destes fatores nos
organismos vivos; quer dizer, ela se preocupa com os conjuntos complexos
enquanto resultantes em organização vital.
A química difere da
física ao estudar as propriedades de tipos especiais de matéria (a resistência
do ferro, ouro, aço, etc.), em vez das propriedades da matéria em geral (a
condutibilidade do calor nos corpos, etc). Por exemplo, os químicos podem se preocupar com o ponto de fundição do
ferro, enquanto que para o físico interessa como esta propriedade (fusão) se
comporta em qualquer matéria. A combinação físico-química hoje avança bastante,
contribuindo para novas descobertas.
Os biologos raramente
atingem a precisão dos físicos e dos químicos no estudo das coisas mais simples
e estáveis; em contrapartida, descrevem uma gama muito maior de fenômenos
naturais, com maiores detalhes.
O objetivo fundamental do ensino de Ciências no curso de formação de professores é o de
prepará-los para melhor compreenderem as ciências da vida e sua inter-relação
com as ciências sociais, numa perspectiva que obriga a um repensar mais
profundo sobre a natureza da condição social humana, tanto para entendê-la como
para ensinar a outras pessoas, que também precisam desse conhecimento.
Estudar as ciências biológicas, físicas e químicas
significa penetrar em um espaço
conceitual muito amplo, com diferentes dimensões, que, além de mostrar como
estas ciências se entrecruzam, para explicarem como a vida e a natureza se
organizam e, principalmente, como o homem atua em seu modo humano de operar e
de autodescrever seu próprio universo experencial-perceptivo e
autoconscientemente, também nos revela o caráter trans e interdisciplinar com o
qual nós mesmos podemos conhecer melhor nossa própria natureza humana, através
da conexão entre os conhecimentos de cada ciência, delas entre si e com outros campos
do saber.
Por outro lado, a aprendizagem dos conhecimentos
científicos se faz cada vez mais necessária em uma sociedade na qual não se
pode mais abrir mão deles para que se tenha um maior grau de compreensão dos
avanços tecnológicos e suas aplicações, que estão em toda a parte, ao nosso
redor, em nossas casas, em nosso trabalho, etc., e que evoluem muito
rapidamente, tornando inadiável uma reflexão conjunta – começando pela educação
– sobre o caminho que essa dimensão abre para a evolução cultural da humanidade
e todas as implicações pertinentes