Grupos

Dicas para o uso adequado do RETROPROJETOR

Apresentam-se, a seguir, algumas dicas para a preparação de transparências e o uso adequado do retroprojetor.

PREPARAÇÃO DE TRANSPARÊNCIAS

1. Fazer originais com letras grandes, espaçadas e legíveis (6,8,ou 10mm).

2. Dar destaque aos títulos.

3. Colocar no máximo 08 frases na mesma transparência.

4. Ilustrar os conceitos e idéias com: figuras, charges, esquemas, gráficos e símbolos.

As transparências podem ser feitas à mão, com caneta própria para este fim (para retroprojetar), em papel comum e depois se tira xerox nas folhas de transparência ou com o auxílio do computador, sendo diretamente impressas na impressora.



USO ADEQUADO DO RETROPROJETOR

Algumas informações são importantes para que se alcance êxito no uso do retroprojetor. Detalhes que, a princípio, parecem irrelevantes, farão com que você obtenha melhores resultados , se observados.

1. Mantenha o retroprojetor a uma distância de 5 a 6 metros da tela.

2. Verifique se o vidro e as lentes de projeção estão limpos.

3. A tela de projeção deve ser colocada no canto da sala, de frente para o retroprojetor e com uma inclinação de + ou - 15 graus para baixo, evitando a distorção da projeção.

4. Coloque / troque as transparências você mesmo, evite dispersão.

5. Desligue o retroprojetor a cada troca de transparência, visando manter a expectativa do grupo .

6. Ao abordar algum assunto derivado, responder uma pergunta etc, também desligue o retroprojetor, para concentrar a atenção.

7. O apresentador deve se postar ereto, de frente para o grupo e ao lado do retroprojetor. Andar sempre para o lado oposto à tela.

8. Ao explanar /falar , fique sempre de frente para o grupo, não para a tela.

9. Nunca/ jamais passe na frente da projeção.

10. Aponte aspectos das transparências sempre no retroprojetor com uma caneta ou ponteiro, nunca na tela.

Fonte: Guia para a elaboração de trabalhos escritos – UFRGS

http://factef-faesa.blogspot.com/



SETE DICAS PARA O SUCESSO

10:20 @ 21/04/2010

SETE ELEMENTOS CHAVE PARA O SUCESSO  

1º Conseguindo e mantendo atenção:  

  • Uso de novidades e objetos;

  • Técnicas eficazes de questionamento;

  • Uso de organizadores gráficos;

  • Sinais auditivos;

  • Uso de retro-projetores e multimídia (para uma melhor visualização);

  • Respostas escritas associadas com atividades auditivas.  

2º Administração na sala de aula:

  • Clareza na comunicação e expectativas;

  • Uso de monitores;

  • Regras e conseqüências expostas;

  • Uso de controle por proximidade;

  • Alunos repetem instruções;

  • Sinais, elogios e reforço para períodos de transição;

  • Revisão de regras e auto-monitor em situação de grupo.  

3º Aprendizado participativo e oportunidades de respostas:  

  • Aprendizado cooperativo:

- uso de parceiros;

- membros do grupo tem papéis determinados;

- responsabilidade e auto monitoria.

  • Resposta em grupo (quadro de giz).  

4º Organização e habilidades de estudo:  

  • Uso de programas e expectativas da escola;

  • Uso de cadernos e calendários de tarefa;

  • Tarefas esclarecidas e expostas;

  • Sistema de estudo entre parceiros (por tutor).  

5º Instrução multisensorial e acomodação para estilos de aprendizado:

  • Uso de melodia e ritmo;

  • Apresente instrução visualmente / auditivamente;

  • Fazer uso de computadores;

  • Ambiente físico adequado ao trabalho dos alunos;

  • Ofereça escolhas de onde trabalhar;

  • Áreas privativas e escritórios para estudo;

  • Áreas de sala formal / informal;

  • Uso de fones ante-ruídos e outros artifícios como, por exemplo, luz local e não luz difusa;

  • Intervalo para alongamento e exercícios.  

6º Modificação na produção escrita:

  • Testes orais e transcrição escrita;

  • Rubricar trabalhos / tarefas menores;

  • Habilidades de processador de textos e digitação;

  • Uso de opções de papel (ex.: computador ou folha milimetradas).  

7º Práticas de colaboração

  • Equipes de estudo (equipes de consulta);

  • Ênfase em parcerias com os pais;

  • Ensinar em equipe para facilitar a instrução e a disciplina;

  • Uso de monitores de idades diferentes;

  • Necessidade de tempo para planejamento e apoio administrativo.  



         



A EXPERIÊNCIA DO 'PULMÃO'


Introdução


Como possíveis educadores, nos vemos algumas vezes perdidos quanto a forma de ensinar, pois, se não há compreensão por parte dos alunos de que vai valer nosso esforço tanto nos árduos anos de faculdade, como também após ela.

É possível porém que com a ajuda de “técnicas”, de aprendizagem possa-se aguçar a curiosidade dos alunos, e estimular uma aula construtiva e produtiva.

Através das aulas práticas no ensino de Ciência, o professor terá a oportunidade de oferecer à seus alunos o incrível mundo das descobertas, seja observando parasitas em um microscópico, observado a reação de componentes químicos ou mesmo realizando maquetes simples de um vulcão, não importa qual seja a ação, o certo é que o professor de Ciências tem nas mãos um aliado para desenvolver sua aula e dar aos alunos a oportunidade de presenciar o que eles muitas vezes aprendem somente na teoria, portanto, o professor tem que estar disposto a ter o aluno como seu aliado na aula, pois a união entre professores e alunos é que torna o ensino e a aprendizagem possível.

O professor só pode ensinar quando esta disposto a aprender”. Janoí Mamedes.

A experiência do “Pulmão” foi escolhida, pois envolve conceitos de física, juntamente com os de Biologia, e também, por poder ser trabalhada nas séries do ensino fundamental, já que os alunos estudam o corpo humano nas aulas de Ciências.

Objetivos:

  • Desenvolver de forma clara o tema Sistema Respiratório;

  • Estimular alunos a fazer questionamentos sobre o assunto;

  • Aguçar a curiosidade dos alunos em relação ao tema;

  • Inserir nos alunos o sentimento de equipe;

  • Promover uma atitude diferenciada na sala de aula onde haja participação dos alunos e estimular a criatividade.

Metodologia:

O experimento consiste em um pequeno pote de plástico transparente vedado na parte superior (parte aberta) com um pedaço de luva cirúrgica amarra da com um elástico que serve para vedar a parte interna do pote em relação ao meio, mas admitindo uma variação volumétrica, por ser uma película elástica. Na parte inferior do frasco, existem dois furos pequenos com diâmetros iguais aproximadamente de um tubo de caneta. Na parte interna há duas bolas (bexigas) fixas cada uma em um dos furos por uma cola instantânea (figura 1). Sendo o custo total para a confecção

deste experimento de aproximadamente R$ 6,00.


Subsídios teóricos


No experimento a caixa torácica é representada pelo pote de plástico, o balão preso no fundo do pote é o diafragma, o balão preso ao canudo representa a traquéia.

A garrafa representa a caixa torácica, o balão de borracha preso ao fundo da garrafa representa o diafragma, o balão de borracha preso ao canudo representa um dos pulmões e o canudo representa a traquéia. Os processos de expiração e inspiração se dão através da movimentação do diafragma.

O processo de expiração promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam-se, o que diminui o volume da caixa torácica, com consequente aumento da pressão interna,forçando o ar a sair dos pulmões.

A inspiração promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela expansão da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa-se e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com consequente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.


Formas de uso da experimentação nos modelos clássicos de ensino de Ciências

  • Ensino tradicional:O professor prepara o experimento e não há participação dos alunos

  • Redescoberta: O Professor faz o experimento e o aluno em sala de aula faz juntamente com o professor o seu experimento.

  • Projeto ou Investigação: O aluno executa a parte científica, orientado pelo professor.

Acadêmicos: Basílio, Luciane Miranda e Viviane de Godoi












Imagem

18:32 @ 13/04/2010

Poesia

10:12 @ 12/04/2010

José Régio, em seu Cântico Negro, que em alguns extratos diz:

Vem por aqui, dizem-me alguns

com olhos doces, estendendo-me os braços

e seguros de que seria bom se eu os ouvisse.

Quando me dizem: Vem, vem por aqui!

Eu olho-os com olhos laços

que há nos meus olhos ironias e cansaços,

eu cruzo os braços e nunca vou por aí.

Não, eu não vou por aí,

eu vou por onde levam os meus próprios passos.

Se ao que busco saber

nenhum de vós me respondeis,

por que me repetis: Vem, vem por aqui!

Eu prefiro escorregar nos becos lamacentos,

redemunhar aos ventos feito farrapos,

arrastar os pés sangrentos

      a ir por aí.

Tendes estradas, tendes tratados,

Tendes filósofos, tendes sábios.

Eu tenho a minha loucura

e levanto-a como um facho.

Eu amo o longe e a miragem,

Eu amo os abismos, as torrentes e os desertos.

A minha vida é um vendaval que se soltou,

é uma onda que se levantou,

um átomo a mais que se animou.

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou,

      Mas sei que não vou por aí.

Modelo Mini-projeto

10:05 @ 12/04/2010

                                               

MINI PROJETO

 

Nome do Projeto de intervenção extensionista a que o mini-projeto está vinculado: Curso de  formação  pedagógica na área de Ciências  nas  séries iniciais: integração da prática  de  ensino institucional na UNICENTRO

1.    Institucionalização do projeto: Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO

2.    Coordenação Geral: Prof. Dra. Ana Lúcia Crisóstimo

3.    Telefone  042-88021215                               e-mail: anacrisostimo@hotmail.com

4.    Local do Projeto de intervenção:

5.    Período total de realização:

6.    Objetivo Geral do projeto:

7.    Atividades individuais a serem assumidas na participação do projeto:

a.    Nome da Oficina:

b.    Participantes:

c.    Planejamento da oficina:

O objetivo:

Desenvolvimento/Metodologia: (sugestão) Após uma breve explanação teórica sobre a extinção de espécies, será realizado um jogo sobre as etapas de um processo de extinção. Os participantes receberão cartões que representarão diferentes espécies de animais cujas exigências ambientais constarão por escrito. Será apresentado um tabuleiro em que cada casa consistirá numa situação (alteração do ambiente, mortalidade natural ou por caça, etc.) que pode ou não prejudicar a espécie. A progressão das casas ao longo do tabuleiro será mediante o jogo de um dado. Cada vez que o jogador atingir uma casa com uma situação que prejudique a permanência da espécie, perderá um ponto. Ao se atingir 3 pontos perdidos, o animal em questão será extinto e sairá do jogo. Vence o último animal que restar. Ao final dessa atividade serão apresentados exemplares de animais em extinção taxidermizados.

Recursos audiovisuais e materiais de apoio: data-show e computador para explanação teórica e projeção do tabuleiro.

Bibliografia:

IAmbiental do Paraná. 2007. Fauna do Paraná em Extinção. IAP: Curitiba, 270p.

Pough, F. H.; Janis, C. M. & Heiser, J. B. A vida dos vertebrados. Atheneu: São Paulo, 684p.

d.    Elaboração do material de apoio a ser entregue aos cursistas: tópicos a serem abordados neste material

e.    Elaboração de relatório final das atividades.

 

 

 

HABILIDADES DE ENSINO

12:41 @ 10/04/2010

HABILIDADES DE ENSINO 

 

1- HABILIDADE DE ORGANIZAÇÃO DO CONTEXTO ESCOLAR

·         explicita objetivo do estudo

·         localiza historicamente o conteúdo

·         estabelece relações do conteúdo com outras formas de saber

·         apresenta ou escreve o roteiro da aula

·         referencia materiais de consulta


2- HABILIDADE DE INCENTIVO À PARTICIPAÇÃO

·         formula pergunta, valoriza diálogo

·         provoca o aluno para realizar as próprias perguntas/formulação de hipóteses

·         usa palavras de reforço positivo

·         aproveita a resposta dos alunos para dar continuidade às aulas

·         ouve as experiências cotidianas

 

3- HABILIDADE DE TRATAR A MATÉRIA DE ENSINO

·         linguagem acessível

·         clareia conceitos/faz analogias

·         vincula teoria-prática

·         usa exemplos

·         utiliza resultados de pesquisa

 

4- HABILIDADE DO USO DA LINGUAGEM

·         uso de terminologia adequada

·         emprego de voz audível

·         uso de pausas e silêncios

·         adoção de uma entonação de voz variada

·         senso de humor no trato com os alunos

 

5- HABILIDADE DE VARIAÇÃO DE ESTÍMULOS

·         movimenta-se no espaço de ensino

·         estimula o pensamento divergente e criativo

·         preocupa-se em instalar a dúvida

·         usa adequadamente recursos audiovisuais

·         emprega  metodologias de ensino adequadas aos conteúdos trabalhados

 

 

Referência: CUNHA, M. I. O Bom professor e sua prática. Papirus, 1989.

DICAS PARA UMA BOA APRESENTAÇÃO

Seguem algumas dicas que poderão te ajudar na hora de preparar a sua apresentação

1. Saiba do que você está falando, estude muito e tenha domínio não só do tema apresentado, mas de todo assunto relacionado

2. Seja claro, faça com que o espectador saiba facilmente do que você está falando

3. Apesar de uma introdução ser importante, evite "rodeios" para chegar ao assunto principal

4. Não transcreva o assunto em parágrafos enormes e depois fique lendo o texto. Use tópicos para lembrar o que você deve falar. O texto é um roteiro e não uma bengala. Não decore, saiba do assunto de explique o que você sabe ao espectador

5. Aborde os pontos principais, normalmente uma apresentação tem tempo pré-definido, e mesmo que não tenha, ninguém aguenta ficar muito tempo parado ouvindo alguém falar sobre um único assunto

6. Tome cuidado para não omitir detalhes importantes sobre o assunto

7. Tome muito cuidado com a "outrografia"

9. Se for usar o retroprojetor e suas transparências, organize-as na ordem em que serão utilizadas

10. Se for utilizar data-show, tome cuidado com o tamanho das letras, a cor e prefira fundos claros com letras escuras

11. Figuras ajudam a prender a atenção do espectador

12. Fale pausadamente e dê ênfases com a voz em algumas ocasiões

13. Não fique de costas para a platéia,

14. Use os espaços, ande pelo local da apresentação. Não fique preso(a) ao datashow ou ao retroprojetor

15. Se a apresentação for importante e inadiável, prepare a apresentação em mais de uma forma (data-show e retroprojetor, retroprojetor e cartaz) e fique preparado para apresentar sem nenhum auxílio

16. Mantenha a calma e nunca diga que está nervoso (a). Em 99% das vezes é você quem sabe mais sobre o assunto específico sobre o qual está falando

17. Não diga que não sabe ou que "não pensei nisso", fale que vai buscar a informação ou que ainda não chegou a uma conclusão

18. Cuidado com as vestimentas, nada de mini-saias, blusas curtas, bonés, calças transparentes. O que deve ser o centro da sua aula é você.

19. Use mais de um recurso áudio-visual. Obrigatoriamente utilize o quadro-de-giz.

20- Confira todo o equipamento antes de iniciar a aula. Se utilizar recurso áudio-visual, apague a luz.

21- Faça a síntese conclusiva.

E por fim, nunca deixe para estudar e preparar sua apresentação na última hora. O tempo que você destina à busca de informações e à preparação do material tem uma relação direta com a qualidade do trabalho final.

 

 

Plano de Aula

21:29 @ 09/04/2010

PLANO DE AULA

Dicas para elaborar o seu plano de aula durante o estágio de licenciatura em escolas de ensino fundamental.

1.     Dados de identificação

Escola:                                                        Localidade:

Curso:                                                        Série:

Turma:                                                      Disciplina:

Professora:                                           Assunto Central:  Escreva o (os) tema geral que você vai trabalhar durante a unidade

2.     Objetivos

No objetivo geral deve ser escrito o que você deseja alcançar de forma geral no término de sua aula (regência).

3.     Cronograma:

Aqui deve ser colocado todas as atividades desenvolvidas durante a aula (regência) em sala de aula.

4.     Conteúdos:

Deve ser colocado todos os conteúdos que serão ministrados durante o período da aula (regência), de preferência em tópicos.

5.     Procedimentos:

Deve ser colocado todas as formas que você irá utilizar em sala de aula para passar o conteúdo para os alunos. Como por exemplo:

1-Aula expositiva dialogada com auxílio de quadro branco;

2-Aula expositiva dialogada com auxílio de retro projetor, projetor multimídia

3-Aula prática, visualização de diferentes algas;

4-Construção pelos alunos de painéis, maquetes, revista em quadrinhos, seminários, etc, sobre o tema estudado;

5-Elaboração de feiras de Ciências, etc.

6.     Recursos:

Colocar todos os recursos materiais que serão utilizados durante a aula (regência). O ideal é que para cada tema, você coloque os recursos (desta forma seu plano de aula ficará mais organizado).

7.     Avaliação

Neste tópico você deve saber de que forma o professor da escola onde está fazendo a regência, trabalha com a avaliação.

Se a escola permitir você pode seguir o exemplo citado abaixo: A avaliação será feita durante todo o processo de ensino-aprendizagem, de forma qualitativa no que se refere a freqüência, participações nas aulas expositivas e práticas, cumprimentos dos trabalhos em grupos propostos; e quantitativa através de uma avaliação individual escrita que será aplicada no final da unidade. Além disso, os alunos serão também avaliados através de pré-testes e pós-testes que serão aplicados no início e no final de cada tema que será trabalhado.

A IMPORTÂNCIA DAS AULAS PRÁTICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS

 

A importância do trabalho prático é inquestionável na disciplina de Ciências e Biologia e deveria ocupar lugar central no seu ensino (Smith, 1975). No entanto, o aspecto formativo das atividades práticas experimentais tem sido negligenciado, muitas vezes, ao caráter superficial, mecânico e repetitivo em detrimentos aos aprendizados teórico-práticos que se mostrem dinâmicos, processuais e significativos (Silva e Zanon, 2000).

Alguns autores como Luz et al. (1989), enfatizam que o que verdadeiramente se busca como ensino de ciências é um aluno sendo convenientemente iniciado no mundo das ciências de forma que este produza saber científico voltado para a busca da melhoria de vida neste planeta. Em outras palavras este ensino deve servir para a formação da consciência critica do cidadão, revertendo (seus conhecimentos científicos) em ações voltadas à melhoria de vida da sua comunidade. Ter um aluno com consciência crítica atualmente, só é possível quando ele tem a oportunidade de pensar, questionar, criar, formular hipóteses e obtiver as respostas destas hipóteses. Para que isso ocorra é necessário que o educador saiba ministrar aulas práticas com seus alunos.

Sendo assim, a abordagem prática poderia ser considerada não só como ferramenta do ensino de ciências na problematização dos conteúdos como também ser utilizada como um fim em si só, enfatizando a necessidade de mudança de atitude para com a natureza e seus recursos, pois, além de sua relevância disciplinar, possui profunda significância no âmbito social (Vasconcelos et. al., [s.d] ).

Dessa forma, a formação de uma atitude científica está intimamente vinculada ao modo como se constrói o conhecimento (Fumagalli, 1993). Na aula prática, o aluno desenvolve habilidades processuais ligadas ao processo científico, tais como capacidade de observação (todos os sentidos atuando visando à coleta de informações), inferência (a partir da posse das informações sobre o objeto ou evento, passa-se ao campo das suposições), medição (descrição através da manipulação física ou mental do objeto de estudo), comunicação (uso de palavras ou símbolos gráficos para descrever uma ação, um objeto, um fato, um fenômeno ou um evento), classificação (agrupar ou ordenar fatos ou eventos em categorias com base em propriedades ou critérios), predição (previsão do resultado de um evento diante de um padrão de evidências. A partir delas, ou concomitantemente, ocorre o desenvolvimento de habilidades integradas: controle de variáveis (identificação e controle das variáveis do experimento), definição operacional (operacionalização do experimento), formulação de hipóteses (soluções ou explicações provisórias para um fato), interpretação de dados (definir tendências a partir dos resultados), conclusão (finalizar o experimento, através de conclusões e generalizações) (Vasconcelos et al., [s.d] ).

As aulas práticas podem ajudar no desenvolvimento de conceitos científicos, além de permitir que os estudantes aprendam como abordar objetivamente o seu mundo e como desenvolver soluções para problemas complexos (Luneta, 1991). Além disso, as aulas práticas servem de estratégia e podem auxiliar o professor a retomar um assunto já abordado, construindo com seus alunos uma nova visão sobre um mesmo tema. Quando compreende um conteúdo trabalhado em sala de aula, o aluno amplia sua reflexão sobre os fenômenos que acontecem à sua volta e isso pode gerar, conseqüentemente, discussões durante as aulas fazendo com que os alunos, além de exporem suas idéias, aprendam a respeitar as opiniões de seus colegas de sala ( Leite et al., [s.d].

As aulas práticas de Ciências e Biologia proporcionam grandes espaços para que o aluno seja atuante, construtor do próprio conhecimento, descobrindo que a ciência é mais do que mero aprendizado de fatos. Através de aulas práticas o aluno aprende a interagir com as suas próprias dúvidas, chegando a conclusões, à aplicação dos conhecimentos por ele obtidos, tornando-se agente do seu aprendizado.

As aulas práticas de Ciências podem ser feitas através de trabalhos em campos, laboratórios, computadores, museus, filmes, jogos e etc.

 

Referências

 

FUMAGALLI, L. El desafio de enseñar ciencias naturales. Una propuesta didáctica para la escuela media. Buenos Aires. Troquel. 1993. LIBANEO, J. C. Didactica y prática histórico-social. Ande, ano 4, n. 8, 1984.

 

LEITE, A.C.S.; SILVA, P.A.B.; VAZ, A.C. R. A importância das aulas práticas para alunos jovens e adultos: uma abordagem investigativa sobre a percepção dos alunos do PROEF II. . [Si][Sn][Sd].

 

LUNETTA, V. N. Actividades práticas no ensino da Ciência. Revista Portuguesa de Educação, v. 2, n. 1, p. 81-90, 1991.

 

LUZ, G. O . F.; MARQUES, D. M. C. Fundamentação em Ciências: uma Proposta para Debate e Ação. Rio de Janeiro: Ciências e Cultura, n. 41. Janeiro, 1989.5-13p.

 

SMITH, K.A. Experimentação nas Aulas de Ciências. In: CARVALHO, A.M.P.; VANNUCCHI, A.I.; BARROS, M.A.; GONÇALVES,M.E.R.; REY, R.C. Ciências no Ensino Fundamental: O conhecimento físico. 1. ed. São Paulo: Editora Scipione. 1998. p. 22-23.

 

SILVA, L.H.de A.; ZANON, L.B. A experimentação no ensino de Ciências. In: SCHNETZLER, R.P.; ARAGÃO, R.M.R. Ensino de Ciências: Fundamentos e Abordagens. Piracicaba: CAPES/UNIMEP, 2000.182 p.

 

VASCONCELOS, A. L. S.; COSTA, C. H.C.; SANTANA. J. R. & CECCATTO, V.M. Importância da abordagem prática no ensino de biologia para a formação de professores (licenciatura plena em Ciências / habilitação em biologia/química - UECE) em Limoeiro do Norte – CE. [Si][Sn][Sd].

 

 

http://www.obrasill.com/importancia-aulas-praticas-de-ciencias

 

Esteriótipo do Cientista Louco

10:56 @ 01/03/2010

Cientista louco


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Características:Cientistas loucos são tipicamente caracterizados como tendo comportamento obsessivo e desprovidos de escrúpulos, não hesitando em adotar métodos extremamente perigosos ou pouco ortodoxos. Muitas vezes são motivados por vingança, por ânsia de conhecimento ou por ganância.

Seus laboratórios muitas vezes são equipados com tubos de ensaio, geradores Van de Graff, máquinas com engrenagens em constante rotação e várias aparatos eletrônicos visualmente impressionantes. Também são comuns vidros e provetas com líquidos de cores estranhas sem propósito óbvio.

Outras características incluem:

  • Uso da ciência sem medir as conseqüências de seus atos, que podem resultar em destruição em massa ou mutações.
  • Prática de experimentar suas criações em si próprio.
  • Uso de cobaias.
  • Agir como um deus, fazendo experimentos com a fauna e a flora.
  • Uso de jalecos.
  • Despreocupação com a aparência, mantendo seus jalecos sujos e cabelos despenteados.
  • Inaptidão para viver em sociedade, permanecendo isolado, às vezes por opção própria.
  • Deformidade física. (devido à segunda característica)
  • Sotaques estrangeiros, principalmente alemão.(Seria alusão a Mengele?)
  • Risada maníaca, pronunciada especialmente quando seus experimentos chegam ao climax.
  • Monólogos sobre seus planos e/ou opressão da vida.
  • Título acadêmico, geralmente Doutor ou Professor.
  • Quase invariavelmente, são homens brancos

A maior parte dessas características são exageros dos estereótipos dos cientistas: Cientistas sempre são vistos como obcecados pelo trabalho, assumindo uma visão curta do panorama geral da sociedade aonde seus atos interferem, adotando perpetuamente uma visão do mundo "desinteressada" para uma maior objetividade, etc. Também pode ser interessante notar que as grandes massas encontram cientistas nos tempos de colégio, aonde o envolvimento é restrito, o que causa a visão de um cientista ser estereotipada como egoísta, obsessivo e amoral.

Na ficção, o cientista louco pode representar o medo do desconhecido, e as conseqüências de desafiar o que "era melhor ser desconhecido". De modo similar, a tendência do cientista louco de se colocar no papel de Deus pode ser uma extensão das diferenças entre religião e ciência, como é exemplificado nas discussões sobre a evolução -- que é um tema usado pelos cientistas loucos, que criam bestas e monstros fantásticos. Quando seu monstro nasceu, Victor Frankenstein gritou, "Agora eu sei como Deus se sente!" Essa afirmação foi considerada controversa o bastante para ser censurada na versão filmada de 1931.

Na ficção, a linha que separa os cientistas sãos dos loucos é bem tênue, e os exemplos usados neste artigo são aqueles que possuem essas características e/ou são estereótipos exagerados de cientistas.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE – UNICENTRO

Departamento de  Ciências Biológicas - DEBIO

AS CIÊNCIAS COMO FORMAS DE PENSAR O MUNDO

As bases científicas, conhecidas como Ciências Naturais, diferentemente do mundo da fé ou das crenças, o homem as construiu para poder entender: qual é a organização de todo ser vivo? Que interações e reações ocorrem em face dos processos e fenômenos que acontecem nesta organização, e no mundo inanimado? Com que regularidade, variação e grau de inter-relação elas acontecem? como representar estes fenômenos e processos ao nível de conceitos, fórmulas, leis e regras, ou outras formas de linguagens, para que sejam legitimados socialmente, aplicados em técnicas e tecnologias e tornados cultura universal, que um maior número de indivíduos possa compreender? Qual é a relação de todo esse conjunto com o sistema social? A formação biológica tem como objeto central a compreensão da organização do ser vivo, cujo estudo possibilita o entendimento desde o funcionamento básico desta organização, e toda a transformação operada na matéria viva que resultou no aparecimento dos primeiros seres vivos e na história estrutural a que nós próprios pertencemos.

A biologia recebeu dois grandes impulsos no século passado, que contribuíram essencialmente para transformá-la num poderoso instrumento conhecedor da natureza humana, assim como está hoje, em um estágio de desenvolvimento muito avançado, embora ainda nos laboratórios: a) a concepção da teoria da evolução orgânica de Charles Darwin e b) a criação da moderna química orgânica, com duas grandes descobertas realizadas pelo cientista Frederico A. Kekulé (1820-1896), que foram a da polivalência do carbono e da estrutura espacial molecular do benzeno, assunto que os químicos bastante entendem e que aqui ilustramos, apenas para enriquecimento cultural dos futuros professores.

A física e a química tomam como objeto os próprios fenômenos que acontecem nos seres vivos, no meio em que vivem, na interação entre os dois, e também pesquisam no âmbito específico de cada um. Estas ciências, porém, investigam os fatores que ocorrem na matéria inanimada, ou seja, os dissociam nos seus elementos constituintes, buscando-lhes a relação com a vida. Diferentemente, a biologia se preocupa mais com os produtos destes fatores nos organismos vivos; quer dizer, ela se preocupa com os conjuntos complexos enquanto resultantes em organização vital.

A química difere da física ao estudar as propriedades de tipos especiais de matéria (a resistência do ferro, ouro, aço, etc.), em vez das propriedades da matéria em geral (a condutibilidade do calor nos corpos, etc). Por exemplo, os químicos podem se preocupar com o ponto de fundição do ferro, enquanto que para o físico interessa como esta propriedade (fusão) se comporta em qualquer matéria. A combinação físico-química hoje avança bastante, contribuindo para novas descobertas.

Os biologos raramente atingem a precisão dos físicos e dos químicos no estudo das coisas mais simples e estáveis; em contrapartida, descrevem uma gama muito maior de fenômenos naturais, com maiores detalhes.

O objetivo fundamental do ensino de Ciências no curso de formação de professores é o de prepará-los para melhor compreenderem as ciências da vida e sua inter-relação com as ciências sociais, numa perspectiva que obriga a um repensar mais profundo sobre a natureza da condição social humana, tanto para entendê-la como para ensinar a outras pessoas, que também precisam desse conhecimento.

Estudar as ciências biológicas, físicas e químicas significa penetrar em um espaço conceitual muito amplo, com diferentes dimensões, que, além de mostrar como estas ciências se entrecruzam, para explicarem como a vida e a natureza se organizam e, principalmente, como o homem atua em seu modo humano de operar e de autodescrever seu próprio universo experencial-perceptivo e autoconscientemente, também nos revela o caráter trans e interdisciplinar com o qual nós mesmos podemos conhecer melhor nossa própria natureza humana, através da conexão entre os conhecimentos de cada ciência, delas entre si e com outros campos do saber.

Por outro lado, a aprendizagem dos conhecimentos científicos se faz cada vez mais necessária em uma sociedade na qual não se pode mais abrir mão deles para que se tenha um maior grau de compreensão dos avanços tecnológicos e suas aplicações, que estão em toda a parte, ao nosso redor, em nossas casas, em nosso trabalho, etc., e que evoluem muito rapidamente, tornando inadiável uma reflexão conjunta – começando pela educação – sobre o caminho que essa dimensão abre para a evolução cultural da humanidade e todas as implicações pertinentes

Imagem Aula 22/02/2010

14:09 @ 17/02/2010

Preparado para o Novo


Imagem Revista Você S/A - Fev. 2010