NO INÍCIO, O NOSSO VERBO...
“Linguagens novas não calam linguagens antigas: a escrita - inclusive a escrita impressa - tem muito de oralidade, assim como a linguagem informatizada tem muito de escrita (...) Marisa Lajolo)
Antes do Grupo Ethos-Paidéia, iniciávamos com a Lista de Discussão “Desafios Educacionais”, vinculada ao Conselho de Educação do Ceará.
Aqui, um pouco da memória dos seus primórdios, quando, por volta do Natal quase ao chegar aos anos 2000.
Vejam as discussões. Todos, atores envolvidos na cena educacional, de todo o País.
LISTA DE DISCUSSÃO
“Desafios Educacionais”
Coordenação: Conselho de Educação do Ceará (http://www.cec.ce.gov.br)
Texto – Flagrantes da discussão (1a. Parte)
Ultrapassamos as 200 mensagens, de outubro a esta data. Aqui, alguns flagrantes da discussão, que esperamos se reacenda, tão logo ponhamos os pés no ano 2.000! Não temos a pretensão dos talvez esperados “melhores momentos”. A escolha é aleatória e afetiva. Daquilo que talvez, em nós, tenha ficado como preocupação maior, em nossos “desafios educacionais”:
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“Imagine-se em que patamar ficarão os padrões de nossa sociedade, se esse cenário ideal se transpuser do papel para a realidade! Nossas escolas, por exemplo, muitas delas mal ultrapassando a histórica fase da "oralidade primária", ainda nem mesmo entradas na fase da escrita, de Gutenberg e do livro – de repente penetrando os umbrais da informática! Analfabetos deixando também de ser "analfabytes"!...” (Marcondes Rosa de Sousa, CEC/UFC/UECe, em Texto-provocação)
“As escolas e os professores são as instituições e os profissionais da tradição: sempre chegam depois (..). Vamos deixá-los, pois, como estão: produzindo o atraso ...” (Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes, CEC/UFC)
SAUDADES DO TEMPO DO CARTEIRO E DE SUA CORNETA
“... as pessoas que desejam estar em sincronia com a vida acompanharão a velocidade do progresso... Tenho, porém, saudades do correio da era da chamada com a corneta. Lembro-me do conto do Barão de Muenchhausen ...” Roberto Mueller, UFV/MG)
POLIFONIA DE LINGUAGENS
“Linguagens novas não calam linguagens antigas: a escrita - inclusive a escrita impressa - tem muito de oralidade, assim como a linguagem informatizada tem muito de escrita. As linguagens coexistem, influenciam-se mutuamente, renascem umas nas outras. Jamais morrem. E o que se precisa é de educadores que entendam esta polifonia de linguagens, tornando o ambiente escolar um ambiente poliglota, onde todas as formas de linguagem sejam fortalecidas para que os alunos sejam sujeitos competentes em todas elas”. (Marisa Lajolo, USP/UNICAMP)
IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E DE MEIOS
“Não se dá ingresso à universidade apenas pelo ato de deixar-se matricular o aluno. É preciso que esse aluno esteja convenientemente preparado e possua os conhecimentos e pré-requisitos necessários. Em outras palavras, só é possível dar ingresso, verdadeiro ingresso, a um aluno na universidade fornecendo-lhe a oportunidade e os meios a preparar-se para tal” (Tarcísio Pequeno, UFC/SBPC).
ESCOLA: MAIS QUE UM MERO LOCAL DE ENCONTRO
“Investir em educação não é só fazer com que nossos jovens e adolescentes freqüentem as escolas. Devemos dar-lhes condições de aprendizagem. (...) A escola não pode ser considerada pelo aluno apenas como um lugar de encontro, pois ele não acredita que não precisa aprender porque será promovido automaticamente.” (Michel Silas Guilherme, professor de física da Rede Estadual/São José dos Campos/SP),
COM MENOS CONDIÇÕES, CONSEGUÍAMOS! ...
“Quando era menino, em Parnaíba, no Piauí, a Prefeitura criava e mantinha grupos escolares, bem montados fisicamente. Tudo, à época, era difícil. Mas elas, na minha casa, utilizando os parcos meios, tomavam cartolina e papelões, lápis de cor, aquarela e tubinho de tinta. E, com isso, criavam visuais, aos montões, para ensinar. Utilizavam os recursos visuais para transmitir. A Prefeitura ajudava. Naquele tempo tudo era importado. Aulas eram dadas com cavaletes, nos quais colocavam quadros importados, mostrando os acidentes geográficos: montanhas, istmos, ilhas, etc. Importavam-se quadros da Europa, para as professorinhas normalistas (lembra-me Nelson Gonçalves: “vestidas de azul e branco, trazendo no rosto franco, um sorriso encantador;/ Minha linda normalista...”). Gostaria de, para reflexão, com o meu depoimento, deixar um sentimento e a minha conclusão. Penso que, se naquele tempo, com menos condições, conseguíamos tudo aquilo, não há nada que justifique o que está ocorrendo agora. Perdoem-me! Mas, plagiando o Boris Casoy, “é uma vergonha!” Não há mesmo nada que justifique.” (José Carlos Ribeiro, do Banco do Nordeste do Brasil (aposentado)
EM BUSCA DE UM NOVO “CONTRATO SOCIAL”
“Pelo telefone, chega-me a insatisfação dos cursos de pedagogia. Dos regulares, não dos emergenciais e dos ... “cristãos”. Dos que, fora da rede, querem que lhes reservemos, de agora, o mercado futuro. Insinuações de protestos, no Dia do Professor. “Uma boa!”, contenho-me, ao lembrar queixa de dirigente sindical: “os companheiros da educação pensam diferente do resto dos trabalhadores, os prejudicados maiores. Questão interna a resolver”. “Uma boa”, a busca de um novo “contrato social”, a discutir-se nos nichos corporativos, na sociedade e na Internet!...” (Marcondes Rosa de Sousa, CEC/UFC/UECe)
CURSOS SEQÜENCIAIS: CONTENÇÃO DOS DESPERDÍCIOS
“Reconhecemos (...) o desperdício de muitos alunos que se matriculam em cursos superiores (...) e, apos alguns anos de estudos, abandonam as aulas, sem se graduar. Na Open University da Inglaterra, por exemplo, ao ingressar num mestrado, o estudante vai recebendo certificados à medida em que conclui certo numero de módulos ou seqüência de créditos ao longo de um período. Assim, se ele precisar se ausentar ou mesmo abandonar para seguir outro rumo, não terá desperdiçado (formalmente) seu tempo tomando estudos que nao levaram a uma certificação. (...) essa prática é meio parecida com o modelo "self-service" aplicado à educação, no qual você escolhe o que quer fazer e vai se aprofundando à medida em que sentir necessidade de continuar” (Elian Machado, UFC).
PICARETAS DA EDUCAÇÃO
“Todos os picaretas da Educação - presencial ou a distância - deveriam ser denunciados ao Procon e expostos nos jornais, para que paguem publicamente pelo pecado de zombarem de um direito fundamental do ser humano. (...) as autoridades devem estar atentas ao fato de que sua resistência à educação a distância de qualidade só vai fazer proliferarem os picaretas que exploram o desejo de nosso povo de se escolarizar.” (Carmen Moreira de Castro Neves, MEC/SEED).
MERGULHANDO EM ÁGUAS COMOVENTES
“Vi jovens e adultos, gente paupérrima, na batalha para ganhar uma profissão técnica, um salário que possa lhes dar bem mais que calangos nas refeições. Tudo de graça, com professores doutores e mestres, e laboratórios e equipamentos de primeira. E o que é melhor: ensino desburocratizado e estimulante, ligado à vida e às necessidades cotidianas das pessoas. Tive o prazer de visitar o CENTEC de Limoeiro do Norte e o CVT de Beberibe (...) . Ambos oferecem cursos profissionalizantes, básicos e técnicos de nível médio e superior. Conversei com muitos estudantes e senti mais que firmeza. Senti esperança, matéria-prima escassa aqui pelo Sul maravilha. As pessoas modestas que buscam um futuro melhor, como profissionais ou pequenos empresários, lá encontram inúmeras alternativas de preparação. Os pobres professores das escolas públicas ganham conhecimentos práticos para ensinar com mais base. Os estudantes fazem experiências diretas com os mais diversos aparelhos no campo da física, da química e da biologia. Se for ao Ceará, não fique só na praia. Vá lá no interior mergulhar numa nova realidade comovente.” (José Monserrat, editor do “Jornal da Ciência”, da SBPC).
PACIÊNCIA E HUMILDADE NO APRENDIZADO DO APRENDER
“Estamos em um histórico momento de superação de nossas “ignorâncias”, aqui entendidas como a carência de conhecimentos em relação a vários contextos: o escolar (o analfabetismo), o científico e tecnológico, o sentimental (as emoções). Podemos, pois, ter a paciência e a humildade para realizar o que preconizamos: aprender a aprender em educação a distância.” (Iranita Maria de Almeida Sá, do CEC e das Faculdades Christus).
A ESCOLA, UMA BABUNÇA!
“Ainda hoje, conversando com um jovem de aproximadamente 15 anos, cliente da escola pública ouvi-o dizer: "deixei de estudar porque a escola é uma bagunça". Como podemos melhorar esta situação? Penso que foi o poeta Thiago de Mello quem escreveu: "Quem sabe onde quer chegar encontra o caminho certo e o jeito de caminhar. " Será que nós realmente sabemos onde queremos chegar?” (Ivoni Sá, CEC/UFC).
VAREJO TENSO E REPETIVO
“É um quotidiano, o da NAU, onde as emoções mesclam-se com o apressamento das questões levantadas, pelo falar mais alto da dor e dos interesses individuais, despregam-se do quadro mais amplo do coletivo. Para quem o observa de fora, é um autêntico “mercado persa”, onde múltiplos e confusos fatos sinalizam uma prática educacional em descompasso com as teorias incorporadas nos “projetos pedagógicos”, nos regimentos e peças do marketing de nossas escola (...) É um varejo tenso e, por vezes, repetitivo. Conforta-nos, no entanto, a esperança de que, pouco a pouco, a autonomia da comunidade escolar se vá fortalecendo e, com isso, esse tipo de problemas se vá apagando. Esperança de que, com a participação das instâncias envolvidas no projeto escolar, sejam resolvidos os pequenos e os grandes desafios de nossa educação. E que o Conselho de Educação deixe de ser a instância primeira a ser buscada” (Aurila Maia Freire, CEC).
ESTUDO DE CASOS REPENSANDO A ESCOLA
“Fica, Aurila, a sugestão de imitar a contribuição inteligente e humana do Rubem Alves, editando os estudos de caso que pululam aos milhares na sua mesa de trabalho. Pode ser que tais escritos circulem pelos cursos de formação de professores e comecem a propiciar um repensar do papel da escola, tal como ela é vista pelos estudantes das licenciaturas.”(Edgar Linhares Lima, CEC/UFC/UECe).
FÁBRICA DE AUTORITARISMOS E RESSENTIMENTOS
“Li emocionado (...) depoimento belo e doloroso da Aurila Maia Freire, esse retrato sem retoques (e bem escrito!) sobre as mesquinharias do quotidiano de nosso sistema escolar público e privado, essa fábrica de autoritarismos e de ressentimentos. Um sistema cuja débil estrutura resulta do adensamento dessas misérias conjunturais. Tenho a tentação de sugerir que esse texto deva ser impresso aos milhares e distribuído, do alto, sobre todo o território do Estado e além fronteiras.” (Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes, CEC/UFC).
A BRAVURA DO PROFESSOR, EM MEIO AO VELHO E AO NOVO
O panorama da escola apresenta-se também desmunido de bases adequadas para sua prática. As velhas teorias não servem mais e as novas só se forjarão com um atelier nacional de reflexão pedagógica, que não existe. Ao contrário, desapareceram os grupos que faziam isso há alguns anos. Por essas e outras, o professor é um bravo. Mesmo neste clima de penúria, ele aí está. Muitos deles ainda comprometidos com seu trabalho, na expectativa de que chegue de verdade a hora da escola, aquela em que a educação seja assegurada por estadistas, com estatura humana e cultura (Esther Grossi, Deputada Federal (PT/RS).
UM AUTO-RESPEITO MAIOR!
“É triste verificarmos a situação da escola quanto ao desinteresse geral de alunos, docentes e, em alguns casos, até dos administradores. Vemos, em nossa prática diária, professores sugerindo, na escola pública, que os alunos saiam mais cedo, para que não tenham mais aula. Todos nós da educação deveríamos, acima de tudo, nos respeitar. Cito agora uma frase que parece até meio antiga, porém cabe bem: “Devemos zelar o nosso nome”. Não se vê, como acontece com os professores, um médico com uma camisa com a frase: ‘Hei de vencer mesmo sendo ... médico’ ...” (Maria da Conceição Pontes, professora do Sistema FIEC)
O PROFESSOR, DE LENTE A FALANTE
“Nós estamos matando a Universidade com excesso de aula.O aluno de hoje acaba pensando que Universidade é aula. E como não é! Há certas pessoas que adoram ficar sendo ouvidas por longos momentos. Esse é o retrato principal do professor, antigamente lente, hoje, digamos falante. Pois bem. O ensino a distância, neste sentido, é toda atividade de aprendizagem que se dá à distância do sujeito que lê ou fala como orientador. E tem, no que lê e fala, toda a sua tarefa e toda a responsabilidade do aluno a aprender o que ele disse ou falou.” (Edgar Linhares Lima, CEC/UECe/UFC)
VESTIBULAR, O INCÔMODO
O vestibular sempre me incomodou. Já em 1963, então aluno da Escola de Engenharia, quando convidado a opinar sobre o tema, não tive competência para fazê-lo. Trinta e seis anos depois, depois, também não. Mas ele é problema meio, enquanto o ensino básico, como lhe diz próprio nome, é a própria base (Xisto Medeiros, empresário/Ce)
POR TRÁS DOS PAPÉIS, A AÇÃO
“Nesses papéis, escrevemos recados mil para as escolas. O que, para uma escolinha pudica na zona rural cearense, significam esses recados? Nenhum, talvez, se não se modifica a ação da professora que lá está. O papel, entretanto, se faz necessário. Ele pode ser o veículo para fazer com que as regras se permeiem de emoções. Para que a pedagogia se reinvente no dia a dia. E o conhecimento termine, na sala de aula, virando uma brincadeira: um palhaço tirando a máscara e, no palco da escola, fazendo a festa da aprendizagem.
Aí, o aprender converte-se:
§ na arte de viver e no ofício do sobreviver;
§ na magia do sorriso e no custo da alegria;
§ na busca da felicidade e na rendição do eu.” (Sonha Malaquias, do CEC).
MEXENDO COM EMOÇÕES
“Taí, gostei! Às vezes, imaginamos os burocratas tão frios quanto os papéis que tudo comportam. Às vezes, porém, surgem Sonho(a)s, que nos reanimam porque conseguem mexer com nossos sentimentos e nossas emoções. Então, compreendemos que os papéis não podem ser invertidos, ou seja, sem o papel do Ser Humano, de nada valem os papéis.” (José Valdeci Lima, CEFET/Fortaleza/Ce)
DO BERÇO À TUMBA
“Já em 1972, por ocasião do Relatório da UNESCO, elaborado por Edgar Faure e intitulado APRENDE À ÊTRE, aquele órgão, como que se antecipando à idéia da globalização econômica, defendia a educação como um processo continuado voltado para a formação do homem cidadão de um mundo em mudança. Ali reconhece o autor que "a educação vai do berço à tumba" e que todos os tempos e lugares são lugares e tempos de educação. Assim não se pode pensar a educação em pedaços.” (Ivoni Sá, CEC/UFC).
UNIVERSIDADE: FANTASIA INATINGÍVEL PARA MUITOS
“Angustiou-me o fato de os estudantes das escolas públicas admitirem que suas chances de passar no vestibular são bem menores do que as dos estudantes de escolas particulares, considerando, além das precariedades da escola pública, o fato de eles trabalharem para colaborar com a renda familiar e estarem cansados para estudar quando retornam da escola, à noite. Cursos como Medicina se tornam fantasia inatingível e, percepção minha, um sentimento de derrota acompanha o estudante ao fazer essa afirmação. Como construir um futuro se nossos jovens estão desestimulados e sem condições de competir, principalmente porque a grande maioria está concentrada nessa faixa de poder aquisitivo mais baixo?” (Maria Oirta Vasconcelos)
PAÍSES COMO O BRASIL CONTRA A PAREDE
“O mundo globalizado e a era da informação, as grandes marcas do fim do século, apertam países como o Brasil contra a parede. O fortalecimento da cultura brasileira, a educação maciça do povo e a inserção do país na era informação devem ser os eixos centrais da resistência da língua portuguesa no século 21. Como bem lembrou a escritora Nelida Pinon ao celebrar os 500 anos da língua portuguesa no Brasil: "a convicção de que estaremos todos nós sujeitos ao mais penoso exílio se perdemos a memória da língua, se permitirmos que nos roubem a linguagem, os mitos e nossa inextinguível capacidade de recriá-los” (Virgílio Fernandes Almeida, da UFMB).
SEM TRABALHO, APRENDE-SE A PEDIR OU A ROUBAR
“A meu ver, criança ou adolescente que não aprende a trabalhar de criança, aprende a pedir ou a roubar. As crianças de minha geração sempre fizeram pequenos trabalhos para os pais, ou mesmo para vizinhos e nunca ninguém morreu. Claro que sou absolutamente contra o trabalho de crianças em pedreiras, minas, fábricas, mas acho que o incentivo às Escolas Profissionais, com boa campanha pela mídia, seja uma boa solução.” Maria Helena Flexor (UFBa)
A ARTE TEM UM PAPEL NA ESCOLA
“Há dias, vi, na TV, uma escola onde os professores apelaram para a música e a poesia para despertar os sentimentos das crianças, que passaram a expressá-los sob forma de poesias. Aquela estratégia levou a uma ação mais compartilhada, tranqüila e eficaz do aluno. Destacou-se também que o rendimento dos alunos na área das ciências exatas, onde o aproveitamento foi mais elevado, devido ao despertar do gosto por aprender, pensar, criar.” (Ivoni Sá)
FRAGILIDADE DA FORMAÇÃO DOCENTE ENTRE AS ARTES
“Lembro-me dos comentários da Profa. Lourdes Macena (texto 15), e faço a ligação com este, da Profa. Ivoni Sá (Texto 123), para referir-me à fragilidade com que se encontram os cursos de formação de professores de arte. Observo, com tristeza, que são poucos jovens que têm a intenção de seguir o magistério no nosso curso de Licenciatura em Música, da UECE — o único do Estado. Os problemas sociais se avolumam rapidamente, e faltam-nos não somente instrumentos de ação, mas alguns especialistas.” (Elba Braga Ramalho, UECe)
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publicado por Marcondes