
VISÃO TRANSCENDENTE
O ABRAÇO ENTRE FÉ E RAZÃO (III)
NÃO CONFIO EM POLÍTICOS
(A PROPÓSITO DA BOLSA-FAMÍLIA)
De Antonio Orzari a Marcondes Rosa
Não sei se por formação ou qualquer outro distúrbio, tudo o que vem do Planalto Central me cheira a algo semelhante a megalomanias e interesses tão-somente eleitoreiros. Não confio em políticos. De qualquer estirpe. Inclusive a petezada. Será que estou ficando velho? Desculpe o fel.
EM JOGO, OS VALORES “BEM” E “MAL”
De Marcondes Rosa a Antonio Orzari
Este, infelizmente, parece ser o sentimento geral de todos nós, em relação a nossos políticos. Mas, como diz a programação do TSE, nós é que os escolhemos. Portanto, "olhos neles". Mais forte que isso, qualificar a nossa democracia, de sorte a evitar que, chegando lá, o pessoal, invocando até Maquiavel, começa a achar que tudo que os políticos fizerem é para o bem do povo. Até o mal, que, afinal, há de ser feito de uma vez, ao invés do bem, que deve, como o vinho, ser saboreado aos poucos.
Para mim, porém, o que termina estando em jogo é a definição afinal dos valores "bem" e "mal". E creio que a nós outros, o que está em jogo são os "valores". Afinal, o que hoje, em moral política, passa a ser "bem" ou "mal"? Conheço muitos que definem "bem" como o "meu" e mal", o “dos outros”.
Estou lançando, aos digamos de "inteligência transcendente" - teólogos, professores de ética, de axiologia, política etc., que discutamos, em nossa sociedade, a questão dos valores. Creio que as religiões podem nos dar algumas pistas. Outro dia, vi nossa justiça, num dos estados aqui perto, colocar judicialmente abaixo um out door de uma seita religiosa que simplesmente havia colocado uma frase do Gênesis, onde afirmava que Deus havia feito homem e mulher ... "e viu que isso era bom". Inconstitucional. Fere a liberdade dos gays... De lascar, não é?
Acho que, de Moisés (com as taboas da lei) a Zé Dirceu (com sua ética dos mensalões) - passando pelo contrato social de Rousseau e os métodos mais cruéis de Sun Tsu, não dá para seguir adiante sem, nos termos do Gênesis, a gente parar ante as coisas e se definir: o que é bom e o que é mau.
Claro que essas coisas têm uma diacronia. Vão tomando feições diferentes ao longo do tempo. O próprio Cristo veio para mudar muita coisa. E todos sabemos disso. Mas, nessa caminhada, algo (a essência) perdura.
Essa, a questão que estou pedindo que os teólogos, axiologistas e assemelhados estudem...
VISÃO NACIONAL PARA
CONSCIÊNCIA CRISTÃ (VINACC)
De Ricardo Marques a Marcondes Rosa
Em sua resposta ao Orzari o senhor se refere ao episódio dos outdoors cristãos em Campina Grande como estes tendo sido postos por uma "seita religiosa". Na verdade, não há nenhuma seita envolvida nisso. Foi, isto sim, iniciativa de um movimento nacional seriíssimo de intelectuais cristãos evangélicos de diversas denominações, intitulado "Visão Nacional para a Consciência Cristã - VINACC", que reúne teólogos, pastores, psicólogos, educadores, antropólogos, cientistas diversos, filósofos, escritores, enfim, uma considerável variedade de pensadores cristãos deste país.
Diante de tal diversidade, obviamente nem todos desse movimento pensam igual em tudo, porém as distinções são apenas periféricas, uma vez que todos comungam harmonicamente quanto à base da Verdade e da fé em Cristo numa perspectiva bíblica, e não necessariamente religiosa ou denominacional. Estas centenas de pensadores mantêm-se em salutar união no objetivo de discutir e promover uma tomada de consciência cristã por parte da população, baseado justamente nessa essência da Verdade em que cremos.
A Vinacc promove, anualmente, no período de Carnaval, um evento de âmbito nacional, o Encontro Nacional para a Consciência Cristã, que reúne mais de 10.000 pessoas em palestras, seminários, mesas-redondas e simpósios sobre temas específicos. Há alguns anos que sou um dos palestrantes costumeiramente convidados desse impressionante evento. A participação do público nas atividades é totalmente gratuita, sendo o Encontro aberto a qualquer pessoa. Quem quiser e puder conhecer será muito bem-vindo.
EM TEMPOS PENTESCOSTAIS
OS VALORES A NOS NORTEAR
De Marcondes Rosa a Ricardo Marques
Grato, Ricardo, pelas informações. Vi, sobre o episódio, ligeiramente na imprensa e não tinha ciência de sua amplitude. Dessa forma, o "movimento nacional seriíssimo de intelectuais cristãos evangélicos de diversas denominações, intitulado Visão Nacional para a Consciência Cristã - VINAACC", já, "neste país" - e, neste caso, Planeta - onde os valores se põem e depõem ao gosto de qualquer um - já nos é uma esperança.
Aos poucos, os remédios a me sufocar a memória vão agindo. Mas não consigo (alguém me ajuda?) me lembrar do romance que parte da notícia de que Cristo não havia historicamente não existido, deixando-nos a todos em literal "lei do Gérson" - aquele da propaganda (coitado de nosso Gérson, que não tinha nada com isso ...), expressa no "levar vantagem em tudo", a despeito de qualquer ética ou de lei.
Terminei de ler, sobre o assunto, o opúsculo que você me enviou no Natal. Gostei. Confirmei que: a) não sou ateu! b) Não estou, nem mesmo na ficção de que Cristo não teria existido; c) foi para o mundo, sim, "mais que um carpinteiro" (título da obra); d) mais que todos os profetas, se disse e era "filho de Deus", uma das misteriosas "pessoas da Santíssima Trindade" (não discuto). E, em qualquer das hipóteses, "o ser humano, desde lá até hoje", de maior (em todas as suas modalidades até hoje descobertas) de maior inteligência, entre os das diversas ciências... Do meu ângulo, sobretudo, na linguagem: escolheu a narrativa, contar histórias, e por meio delas (as parábolas) penetrar os maiores mistérios.
Pensei (e já agora o começo) em lhe agradecer. Na verdade, estou preocupado com os valores. Mas sinto que, a mim, faltam-me os fundamentos teológicos (nunca estudei teologia), filosóficos (axiológicos) - briga na então Faculdade Católica de Filosofia (não vou dizer entre quem, gente que já foi até Ministro, "neste País", entre outros colegas ora ilustres...) Mas, certa feita, o professor de lógica, explicando o noção de "causa" deu o exemplo de uma casca de banana pisada como "causa" da queda de alguém... Pois bem! Discordância entre alunos, quase todos alguns já formados em outros cursos (eu mesmo já cursava direito): não seria uma "causa" mas "condição". Depois de um mês nessa literal "pisada", fiz um recurso, submeti-me a uma prova e pedi transferência de curso para letras. E, aí, no campo das letras, interessei-me por coisas como narrativa, colhendo até dos "faits divers", em Roland Barthes, como autênticas "psicanálise e metafísica do mundo" - rsrs. Muito mais negócio, achei. Por isso, creio que Cristo tinha essa inteligência mais alta, que, hoje, só consigo decifrar, mas não estaria, não tenho alcance, entre os seus formuladores maiores (refiro-me aos teólogos e filósofos)...
Taí, pois, uma idéia: envolver esse grupo da " Visão Nacional ..." na análise e busca desses valores. O que hoje vejo são jovens conscientes de que homem ou mulher são opções. Jovens, não só. Lembro-me, nos anos 70, num debate de televisão, rodeado de feministas, caí na "besteira" de soltar uma frase (já não sei de quem) "mulher se nasce". As feministas ´(e eram amigas minhas) caíram de pau em cima de mim: "Não Marcondes! - e lá vieram com Françoise Sagan e outros nomes e me condenar o analfabetismo (hoje "iletramento"...) em matéria de sexo: "hoje é opção!" Calei-me e, por isso, já fui até confundido, por causa de meu pré-nome, retirado de sobrenome paulista, e do sobrenome "rosa" com uma ... "gendrada", Não, não é brincadeira: fui até considerado do grupo, anos atrás, das ... "gendradas" (rsrs)
Mas hoje vejo que, entre os jovens, valores (os morais, sobretudo), são, em nossas diacronias, mutáveis a toda hora. E eles não têm o menor preconceito. Macho ou fêmea é questão, mutável, de opção. Honesto ou não, viche! Isso é coisa passada, do tempo em que os fios do bigode eram o melhor aval...
Voltando ao livrinho, é ele, em linguagem bem coloquial, altamente convincente. Voltarei a ele. Para mim, veio apenas confirmar o que se encontrava dormido, desleixado até. Mas nunca fui ateu. Para mim, o primeiro capítulo do Gênese, não se substitui pelo "No princípio, era o caos". Antes dele, a organizá-lo em dias (ciclos) ... "et spiritus Dei ferabatur super aquas". Deus criaria, nos simbólicos 6 "dias", os vários estágios do mundo. Estágios narcísios, reflexos dele próprio, que o fariam exclamar: "E viu que era bom". Os valores, viriam desse jogo: " ... e viu que era bom". Viu que não era bom (Adão sozinho). Até plantar, no meio do Eden, a tal "árvore do bem e do mal". Daí, viriam os valores, a desembocar, mais tarde, nas táboas da lei, com Moisés. E assim, desde então, os profetas e Cristo afinal, com a nova lei, per omnia secula seculorum.
Valores, sim, que, na diacronia da vida, esta em ciclos históricos, os conserva, adaptando-os aos ciclos, em contratos sociais (a lei natural, a positiva a cada época... etc). Mas valores são fundamentais para que a vida não se corrompa no suposto direito de um em detrimento do outro. E isso, tem razão Bento XVI, não se limitando nem à trilogia da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade), à interpretação desses valores nos limites de Marx, com a simples distribuição de renda e dos direitos. Ou mesmo com um saber acrítico e neutro de nossa ciência. Mas, ao invés, num contínuo repensar da vida, aqui e além, da trilogia "fé, esperança e cáritas" (para não confundir a caridade com um distorcido franciscanismo da ... "esmola".
Mas já estou, sim, Ricardo, ido longe. Estou apenas conclamando a todos (a você principalmente) a juntar os "pedaços" de nossa inteligência, hoje já rejuntada nas denominadas "inteligências múltiplas" que, infelizmente, não foram adotadas ainda nem em nossas universidades, em nossos vestibulares, em nossa educação. O marketing de nossas escolas, na televisão, a apregoar nossos "geniozinhos?" que o diga. Tanto brilho e, depois, na vida, onde estão tais inteligências em nossos "out doors" de agora?
Desculpem-me, os do Grupo, a minha insistência, nessa questão dos valores. Hoje, todos nós, bradamos pela ética em nossa política. E, para mim, quem melhor expressou essa ética, entre nós, foi, sem dúvida, Brizola, a nos tachar de nossos então os dois maiores partidos do País a advogar tal questão: o PT (que ele chamou de UDN de tamancos) e o PSDB (a UDN de salto altos). Tem razão, sobretudo, porque essa UDN persiste, entre nós, até hoje. Pior que isso, nossos saltos, baixos ou supostamente altos, aí espargidos não só na vida política como em todos os setores de nossa sociedade, num salutar dualismo entre a condenação do anomismo e da ausência de valores e, ao mesmo tempo, do grito de nós (enquanto eleitores) a exigir, na vida política, o que, em casa e na sociedade, não temos: ética, e a sustentá-la, valores".
O episódio do out door deposto, como atentatório ao direito de livre expressão, por nossos tribunais, revela a mesma questão a ser discutida por nossos juristas e tribunais. Felizmente, a axiologia jurídica hoje está interessada no assunto. O Professor Agamenon Bezerra da Silva (o primeiro PHD na área da ciência política entre nós), em encontro comigo, na Agência do Banco do Brasil da Reitoria, disse-me que, na pós-graduação em ciência política, um grupo, em torno de nosso luminar maior, Paulo Bonavides (meu ex-professor, a quem o STF o reverencia - isso com recentes aplausos internacionais - estaria a advogar tal questão. E, caia você, nesse mesmo dia, recebi adesões de muitos outros ditos "a/teus" do mundo acadêmico, no Ceará: "Toque a idéia que estamos com você" E, aqui e ali, a lista de "cabeças, mãos e corações", a buscar, no "theos", os nossos mosaicos mandamentos, sob a visão dos históricos "pactos sociais de Rousseau", dosados com os conselhos de Maquiavel ao Príncipe, até os conselhos mais drásticos ou a qualquer preço dos Sun Tsus e Zés Dirceus...
Sei que, para alguns do Grupo, estou sendo inoportuno, louco e coisas assim. De um ex-colega seminarista em Campinas, onde professores do porte de Padre Comblin, em mim, deixou marcas, escreveu-me pedindo concisão. Tem razão (cá estou eu, feito Getúlio, a dar razão aos contrários ... rsrs!) Melhor que a prolixidade e o apego à fungibilidade dos papos tipo "msgs" é o necessário grito. Do contrário, é contar os dias que faltam e clamar por um apocalipse com o iminente fim dos tempos.
E como temos de entender "apocalipse" como "revelação" e "aviso", cumpramos, pois, com nossa missão, "assim na terra como no céu". Amém! E fica aí o apelo. Todos, com suas inteligências múltiplas, em nova cena pentecostal, a indagar, nos dias de agora, valores a nos nortear, em nossa história e vida na Terra (o chão nosso de cada dia, em nossa "urbs et orbis"...
ENTRE VALORES E INCONSEQÜÊNCIAS
De Ricardo Marques para o Grupo Ethos-Paidéia
Encontro-me com um amigo de muitos anos. Homem íntegro, cientista, formador de opinião.
Comentando com ele sobre a crise de valores e a ausência de referenciais, cito-lhe as saudáveis discussões de nosso Ethos-Paidéia, e que tenho visto um fio de esperança quando o discurso libertino, não raro travestido de “cabeça-feita” e “pós-moderno”, por vezes cede e nos surpreendemos, todos, a refletir sobre nossos conceitos e preconceitos. Meu amigo, porém, opina que não sabe se tem jeito...
Motivos? Vários. Menciona um em particular: quase não temos mais exemplos para as crianças e os jovens. As personalidades brasileiras de imagem pública e que exercem alguma liderança decepcionam, parecendo, cada vez mais, imaturos adolescentes, cheios de vontade e inconseqüências, a se refestelarem em atitudes hedonistas; sentindo-se intocáveis, regem-se pelo “apetite”, fazem o que têm vontade, sem dar a mínima ao modelo de conduta e coerência que deveriam ser.
Exemplifica com Ciro Gomes, outrora alvo do voto convicto de nós dois, quando de suas campanhas para prefeito, governador e presidente. À época, a independer de questões partidárias, Ciro parecia representar um espírito jovem de intrépida luta pela transparência e coerência no ato político. Entretanto, no dizer de meu amigo, mudado o cenário político do país, nosso conterrâneo teria “se vendido”. Não quis discutir o fato, pois o assunto de meu interesse, ali, era outro, e queria retornar à essência da crise de valores.
Meu amigo insistiu, relatando um fato recente.
Estava em um restaurante com a esposa e os filhos, quando testemunhou alguns adolescentes em uma mesa próxima, o garçom a lhes servir vodca. O dito amigo não se contém, levanta-se e, dotado de responsabilidade cidadã, dirige-se ao gerente para avisar-lhe do crime cometido pelo estabelecimento. Afinal, além de causar danos por vezes permanentes, especialmente entre jovens, a bebida alcoólica tem sua venda proibida a menores de idade, havendo lei federal severa a punir os infratores.
O gerente não se dá por rogado: “lei?”, pergunta ele. E dispara: “e desde quando lei serve para alguma coisa nesse país? As próprias autoridades do governo, que deveriam dar o exemplo, são as que mais desrespeitam as leis”.
E continua o gerente: “olhe, meu amigo, eu não fumo, todo mundo sabe da desgraça que é o cigarro, e que já foi provado que o fumante passivo adoece gravemente por ter de respirar a fumaça dos fumantes ativos; e todo mundo sabe, também, da lei federal que proíbe o cigarro em ambientes públicos, especialmente recintos fechados, como aqui. Mas, se as autoridades públicas não respeitam a lei que elas mesmas fazem, por que esse restaurante teria que respeitá-las também?”
E aponta para uma mesa pertinho dali. Nela, Ciro Gomes, a soprar baforadas de cigarro para todos os lados. Sem nenhum constrangimento, parecia não ter qualquer interesse na lei, e muito menos no mal que fazia a dezenas de crianças, jovens e adultos que compartilhavam com ele aquele ar, agora imundo.
Meu amigo, até então eleitor de Ciro, sugere ao gerente que faça o que é certo fazer, sem se mirar nos outros, e retorna à mesa onde estava sua família. Pega esposa e filhos, cancela o pedido do almoço e abandona o recinto para nunca mais voltar – mas não sem antes ter que atravessar, com seus filhos e esposa, uma nuvem de fétida fumaça de mais de 4000 substâncias cancerígenas e altamente tóxicas.
Saldo: alguns clientes perdidos. Alguns votos perdidos. Uma decepção a mais.
AS escolas públicas, instaladas nas periferias ou bolsões de pobreza, deveriam receber melhor atenção por parte das Secretarias do Estado da Educação e Saúde, pois além das instalações - precárias, não se observa instrumentos lúdicos de ensino e muito menos médicos, dentistas, psicólogos, para atender aquela população, bem diferente da população de Higienópolis.Será possível?
Caro Paulo Renato e educadores,
Concordo com a Secretária, pois acho importante valorizar aqueles que, por inciciativa própria apresentam melhores resultados em suas escolas. Há muito o país carece de iniciativas como estas, que mobilizassem gestores e professores a romperem com o paradigma da mediocridade.
Muito cá entre nós, nada como pegar as pessoas pelo bolso, não sejamos hipócritas, quem não quer ganhar um pouquinho a mais, e neste caso, um montão a mais. Parabéns a Secretária.
Porem, o que mais me agrada é chacoalhada que o senhor dá nas Universidades e em seus cursos teóricos de Pedagogia, este sim me parece o maior desafio, enquanto estivermos preocupados em vomitar nomes de autores e suas teorias em vez de verificar se da fato suas idéias e princípios são aplicáveis, vamos continuar a ocupar os últimos lugares no ranking da educação básica, isto sim é uma vergonha.
As vezes fico pensando que poderíamos santificar nosso Paulo Freire e fazer de seus ensinamentos, nosso livro sagrado.
Queridos, fico na esperança de ver um Brasil melhor, não pelos indicadores econômicos, mas pelos indicadores educacionais.
Grande Abraço,
Mário Augusto Costa Valle
Foi com imenso prazer que lí a entrevista da Secretária Maria Helena,onde ela deixa claro não só a coregem que tem de dizer o que precisava ser dito,como também a sua inteligência e lucidez para apresentar solução eficaz para um problema que vem se arrastando e causando danos. Espero sinceramente que ela possa dar continuidade ao processo sem nenhum contratempo para que possamos ver os resultados, com toda certeza positivos, que virão como consequência da competência e disposição da Secretária em fazer o que precisa ser feito.
Maria do Carmo Penteado de Camargo
Como justificar que em São Paulo um professor possar faltar 29 dias ao ano sem ter que apresentar justificativa? É justo que quem se beneficia deste expediente receba o mesmo salário do professor que não falta ao trabalho e se empenha para dar uma educação de qualidade?
Claro que não, pois não se pode tratar desiguais de forma igual.
Professores da rede´pública ganham mal, como também outras categorias do funcionalismo público. Mas baixos salários não justificam o desleixo profissional ou greves absurdas como a dos policiais civis de Alagoas.
Este é o mérito do artigo de Maria Helena. Ela bota o dedo na ferida ao mostrar o quanto o corporativismo é um elemento do atraso a serviço da Educação de baixa qualidade.
Maria Celina Araújo
Maria Helena mostrou ser uma mulher corajosa e não poupou nem mesmo as sacrossantas faculdades de educação. Seu questionamento é pertinente, pois a baixa qualificação dos professores é decorrente dos cursos nos quais eles foram formados. A cobrança deve ser ampla, geral e irrestrita e dela não podem escapar nem mesmo as faculdades de Educação da USP e da Unicamp. Se elas deixam a desejar, imaginem as que não tem o mesmo nível.
WANDER GOMES
Nosso querido Deputado e ex ministro Paulo Renato fez escola!!!!
Professor Paulo Renato
O que a professora Maria Helena falou não é novidade. Dito só agora, no século XXI, é um pouco tarde. Faz tempo que a Faculdade de Educação da USP não condiz com o "padrão USP", mesmo que esse padrão já não seja elogiável.
Outros ataques dela, aqui e ali, podem ser tomados como correto. Não vejo como ter bons professores se não houver carreira baseada no mérito INTELECTUAL. Mas, nesse caso, quem não sabe disso?
Agora, apesar do senhor ter sido contra a volta da filosofia e da sociologia no Ensino Médio, quando era Ministro da Educação, eu gostaria muito de contar com o senhor no sentido de lembrar a Secretária de Educação que essas disciplinas, na grade curricular, não irão atrapalhar, irão ajudar. São disciplinas essenciais para a melhoria da condição de profissionalização do estudante de Ensino Médio. E há professores concursados para tal. O PSDB havia dado um passo importante, em São Paulo, ao sair na frente com essa medida. E digo mais: São Paulo pode muito bem, como estado rico, manter essas aulas e até ampliá-las. Mais do que eu, o senhor sabe que a diminuição das horas de humanidades da grade curricular do Ensino Médio serão uma grande perda para os jovens. Não posso contar com sua ajuda para tal, para advogar a proteção dessas disciplinas na grade curricular?
Desde já agradeço a oportunidade de diálogo.
Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo.
Estou impressionado com o alto nível dos comentários e não sei se tenho a mesma competência. Por isto faço uma indagação aos especialistas e ao ex-ministro: o atual pacto federativo da Educação é justo? Os estados e municípios são responsabilizados por aquilo que deveria ser a prioridade: o ensino básico, enquanto a União cuida, principalmente, do Ensino Superior. Não é uma distorção o fato de as verbas federais serem destinadas principalmente para as Universidades?
Tenho sérias dúvidas se o atual sistema do ensino superior público é justo socialmente, ou se não deveríamos ter algo mais próximo do que o Chile e outros países aplicam; um sistema de bolsa voltadas para os estudantes pobres. O fato é que no Brasil financiamos o ensino superior de filhos da classe média, portanto de uma elite. Em contrapartida, faltam recursos para o ensino fundamental e para o ensino médio.
A Secretária ressalta "Em pleno século XXI, há pessoas que persistem em uma visão sindicalista ultrapassada e corporativista, segundo a qual todos os professores merecem ganhar o mesmo salário no fim do mês" e assim, crítica a isonomia salarial, pois então, como uma prova da secretaria de educação pode ser o maior medidor desse desempenho de professores??? Se estamos em um século que considera as diferenças, as políticas não deveriam pautar-se nesses medidores iguais para contextos diferentes de uma rede de ensino imensa. Certamente, a Sra. Maria Helena Guimarães não desconhece está questão, mas, atentar a todo contexto estrutural desta rede custará muito mais caro do que premiar resultados isoladamente.
Em relação aos cursos de Pedagogia, sou crítica ao currículo do meu curso, mas, o radicalismo desta senhora me dá medo, e também considero fundamental a visão que adquirimos do contexto para compreendermos nossa prática, mesmo faltando esta última no currículo, modificar é uma coisa, acabar já é radical de mais.
Vanessa Crecci, graduanda do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Campinas.
Caríssimo Paulo Renato:
Concordo plenamente com suas palavras e com as mudanças que estão ocorrendo. Infelizmente nossos professores precisam melhorar muito e dar bons exemplos
Professor Rodrigo Barbosa Caires