
NUM CANTINHO DO CÉU (I)
“Interessante conhecer
as pessoas ao vivo e a cores”
(Nilze Costa e Silva)
“Fui eleita por mim mesma para fazer o relato da reunião (...) do grupo cearense da ethos-paideia na casa da nossa anfitriã Ilvis Ponciano, que nos recebeu maravilhosamente no lindo quintal da sua simpática casa, com deliciosos acepipes. A reunião foi ótima e ninguém brigou a respeito dos assuntos que na lista a gente briga algumas vezes.
É interessante conhecer as pessoas ao vivo e a cores. Eu pensava que era todo mundo gordo, pelas fotos que recebo. Ao contrário, os homens são saradíssimos, simpáticos e bem humorados. As mulheres, nem se fala (ora,só estávamos eu e a Ilvis...)
Estavam presentes: Xisto, Marcondes, Eu e o maridão, Ricardo, Jean Kleber e sua simpática e comunicativa esposa, dois músicos, um deles excelente violonista e irmão da Ilvis - a irmã dela também estava presente. (Do relato de Nilze)
“Todos sabendo ouvir,
todos sabendo falar”
(Ricardo Marques)
“Posturas diversas encontraram-se em similaridades e saudáveis antagonismos, contrastando idéias, crenças e convicções, ora convergentes, ora divergentes, brindadas pelas experiências de cada um, ao mesmo tempo distintas e próximas. Num clima absolutamente harmônico e de amizade, nenhum dogmatismo manifesto, nenhuma crítica ferina, nenhum dedo apontando para o outro. Todos sabendo ouvir, todos sabendo falar.”
“Visão caleidoscópica muito além
de mundo até de Edgar Morin”
(Marcondes Rosa)
Ah! O quanto falar desse espontâneo encontro de fim-de-tarde e beirando a noite adentro. Pontual, às cinco e pouco da tarde, lá estava... Pensei em ser dos primeiros, mas lá já encontrei quase todos (...) Papos múltiplos sobre o Ethos-paidéia, a convivência e a ficção de todos sobre cada um. Ali, no grupo, na Casa de Ilvis, a trajetória de cada um. Nilze e o marido, que tudo e todos nós acompanha, e a sua cearensidade (ela apenas nascida ali no Rio Grande do Norte), maior que a de todos nós; Jean Kleber, mulher e filhos, meu conhecido, ele, desde quando em Ipueiras éramos ele, Frota Neto e ele (Seu Nenen Matos, hoje beirando os cem anos mostrou-nos as fichas) éramos colegas da mesma turma em Ipueiras. A mulher, Heloísa, que, certa feita, um ano atrás, em papos nossos aqui no Iguaremi, me deixara absorto com pre/visões sobre mim e os filhos com vocação artística), muito abaixo com minha suposta "esfericidade", "caleidoscopia" e atributos hoje de um mundo "além muito além” até de um Edgar Morin.
“Nos papos, ecletismo a beirar
divertido delírio coletivo”
(Ricardo Marques)
Observo a movimentação mais adiante... Que interessante! Caixa de som, cabos, microfones, violão. Clóvis, violonista e irmão de Ilvis, ajeita as coisas. Animo-me: música por vir? "Amo a música", digo aos amigos, ali.
É que minha família é toda envolvida com música e outras artes. Minha avó era pintora e professora de piano e acordeão e meu avô tocava violão e serrote (isso mesmo: serrote!); meu pai, pianista e desenhista, paquerava aquela que seria minha mãe, aluna de acordeão de minha avó. Terminou assim: olha eu aqui. Tudo bem, faz tempo, mas ainda gosto de desenhar, pintar e de tocar sax e clarinete.
Imerso nessas sensações, ao mesmo tempo em que converso com Marcondes, Xisto e Ilvis, eis que chega minha amiga Nilze acompanhada do simpático esposo. Abraços e cumprimentos, nos mudamos para as mesas debaixo de um dos frondosos cajueiros. Logo, salgadinhos e bebidas amontoavam-se à nossa frente, manifestação de uma Ilvis cheia do dom da hospitalidade.
Ao som do violão virtuoso de Clóvis, as conversas transbordaram, interrompidas somente com a chegada do provocador desse encontro: nosso querido Jean Kleber, com sua esposa (colega bióloga, com quem troquei mil figurinhas), filhos e sobrinho. Findos os cumprimentos e apresentações, sentamo-nos todos, o bate-papo a perpetuar-se.
Mais do que o caleidoscópio tão mencionado pelo prof. Marcondes, os papos revelaram um festival de ecletismo quase a beirar um divertido delírio coletivo... Falou-se de tudo: desde a casa-que-anda, do Xisto, passando pelas multiformes coerências e incoerências da educação e por histórias e causos pessoais de todos os tipos, chegando à política, intercalando com astronomia, paleontologia e meio ambiente, e atingindo, imagine só, temas tão exóticos como vida extraterrestre e parapsicologia. Não faltou nem mesmo uma exposição completa dos interessantes apetrechos esotéricos da Ilvis.
Vilemar, a grande ausência
(Nilze Costa e Silva)
Sentimos falta da Isolda, Bernadete, Diatahy e outros mais. Mas a grande ausência mesmo foi a do (?) Vilemar. Gente, o (?) Vilemar era peça fundamental, pois tinha gente que queria tirar uma dúvida. Uma dolorosa dúvida. Sinto muito, Vilemar, mas vou ter que revelar a grande duvida de algumas pessoas presentes.
Não se zangue, hem!... lá vai... A grande dúvida, para quem não lhe conhece pessoalmente, era: Vilemar é nome de homem ou mulher? Eu lhe defendi, viu? falei que vc é menino! O Ricardo disse: "Nem me metam nessa história que já levei dois carões por confundir esse nome". O Marcondes me pediu moderadamente pra não entrar nesse assunto delicado na lista. Mas o assunto é polêmico.... In dubio pro réu... Espero, Vilemar, que não faltes a nossa próxima reunião, tá? Parodiando o Pepeu Gomes: "ter um nome feminino não fere o seu lado masculino" E vice-versa.
Abraço e até a próxima. Adorei conhecer todos e todas e sugiro um encontro por mês.
“O inferno astral dissipou-se...”
(Marcondes Rosa)
Muito ali conversamos sobre a visão em fatias de nossa (uni) versidade, reclusa em seus departamentos ou de nossos políticos insulados igualmente em suas facções. Ali, sentia eu a riqueza de todos nós, para além dos positivistas e de um redondo mundo político. A Ilvis e ao marido confessei ligações que sempre tive com todas as facções. A última, com a ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luíza Fontenele e a Rosa da Fonseca que, em busca de um utópico "para além do capital", já me haviam arrancado a contribuição mensal que, faz anos, lhes dou. Desta feita, para desenhar esse mundo, lá para as bandas da Amazônia, para onde irão ... de ônibus. Assunta, de lá, manda-nos notícias, na coordenação de evento internacional com tal direção...
Muito o que dizer dos assuntos, do clima de diálogo, de construção plural da vida, do dar-se-as-mãos enfim. O "inferno astral", nessa tarde/noite dissipou-se. Já em casa, recordei os telefonemas, telegramas e, sobretudo, os elogios que, por telefone, ouvi... E senti o quão importante são até os nossos distraídos papos... E cheguei mesmo a indagar: como sabe você? Alta figura de nossa (res) pública confessou-me acompanhar as discussões em nossos grupos...
“Altos papos até sobre extraterrestres”
(Jean Kleber Matos)
Amigos, quero agradecer a Ilvis e aos demais amigos pela agradável noite. O encontro na bela casa de Ilvis foi um sucesso, com direito a jantar e concerto de violão por parte do irmão de Ilvis, o virtuose Clovis Ponciano. Teve sorteio de livros da Nilze que compareceu com o marido César e "altos" papos (até sobre extraterrestres!). Compareceram também, além do aniversariante Marcondes, os membros Xisto, Ricardo Marques, familiares de Ilvis e minha turma (Heloisa, Vanessa, Ivan e meu sobrinho Valdinei). Vamos, no grupo, por sugestão do Marcondes, escrever uma ampla reportagem com fotos!
Uma confraternização e tanto! De parabéns, a anfitriã Ilvis e o aniversariante Marcondes!

Jean Kleber, Ricardo e Xisto, em papos

Parabéns a Marcondes

Tudo por causa do sol de presente