Grupos

 

 

Imagens do passado

 

Marcondes Rosa de Sousa
O Povo - 02 Fev 2009


                A escola, em todos os seus níveis – da alfabetização à superior – em mim, deixou duas indeléveis marcas: a) o zelo de seus mestres; b) o espírito gregário entre os alunos (o sentimento de turma). Esse, o olhar retrospectivo, que ora faço: desde a alfabetização – a caligrafia e as estórias-de-Trancoso da recém-falecida Isa Catunda e a palmatória de Dona Ester (mãe de Gerardo Melo Mourão), em Ipueiras, a nos espreitar, até as chamadas, na UFC, dos alunos todos (direito e letras) da turma de a a z.



        Mais fortes até, nos internatos. Em meu caso, nos seminários em Petrópolis (RJ) e em Campinas (SP), cujos ex-alunos hoje buscam o reencontro. Pela Web, os de Campinas estranharam minha passagem por lá. Só aí soube eu da extinção do seminário. E os alimentei com fotos, a ajudar no reencontro de alunos, alguns hoje astros espalhados pelos mundos acadêmico, político e intelectual urbs et orbis.



        De outra feita, pela Web, fui abordado por ex-aluna a procurar ex-professor seu, que a marcara em escola da Baixada Fluminense. Era, sem dúvida, um ex-colega meu em Petrópolis e Campinas. As marcas eram as acima citadas... E deste colega, Sebastião Mataruna Cardin, acabo de receber DVD sob o título Imagens do Passado, onde as marcas aqui citadas em tudo se ressaltam.

 

        Abro os jornais e, neles, vejo figuras como Ernani Barreira, contemporâneo dos tempos da UFC, e hoje a presidir o Tribunal de Justiça do Ceará, a carregar, como os da época, as marcas deixadas no passado.


        O DVD Imagens do Passado me traz de volta toda a formação escolar. E, nela, as duas marcas – o zelo dos mestres e o espírito gregário das turmas. E fico a pensar nas reformas propostas por nós, hoje talvez esquecidos de olhar, num espelho, feitos madrasta de Branca de Neve, para a educação que nós próprios tivemos... 

           MARCONDES ROSA DE SOUSA,

         Professor da UFC e da Uece

Num cantinho do céu (I)

20:38 @ 02/02/2009

 

NUM CANTINHO DO CÉU (I)

 

“Interessante conhecer

as pessoas ao vivo e a cores”

(Nilze Costa e Silva)

 

“Fui eleita por mim mesma para fazer o relato da reunião (...) do grupo cearense da ethos-paideia na casa da nossa anfitriã Ilvis Ponciano, que nos recebeu maravilhosamente no lindo quintal da sua simpática casa, com deliciosos acepipes. A reunião foi ótima e ninguém brigou a respeito dos assuntos que na lista a gente briga algumas vezes.

 

É interessante conhecer as pessoas ao vivo e a cores. Eu pensava que era todo mundo gordo, pelas fotos que recebo. Ao contrário, os homens são saradíssimos, simpáticos e bem humorados. As mulheres, nem se fala (ora,só estávamos eu e a Ilvis...)

 

Estavam presentes: Xisto, Marcondes, Eu e o maridão, Ricardo, Jean Kleber e sua simpática e comunicativa esposa, dois músicos, um deles excelente violonista e irmão da Ilvis - a irmã dela também estava presente. (Do relato de Nilze)

 

“Todos sabendo ouvir,

todos sabendo falar”

(Ricardo Marques)

 

 “Posturas diversas encontraram-se em similaridades e saudáveis antagonismos, contrastando idéias, crenças e convicções, ora convergentes, ora divergentes, brindadas pelas experiências de cada um, ao mesmo tempo distintas e próximas. Num clima absolutamente harmônico e de amizade, nenhum dogmatismo manifesto, nenhuma crítica ferina, nenhum dedo apontando para o outro. Todos sabendo ouvir, todos sabendo falar.”

 

“Visão caleidoscópica muito além

de mundo até de Edgar Morin”

(Marcondes Rosa)

 

Ah! O quanto falar desse espontâneo encontro de fim-de-tarde e beirando a noite adentro.  Pontual, às cinco e pouco da tarde, lá estava...  Pensei em ser dos primeiros, mas lá já encontrei quase todos (...)  Papos múltiplos sobre o Ethos-paidéia, a convivência e a ficção de todos sobre cada um.  Ali, no grupo, na Casa de Ilvis, a trajetória de cada um.  Nilze e o marido, que tudo e todos nós acompanha, e a sua cearensidade (ela apenas nascida ali no Rio Grande do Norte), maior que a de todos nós; Jean Kleber, mulher e filhos, meu conhecido, ele, desde quando em Ipueiras éramos ele, Frota Neto e ele (Seu Nenen Matos, hoje beirando os cem anos mostrou-nos as fichas) éramos colegas da mesma turma em Ipueiras.  A mulher, Heloísa, que, certa feita, um ano atrás, em papos nossos aqui no Iguaremi, me deixara absorto com pre/visões sobre mim e os filhos com vocação artística), muito abaixo com minha suposta "esfericidade", "caleidoscopia" e atributos hoje de um mundo "além muito além” até de um Edgar Morin.

 

“Nos papos, ecletismo a beirar

divertido delírio coletivo”

(Ricardo Marques)

Observo a movimentação mais adiante... Que interessante! Caixa de som, cabos, microfones, violão. Clóvis, violonista e irmão de Ilvis, ajeita as coisas. Animo-me: música por vir? "Amo a música", digo aos amigos, ali.

É que minha família é toda envolvida com música e outras artes. Minha avó era pintora e professora de piano e acordeão e meu avô tocava violão e serrote (isso mesmo: serrote!); meu pai, pianista e desenhista, paquerava aquela que seria minha mãe, aluna de acordeão de minha avó. Terminou assim: olha eu aqui. Tudo bem, faz tempo, mas ainda gosto de desenhar, pintar e de tocar sax e clarinete.

Imerso nessas sensações, ao mesmo tempo em que converso com Marcondes, Xisto e Ilvis, eis que chega minha amiga Nilze acompanhada do simpático esposo. Abraços e cumprimentos, nos mudamos para as mesas debaixo de um dos frondosos cajueiros. Logo, salgadinhos e bebidas amontoavam-se à nossa frente, manifestação de uma Ilvis cheia do dom da hospitalidade.

Ao som do violão virtuoso de Clóvis, as conversas transbordaram, interrompidas somente com a chegada do provocador desse encontro: nosso querido Jean Kleber, com sua esposa (colega bióloga, com quem troquei mil figurinhas), filhos e sobrinho. Findos os cumprimentos e apresentações, sentamo-nos todos, o bate-papo a perpetuar-se.

Mais do que o caleidoscópio tão mencionado pelo prof. Marcondes, os papos revelaram um festival de ecletismo quase a beirar um divertido delírio coletivo... Falou-se de tudo: desde a casa-que-anda, do Xisto, passando pelas multiformes coerências e incoerências da educação e por histórias e causos pessoais de todos os tipos, chegando à política, intercalando com astronomia, paleontologia e meio ambiente, e atingindo, imagine só, temas tão exóticos como vida extraterrestre e parapsicologia. Não faltou nem mesmo uma exposição completa dos interessantes apetrechos esotéricos da Ilvis.

 

Vilemar, a grande ausência

(Nilze Costa e Silva)

 

Sentimos falta da Isolda, Bernadete, Diatahy e outros mais. Mas a grande ausência mesmo foi a do (?) Vilemar. Gente, o (?) Vilemar era peça fundamental, pois tinha gente que queria tirar uma dúvida. Uma dolorosa dúvida. Sinto muito, Vilemar, mas vou ter que revelar a grande duvida de algumas pessoas presentes.

 

Não se zangue, hem!... lá vai... A grande dúvida, para quem não lhe conhece pessoalmente, era: Vilemar é nome de homem ou mulher? Eu lhe defendi, viu? falei que vc é menino!   O Ricardo disse: "Nem me metam nessa história que já levei dois carões por confundir esse nome". O Marcondes me pediu moderadamente pra não entrar nesse assunto delicado na lista. Mas o assunto é polêmico.... In dubio pro réu... Espero, Vilemar, que não faltes a nossa próxima reunião, tá? Parodiando o Pepeu Gomes:  "ter um nome feminino não fere o seu lado masculino"  E vice-versa.

 

Abraço e até a próxima. Adorei conhecer todos e todas e sugiro um encontro por mês.

 

“O inferno astral dissipou-se...”

(Marcondes Rosa)

 

Muito ali conversamos sobre a visão em fatias de nossa (uni) versidade, reclusa em seus departamentos ou de nossos políticos insulados igualmente em suas facções.  Ali, sentia eu a riqueza de todos nós, para além dos positivistas e de um redondo mundo político.  A Ilvis e ao marido confessei ligações que sempre tive com todas as facções.  A última, com a ex-prefeita de Fortaleza, Maria Luíza Fontenele e a Rosa da Fonseca que, em busca de um  utópico "para além do capital",  já me haviam arrancado a contribuição mensal que, faz anos, lhes dou.  Desta feita, para desenhar esse mundo, lá para as bandas da Amazônia, para onde irão ... de ônibus.  Assunta, de lá, manda-nos notícias, na coordenação de evento internacional com tal direção... 

 

Muito o que dizer dos assuntos, do clima de diálogo, de construção plural da vida, do dar-se-as-mãos enfim. O "inferno astral", nessa tarde/noite dissipou-se.  Já em casa, recordei os telefonemas, telegramas e, sobretudo, os elogios que, por telefone, ouvi...  E senti o quão importante são até os nossos distraídos papos... E cheguei mesmo a indagar: como sabe você?  Alta figura de nossa (res) pública confessou-me acompanhar as discussões em nossos grupos...

 

 

“Altos papos até sobre extraterrestres”

(Jean Kleber Matos)

 

 

Amigos, quero agradecer a Ilvis e aos demais amigos pela agradável noite. O encontro na bela casa de Ilvis foi um sucesso, com direito a jantar e concerto de violão por parte do irmão de Ilvis, o virtuose Clovis Ponciano. Teve sorteio de livros da Nilze que compareceu com o marido César e "altos" papos (até sobre extraterrestres!).  Compareceram também, além do aniversariante Marcondes, os membros Xisto, Ricardo Marques, familiares de Ilvis e minha turma (Heloisa, Vanessa, Ivan e meu sobrinho Valdinei).  Vamos, no grupo, por sugestão do Marcondes, escrever uma ampla reportagem com fotos!

 

Uma confraternização e tanto! De parabéns,  a anfitriã Ilvis e o aniversariante Marcondes!

 

 

 

Jean Kleber, Ricardo e Xisto, em papos

 

 

Parabéns a Marcondes

 

 

Tudo por causa do sol de presente

Num cantinho do céu (II)

20:57 @ 02/02/2009

 

NUM CANTINHO DO CÉU (II)

 

“Numa mesma mesa,

papeando alegremente

antíteses ideológicas”

(Ricardo Marques)

Ah, como é diferente a comunicação olho no olho, sem a gelidez ou quentura desproporcional dos e-mails. Ah, como a Lista virtual difere da presencial, onde nesta o tom de voz, a expressão facial e os gestos nos permitem ver, ouvir e sentir quem está dizendo exatamente o que, e com qual intenção. Prova irrefutável da frieza do mundo virtual, onde não raro a leitura do outro é parcial e preconceituosa, julgando-se injusta e equivocadamente o interlocutor e os seus dizeres.

Numa mesma mesa, papeando alegremente, antíteses ideológicas: gente de direita e de esquerda, crédulos e incrédulos, religiosos e não-religiosos, teístas e, talvez, ateus e tudo mais que se possa imaginar. Antíteses em busca de uma esperada síntese, já dizia o mestre Marcondes.

Factível ou não tal síntese, a verdade é que solidários, amigos e respeitosos estávamos - e somos - todos. A ponto de eu, "ex-um monte de coisas", no dizer de Nilze, havendo abolido os caminhos da magia e do esoterismo, que sucederam à minha profunda experiência com o espiritismo, não haver causado qualquer incômodo à anfitriã Ilvis, que nos entretinha discorrendo sobre sua dedicação a esses campos místicos de onde vim.

 

“Nada como o olho no olho

ou tête-a-tete”

(Nilze Costa e Silva)

 

 

Fui abençoada por ter podido receber pessoas tão especiais em minha casa. Por isso, o  nosso encontro foi maravilhoso. Nada como o olho no olho ou  tête-a-tête. A comunicação flui de forma gostosa. Marcondes, pela primeira vez ouvi falar que alguém tomou um porre com cerveja sem alcool. Rsrsrsrs.

 

“Ali, todos se derramando

em agostinianas confissões

para além dos dogmas”

(Marcondes Rosa)

 

De minha parte, fiquei a pensar como com cabeças, aquelas, tão criativas, nos perdíamos, "partidos", por vezes, em facções políticas. De alguma forma, sentia-me eu, de algum modo ou alguma época, testemunha das visões concretizadas de um Xisto (fui pró-reitor de extensão em dois períodos e participante de governos, no Ceará) e o sabia o quando derrubava ele, dos nossos lineares engenheiros, credos em prol dos pobres e do povo.  Nilze (creiam-me) jamais a tinha visto pessoalmente.  Mas, acreditem-me, aos 66 anos, sentia-lhe a história (no campo literário que escondi) parceiro ao tentar passar pelos mesmo roteiro

 

E, curioso, todos ali se derramando em agostinianas confissões, para além dos dogmas, fazendo dos seus "quadrados" um dar-as-mãos de realidades benignamente confusas.  Ricardo, o que esperava, por sobre a aparência dos tratados-de-tordesilhas, o curiosamente mais plural, por terra derrubadas as impressões nossas dos apocalipses...

 

 

Ali, no cantinho do céu,

vivemos, na prática,

o Ethos e a Paidéia.

(Ricardo Marques)

 

Posturas diversas encontraram-se e m similaridades e saudáveis antagonismos, contrastando idéias, crenças e convicções, ora convergentes, ora divergentes, brindadas pelas experiências de cada um, ao mesmo tempo distintas e próximas. Num clima absolutamente harmônico e de amizade, nenhum dogmatismo manifesto, nenhuma crítica ferina, nenhum dedo apontando para o outro. Todos sabendo ouvir, todos sabendo falar.

As conversas animadas só foram interrompidas no cantar dos parabéns para Marcondes Rosa, o vínculo maior do grupo. Presentes, e uma boa palavra do mestre. Dali, continuamos, ainda embalados pela música de qualidade.

Quem quer ir embora? Ninguém. Era essa a sensação. Fomos, pela força da hora, a necessidade de trabalhar na manhã seguinte. Não sem antes um sorteio de livros da Nilze. Brincando, reclamo de não haver ganhado o meu; de imediato, prof. Marcondes puxa o último nome. Era o meu.

Abraços e fotos. Um momento inesquecível, um encontro a ser repetido. Muitas vezes. E com mais gente. Ali, no cantinho do céu, vivemos, na prática, o Ethos e a Paidéia.

Obrigado Ilvis, Marcondes, Jean Kleber (e esposa), Nilze (e esposo) e todos os demais presentes. Valeu a pena. Hmmm... Gostinho de quero mais. Quando será?

 

 

Num cantinho do céu (III)

21:19 @ 02/02/2009

 

 

 

NUM CANTINHO DO CÉU (III)

 

 

Aos que aqui vieram

celebrar o Sagrado de cada um

(Ilvis Ponciano)

 

Obrigada a todos  vocês que acolheram o meu convite e  aqui vieram celebrar esse grande momento de confraternização e de reverência ao Sagrado de cada um. Obrigada Marcondes, Jean Kleber, Ricardo, Xisto e Nilze, colegas listeir@s. Obrigada aos familiares do Jean Kleber e ao marido da Nilze que também abrilhantaram o nosso encontro. Em breve, mando as fotos.  Um grande beijo, Ilvis

 

“Fiquei a pensar como de uma babel

podemos reeditar pentecoste”

(Marcondes Rosa)

 

Fui até o "Grupos com” e fiquei a pensar para onde vão as nossas discussões.  E, entre os participantes, muitos (e importantes) de nossos mundo político, muitos de nosso mundo acadêmico... E fiquei a pensar como de uma "babel" podemos reeditar pentecoste, linguas-de-fogo, em um novo tempo, recuperando uma "sintaxe perdida". 

 

Foi, ao despedir-me dos que participamos daquela inesquecível noite, na casa da Ilvis, o meu pedido: que a Ethos-paidéia, no con(c)erto das línguas plurais nos apontasse, em nossas vidas (as pessoais e as da nação) numa reedição apocalíptica (fim e início de ciclo), em novo tempo.  Tarefa nossa, em meio à indagação (in) fantil (etimologicamente "o que não fala", de Vilemar, que aposto ser ... "homem", sob o olhar de uma suposta "gendrada", pelos "arapongas de nosso passado" por um ... "mar-cor-de-rosa"...  Que o Ethos-paidéia, despido dos "discursos necessários", palavra-de-ordem de nossa política, caminhe, transpondo até a dialética (tese/antí-tese/síntese) busque o "esférico", o "global", o caleidoscópio enfim, onde, aos olhos do agora e futuro, mora a moderna feição do belo.  Por último, Ricardo, sem barba (como o conheci), em nada me pareceu "dogmático".  Ao contrário, dos mais abertos ao diálogo das diferentes percepções da vida, do mundo e de Deus.

 

            Esse, o tom que esperamos.

 

               Conclusão sob a ótica de Xisto Medeiros

 

1.       a casa da Ilvis ganhou nome divino

2.      atrasei encontro agora para ler esta peça de rara sensibilidade [escolha & renuncia]

3.      terei conflito com minha filha na tentativa de levar meu neto de 3 anos para o Kerigma

4.      sua crônica chega a superar o encontro

5.      Marcondes falou ser excrevente e não escritor, você acumula as duas habilidades

6.      salvei sua crônica a título de modelo comportamental e atitudinal

7.      na festa da minha versão 10.0 direi ao organizador: quero uma festa sssim, convide quem aí está e estes quem quiser.

8.      gostaria de conhecer o Kerigma

9.      gostaria de mostrar o projeto da casa que anda

10.  quem sabe daí nascerá algo "divino"

                                                     [ ] '  xto

 

 

Xisto Medeiros em azul e

Ricardo Marques em vermelho:

 

1.       A casa da Ilvis ganhou nome divinoIlvis merece.

 

2. Atrasei encontro agora para ler esta peça de rara sensibilidade [escolha & renuncia - Ainda bem que valeu a pena.

 

3. Terei conflito com minha filha na tentativa de levar meu neto de 3 anos para o Kerigma  - Leve-a para conversarmos juntos, lá no Kerigma Sede. Garanto que o conflito vai evaporar.

 

4. Sua crônica chega a superar o encontroMinha despretensiosa crônica não tinha esse fim, e não creio que tenha superado o encontro. Nada o superará.

 

5. Marcondes falou ser excrevente e não escritor, você acumula as duas habilidades - Jamais posso ser comparado ao mestre Marcondes, não consigo nem tenho a pretensão de escrever como ele. Mas agradeço por dizer que reúno as duas habilidades.

 

6. Salvei sua crônica a título de modelo comportamental e atitudinalNão sou nem pretendo ser modelo para ninguém. Mas se posso ser um bom exemplo de atitude e comportamento para alguém, conforme suas palavras, fico feliz. É o que Jesus pediu que seus discípulos fizessem.

 

7. Na festa da minha versão 10.0 direi ao organizador: quero uma festa assim, convide quem aí está e estes quem quiser. –    Na sua versão 10.0, espero estar vivo e com saúde, pois não quero perder essa por nada nesse mundo!

 

8. Gostaria de conhecer o Kerigma  - Você pode conhecer o Kerigma a qualquer tempo, basta me ligar e marcar um encontro nosso lá.

 

9.  Gostaria de mostrar o projeto da casa que anda - Gostaria de ver o projeto da casa-que-anda, conforme lhe disse no encontro na casa da Ilvis.

 

10.     Quem sabe daí nascerá algo "divino" -  Algo divino já nasceu entre nós, do grupo, nesta quinta. Mas pode haver mais, não é?

 

 

 

            Em tempo:

 

·         A Jean Kleber, Heloísa e família, os agradecimentos pela idéia, a amplitude dos “papos”, a navegarem  até por já prosaicos, no Ceará, nos OVNIs, além das fotos;

 

·         A Nilze e marido, a quem conhecia eu (sem os encontrar presencialmente, além do Grupo, na história literário do Ceará (longa história).  Dela, recebi, de presente de aniversário ali, seu livro Tudo por causa do sol, que, dias depois, foi, mais uma vez “vaiado na Praça do Ferreira”, com afetuoso autógrafo.

 

·         A Ilvis, os agradecimentos, por tudo, e pela obra A paz como caminho, com a dedicatória: “Meu querido chefe, ‘Não há caminho para a paz’ diz Mahatma Ganhi ... e nós somos os caminhantes. Paz, Luz e Saúde. Parabéns, 23.01.2009 *** Ilvis. 

 

·         Em anexo, foto de Ilvis, ilvisentrevistamarcondes)  desde os tempos da TVE/Ceará (daí o “chefinho”). No Cine São Luiz, quando, para o Ceará trouxemos o FestRio, Ilvis foi a entrevistadora não apenas das autoridades mas dos astros do mundo inteiro (ela poliglota).  Nessa entrevista, eu o Diretor do Departamento de Audiovisuais da Secult/;Ce (no fundo, a atual prefeita de Fortaleza (então cineasta)

 

·         Ao entusiasmo do Prof. Xisto Medeiros, parceiro de meus tempos de uma extensão universitária voltada para projetos sociais como os idealizados por ele, entre as quais “a casa que anda”.

 

 

Ilvis, na abertura do FestRio,

no Cine São Luiz, em Fortaleza

 

 

Ilvis entrevista Marcondes Rosa,

Coordenador do Evento do FestRio. 

Ao fundo, vê-se a atual prefeita de

Fortaleza (cineasta à época)

 

 

 

 

 

 

POLÍTICA EM TOM MAIOR

Marcondes Rosa de Sousa
Jornal O Povo, 16 Fev 2009



        Política, entre nós, é vocábulo de várias faces. Desde a Grécia antiga, tem sido ela vista como a arte de bem governar, nascida com o próprio homem, que, por natureza, tem sido visto como animal político.

        “Neste País”, no entanto, ela se ostenta “coisa suja”, ao toma-lá-dá-cá. Nessa linha, os dicionários registram-nos, a título de figuradas, acepções como “astúcia, ardil, artifício, esperteza” (Aurélio). E até os que, em nossa política, voltam os olhos para a utopia de um longo amanhecer, “para além do capital”, convertem-na na hipérbole do “fora a política”...


        Na Web, tento, coordenar discussões sobre nossa vida política, em tom maior. Obstáculos múltiplos. Desde a vacuidade dos bordões e das palavras-de-ordem de nossas facções, até a postura crescente dos muitos que se esquivam num “estou noutra”, da indiferença e da abulia. Nisso, me chega do economista Cláudio Ferreira Lima, o artigo “Os indiferentes”, de Gramsci (1917) com o incentivo em tom de apresentação e socorro: “Para você, que sempre tem um lado, mas sabe respeitar os outros lados - até mesmo o dos indiferentes - e conviver bem com todos eles.”

        Gramsci, em “Os indiferentes”, diz odiar a estes, e que “viver significa tomar partido”. Indiferença, para ele, é “abulia, parasitismo, covardia, não é vida”. Daí, seu ódio a quem não toma partido.

        E aí, ocorre-me o Poema das Sete Faces, de Drummond, nosso poeta maior: “Quando nasci, um anjo torto/ desses que vivem na sombra/ disse: ‘Vai, Carlos, ser gauche na vida”. E o olhar à esquerda (gauche) aponta-nos amanhãs. Um amanhã, no entanto, sob a pauta dos versos: “Mundo, mundo, vasto mundo/ Se eu me chamasse Raimundo/ seria uma rima, não seria uma solução./ Mundo, mundo, vasto mundo,/ mais vasto é meu coração”.

        Solução, o olhar mais alto que todos esperam de nós!