
Remunerações dos professores na América Latina:
São baixas? Afetam a qualidade do ensino?
Claudio de Moura Castro
Gustavo Ioschpe
Introdução
A tônica determinante da administração pública, especialmente em países pobres, é a escassez. Especialmente a escassez de recursos. As demandas sociais são enormes e justificadas, e não há recursos suficientes para atender a todas.
Essa dificuldade de se enfrentar pedidos infinitos com parcos recursos é especialmente aguda na área da educacional. Desde a Revolução Industrial e a democratização do Ocidente, a educação deixou de ser um privilégio e consolidou-se paulatinamente como um direito de todos os cidadãos.
Os países industrializados tomaram a educação como uma prioridade séria durante um período longo de tempo. Esses países hoje colhem o que plantaram. Como escreveu Ambrose Bierce, o único lugar em que o sucesso aparece antes do trabalho é o dicionário.
Neste contexto, os governantes precisam adotar medidas imediatas e contundentes para atender aos clamores dos cidadãos de hoje por educação, já que o tema passou a ocupar um espaço central nas expectativas que a população tem em relação a seus líderes. Somem-se às exigências da população as reivindicações salariais constantes e aguerridas dos professores e seus representantes, uma categoria que se sente maltratada pelo Estado. Por outro lado, sabe-se que a educação é um processo ultrapassa uma geração e depende de esforços continuados e políticas de longo prazo.
Talvez nenhum outro aspecto do debate sobre a educação ilustre melhor essa dificuldade do que o tema do salário de professores. Há uma percepção generalizada, em muitos de nossos países, de que a remuneração docente é baixa – chegando a ser aviltante – e que essa defasagem salarial é o maior empecilho para que tenhamos um corpo de professores motivados e de grande competência. Salários inadequados explicariam a falta de motivação e a baixa qualidade das pessoas que optam pelo magistério. Essa seria a barreira mais intransponível para obter uma educação de boa qualidade. O corolário desse pensamento é linear: aumente-se os salários dos professores e teremos uma educação de melhor qualidade.
Este ensaio é uma tentativa de analisar com dados empíricos a questão salarial dos professores da América Latina. Trata-se de responder a duas perguntas fundamentais. Em primeiro lugar, se é realmente baixo o salário dos professores. E em segundo, saber se o valor desse salário é realmente importante na determinação da qualidade do ensino. O trabalho dos autores não foi de gerar novas pesquisas sobre o tema, mas sim de sistematizar o conhecimento já existente e extrair dele as conclusões que possam ajudar os estudiosos, os formuladores de políticas públicas e os próprios professores interessados nas questões educacionais de seus países.
Em termos metodológicos, trilhamos caminhos diferentes para responder às duas perguntas. Sobre a questão do impacto do salário de professores sobre a qualidade do ensino, recorremos à literatura mais abrangente sobre o tema, enfocando tanto países desenvolvidos quanto os latino-americanos. Em vez de coletarmos alguns estudos sobre casos específicos, preferimos as revisões mais amplas da literatura – ou seja, estudos que compilam dados de dezenas, às vezes centenas de pesquisas já realizadas. Essas resenhas da literatura freqüentemente contam quantos estudos indicam o impacto positivo de uma determinada variável (no nosso caso, o salário dos professores) sobre o aprendizado do aluno, quantos indicam um impacto negativo e quantos não detectam qualquer impacto significativo. Ainda que essa metodologia seja comumente criticada, por nem sempre discriminar a qualidade de cada estudo em particular, acreditamos que suas conclusões sejam úteis e reveladoras. Não apenas porque conseguem sintetizar uma visão muito ampla e abrangente - ao recolherem estudos sobre os mais diferentes países e períodos históricos - mas porque também incluem as melhores pesquisas da literatura em que se tenta estimar uma gradação de qualidade entre os estudos analisados. Como é característica explícita da meta-pesquisa, encontra conclusões bastante semelhantes aos estudos originais.
Para saber se o salário dos professores é alto ou baixo, cumpre perguntar se é alto ou baixo em relação a quê? No caso, optamos por uma análise mais aprofundada de apenas duas pesquisas. Conforme detalharemos a seguir, escolhemos dois estudos que incluem um número suficientemente alto de países da região. Em ambos, os dados analisados são relativamente recentes e as análises são conduzidas com o rigor estatístico que a questão exige. Evitamos estudos específicos sobre um país ou outro, justamente para podermos chegar a conclusões aplicáveis ao continente como um todo e para não perdermos a possibilidade de generalizar as conclusões, por conta de diferenças metodológicas empregadas por este ou aquele pesquisador.
Como será explicitado adiante, quando comparado com o grupo de referência mais relevante, o salário dos professores não é baixo. Igualmente, as pesquisas mostram que a questão salarial não é significativa na determinação da qualidade do aprendizado de nossos alunos.
Antes de começar a destrinchar o que os dados dizem, é importante também esclarecer aquilo que não dizem, nem pretendem dizer. Em particular, os resultados da presente análise não nos permitem dizer que todos os professores do continente recebem salários justos. Tampouco afirmamos que aumentos salariais não poderiam, jamais, trazer melhoras educacionais..
As diferenças entre países latino-americanos são enormes, o mesmo se dando com as diferenças internas ou regionais. Alguns têm sistemas educacionais descentralizados, em que professores de diferentes cidades ou estados – ou até mesmo da mesma cidade e estado, mas trabalhando sob regimes diferentes – têm salários diferentes. É provável, portanto, que haja situações onde o salário dos professores seja injustificavelmente baixo, assim como é possível que em outras áreas esse salário seja mais alto do que o esperado, considerando a renda per capita do lugar. Como nossos dados provêm de pesquisas domiciliares nacionais, só podemos tirar conclusões sobre a média de um país, não o status de cada região ou sistema em particular.
Da mesma forma, os dados de que dispomos analisam o passado. As análises consideram os resultados dos alunos em diversos testes educacionais e se perguntam quais dos fatores que aqueles alunos efetivamente vivenciaram foram determinantes para a sua performance e quais foram irrelevantes. Dizer que o salário dos professores mostrou-se, na maioria dos casos, irrelevante para o desempenho dos alunos não significa dizer que ele jamais possa ter um impacto.
Nossa análise não nos permite prever qual seria o impacto de um aumento salarial que dobrasse ou triplicasse os níveis atuais de salários de todos os professores. Alguns acreditam que salários dessa magnitude seriam tão atraentes que trariam para o magistério profissionais qualificados que hoje optam por outras carreiras. Portanto, tal mudança de perfil elevaria a qualidade do ensino. Como isso nunca aconteceu, não há dados estatísticos para examinar. Tal estratégia, tanto em termos de exeqüibilidade quanto de resultados, permanece uma questão aberta. Os dados de que dispomos tampouco nos permitem dizer se seriam ou não efetivas mudanças na estrutura da remuneração dos professores – por exemplo, valorizando mais o mérito e menos a experiência, ou pagando salários iniciais mais altos em detrimento de aposentadorias mais baixas.
Nossa percepção é de que os dados aqui dispostos não sepultam definitivamente a questão dos salários de professores. Contudo, servem para resolver algumas dúvidas e sugerir dúvidas novas. Acreditamos que muito do debate educacional atual em nosso continente é penosamente consumido com questões secundárias ou na defesa de teses demonstravelmente equivocadas. Teríamos muito a ganhar se esses temas surrados pudessem ser colocados de lado e pudéssemos discutir alternativas novas.
Assim, começamos o estudo discutindo os usos da educação, seguido pela discussão mais aprofundada das perguntas que colocamos neste título. Terminamos então com uma discussão sobre novas avenidas para o debate e sugestões para investigações futuras.
Por que o assunto é importante?
Em educação, o que não faltam são problemas. Portanto, temos que nos concentrar nos mais importantes. Como a remuneração dos professores é vista como um ingrediente fundamental na qualidade do ensino trata-se de um tema prioritário. E como veremos, uma educação de qualidade é fundamental para o crescimento do país.
A educação é cada vez mais importante na sociedade do conhecimento
Nos dias de hoje, não existe um só país bem sucedido onde a educação não tenha sido uma real prioridade ao longo do tempo. Podemos longamente discutir os mecanismos de propagação do conhecimento aprendido na escola, ao longo de um trajeto que termina levando a um processo mais dinâmico de crescimento. Mas para os propósitos do presente ensaio, basta registrar o princípio e o fim: os países que levaram suas escolas mais a sério estão desfrutando uma economia mais dinâmica e mais competitiva.
Como é muito difícil refutar tais idéias, somos obrigados a aceitar a conclusão de que é preciso cuidar das nossas escolas.
Infelizmente, a educação latino-americana é muito ruim
Ao longo do tempo, acumulam-se evidências fortes de que a América Latina tem um sistema deficiente de ensino. As provas do TIMMS, do IEA e do PISA mostram isso de forma contundente e não há outras evidências em contrário.
A educação latino-americana sempre foi o ponto fraco na equação do seu desenvolvimento. Cumpre reconhecer o recente aumento na matrícula em vários países da região. Não obstante, a qualidade do ensino permanece muito baixa.
No PISA 2003, por exemplo, dos 40 países participantes havia 3 latino-americanos (Brasil, México e Uruguai), que ficaram em 40º, 37º e 35º lugares, respectivamente, na prova de Matemática, e obtiveram resultados parecidos nas provas de leitura e Ciências.[1] Além das conseqüências diretas da baixa qualidade, esta gera um alto índice de repetência e, finalmente, evasão. O resultado desse quadro é uma taxa de matrícula bruta no ensino universitário na região de apenas 28%, bastante distante dos países da América do Norte e Europa Ocidental (70%) e da Europa Central (54%), ainda que ligeiramente à frente de asiáticos, árabes e africanos.[2]
Comparando a região com outras partes do mundo, verificamos que, para os níveis de renda per capita observados, a educação tem uma qualidade inferior a que se esperaria. Ou seja, a educação é fraca, mesmo para os níveis de renda observados.
O professor é o ator mais central e insubstituível no processo de ensino
Sem professor, não há ensino e sem bom professor não pode haver bom ensino. As tecnologias educativas potencializam o alcance ou a efetividade dos bons professores. Contudo, não substituem um bom corpo de mestres.
Portanto, qualquer reforma ou plano de melhoria do ensino passa necessariamente pelos professores, pela sua formação, pelo seu recrutamento e pela carreira do magistério.
Vivemos em uma época em que há muita competição pelos orçamentos públicos
No último meio século, os níveis de renda na América Latina não cresceram como se esperava. Contudo, as expectativas de consumo, de investimento, de infra-estrutura e de gastos sociais cresceram enormemente. Como resultado, há uma forte pressão sobre o governo para aumentar os orçamentos de virtualmente todos os ministérios ou secretarias, afora novos gastos que aparecem . E obviamente, há um teto politicamente difícil de ser ultrapassado pelos orçamentos da educação – e pelo conjunto de gastos que oneram o contribuinte. É muito fácil fazer afirmativas bombásticas de que é preciso gastar mais com educação. Contudo, para materializar esses desejos, é preciso brigar e vencer as forças que pressionam por mais gastos em outras áreas. E o que é pior para a educação, não há uma conjugação de forças políticas favorável ao aumento dos gastos educativos. Portanto, os cenários de aumentos dramáticos dos orçamentos para o ensino não são realistas. Quando ouvimos as pretensões de aumentos de gastos com educação, estamos diante de miragens. Para que isso fosse possível, seriam necessários cortes orçamentárias em outras rubricas ou o aumento da carga tributária do país, ambas as alternativas sendo politicamente muito difíceis. Ou então, precisaríamos de um crescimento econômico real per capita muito forte, o que parece ser improvável para a maioria dos países latino-americanos.
O gasto com professores é preponderante nos orçamentos da educação
No nível básico, o pagamento dos professores pode ultrapassar 90% do orçamento. Portanto, para efeitos práticos, os gastos com pagamentos de professores podem ser considerados como quase que sinônimos com os gastos em educação. Se dobrarmos a dotação de livros ou computadores, de pouco estaremos aumentando os gastos totais com educação. Mas um gasto adicional de 10% para salários de professores significa um incremento nos orçamentos que quase atinge essa proporção. Portanto, temos poucos graus de liberdade, diante das dificuldades políticas de aumentar substancialmente os salários dos professores.
Que respostas precisamos para entender a questão?
Diante das constatações acima, é preciso fazer algumas perguntas delicadas acerca dos níveis de remuneração dos professores. Precisamos saber se esse nível é um fator crítico na qualidade do ensino. É também necessário saber se os salários são realmente baixos, em comparação com outras categorias profissionais.
Serão os salários baixos a causa da qualidade insuficiente?
Não há categoria profissional que não queira ver os seus salários aumentados. Os professores não seriam exceção a esta regra. Mas do ponto de vista de política pública, é preciso indagar se esse seria o melhor caminho para aumentar a qualidade do ensino.
Em ciências sociais, raramente é possível fazer experimentos controlados, para isolar o efeito de uma variável. Ou seja, não é viável aumentar ou reduzir os salários dos professores para ficar sabendo se isso resulta em variações na qualidade. Portanto, tradicionalmente os pesquisadores usam subterfúgios para entender o mundo. No caso, um método clássico é comparar a qualidade da educação em lugares onde os salários dos professores são muito diferentes.
Se observarmos que onde se paga mais, a qualidade é maior, haveria boas razões para acreditar que os baixos salários são uma causa preponderante dos maus resultados obtidos pelas escolas. Pelo contrário, se não há uma associação estreita entre salários e qualidade do ensino, nesse caso, não há boas razões para acreditar que as remunerações determinam a excelência do ensino.
A maior parte das análises sobre essa questão não vem conseguindo demonstrar uma relação estreita entre o salário dos professores e a performance de seus alunos. Essa desconexão é verificada tanto em países desenvolvidos, como os Estados Unidos (cf. Hedges et al 1996, Hanushek 1986[DV1] ), em perspectiva internacional geral (cf. Barro e Lee 1997), quanto em países em desenvolvimento (cf. Hanushek 1995, Fuller e Clarke 1994) e latino-americanos, em particular (Velez et al 1993).
Os casos examinados mostram uma associação fraca ou nula entre salários e qualidade. Em outras palavras, há muitos lugares onde se paga mais e não se consegue qualidade. Igualmente, há lugares onde se paga menos e se consegue qualidade.
Obviamente, estamos diante de um processo complexo, onde muitos outros fatores podem estar em jogo. Não podemos resumir tudo, dizendo que salários não têm nada a ver com qualidade. De fato, cumpre admitir que não conhecemos os meandros do processo.
Contudo, os dados estão mostrando que encarregados de formular e implementar políticas públicas não dispõe de bons argumentos para propor aumentos de salários docentes como ferramenta para a melhoria da qualidade do ensino, já que os números até hoje examinados não mostram qualquer sugestão de que haja uma relação de causa e efeito entre os dois.
Será que os salários docentes são realmente mais baixos?
Os professores se queixam de seus salários. Os sindicatos docentes são porta-vozes de tais reclamações – o que é esperado, já que esta é uma de suas funções. Mas um formulador de políticas educacionais não pode d decidir com base em reclamações de grupos que têm um interesse direto no assunto. Em qualquer sociedade madura, administradores públicos precisam ver a questão de forma neutra e imparcial, analisando o impacto de suas políticas sobre toda a população afetada, e não sobre grupos minoritários.
Portanto, é clara a importância de entender o papel da remuneração dos professores para o avanço educacional da região. Caso os salários se revelem efetivamente baixos e caso essa carência seja uma fonte dos problemas educacionais, estamos diante de uma questão candente, requerendo ação imediata. Por outro lado, se os salários não forem baixos, com relação ao que ganham outros grupos, então é necessário que se concentrem os esforços de políticas públicas na identificação daqueles outros fatores que determinam a performance educacional da região.
Portanto, é preciso perguntar se, realmente, os salários dos professores são baixos. E em ciências sociais, baixo ou alto, só se pode decidir comparando. Serão baixos – ou altos – com relação a quê?
Não estamos falando de opiniões ou julgamentos morais. Aqui se tratam de números, pois o salário é um montante de dinheiro. Portanto, é preciso comparar os números que medem os salários dos professores com outros relativos a outras classes profissionais.
Para que possamos responder se os professores latino-americanos são mal remunerados é definir como e com quem comparar. Em primeiro lugar, quando falamos de professores estamos nos referindo aos docentes do nível básico de ensino (pré-primário, primário e secundário), que concentram a maioria do contingente da categoria. Deixamos de lado os níveis pós-secundários de ensino.
Em segundo, precisamos definir o que queremos dizer por remuneração. Trata-se apenas de salário? E caso seja o salário, que salário? Mensal, semanal ou por dia e hora efetivamente trabalhados? Ou quem sabe, devemos pensar no salário durante toda a carreira, levando em consideração a estabilidade da carreira de docente? Se consideramos as remunerações além dos salários, o que devemos incluir? Entram os “fringe benefits” da profissão? E a aposentadoria, deve entrar na conta? Como veremos, tais distinções, longe de serem questões semânticas, têm impacto decisivo sobre os resultados da pesquisa.
Em outras palavras, precisamos definir com precisão o que queremos dizer por “mal pago”. Mal pago em relação a um valor absoluto, como a linha de pobreza? Ou a um valor relativo, como a idéia que as pessoas têm do que seria um salário digno? Finalmente, precisamos entender: “mal pago” em relação a quem? Às outras categorias profissionais? Aos profissionais com mesmo nível educacional? Com as mesmas características pessoais?
Como veremos, essas definições são determinantes dos resultados obtidos.
Usaremos dois estudos que fazem uma análise cuidadosa e abrangente da questão do salário dos professores. O primeiro, de Xiaoyan Liang, de 1999, estima o salário dos professores em perspectiva comparada em 12 países latino-americanos,[3] usando pesquisas por amostragem de domicílios realizadas por seus governos. O segundo é de Werner Limarino, publicado em 2005 e utiliza também pesquisas oficiais de 17 países da região.[4]
A primeira maneira de avaliar a remuneração dos professores é, simplesmente, comparar seu salário bruto mensal ou anual com os salários dos não-professores. Não obstante, comparações tão simples assim tendem a ser problemáticas. Como os professores têm um nível educacional mais alto do que a média dos outros profissionais e um perfil etário diferenciado é preciso levar em consideração essas diferenças, pois sabemos que pessoas com maior instrução e experiência recebem salários mais altos.
A Figura 1, abaixo, mostra os resultados dessa comparação, feita por Liang usando o salário anual dos entrevistados. Todos as diferenças são estatisticamente significativas a 1%, com exceção de Panamá e Venezuela, significativos a 10%. Ou seja, a probabilidade de que tais diferenças salariais sejam puramente o efeito do acaso é muito pequena. Os resultados de Costa Rica, Honduras e Paraguai foram omitidos pela autora, por não serem estatisticamente significativos.

Essa primeira medição sugere que os professores latino-americanos são efetivamente mal pagos. Recebem, em média, 20% menos do que outras categorias profissionais dos países estudados.
Continua na Parte II
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publicado por Marcondes



