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Transito, direito de ir e vir

22:16 @ 05/07/2006



ARTIGO - Trânsito, direito de ir-e-vir

Data 14/07/2006 16:37:11 | Tópico: Clipping


O POVO (05/07/2006) - Marcondes Rosa de Sousa
05/07/2006 03:06


Do Departamento de Trânsito do Ceará, recebo comunicação sobre a necessidade de renovar minha Carteira Nacional de Habilitação de motorista. Submeto-me de pronto às necessárias atualizações tocantes à saude e visão. Mas a intuição me leva a esquevar-me de um solitário exame e a procura de visão solidária, matriculando-me no Curso de Direção Defensiva e Primeiros Socorros, optando pelo da Cooperativa de Educação de Trânsito, em três produtivas tardes de 15 horas-aula.

Fim da primeira tarde. De táxi, volto para casa. Com o motorista, comento as infrações ao redor e falo do curso. E ele irônico: "Jeito de tomar dinheiro da gente". Descrevo o o clima de "Lei do Gerson" e de "levar vantagem em tudo", ao nosso redor. Topics, sem avisos, a se abater sobre nós. Pedestres fora de faixa, bicicletas e motos em inesperado jogar-se sobre nós. E o comentário: "aqui é necessário um sinal como sinônimo de um "semáforo". Falo de imaginários outros - Salvador e Brasília - onde os pedestres são respeitados, ao contrário, daqui, até nos shoppings, onde carros se jogam contra os pedestres.

No curso, "direção defensiva" abre espaços para nova lógica, direito de ir-e-vir crescente entre cidadãos - motoristas, pedestres, escola (da infantil à superior) e, sobretudo, nos meios de comunicação)

No Curso, levo tais preocupações. Sobretudo, a necessiade de rompermos com o imaginário popular cearense, montado sobre a lógica da confusão entre "sinal" e "semáforo", a nos tolher a liberdade e os direitos. Falar, sim, de multas, penalidades, tipologia das vias, de tempo de frenagem e dados técnicos outros. Mas, sobretudo, do fim último do trânsito, que está a serviço do cidadão, e liberdade. Tudo, numa cidade sob o desenho do "xadrez" e sua lógica a nos congestionar o trânsito, o trabalho e a vida!


MARCONDES ROSA DE SOUSA é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Uece. Escreve quinzenalmente.



Esta notícia foi publicada no Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania de Fortaleza
http://www.amc.fortaleza.ce.gov.br/

Endereço desta notícia:
http://www.amc.fortaleza.ce.gov.br/modules/news/article.php?storyid=1400

 

Ordem e progresso
Marcondes Rosa de Sousa

O Povo - 19/07/2006 02:55


De início, a Copa. País do futebol, acalentamos o sonho-certeza do "hexa".O sonho frustrou-se e, logo, pautou-nos a vida política de um novo sonho: o das eleições como etapa importante na construção de nossa democracia, em histórica nação de desigualdades. Tudo, numa tradição a ser rompida de partidos literalmente fragmentados em cacos, em meio à cultura do "tudo é lícito": caixas dois, dólares na cueca, mensalões, valeriodutos...

 

Nisso, algo inédito. O crime se organiza (poder econômico, os membros em forte teia, em academia até) a nos fazer reféns: sociedade, governos, cidadãos. E isso, em traumática linguagem: a dos seqüestros, matança dos seguranças, ônibus em chamas.


Enquanto isso, nas ruas, rincões e favelas de nosso País, os miseráveis a nos implorar pelo pão. E, em nós, a brotar o sentimento-defesa do bíblico "Dai de comer a quem tem fome" e, ao mesmo tempo, do preceito do Gênese: "Comerás o pão com o suor do teu rosto" (mandamento e não castigo). Tudo como no baião de Luiz Gonzaga: a esmola a viciar o cidadão".

 

Nossos partidos ouvem a opinião pública. E a violência já se vê alicerce ao direito de ir e vir. Nas ruas, as televisões nos mostram a população a clamar por emprego e trabalho. Nesse contexto, matar a fome dos precisados, sim. Mas isso sem viciar os sadios. O crime organizado nos dá o recado de uma "ordem e progresso", a conter a "desordem" como recado do novo. Seu líder, irônico, diz que a nós sobra apenas o inferno de Dante, sob o dístico (que cita em italiano) do "deixai toda esperança, vós que entrais".

 

Fique-nos, pois, a lição do crime organizado. No lema de nossa bandeira, a "ordem" há que se permear de pitadas da "desordem" produtiva. Só assim, as manhãs se tornarão graduais passos na direção de são amanhã, em nossa democracia social e política!

 

MARCONDES ROSA DE SOUSA é professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Escreve quinzenalmente.

 

A Cidade Azul (Dalinha Catunda)

22:56 @ 25/07/2006

 
 

 
Lembra-se do que você escreveu para nós do Ethos-paideia em 5 de abril de 2005? Sobre o livro que eu tinha lançado poucos dias antes?
 
                                                                A Cidade Azul

Eu, que nesses tempos de violência, vejo a cidade maravilhosa se vestir de vermelho, fico aqui imaginando... o que seria " A Cidade Azul"? E me vem a cabeça a cidade dos sonhos, lugar. onde o idoso é respeitado, amado, e vive dignamente.

O que primeiro me chamou atenção, foi o idoso sinalizar, e por incrível que pareça, o ônibus parar, alguém ajudá-lo a subir no coletivo, outro desocupar um lugar para que ele pudesse sentar-se. Procurei em vão uma fila. Bancos, INSS, hospitais. Nada. Todos atendidos com hora marcada. Asilo, asilo? Não existe na cidade. Os idosos vivem juntos a família, longe de ser um peso, repassando suas experiências e sabedoria aos mais novos.

Nada de sacrifícios. Para comer, vestir e ainda sobrar para o laser, a aposentadoria, que lhe permite manter o mesmo padrão de vida dos tempos que trabalhava. E assim o idoso, segue sua jornada. Já teve seus filhos, certamente plantou uma árvore completará o ciclo com um livro.

Não esqueçamos que tudo isso só acontece na Cidade Azul. A cidade dos sonhos. E juro que gostaria, de conhecer o caminho da felicidade. Conhecer " A Cidade Azul " e, com certeza aplaudir Antero Coelho Neto.

Dalinha Aragão

Pois hoje, no nosso Programa de Rádio - Novas Idades (Rádio Universitária), eu li para os ouvintes destacando o seu "poema" em defesa dos idosos. Quando eu tiver o programa gravado em CD - MP3- mando uma cópia para você. Nunca esqueci as suas palavras bonitas e delicadas.

Antero Coelho