Hugo Chávez nunca será Simón Bolívar (Ma. Lucia Victor Barbosa)
13:54 @ 04/03/2008

HUGO CHÁVEZ NUNCA
SERÁ SIMÓN BOLÍVAR
3/3/2008
Novamente o astuto Hugo Chávez conquistou manchetes de primeira página nos principais jornais do país.
O motivo do ímpeto bélico do ditador de fato da Venezuela, que está armado até os dentes, foi a morte de Raúl Reys, numero dois na escala do comando dos bestiais narcoguerrilheiros das Farc que mantêm, com requintes de campo de concentração, prisioneiros políticos e pessoas indefesas. As torturas e humilhações são feitas em nome do povo e justificadas pela causa.
Reys foi morto com outros companheiros em um acampamento no Equador, e é de se perguntar o que estariam fazendo esses bandidos travestidos de salvadores da pátria
Chávez é um falastrão e com sua retórica teatral e esperta conquista mentes e corações. Seu comportamento é populista. Sua alma é a de um caudilho. Suas ações são ditatoriais. Sem dúvida, elementos que fazem sucesso na América Latina. Acostumado a jogos de cena usou a libertação de reféns das Farc como golpe internacional de marketing para que aparecesse como líder benevolente. Mas, ao mesmo tempo, pediu que aos seus queridos companheiros facínoras fosse retirada a denominação de terroristas.
Diga-se de passagem, que o presidente Lula da Silva certa vez recusou ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, tal denominação para os angelicais malfeitores, atitude, sem dúvida, ligada à solidariedade existente entre companheiros do Foro de S.Paulo, entidade de esquerda da qual Lula foi um dos fundadores.
Hugo Chávez, que vem se perpetuando no poder através de sucessivas eleições, que de legalidade só têm a aparência, pois derivam das manobras do caudilho, se apresenta como a reencarnação de Simon Bolívar sem a envergadura do marcante líder latino-americano, nascido em Caracas em 24 de julho de 1783.
Bolívar era de uma família rica, dona de muitas terras. Aos 14 anos teve iniciação militar chegando a subtenente e mais tarde a coronel. Sua educação foi feita em Caracas, mas ele ampliou sua visão de mundo em viagens a vários países da Europa, tendo estado
Representante da “elite crioula”, Simon Bolívar idealizou, primeiramente em moldes liberais, uma grande nação latino-americana. Seu sonho era o de formar pelo menos uma confederação de grandes Estados que servissem de contrapeso ao poder dos Estados Unidos. De início essa confederação seria formada pela Nova Granada, Venezuela, Equador (unidades que constituíam a Colômbia), Peru e Bolívia, e esses Estados teriam um governo comum. Mas as dificuldades para manter a unidade da confederação foram intransponíveis e no final de 1829 eclodiu na Venezuela
Bolívar acabou derrotado pela doença e pela tristeza de ter seus sonhos desfeitos. Longas e difíceis lutas o tornaram prematuramente envelhecido aos 47 anos de idade e veio a falecer em 17 de dezembro de 1830.
Bolívar, de início liberal, acabou se tornando um ditador, mas nunca foi socialista e Hugo Chávez jamais alcançará sua trajetória. Em 1830, ano de sua morte, afirmou o Libertador externando toda sua desilusão: “A América Latina é, para nós, ingovernável”. “Se acontecesse que uma parte do mundo voltasse ao caos primitivo. Isso seria a última metamorfose da América Latina”.
Se numa hipótese Hugo Chávez invadisse a Colômbia,
De todo modo, percebe-se a competição dos egos descomunais de Lula e Chávez e
Comentários