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Amanhã, em caos produtivo

Marcondes Rosa de Sousa
O Povo -
11 Mai 2009

“No ar, a sintonia da terra, jornalismo e educação não formal”, trabalho sobre a Rádio Universitária (FM), que Débora Medeiros, a autora, Márcia Vidal (orientadora), me envia. Tudo a surgir, do Seminário Geral, inaugurado desde Martins Filho, e, na administração Paulo Elpídio, “canal em dupla mão” entre a academia e o povo, que (brincava irônico o ex-reitor Walter Cantídio) ali não se dizia “uma rádio” (rsrs).


Lembro-me. Visita à Rádio Jornal do Brasil. Som quadrifônio, Conselho de 12 intelectuais, onde Carlos Eduardo Novais era “concessão da Condessa”. Por fim: “vocês vão ter a melhor FM do País”! Não gostei da ironia. “Nada disso! Vocês têm, mais que nós, 1.300 cabeças, em múltiplas áreas...” Fiquei só, em meu matinal “comentário”.


Dias atrás, na TVC, por onde, superintendente, passei e participei do “Diálogo”, com Ricardo Guilherme. Falávamos do oral hoje a permanecer e de bibliotecas hoje a voar... E nessa linha, meus comentários, desde então, a ficar... Exemplos, peruana da Unicef, aqui retornada, a guardar em mente muitos de meus comentários. O mesmo, médico a recordar “artigos” mais nele ficados que os “escritos”...



No “Diálogo”, o “objeto surpresa”. Ricardo a entrevistar, na Rádio Universitária, Celso Furtado, a nos abrir sendas para “longo amanhecer”. E, saudoso, eu a lembrar de Benito Melo (TVE) a indagar de Jorge Amado, na mesma Rádio, se não era contradição: o ateu de uma obra prenhe de orixás. E a antológica confissão de JA a culminar: “Ai do ateu que não acredita em Deus”!


Hoje, em cacos, os três mundos: o acadêmico (a cabeça), a gestão pública e privada (mãos não dadas) e a política (tato e coração). Nesse contexto, uma rádio educativa, para além da educação formal, uma resina (a educação não-formal) a untar e construir novo amanhã, em caos produtivo!



Marcondes Rosa de Sousa - Professor da UFC e da Uece



Comentários

(00:13 @ 12/05/2009) Ricardo Marques disse:
Caro Prof. Marcondes: O Colégio Kerigma tem sido um ator impactante nesse sentido abordado no texto que nos enviou. Temos diversos projetos de cidadania que envolvem nossas crianças e adolescentes com alunos de escolas públicas e de algumas comunidades carentes, onde há trocas de ricas experiências em áreas como música, artes, esportes e outras. Periodicamente levamos alunos nossos a essas comunidades, onde interagem bem, e trazemos crianças e adolescentes dessas comunidades para dentro do Kerigma, quando passam o dia conosco, inclusive lanchando e almoçando gratuitamente. Os resultados são maravilhosos, tanto para uns como para outros. Por outro lado, desde 1999 temos mantido uma cota considerável de bolsas de estudo integrais em nosso Ensino Médio e no curso pré-vestibular extensivo, para alunos carentes. Vários deles têm passado no vestibular. Também oferecemos à comunidade curso de inglês e de pré-vestibular intensivo gratuitos, com professores nossos e materiais do SESC. Estas e outras iniciativas têm nos ajudado a cumprir a missão educacional para a qual fomos chamados, e temos muito orgulho disso. Estimulamos a outros educadores e escolas que se envolvam também nesse nível, pois de fato vale a pena. Vocês não podem imaginar o quão impactante isso é para a vida de tantas crianças e adolescentes, tanto aqueles que são carentes de quase tudo, como daqueles que pensam que não são carentes... Ricardo.