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Ciro Gomes no FestRio

 

POR UM PROJETO DE PAÍS

                                                                                    

Nos jornais, leio: “Ciro reafirma que abre mão por Aécio”. Isso, caso este se viabilize como presidenciável do PSDB.  E isso, acredita, é “tão importante para o Brasil que sua candidatura não mais é necessária”.

Ciro, conheci-o, no início dos anos 80, quando, na UFC, exercia eu a função de Coordenador do 1º Ciclo de Humanidades, onde tentava apartar dissensões entre ele e João Alfredo (este hoje no PSol).

Algum tempo depois, Ciro, então jovem prefeito de Fortaleza, em apoio a Tasso e à Secretaria de Cultura do Ceará, dirigida por Violeta Arraes Gervaiseau (a me ter no Departamento de Cinema e Audiovisuais), resolvem abrigar, no Ceará, o FestRio, em sua 5ª edição, abrindo nossas potencialidades para a implantação aqui de um pólo de cinema e audiovisuais.

 Eleito governador, vou, a seu convite, a seu provisório gabinete.  Foto no alto me surpreende... Em abraço, Ciro e Tasso, num comício.  Intriga-me o  ângulo da câmera  a flagrar possível queda-de-braço entre os dois...

Para essa geração de políticos, um ideal latente. Fernando Henrique, ao assistir de Tasso, um dia, a palestra “Dos ideais do CIC a uma prática de governo”, exclamou: “Mas essa é que é a social democracia que buscamos: a que, como o baião, vem de baixo, do barro do chão. Não a abstrata que importamos da Europa”. Idéias que aqui haviam sido plantadas por Celso Furtado, na UFC e no CIC...

Para Ciro, está maduro que “Aécio encerra o provincianismo da disputa entre o PT e PSDB de São Paulo”. E conclui: “A minha necessidade aguda de ser candidato não remanesce mais, já que Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos, que é como ele faz em Minas Gerais, e celebrar um projeto de País que dê avanço ao que o presidente Lula representou”.

É o que esperamos todos, no Ceará, no Nordeste e no País!

Marcondes Rosa de Sousa

Professor da UFC e da UECE

 

 

 

 

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