Temas a nos inquietar (Ronaldo Pimenta)
09:59 @ 09/03/2006

Com alegria, dou, entre os encaminhamentos à nossa discussão, com o que nos envia o Prof. Ronaldo Pimenta, rpimenta@urbi.com.br, de longa experiência em educação, nas escolas e nos Conselhos de Educação, muito tempo no Estadual do Rio de Janeiro e no Municipal de Niterói, veterano parceiro nos principais embates da educação, principalmente a que busca a inclusão da grande maioria dos excluídos pela via dos mecanismos “a distância”.
Pimenta nos propõe temática bem atual de nossa atual “cultura anti-ethos”, permeada de violências sob todas as formas. Na escola e na sociedade.
Por mim, assino em baixo das observações do amigo. E proporia que os que estão mais à frente que, em todos os “discursos e dialetos”, nos falassem da transversal temática em torno da “cultura da paz”: nas confissões religiosas, nos times de futebol, no trânsito, nas ruas, entre as facções de cunho político-ideológico, nas escolas, nos lares.
Na verdade, violência, meu Caro Pimenta, não é realidade apenas das periferias urbanas. E não apenas sob o choque entre policiais e bandidos. Nem tão só cenário exclusivo das favelas do Rio de Janeiro. Ela nos corrói transversalmente a vida, aprisionando-nos nas solidões da vida moderna.
Parabéns pela provocação.
Nós outros, vamos a ela.
O debate, pois, está em jogo. Quem se habilita?
Vejam a mensagem a seguir:
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Amigo Marcondes,
Primeiramente, os meus cumprimentos pelo ressurgimento dos "Desafios Educacionais", agora com roupa nova.
Gostaria de propor alguns temas para troca de idéias:
1 - Indisciplina nas escolas (particulares e públicas).
2 - O respeito recíproco - como valor fundamental nas reações entre os integrantes das escolas e seus familiares.
3 - O preconceito quanto ao Ensino a Distância.
Para aquecer o debate quero apresentar as minhas observações aqui do Rio de Janeiro:
1) A violência não está apenas nas ações em favelas (PM e Traficantes). Vários alunos, principalmente de escolas particulares, consideram seus professores e funcionários como seus empregados, faltando freqüentemente com o respeito que deve existir entre as pessoas, independente de sua função, credo, etnia, clube de futebol, etc. Isto é violência em alto grau.
2) Em conseqüência, não são poucos os casos de funcionários e professores que se afastam abrindo mão do emprego neste momento de desemprego.
3) A falta de respeito está presente (felizmente ainda em minoria) no contato da família com a escola, no trânsito, nas ruas, nas repartições, gerando, algumas vezes, sérios conflitos, isto também é violência. Poderíamos listar outras situações de violência, entretanto vamos nos restringir às que estão mais próximas da escola e da família.
4) O ensino a distância, que foi estudado e discutido em diversos "Fóruns", principalmente o Nacional dos Conselhos de Educação, que teve em Teófilo Bacha, do Paraná, um dos seus mais importantes defensores, parece que está perdendo o espaço conquistado prejudicando o preenchimento de uma das grandes lacunas da nossa educação que é construir o conhecimento nos pontos mais inacessíveis deste nosso País. Este tema não pode ficar à margem das discussões educacionais.
Gostaria de verificar a visão de educadores de outras regiões sobre esses temas, independentemente de credo, ideologia, facção política, clube de futebol, etc.
Obs. Considero o tema ensino religioso como um dos mais importantes da discussão, apenas acrescento outros, segundo minha visão pessoal.
Um grande e afetuoso abraço
Ronaldo Pimenta - Niterói - Rio de Janeiro
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