Entrevista com a diretora de Recursos Humanos da Fiocruz, Leila Mello
18:26 @ 23/09/2006
"A diretora de Recursos Humanos da Fiocruz, Leila Mello, diz em entrevista...
1 - Agência Fiocruz de Notícias (AFN): Quantos são os novos concursados?
Leila Mello: São exatamente mil novos concursados...
2 - AFN: Qual o seu balanço sobre o concurso?
LM: O balanço é positivo. Foram 305 perfis com mil vagas e mais de oito mil questões de prova. Tudo em grandes proporções. Soma-se a isso o fato de ter sido em ano de eleição e com um prazo muito curto. A empresa que realizou o concurso fez um levantamento mostrando que nenhum concurso, em todo o país, teve o tamanho deste da Fiocruz. O maior até então teve 166 perfis.
3- AFN: Foi o maior concurso já realizado no Brasil?
LM: Sim. Não há na história um concurso com 305 perfis diferentes...
LM: Na minha avaliação, como diretora de Recursos Humanos, acho que o setor precisa de uma estrutura de concurso. Precisamos reforçar esta estrutura interna, pois a Presidência da Fiocruz acabou assumindo toda execução do processo...
5 - AFN: Estão previstos outros concursos?
LM: Fizemos um levantamento em julho de 2005 e tínhamos em torno de 3.600 terceirizados com atividades de servidor. Teremos que substituir todos. Na mesa de negociação com o Governo Federal conseguimos três mil vagas. Nenhuma instituição obteve tantas vagas para o seu quadro de servidores. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro atua com a possibilidade de a Fiocruz, até o final de 2007, não ter mais trabalhadores terceirizados. Colocamos ser quase impossível realizarmos um concurso no ano que vem com duas mil vagas - já foi difícil realizarmos para mil. O Ministério, então, afirmou que poderemos pedir extensão do prazo, se tivermos argumentos...
6 - AFN: Então o próximo concurso será para duas mil vagas?
LM: Sim. Mas a Fiocruz é muito dinâmica. O CDTS (Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde), um novo projeto da Fundação, está chegando. Não sei se chegaremos ao final de 2007 com demanda para apenas dois mil novos trabalhadores.
7 - AFN: Essas duas mil novas vagas não resolveriam o problema da Fiocruz.
LM: Provavelmente não.
8 - AFN: No futuro concurso tentará se diminuir o número de perfis?
LM: É preciso. Como o concurso aprova a maioria das vagas para um início de carreira, os perfis são todos para trabalhadores no começo da trajetória profissional. Pensamos em definirmos macro-áreas, com perfis amplos como recursos humanos, administração, microbiologia, controle de qualidade e assim por diante. Nesse concurso, de 660 perfis solicitados, conseguimos chegar a 305. Agora a idéia é trabalharmos em torno de 30 perfis ou macro-áreas: o concursado entraria e definiria os rumos de sua carreira aqui.