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Fotógrafo é premiado por imagens do MST


Fotógrafo é premiado por imagens do MST


O fotógrafo Raul Spinassé recebeu no último sábado (28/11) o prêmio Banco do Brasil – Braskem de Jornalismo por uma matéria publicada sobre a Marcha Estadual por Reforma Agrária e Soberania Popular. O Prêmio Freitas Neto, destinado a estudantes de jornalismo, foi dado ao texto visual de Raul, obra prima imersa no processo de lutas. Confira abaixo a matéria e uma das fotos premiadas:

Caminhada sem terra
Por Raul Spinassé

Trabalhadores rurais Sem Terra, em ato histórico, cruzam o Estado de Alagoas em busca de justiça social e soberania popular.

João caminhou pela regularização de sua terrinha em Traipú, Maria caminhava para relembrar as lutas que tinha enfrentado até hoje, Fabiana lutava por um país sem injustiça, Gileno dava passos alimentados pela indignação de um povo oprimido, tantos nomes e personagens, nesta jornada, marchavam em defesa de uma única causa.

Marchavam para falar. Marchavam para serem escutados. Eram milhares de Sem Terra. Durante 21 dias percorreram 330 quilômetros distinguidos pela pluralidade de regiões por onde passavam. Saíram de Delmiro Gouveia em direção a Maceió, cruzaram o Estado Alagoano e atravessaram dezesseis cidades esperando que suas reivindicações fossem aceitas pelo governo.

Despertavam cedo, antes de o sol nascer, e ecoavam suas músicas de esperança. Acordavam. “Vem, lutemos punho erguido. Nossa força nos leva a edificar. Nossa Pátria livre e forte construída pelo poder popular”. Comiam apressadamente evitando pegar o sol ardente daquelas regiões nordestinas, terras estas, que guardavam os passos dados anteriormente pelos cangaceiros de Lampião que lutavam por justiça.

Alimentavam o corpo com nacos de pão lambuzados pelo café forte, preto e fumegante. Fortaleciam suas carcaças com a batata doce, a abóbora, o cuscuz e as comidas herdadas por seus familiares. Alimentavam também seus espíritos com os ideais que tanto almejavam conquistar. Andavam. Despontavam. Seguiam com seus estandartes em punho.

O sol, que nascia laranja com o vigor de sempre, teimava em esquentar aquela fileira humana que ainda se alongava com os primeiros passos da manhã. Iluminados pelo raiar de um novo dia, seguiam, um atrás do outro, anunciando a passagem do movimento pelas cidades. A linha vermelha cortava o verde ainda sustentado pelas chuvas daquela estação.

O sentimento era perceptível nos olhos daqueles que levantavam as faixas e as bandeiras. Vestiam-se com seus bonés e suas camisas e encharcavam aquelas peças com o suor produzido durante as passadas. Alguns empunhavam facões outros carregam garrafas com água procurando se proteger dos oponentes. “Vamos Conseguir chegar em qualquer lugar”, falava confiante Fabiana da Silva, 20 anos, moradora de Novo Lino e cheia de saudades dos seus dois filhos que ficaram em casa.

Marcavam seus passos no asfalto quente. E contavam as inúmeras pedras que tiveram de superar. As rachaduras da pista, ressecadas pelo tempo, lembravam as duras lutas contra os pistoleiros que ameaçavam matar famílias inteiras por conta das ocupações. O vento, cúmplice daquele feito histórico, cortava seus corpos e era encarregado de arrastar os inúmeros gritos que davam durante as passadas, dadas com força contra o solo que tanto os alimentou. A água teimava em fugir das gargantas.

Os lábios ressecados pediam um pouco de umidade para continuarem proferindo os sonhados planos. E os olhos vislumbravam o amanhecer de um novo tempo, um tempo onde o campo e a cidade pudessem viver em harmonia.

Passavam por pessoas. Famílias inteiras saiam de suas casas para saberem que barulho era aquele. Alguns corriam estimulados pela curiosidade e pela adrenalina gerada pela passagem daquele bloco vermelho. Rasgavam o silêncio. O sossego das áreas cercadas era quebrado pelas palavras de ordem. “Se o campo não planta, a cidade não janta”, bradava Zé Roberto, responsável pela animação do movimento que não se cansava.

As crianças corriam acompanhando os passos largos daqueles adultos que insistiam em andar em fileira e perguntavam-se para onde estavam indo. Nunca tinham visto nada parecido. Tinham a certeza que aquilo não acontecia todo dia e aproveitavam aquele momento único.

Alguns saiam das salas de aula, mesmo contra a vontade dos professores que disfarçavam o anseio de observar aquele aglomerado de gente que parecia uma escola de samba daquelas que passava na televisão. Televisão essa que persistia em criminalizar aquele movimento. Alguns fechavam as portas de seus estabelecimentos, outros negavam água, vários reclamavam, mas as crianças continuavam a correr. Gastavam suas energias em meio à multidão avermelhada.

Aquela caravana rubra mudava totalmente a rotina da vida das cidades por onde passava. Chegavam com seus pés desgastados pelo contato intenso com o piche e a brita do asfalto. As mães, crianças, as malas e a estrutura do movimento chegavam em caminhões antes da multidão. Era preciso arrumar a cozinha e as barracas de lona preta para recepção daqueles que enfrentavam a longa caminhada.

O grupo, que era dividido em brigadas, possuía pessoas dispostas a cozinhar, montar, levar água para os companheiros, animar, dar massagens, correr atrás de medicamentos e fazer tudo que fosse possível para beneficiar aquele ato coletivo. Trabalhavam. Labutavam como sempre fizeram nos empregos de seus patrões que exploravam sua força de trabalho, só que agora, lutavam por algo seu. “Eu Adorei fazer isso. Pude ajudar em tudo”, comentava Jorge Luiz, 16, que seguiu a marcha sozinho sem a família.

Acreditavam que aquela caminhada era fundamental para aquilo que defendiam. Construíam a reforma agrária e confiavam que isso era o instrumento fundamental para distribuição de riqueza e justiça social. Mobilizavam-se em busca da soberania popular, onde João, Maria, Manuel, Jorge Luiz, Glória, Isabel, Juliana, José, Aparecida e todos os trabalhadores pudessem conquistar aquilo que tanto sonhavam.

Caminhavam, mas não caminhavam simplesmente. Marchavam firme. Sustentavam a luta do povo. Os milhares de seres humanos que se uniram em fileira apenas caminharam por não terem chão.


Fonte: Brasil de Fato e
Fonte: Brasil de Fato e
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=120598
 
http://123sucesso.blogspot.com/2009/12/fotografo-e-premiado-por-imagens-do-mst.html
 
http://www.grupos.com.br/blog/salada/permalink/36553.html




MST é homenageado em Pernambuco

MST é homenageado em Pernambuco

Na última quinta-feira (10/12), a cidade de Olinda concedeu ao MST, por meio da Câmara Municipal, a Medalha de Direitos Humanos Dom Helder Câmara.

Como dizia o Bispo dos Pobres Dom Helder,“é graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca.”

Com este espírito de comemoração de uma trajetória de 20 anos de luta por dignidade e emancipação humana, o MST é reconhecido como a organização popular que intercede na defesa da Reforma Agrária, expondo por meio desta bandeira de luta os direitos dos homens e mulheres que vivem no campo, sujeitos a violência e repressão por parte do modelo de agricultura imposto.

A cada ano a medalha é concedida a organizações, clérigos, intelectuais e personalidades que, por meio de suas atuações, contribuem para o avanço na defesa dos direitos humanos. Nesta edição, foram homenageados, além do MST, as entidades do Povo Xucuru de Ororubá, Creche Lar transitório de Christie, Dom Marcelo Carvalheira, Creche Criança do Reino, e a União Nacional dos Estudantes.

Para Jaime Amorim, integrante da coordenação nacional que recebeu medalha representando o Movimento,”esta homenagem demonstra a legitimidade da luta pela reforma agrária em nosso país”.
FONTE http://www.mst.org.br/node/8798
 
http://123sucesso.blogspot.com/2009/12/mst-e-homenageado-em-pernambuco.html
 
http://www.grupos.com.br/blog/salada/permalink/36776.html




Conheça os inimigos da Reforma Agrária

Do Jornal Sem Terra

Depois de conseguirem emplacar a CPMI contra a Reforma Agrária, os setores mais conservadores do Congresso Nacional passaram a escalar o seu time de parlamentares. Foram convocados inimigos do povo brasileiro para atuar na CPMI e nos bastidores. Esses parlamentares têm como características o ódio aos movimentos populares e o combate à Reforma Agrária e às lutas sociais no nosso país.

São fazendeiros e empresários rurais, que foram financiados por grandes empresas da agricultura e colocaram seus mandatos a serviço do latifúndio e do agronegócio. Nas costas, carregam denúncias de roubo de terras, desvio de dinheiro público, rejeição à desapropriação de donos de terras com trabalho escravo, utilização de recursos ilícitos para campanha eleitoral, devastação ambiental e tráfico de influência.

Essa CPMI faz parte de uma ofensiva desses parlamentares, que tem mais três frentes no Congresso. Até o fechamento desta edição, os nomes dos parlamentares indicados para a CPMI contra a Reforma Agrária já tinham sido lidos, mas os trabalhos não tinham começado. A CPMI pode se arrastar até junho de 2010. O Jornal Sem Terra deste mês de dezembro (nº 299) apresenta os deputados e senadores que estão na linha de frente na defesa dos interesses da classe dominante rural.

KÁTIA ABREU / Senadora (DEM-TO) / Suplente na CPMI

• Formada em psicologia.

• Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), eleita em 2008 para três anos de mandato. Foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (1995-2005).

• Dona de duas fazendas improdutivas que concentram 2.500 hectares de terras.

• Apresentou 23 projetos no Senado e apenas três foram aprovados, mas considerados sem relevância para o país, como a garantia de visita dos avós aos netos.

• Torrou 60% das verbas do seu gabinete com propaganda (R$ 155.307,37).

• É alvo de ação civil do Ministério Público na Justiça de Tocantins por descumprir o Código Florestal, desrespeitar povos indígenas e violar a Constituição.

• Integrante de quadrilha que tomou 105 mil hectares de 80 famílias de camponeses no município de Campos Lindos (TO). Ela e o irmão receberam 2,4 mil hectares com o golpe contra camponeses, em que pagaram menos de R$ 8 por hectare.

• Documentos internos da CNA apontam que a entidade bancou ilegalmente despesas da sua campanha ao Senado. A CNA pagou R$ 650 mil à agência de publicidade da campanha de Kátia Abreu.

RONALDO CAIADO / Deputado Federal (DEM-GO)

• Formado em Medicina.

• Foi fundador e presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR).

• É latifundiário. Proprietário de mais 7.669 hectares de terras.

• Dono de uma fortuna avaliada em mais de R$ 3 milhões

• Não teve nenhum dos seus 19 projetos aprovados no Congresso.

• É investigado pelo Ministério Público Eleitoral por captação e uso ilícito de recursos para fins eleitorais. Não declarou despesas na prestação de contas e fez vários saques “na boca do caixa” para o pagamento de despesas em dinheiro vivo, num total de quase R$ 332 mil (28,52% do gasto total da campanha).

• Foi acusado de prática de crimes de racismo, apologia ou instigação ao genocídio por classificar os nordestinos como “superpopulação dos estratos sociais inferiores” e propor um plano para o extermínio: adição à água potável de um remédio que esterilizasse as mulheres.

ABELARDO LUPION / Deputado federal (DEM-PR) / Titular na CPMI

• É empresário e dono de diversas fazendas (três delas em São José dos Pinhais).

• Foi fundador e presidente da União Democrática Ruralista do Paraná.

• É um dos líderes mais truculentos da bancada ruralista na Câmara dos Deputados.

• Faz campanha contra a emenda constitucional que propõe a expropriação de fazendas que utilizam trabalho escravo.

• Apresentou somente cinco projetos no exercício do mandato. Nenhum foi aprovado.

• Sua fortuna totaliza R$ 3.240.361,21.

• Fez movimentação ilícita de R$ 4 milhões na conta bancária da mãe do coordenador de campanha. É réu no inquérito nº 1872, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime eleitoral.

• Sofre duas representações por apresentar - em troca de benefícios financeiros – uma emenda para as transnacionais Nortox e Monsanto na Câmara, liberando o herbicida glifosato.

• A Nortox e a Monsanto financiaram a sua campanha em 2002. A Nortox contribuiu com R$ 50 mil para o caixa de campanha; já a Monsanto vendeu ao parlamentar uma fazenda de 145 alqueires, por um terço do valor de mercado.

• Participou de transação econômica fraudulenta e prejudicial ao patrimônio público da União em intermediação junto à Cooperativa Agropecuária Pratudinho, situada na Bahia, para adquirir 88 máquinas pelo valor de R$ 3.146.000, das quais ficou com 24.

• Deu para parentes a cota da Câmara dos Deputados, paga com dinheiro público, para seis voos internacionais para Madri e Nova York.

ONYX LORENZONI / Deputado Federal (DEM-RS) / Titular na CPMI

• Formado em medicina veterinária. É empresário.

• Membro da “Bancada da Bala”, defendeu a manutenção da venda de armas de fogo no Brasil durante o referendo do desarmamento.

• Gastou 64,37% da verba do seu gabinete com propaganda (R$ 230.621

• Campanha financiada por empresas como a Gerdau, Votorantin Celulose, Aracruz Celulose, Klabin e Celulose Nipo.

• Teve apenas um projeto aprovado em todo o seu mandato.

ALVARO DIAS / Senador (PSDB-PR) / Titular na CPMI

• Formado em história. É proprietário rural.

• Foi presidente da CPMI da Terra (2003/2005), que classificou ocupações de terra como “crime hediondo” e “ato terrorista”.

• Não colocou em votação pedidos de quebra de sigilos bancários e fiscais de entidades patronais, que movimentaram mais de R$ 1 bilhão de recursos públicos. Não convocou fazendeiros envolvidos em ações ilegais de proibição de vistorias pelo Incra.

• Divulga na imprensa de forma ilegal fatos mentirosos sobre dados sigilosos das entidades de apoio às famílias de trabalhadores rurais para desmoralizar a luta pela Reforma Agrária.

• Não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. O montante é referente à venda de uma fazenda em 2002.

LUIS CARLOS HEINZE / Deputado Federal (PP-RS)

• Formado em engenharia agrônoma.

• É latifundiário. Dono de diversas frações de terras, totalizando 1162 hectares.

• Fundador e primeiro-vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (1989-1990).

• Seus bens somam mais de R$ 1 milhão.

• Nenhum dos seus projetos foi aprovado durante esta legislatura.

• Campanha foi financiada pela fumageira Alliance One, responsável por diversos arrestos irregulares em propriedades de pequenos agricultores.

• Defendeu o assassinato de três fiscais do trabalho em Unaí (MG), declarando que “os caras tiveram que matar um fiscal, de tão acuado que estava esse povo...”, justificando a chacina promovida pelo agronegócio (2008).

• É contra a regularização de terras quilombolas (descendentes de escravos), que representaria, para ele, “mais um entulho para os produtores rurais”.

VALDIR COLATTO / Deputado Federal (PMDB/SC)

• Formado em engenharia agrônoma. Proprietário rural.

• Foi superintendente nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) (2000-2002).

• Foi superintendente estadual do Incra em Santa Catarina (1985- 1986) e secretário interino da Agricultura de Santa Catarina (1987).

• Desapropriou área de 1.000 hectares para fins desconhecidos na mata nativa quando presidiu o Incra, causando prejuízos de R$ 200 milhões para o poder público.

• Apresentou projeto que tira do Poder Executivo e do Poder Judiciário e passa para o Congresso a responsabilidade pela desapropriação de terras por descumprimento da função social.

• É contra a demarcação das terras indígenas e quilombolas.

• Autor do projeto que transfere da União para estados e municípios a prerrogativa de fixar o tamanho das áreas de proteção permanente nas margens dos rios e córregos. Com isso, interesses econômicos locais terão maior margem para flexibilizar a legislação ambiental e destruir a natureza.

• É um dos pivôs de supostas irregularidades envolvendo o uso da verba indenizatória na Câmara dos Deputados.

fonte
http://www.mst.org.br/node/8811

Já montou sua árvore???

00:44 @ 20/12/2009


   Já montou sua árvore???
Trouxe uma pra você!!!  vamos fazer um natal de paz e amor!!!!



 

                            

Paz
União
 Alegrias
Esperanças
Amor.Sucesso
RealizaçõesLuz
RespeitoHarmonia
Saúde  Solidariedade
Felicidade Humildade
ConfraternizaçãoPureza
Amizade Sabedoria.Perdão
IgualdadeLiberdade.Boa - Sorte
SinceridadeEstima.Fraternidade
EquilíbrioDignidadeBenevolência
Bondade.Paciência. Gratidão

Força
TenacidadeProsperidadeReconhe-

cimento
     


CAMPANHA - VAMOS FAZER ESTA ÁRVORE CIRCULAR
      ATÉ O FIM DO ANO PARA ENERGIZAR 2010!