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Doação de Medula Óssea no PARANÁ


Doação de Medula Óssea

Que é medula óssea?

A medula óssea é a matriz do sangue, encontrada no interior dos ossos, ela contém as células mãe que dão origem aos glóbulos vermelhos, plaquetas e os glóbulos brancos, agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo.
Como o sangue, a medula óssea não é um órgão sólido, mas um tecido orgânico que está em constante regeneração no organismo. A medula óssea é responsável pela formação das células sangüíneas e está localizada nos ossos longos, como o esterno, fêmur e osso da bacia (crista ilíaca). É importante ressaltar que medula óssea é diferente de medula espinhal e que, portanto, não se coleta células da medula da coluna vertebral.


Por que ser um doador voluntário de medula óssea é tão importante?

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e algumas outras doenças do sangue.
Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível pode chegar a UMA em MIL.
Para o doador, a doação será apenas um incomodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e amor ao próximo.


Como se tornar um doador?

■O candidato deve ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado de saúde.
■Fornecer sua identificação e endereço.
■Deve colher uma pequena quantidade de sangue (10ml).
■O sangue será tipado para HLA, que é um teste de laboratório para identificar sua genética.
■O tipo de HLA será colocado em um banco de dados.
■Quando aparecer um paciente, a compatibilidade será verificada.
■Se o candidato for compatível com o paciente, outros testes sangüíneos serão necessários.
■Se a compatibilidade for confirmada, o candidato será consultado para decidir a doação.
■Pessoas especializadas prestarão maiores informações nesta fase.
■O atual estado de saúde do candidato será avaliado por um clínico e receberá mais informações.

O Instituto Nacional de Câncer é o responsável pelo REDOME - Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea.
Para se cadastrar no REDOME procure a rede sangue no Paraná nos seguintes endereços:

APUCARANA - HEMONÚCLEO
Rua Antônio Ostrenski,03-Centro – Apucarana – PR - CEP: 86800-200
Fone: Fax (43) 3420-4216/3422-9798/3420-4200
E-mail: hemoapucarana@sesa.pr.gov.br

CAMPO MOURÃO - HEMONÚCLEO
Rua Mamborê,1500-Centro,CEP 87302-140
Fone (44) 3525-1102 Fax (44) 3525-1712/3523-1844
E-mail: dirhemocampo@sesa.pr.gov.br/hemocampo@sesa.pr.gov.pr

CASCAVEL - HEMOCENTRO
Rua Avaetés,370-Santo Onofre,CEP 85806-380
Fone:Fax: (45) 3226-4549/3226-0808
E-mail: sesahemo@pr.gov.Br/hemocrh@sesa.pr.gov.br

CIANORTE - U.C.T
Praça da República, 71 - CEP: 87200-000
Fone: (44) 3619-1900/3629-4991/3619-1991 – Fax : 3629-2894
E-mail: sesacne@pr.gov.br/cecisnop@uol.com.br

CORNELIO PROCÓPIO - U.C.T
Rua Justino Marques Bonfim, 27- CEP: 86300-000
Fone: Fax (43) 3520-3500/3524-2388
E-mail: sesarcpp@pr.gov.br/rdiretor@pr.gov.br

CURITIBA - HEMEPAR
Travessa João Prosdócimo, 145 Alto da XV CEP 80060-220
Fone: (41) 3281-4000 Fax: (41) 3264-7029
E-mail: hemepar@pr.gov.br

CURITIBA - BIOBANCO
Rua Agostinho de Leão Junior, 108 - Centro - 80060-240
Fone (41) 3360-1875
E-mail: hemo@hc.ufpr.br,

CURITIBA - HEMOBANCO
Rua Capitão Souza Franco, 290 - Bigorrilho - 80730-420
Fone (41) 3023-5545
E-mail: hemobanco@uol.com.br

CURITIBA - Santa Casa de Curitiba
Praça Rui Barbosa, 694 - Centro - 80010-030
Fone (41)3322-2387
E-mail: bancosangue@terra.com.br

CURITIBA - Hospital Erasto Gaertner
Rua Dr.Ovande do Amaral, 201 - Jd.Americas - 81520-060
Fone (41) 3361-5000
E-mail:

FOZ DO IGUAÇU - HEMONÚCLEO
Hospital Ministro Costa Cavalcanti
Avenida Gramado, 364 Vila “A” de Itaipu CEP: 85860-460
Fone: (45) 3576-8020/3576-8000
E-mail: hemonucleofi@hotmail.com/hemofoz@sesa.pr.gov.Br/hemofozinformatica@sesa.pr.gov.br

FRANCISCO BELTRÃO - HEMONÚCLEO
Rua Marília, 1327 Entre Rios - CEP 85604-400
Fone: (46) 3524-2434
E-mail: hemofnb@pr.gov.Br/Hrfbrcoh@pr.gov.br

GOIOERÊ - U.C.T
Avenida Bento Munhoz da Rocha, 462 - CEP: 87360-000
Fone: (44) 3909-3034/3522-1745/3522-1240 - Fax: 3909-3033
E-mail: saude.goioere@brturbo.com.br

GUARAPUAVA - HEMONÚCLEO
Rua Afonso Botelho, 134-Trianon CEP: 85015-000
Fone: (42) 3622-2819/3622-3790/3621-3600
E-mail: hemoguarapuava@sesa.pr.gov.br

IRATI - U.C.T
Rua Coronel Gracia,761 fundos - Centro - CEP: 84500-000
Fone: (42) 3422-3119/3423-2400
E-mail: rs04sam@pr.gov.br

IVAIPORÂ - U.C.T
Rua Diva Proença,500 – Centro - CEP:86870-000
Fone: Fax (43) 3472-2575/3272-4343 – Fax: 3472-1428
E-mail: uctivaipora@hotmail.coM

JACAREZINHO - U.C.T
Rua Paraná, 1261 2º andar - CEP: 86400-000
Fone: fax (43) 3525-0356 regional (43) 3527-1777 (fax)
E-mail: uctjac@sesa.pr.gov.br

LONDRINA - HEMOCENTRO
Rua Cláudio Donizete Cavalieri, 156 JD Aruba CEP 86038-670
Fone Fax (43) 3371-2366/3371-2218/3371-2468
E-mail: hemolon@uel.Br/info17rs@sesa.pr.gov.Br/dar17rs@sesa.pr.gov.br

MARINGÁ - HEMOCENTRO
Avenida Mandacaru, 1600 CEP: 87080-000
Fone: Fax:(44) 2101-9154/2101-94-00/2101-9100
E-mail: hemomaringa@sesa.pr.gov.Br/hemocentromga@sesa.pr.gov.br

PALMAS - U.C.T
Rua Joaquim de Araújo Perpétuo, 170 Centro - CEP: 58555-000
Fone: Fax (46) 3262-6013
E-mail: hemopalmas@sesa.pr.gov.br/uctpalmas@sesa.pr.gov.br

PARANAGUA - U.C.T
Avenida Gabriel de Lara, 481 CEP: 83203-250
Fone: Fax (41) 3422-4931/3423-1300
E-mail: hemopgua@hotmail.com/sampng@pr.gov.br

PARANAVAI - HEMONÚCLEO
Rua Rio Grande do Sul,2390 CEP:87704-320
Fone: (44) 3423-1823/3423-6944 – Fax: 3421-5100
E-mail: hemoparanavai@sesa.pr.gov.br

PONTA GROSSA - HEMONÚCLEO
Rua General Osório Esquina c/ Coronel Dulcídio s/n – Ponta Grossa – PR- CEP: 84.010.080
Fone: (42) 3223-1616/3223-1737/3224-4056
E-mail: sesapgo@pr.gov.br/chirichela@uol.com.br

PATO BRANCO - U.C.T
Rua Paraná, 1633-Sambugaro - CEP: 85501-090
Fone: (46) 3225-1014
E-mail: uctpb@sesa.pr.gov.br

TELEMACO BORBA - U.C.T
Rua Leopoldo Voight,106,CEP:84261-160
Fone: Fax (42) 3273-3311/3272-3743
E-mail: rs21sam@pr.gov.br/sesateb@pr.gov.br

TOLEDO - U.C.T
Rua Almirante Barroso, 2490 – CEP: 85900-020
Fone: Fax (45) 3277-3500
E-mail: ucttoledo@sesa.pr.gov.br/saude.toledo@pr.gov.br

UMUARAMA - U.C.T
Avenida Manaus, 4444 – Umuarama – PR - CEP: 83203-250
Fone: Fax (44) 3622-2737/3622-6564
E-mail: uctumuarama@sesa.pr.gov.br

UNIAO DA VITORIA - U.C.T
Rua Castro Alves, 26 - Centro - CEP: 84600-000
Fone: (42) 3522-1365/3522-1793
E-mail:
hemepar06rs@sesa.pr.gov.br/sam06rs@pr.gov..br

FONTE http://123sucesso.blogspot.com/2010/06/doacao-de-medula-ossea-no-parana.html
 


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Africa do Sul: Copa do mundo... dinheiro sujo! (Declaração da ZACF sobre a Copa do Mundo 2010)


A Copa do Mundo de 2010 deve ser exposta publicamente como a grande farsa que é. A Frente Anarquista Comunista Zabalaza (ZACF - Zabalaza Anarchist Communist Front), da África do Sul, condena veementemente o cinismo e a hipocrisia do governo sul-africano que apresenta este momento como uma oportunidade única "apenas uma vez na vida" para a melhoria da situação econômica e social das pessoas que vivem no país (assim como no resto do continente).
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Isto é afirmado claramente - a tal ponto que se torna impressionante - visto que esta “oportunidade” tem sido e continua sendo a ganância desenfreada da elite dirigente sul-africana assim como a do capital, nacional ou internacional. Na verdade, a Copa do Mundo, se tiver algumas conseqüências é provável que estas sejam devastadoras - para os pobres da África do Sul e para a classe trabalhadora - já em pleno andamento.
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Na preparação da Copa do Mundo, o governo gastou mais de 8,2 bilhões de rands (cerca de R$ 2 bilhões), por exemplo, mais de 1 bilhão para o desenvolvimento das infra-estruturas e 3 bilhões para reformas e construções de estádios que depois da Copa do Mundo jamais estarão lotados. Isto é um tapa na cara de todos aqueles que vivem num país marcado por uma pobreza extrema e com uma taxa de desemprego que gira em torno de 40%.

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Nos últimos cinco anos, os trabalhadores pobres têm vindo a manifestar a sua indignação e decepção face à incapacidade do governo para corrigir as enormes desigualdades sociais, organizando, em todo o país, mais de 8 mil manifestações para exigir serviços básicos (água, eletricidade, saúde...) e habitações dignas.
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Esta distribuição dos custos, pelo Estado, é mais uma prova dos equívocos do modelo neoliberal capitalista e das suas políticas econômicas de “racionamento”[1], que só serviram para aprofundar as desigualdades e a pobreza.
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Apesar das afirmações anteriores, no sentido contrário, o governo acabou por reconhecer, recentemente que "nunca foi a sua intenção" que este projeto chamado Copa do Mundo fosse beneficiário em termos sociais[2].
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A África do Sul precisa desesperadamente de infra-estruturas públicas em grande escala, especialmente na área dos transportes públicos que estão quase totalmente ausentes em algumas cidades, incluindo Johanesburgo. O Gautrain (uma espécie de trem bala), lançado em 8 de junho (na véspera da Copa do Mundo), é provavelmente a grande ironia disto: num país onde a grande maioria das pessoas depende, cotidianamente, para percursos de longa distância, de táxis e lotações, sem condições mínimas de segurança, o Gautrain oferece rapidez, transporte de luxo para turistas e para aqueles que viajam entre Johanesburgo e Pretória (distante apenas 54 km).
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O mesmo panorama aparece em toda parte: o Airports Company South Africa (ACSA) gastou mais de 1,6 bilhões rans para a modernização dos aeroportos. Já a Agência Nacional de Estradas Sul-Africanas (SANRAL), privatizada, gastou mais de 2,3 bilhões de rans para uma nova rede de rodovias.
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Tudo isso explicará a implementação de medidas de austeridade drásticas para recuperar os bilhões gastos nas infra-estruturas, a maioria dos quais são de interesse nulo para os africanos pobres, a esmagadora maioria do país.
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Em toda a África do Sul os municípios estão envolvidos em “esquemas” de revitalização urbana, acompanhados pelos seus inseparáveis programas de gentrificação, com o governo tentado, apressadamente, esconder debaixo do tapete a crua realidade deste país.
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Em Johanesburgo, mais de 15 mil sem-teto e crianças de rua foram apanhadas e “despejadas” em "abrigos"; em Cape Town, autoridades do município expulsaram milhares de pessoas das zonas pobres e das favelas no âmbito do projeto "World Cup Vanity" (tornar a cidade agradável para a Copa do Mundo). Em Cape Town tentou-se - em vão - expulsar de suas casas 10 mil moradores da favela Joe Slovo com o objetivo de esconder a população dos olhos dos turistas que viajam ao longo da rodovia N2.
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Em outros lugares, populares foram despejados para dar lugar aos estádios, estacionamentos para turistas, ou estações[3]. No Soweto, as estradas foram embelezadas ao longo das rotas turísticas e da sede da FIFA, enquanto as escolas ao redor continuam com as janelas quebradas e as instalações em ruínas.
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Apesar de muitos sul-africanos não terem caído neste "canto de sereia", outros são inundados e arrastados pela enxurrada de propaganda nacionalista que visa desviar a atenção do circo que é a Copa do Mundo.
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Cada sexta-feira no país foi declarada “Dia do Futebol", onde a “nação” é incentivada (e os alunos forçados) a vestir camisas dos Bafana-Bafana (seleção nacional da África do Sul).
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Os carros são enfeitados com bandeiras, as pessoas aprendem a "diski dance", que é constantentemente demonstrado em todos os restaurantes turísticos. Já é praxe comprar a mascote Zakumi. E quem se atrever a manifestar dúvidas sobre a Copa é maculado como antipatriota. O exemplo mais significativo disso tudo foi o apelo das autoridades aos grevistas do Sindicato dos Transportes (SATAWU), para que abandonassem as suas reivindicações pelo “interesse nacional"[4].
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Num contexto em que quase um milhão de empregos desapareceram, só no ano passado, as declarações do governo, sobre a criação de mais de 400 mil postos de trabalho devido à Copa do Mundo, são descontextualizadas e ofensivas. Os empregos que foram criados, nesta euforia futebolística, são muitas vezes precários ou CDD (contratos com duração determinada), por trabalhadores que não são sindicalizados e recebem salários muito abaixo do salário mínimo.
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Para além da repressão contra os sindicatos, os movimentos sociais têm sentido a mesma hostilidade do Estado, traduzida oficialmente pela proibição geral de todos os protestos durante a Copa do Mundo. Jane Duncan (do Instituto para a Liberdade de Expressão) refere-se, com abundância de provas, que essa política foi colocada em prática a partir do começo de março.
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Um inquérito as cidades sede da Copa do Mundo, revelou que uma proibição geral de qualquer reunião está em curso. Assim, no município de Rustenberg, “as concentrações estão proibidas durante a Copa do Mundo”.
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O município de Mbombela recebeu a informação, da polícia nacional, de que não seriam permitidos “encontros” durante a Copa. O conselho municipal da Cidade do Cabo informou que não continuaria a receber pedidos para organização de marchas, que “isso poderia ser um problema” durante a realização da Copa. Nos municípios de Nelson Mandela Bay e de Ethekwini, a polícia proibiu manifestações durante o período da Copa do Munde[5].
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A Constituição da África do Sul, muitas vezes elogiada pelo seu caráter "progressista", está longe de ser a garantia de liberdade e de igualdade. Esta nova forma de repressão entra claramente em contradição com o direito constitucional à liberdade de expressão e de reunião.
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No entanto, os movimentos sociais, em Johanesburgo, incluindo o Fórum Anti-Privatização e vários outros não desistiram, e obtiveram uma autorização para uma marcha e manifestação no dia da abertura da Copa, com a ajuda do Instituto para a Liberdade de Expressão. Porém, a marcha deverá ser confinada a três quilômetros do estádio, onde não atrairá a atenção da mídia.
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Não foi apenas o Estado sul-africano que realizou uma repressão severa sobre os pobres e sobre qualquer atividade ou manifestação anti-Copa do Mundo, sob um disfarce que representa a África do Sul como um polvo que estende os seus tentáculos em convite a todos e a todas, para que afluam em rebanhos aos seus hotéis de luxo, os quartos de hóspedes e salões de coquetéis, mas também o império criminal legal a que Josepp Blatter e seus amigos chamam FIFA (admiravelmente nomeada THIEFA (clube dos ladrões em inglês) pelo Fórum Social em Durban).
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Prevendo com a Copa 2010 um lucro de aproximadamente 1,5 bilhões de euros, a FIFA já arrecadou mais de 1 bilhão apenas com os direitos de transmissão televisiva. Os estádios e as zonas circudantes foram entregues à FIFA durante o período do torneio (como “casulos livres de impostos”, áreas controladas e vigiadas pela FIFA e isentas do imposto normal e outras leis estaduais sul-africanas), incluindo estradas e pontos de acesso. Dessas regiões serão excluídas as pessoas que vendem produtos não licenciados da FIFA. Assim, os que acreditaram que, durante a Copa do Mundo, iriam aumentar a sua renda de sobreviventes, serão deixados de fora no frio "racionamento" neoliberal.
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Mais: a FIFA, como proprietária exclusiva da marca Copa do Mundo e dos seus produtos derivados, dispõe de uma equipe com centenas de advogados e funcionários que percorrem o país para rastrear qualquer venda não autorizada e para fazer marketing da sua própria marca. Os produtos ilegais são apreendidos e os vendedores são presos, apesar do fato da maioria na África do Sul e do continente comprarem os seus produtos no setor do comércio informal. Porque muito poucos sul-africanos têm 400 rand (40 euros) para pagar pelas camisas das seleções e outras “engenhocas” da Copa.
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Os jornalistas também foram efetivamente amordaçados neste evento, na hora de se credenciarem, a FIFA incluia a aprovação formal de uma cláusula que impede as organizações de mídia de criticá-la, comprometendo claramente a liberdade de imprensa[6].
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A ironia maior desta história toda é que o futebol era originalmente o esporte da classe trabalhadora. Ir assistir aos jogos nos estádios era uma atividade de baixo custo e de fácil acesso para as pessoas que escolhessem passar 90 minutos das suas vidas esquecendo o cotidiano sob a bota do patrão e do Estado.
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Hoje, o futebol negócio e a Copa do Mundo trarão lucros exorbitantes para um pequeno grupo da elite mundial e nacional (com milhões de gastos desnecessários, especialmente em um momento de crise capitalista mundial), que cobram aos seus clientes-torcedores- espectadores milhares de rands, dólares, libras, euros, etc., para assistirem futebolistas caindo em excesso e mergulhando em campos super bem tratados e que discutem, através de agentes parasitários, se são ou não dignos de seus salários mirabolantes (Kaká recebe mais de 10 milhões de euros por ano no Real Madri).
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O jogo em si, que em muitos aspectos, mantém a sua beleza estética, perdeu a sua alma trabalhadora e foi reduzido a uma série de produtos destinados a serem explorados e consumidos.
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Bakunin disse que "as pessoas vão a igreja pelos mesmos motivos que vão a um bar: para hostilizar, para esquecer a sua miséria, para imaginar serem, por alguns minutos, também, livres e felizes”. Talvez possamos dizer o mesmo do futebol negócio, com estas bandeiras nacionalistas agitadas e a sua cegueira, com as estridentes vuvuzelas. Deste modo parece mais fácil de se esquecer do dia a dia, de tomar parte na luta contra a injustiça e a desigualdade.
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Mas numerosos também são os que continuam o combate, e a classe trabalhadora, os pobres e as suas organizações não são assim tão maleáveis às ilusões quanto o governo gostaria de crer. Construiremos acampamentos temporários junto aos portões dos estádios onde tiver aglomerações, ações de greve geral - autorizadas ou não.
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E apesar dos insultos, das zombarias e os rótulos de "antipatrióticos" e a supressão da liberdade de expressão, vamos fazer ouvir as nossas vozes para denunciar publicamente as desigualdades terríveis que caracterizam a nossa sociedade e os jogos mundiais que se disputam em detrimento da vida daqueles sobre os quais se construíram os impérios que, no fim das contas, serão destruídos.
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Abaixo a Copa do Mundo!
Abaixo a repressão do Estado e do nacionalismo que nos divide!
Viva a luta do povo contra a exploração e os lucros!
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Notas:
[1] See Star Business Report, Monday 7th June, 2010.

[2]
http://antieviction.org.za/2010/03/25/telling-the-world-that-neither-this-city-nor-the-world-cup-works-for-us/

[3] http://www.politicsweb.co.za/politicsweb/view/politicsweb/en/page71654?oid=178399&sn=Detail


[4] http://www.sacsis.org.za/site/article/489.1

[5] http://www.sportsjournalists.co.uk/blog/?p=2336

.
(Texto da Frente Anarquista Comunista Zalalaza - ZACF-, da Africa do Sul, retirado de
http://www.anarkismo.net/ )


 

http://123sucesso.blogspot.com/2010/06/africa-do-sul-copa-do-mundo-dinheiro.html