Grupos

Troca discos - 11/02/07

14:53 @ 05/02/2007



mais uma edição da feira de discos, livros, cds e afins.
domingo
11/02
a partir das 14:00
r. rui barbosa, 1493
são carlos s.p.
entrada franca

CURSO DE FÉRIAS COM ARTE BR

11:33 @ 25/12/2006

CURSO DE FÉRIAS COM ARTE BR
JANEIRO 2007 - SÃO PAULO -SP
VAGAS LIMITADAS!

Em janeiro, o Instituto Arte na Escola promove mais uma vez o Curso Viver Arte Professores – Edição de Férias. Pautado na utilização do material educacional arte br, o curso – sob a coordenação artista plástica e doutora em Artes Lucimar Bello Frange – será oferecido em duas modalidades: Aprofundamentos e Iniciantes.

"Aprofundamentos – Experiências com arte br em sala de aula; trocas, partilhas, proposições"

Período: de 15 a 19 de janeiro de 2007
Horário: das 08h30 às 15h30 - de segunda-feira a sexta-feira
Investimento*:
  • R0,00 (Desconto para matrícula antecipada até 09 de janeiro de 2007)
  • R0,00 (valor integral - matrículas efetuadas após 10 de janeiro de 2007)
    Local das aulas: Espaço Socejur, Alameda Rio Claro, 273 (5º andar) – Bela Vista (próximo ao metrô Trianon MASP)
    * Inclui CERTIFICADO - sem material arte br

    No valor dos cursos não estão incluídos gastos com:
    alimentação, transporte ou hospedagem.

    CONFIRMAÇÃO DE MATRÍCULA VIA FAX (011) 3103-8082 ATÉ 12.01.07 - Nos casos de parcelamento do pagamento o primeiro cheque será entregue na sede do IAE ou o valor depositado em conta corrente em 09 de janeiro de 2007 (clique aqui para ver endereço e dados da conta). O segundo cheque será entregue no primeiro dia de aula e pré-datado para 09 de fevereiro de 2007.

    São pré-requisitos para participar deste módulo:
    1) já ter feito curso sobre a metodologia proposta pelo arte br
    2) trazer materiais relativos aos trabalhos dos seus alunos ou os próprios trabalhos destes.

    MÓDULO APROFUDAMENTOS
    INSCRIÇÕES AQUI



    "Iniciantes – Leitura de imagens da arte e do mundo, a partir do material educacional arte br"

    Período: de 22 a 26 de janeiro de 2007
    Horário: das 08h30 às 15h30 - de segunda-feira a sexta-feira
    Investimento**:
  • R0,00 (Desconto para matrícula antecipada até 16 de janeiro de 2007)
  • R0,00 (valor integral para as matrículas efetuadas após 17 de janeiro de 2007)
    Local das aulas: Espaço Socejur, Alameda Rio Claro, 273 (5º andar) – Bela Vista (próximo ao metrô Trianon MASP)
    ** Inclui CERTIFICADO e material arte br

    No valor dos cursos não estão incluídos gastos com:
    alimentação, transporte ou hospedagem.

    CONFIRMAÇÃO DE MATRÍCULA VIA FAX (011) 3103-8082 ATÉ 18.01.07 - Nos casos de parcelamento do pagamento o primeiro cheque será entregue na sede do IAE ou o valor depositado em conta corrente em 17 de janeiro de 2007 (clique aqui. O segundo cheque será entregue no primeiro dia de aula e pré-datado para 17 de fevereiro de 2007.

    MÓDULO INICIANTES
    INSCRIÇÕES AQUI



    Outras informações:
    atendimento.professor@artenaescola.org.br
    (11) 3103-8062 - horário comercial


    Apoio:


    Realização:




  • TEIA DAS CULTURAS

    13:03 @ 10/11/2006




    É com satisfação que a Teia - casa de criação vem convidá-los para a
    primeira atividade de integração entre as práticas culturais que participam
    do Ponto de Cultura Teia das culturas, a ser realizada nos dias 10 e 11 de
    novembro (próximo fim-de-semana). As práticas envolvidas são: Capoeira
    Angola, Maracatu de Baque Virado e Hip Hop.
    Segue o cronograma das atividades:

    Sexta-feira dia 10
    19:00h  - Conversa sobre cultura popular com enfoque sobre as práticas
    envolvidas e sobre o projeto Teia das culturas.
    21:00h  - Confraternização com cerveja e caldinho de feijão.

    Sábado dia 11
    a partir das 15:00  - Vivência das culturas
                                 Apresentação das práticas culturais e
    confraternização dos grupos.

    As atividades contarão com a presença de:

    Walter França - Mestre do baque da Nação do Maracatu Estrela Brilhante,
    Recife-PE
    Maurício Soares - Dançarino da Nação do Maracatu Estrela Brilhante,
    Recife-PE
    Bahia - Mestre de Capoeira Angola da Academia de João Pequeno de Pastinha,
    Indaiatuba-SP
    Ricardo - B.Boy integrante da Zulu Nation, Araraquara-SP

    Grupos integrantes do Teia das culturas:

    Grupo Rochedo de Ouro
    Academia de João Pequeno de Pastinha, CECA - São Carlos
    Movimento Hip Hop de São Carlos

    Venha participar!!! Traga a família e a alegria!!!

    --
    Teia - casa de criação
    R. Rui Barbosa, 1950 - 13560-330
    São Carlos - SP - Brasil
    fone_ 16 33763110
    skype_ teiacasadecriacao
    teia@teia.org.br
    www.teia.org.br





    E    X    P    O    S    I    Ç    à   O
     
     
    > n o ç õ e s  u n i d a s <
     
    no
    NAC - Núcleo de Arte Contemporânea
    João Pessoa/PB
     
     
     
    O NAC Núcleo de Arte Contemporânea -João Pessoa/PB - inaugura a exposição  > noções unidas <  no dia 26 (quinta-feira) às 20h, reunindo individuais simultâneas com fotografias, poesias visuais e espacializadas de Ana Glafira e poemas visuais de Tchello d'Barros.
     
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    Não é a primeira vez que a dupla apresenta seus trabalhos na capital paraibana. Em 2005 mostraram suas obras na III Bienal da Gravura, por ocasião do Fenart, onde a convite do curador Dyógenes Chaves, Ana Glafira apresentou uma série de gravuras fotográficas abordando aspectos gráficos da arquitetura popular nordestina, enquanto Tchello trouxe uma séria de infogravuras da série Pentágonos Auriverdes, impressas em pvc. Neste 2006 ambos estiveram expondo recentemente no Centro Cultural de São Francisco, também numa individual simultânea onde a fotógrafa mostrou algumas séries de imagens captando aspectos geométricos da arquitetura contemporânea enquanto o poeta apresentou uma série de Ideogramas e Labirintogramas, textos que se relacionam, assim como as fotografias, com conceitos relativos ao Concretismo e ao Construtivismo, mas sob uma perspectiva contemporânea.
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    Sobre os artistas - excertos:
     
    "...a arte, na poética de Ana Glafira... processo construção e desconstrução
    da idéia e do olhar."
    Raul Córdula - Curador e crítico de arte - ABCA
     
     
    "Tchello...maneja formas e cores com a correição da sua prosa e a
    poesia dos versos que compõe."
    Matilde Matos - Curadora e crítica de artes - ABCA
     
     
     
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    O que:  Exposição  > noções unidas < de Ana Glafira + Tchello d'Barros
    Onde:  NAC - Núcleo de Arte Contemporânea  - Rua das Trincheiras, 275 Centro
    Abertura:  26 de outubro (quinta-feira), às 20h
    Visitação: 27 de outubro a 24 de novembro
    Horários: Seg. à sexta-feira das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 21:00 horas
    Informações:  Visitas agendadas pelo fone 83 3221 - 9630
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    Esta exposição conta com os apoios de:
     
    UFPB - PRAC/COEX/NAC Universidade Federal da Paraiba
    Gráfica Scanner
    SEBRAE Alagoas
    APL Cultura em Jaraguá
    ID5 Soluções Internet
    Fredy Inox
     
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    Contato com os artistas:
     
    Ana Glafira 82 8835-5030
     
     
    Tchello 82 9918-2013

     

    O Centro Universitário Maria Antonia promove, nos dias 20 e 25 de outubro, as palestras László Moholy-Nagy: arte para a vida, ministradas por Andreas Haus, com entrada gratuita e tradução consecutiva.

    Os dois encontros apresentam um panorama sobre a obra do artista húngaro e professor da Bauhaus Moholy-Nagy, um dos nomes centrais da vanguarda construtivista do século XX.

    Andreas Haus é diretor e professor do Instituto de História da Arte e Estética, da Universidade das Artes de Berlim, co-fundador do Graduate College Practice and Theory of the Creative Process in the Arts, na mesma universidade, e especialista em Bauhaus, possuindo inúmeros livros publicados, entre eles Lászlò Moholy-Nagy: fotos e fotogramas.


    Lászlò Moholy-Nagy: arte para a vida com Andreas Haus

    20 de outubro, sexta-feira, das 19 às 22h
    25 de outubro, quarta-feira, das 20 às 22h

    Entrada gratuita
    Não é necessária inscrição prévia

    Haverá tradução consecutiva

    Centro Universitário Maria Antonia
    Rua Maria Antonia, 294
    Vila Buarque São Paulo
    11 3255 7182

    Entrevista – Ana Mae Barbosa

    10:51 @ 14/10/2006



    ARTE & EDUCAÇÃO

    Entrevista – Ana Mae Barbosa

    Ana Mae Barbosa é a principal referência no Brasil para o ensino da arte nas escolas. Professora aposentada da USP, acredita que a arte estimula a construção e a cognição das crianças e adolescentes, ajudando a desenvolver outras áreas de conhecimento. Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Ana Mae Barbosa falou sobre a importância do ensino da arte nas escolas e sobre as dificuldades de implantar essas idéias.

    “Estou cansada dessa conversa de que Arte na escola custa caro”.

    Ana Mae Barbosa é a principal referência no Brasil para o ensino da arte nas escolas. Professora aposentada da Universidade de São Paulo, acredita que a arte estimula a construção e a cognição das crianças e adolescentes, ajudando a desenvolver outras áreas de conhecimento.

    Filha de uma família tradicional, Ana nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criada com os avós em Pernambuco. Sonhava em estudar Medicina, mas isso era um absurdo para toda a família. “Como uma mocinha vai ficar com um monte de homens vendo corpos nus?”, questionava a avó.

    Acabou caindo na “vala comum” da época e foi estudar Direito. Para pagar os estudos, teve que partir para o ensino. “As únicas profissões aceitáveis eram ser professora ou casar”, disse. Odiava aquilo. Odiava o ambiente repressor das salas de aula. Por ironia, foi em um cursinho para concurso de professora primária que conheceu Paulo Freire. Na primeira aula, o tema da redação era “por que eu quero ser professora?”. Ana Mae escreveu o que sentia, que odiava educação. No entanto, apenas quatro horas de conversa com o mestre foram suficientes para destruir todos os seus preconceitos. “Só então compreendi que educação não era aquilo que eu tive. Eu passei por um processo de abafamento e moldagem. Mas ele me ensinou que a Educação poderia ser libertadora”.

    E Ana Mae transferiu aquele sentimento o para a arte-educação, na Escolinha de Artes de Recife. Mudou-se para São Paulo para fugir da ditadura militar. Foi para os Estados Unidos, fazer mestrado e voltou como a primeira doutora brasileira em arte-educação e comandou as pesquisas sobre o tema na Escola de Comunicações e Artes da USP.

    Criadora da teoria da “abordagem triangular”, a arte-educadora entende a necessidade da existência de educadores atualizados, artistas e acesso aos trabalhos contemporâneos para que os estudantes consigam atingir o máximo do desenvolvimento do conhecimento. Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Ana Mae Barbosa falou sobre a importância do ensino da arte nas escolas e sobre as dificuldades de implantar essas idéias.


    CARTA MAIOR – Existe um debate hoje sobre a obrigatoriedade da existência de artistas práticos especialistas nas escolas. Esse seria um grande passo para a Arte-Educação?
    ANA MAE BARBOSA- O artista não necessariamente é um bom professor. Existe um estudo que defende ter ao lado de um artista um arte-educador trabalhando junto. Um profissional que conheça as fases de desenvolvimento da criança. Um arte-educador tem o preparo, conhece as fases de desenvolvimento e construção plástica da criança. É necessário que entenda as fases de recepção da obra de arte; entenda como articula o desenvolvimento social e cognitivo da criança. Por isso, eu defendo a presença dos dois profissionais ao lado das crianças. Os melhores projetos de arte-educação do mundo atuam dessa forma. Teve um projeto fantástico na Bahia, chamado Quietude da Terra. Uma curadora canadense veio ao Brasil e convidou vários artistas internacionais importantes. Eles trabalharam juntos com arte-educadores juntamente com crianças de rua de Salvador e atingiram um resultado excelente.

    CM - Mas isso é factível para a realidade estrutural da educação?
    AMB - Eu estou cansada dessa conversa de que custa caro. Custa caro colocar os menores na Febem. Um país que gasta mais dinheiro com prisão do que com educação tem que mudar. É factível. Acontece que, em países como a Inglaterra, Portugal e Canadá eles estão atentos a isso e defendem a Arte na Educação. Eles fazem o trabalho em conjunto do professor com o artista. É preciso aliar esse trabalho. O contato do artista é importante para provocar e trazer os debates contemporâneos para as salas de aula, abrindo os olhos para diferentes codificações.

    Eu organizei recentemente um livro (“Arte-Educação Contemporânea” – Editora Cortês) que tem um artigo que trata de um colégio no Canadá com artistas e arte-educadores. Já temos os arte-educadores nas escolas, agora é preciso criar projetos para que coloquemos artistas, das diversas áreas, nas instituições de ensino. O grande problema é que no Canadá eles têm um grande respeito à multiculturalidade. Eles fazem questão de mostrar os diversos códigos, como o dos africanos, o indígena. Isso é magnífico. No livro, eles colocaram também umas fotos que mostram a variedade de expressões.

    CM - Mas a falta de investimentos no Brasil reflete-se apenas na ausência dos artistas dentro das escolas ou estende-se também à questão da capacitação?
    AMB - Não é capacitação, o problema é a atualização. Qualquer professor precisa estar atualizado. Eu não concebo um professor que não procure, em um ano inteiro, um curso, uma conferência, ao menos para trocar idéias. A atualização deve, então, ser permanente e não algo esporádico como esta tal capacitação!

    Há uma coisa meio perversa nos que chamam isso de capacitação. O professor é capaz. Atualização significa que o professor é capaz, está formado, e se ele não se atualiza constantemente será apenas um repetidor de formas e apostilas que nenhuma capacitação vai resolver. Eu acho que o investimento primeiro deve ser destinado à atualização constante. Uma coisa perversa que a Secretaria de Educação do Estado (de São Paulo) fez foi achar que o que eles chamam de capacitação fosse feito apenas nas escolas. Eles pensam que os professores que saem para cursos tendem a voltar decepcionados para a escola, por não conseguirem depois programar aquilo que aprenderam. Então os professores ficariam desmotivados. Essa não é a minha experiência. Em todos os casos que conheço, os professores vão e voltam com um empenho tremendo.

    Fizemos uma pesquisa recente do Centro Cultural Banco do Brasil que ilustra o que estou dizendo. Em 2004, eles me chamaram e disseram que queriam fazer uma pesquisa para saber como o professor usa, em sala de aula, o material que eles preparavam para acompanharem as exposições, com slides, fotos e um livreto com os conceitos de arte-educação. Eles contrataram uma empresa para fazer a pesquisa. Rejane Coutinho (doutora em Artes pela ECA-USP) e eu para dialogar, desenhando a pesquisa e depois para avaliá-la. Foram quatro exposições em um ano: “África”; “Nuno Ramos, um artista homem, brasileiro e contemporâneo”; “Rosana Palazyan, uma artista mulher, brasileira e contemporânea”; e “Antoni Tàpies, da galeria de Paris”. Cada professor recebia um kit. Primeiro, queríamos fazer um CD, mas depois descobrimos que nem todos têm acesso a computador. Então, fizemos transparências.

    Desenhamos a pesquisa em quatro grupos. Os professores comprometiam-se a comparecer a um encontro mensal de relato e experiência, com uma professora de português que trabalha com essa questão de memória e relato. Eles mandavam um relato depois de cada aula e, a cada 15 dias, recebiam visitas de um agente de campo, só para observar. No grupo um, tinha ônibus, lanche e horário reservado para as exposições. O outro não tinha nada, eles que tinham que dar um jeito. O primeiro trabalhou muito melhor. O segundo começou a se sentir preterido. No primeiro, todos foram até o final. No segundo, três desistiram no meio do caminho. Para os outros grupos só mandávamos o material. Percebemos que apenas o material é insuficiente. Faltava o diálogo. Muitos iam ver a exposição antes, mas não tinha aquela discussão. Não só acho que o contato com a instituição de arte seja importante, como o contato com o artista. O museu é uma espécie de laboratório.

    CM - E um trabalho como esse, supre a necessidade da presença do artista na escola?
    AMB - Não. Para mim, o ideal é ter os três: o arte-educador atualizado, o artista e o trabalho com as instituições. “Estuda, vê, conversa”. É o que chamamos de teoria da abordagem triangular. O que percebemos foi que muitos professores utilizaram o material que preparamos para o currículo do ano inteiro. E foram excepcionais. Por exemplo, a reprodução da capa do livro “Artes Visuais – da exposição à sala de aula”, que traz o resultado da pesquisa, veio do CEU Butantã, onde há muitas crianças com problemas de comportamento. E a professora conseguiu um resultado magnífico.

    Tem uma outra professora, a Elza, que, se fosse para eu identificar uma heroína, eu a escolheria. Ela já tem sessenta anos, dá aula em três turnos na Cidade Tiradentes, um lugar onde não tem nenhum espaço cultural, cinema, nada. Há, sim, classes de cinqüenta crianças em uma escola paupérrima. A escola em que ela trabalhou na pesquisa tinha apenas cinco turmas. Ela conseguiu dinheiro para levar todos os alunos. Ela era uma professora correta, mas "careta", que deu um salto enorme em seu trabalho. Neste trabalho, escolhemos a quinta série, pois ela é a exemplar fase na qual a criança deixa o professor generalista e passa para o especialista. É quando ela terá que fazer a junção das diferentes disciplinas.

    CM – Então, explique para nós e para o leitor: por que é importante ter isso tudo na escola?
    AMB - Para trabalhar construção e cognição. Na construção da Arte utilizamos todos os processos mentais envolvidos na cognição. Existem pesquisas que apontam que a Arte desenvolve a capacidade cognitiva da criança e do adolescente de maneira que ele possa ser melhor aluno em outras disciplinas. A música desenvolve diversos processos cognitivos, comparando, organizando, selecionando. Em Arte, opera-se com todos os processos da atividade de conhecer. Não só com os níveis racionais, mas com os afetivos e emocionais. As outras áreas também não afastam isso, mas a Arte salienta ou dá mais espaço. Para desenvolver a criatividade em ciência, a criança tem que ter certo QI racional. Para desenvolver através da Arte, a necessidade de QI é muito menor. Significa que ele procura outros caminhos cognitivos. Eu acho que, em primeiro lugar, a função da Arte na Educação é essa, desenvolver as diferentes inteligências.

    Isso fica patente com o exemplo dos Estados Unidos, onde existe um teste equivalente ao Enem - aliás, o Enem é cópia do deles. Eles pesquisaram quais os currículos dos alunos que mais se destacaram no teste, nos anos 90. Todos eles haviam tido no mínimo dois cursos de artes. Lembre-se de que, lá, eles escolhem o currículo. Só aqui que currículo é igual à receita médica. Mas isso não era suficiente. Além disso, é preciso desenvolver o país culturalmente. Arte é uma fatia enorme da produção humana. E com uma vantagem imensa de rever cada época. Diferente do fato, o objeto arte permanece para ser revisto, relido ou reconcebido. Isso é essencial: operar no mundo com conhecimento.

    CM - E quais são as políticas públicas que existem para garantir isso?
    AMB - Não há políticas públicas. Uma das minhas grandes decepções com o atual Ministério da Educação é o silêncio absoluto sobre Arte-Educação, sobre a função da Arte. E, no ministério anterior, só se pensou em normatizar, parâmetros mínimos. O que é a mesma coisa. Não serve para nada, não funciona.

    CM - Por que não funciona?
    AMB - Se formos analisar o que aconteceu em outros países, percebe-se que eles voltaram para trás. Não deu certo na Espanha, e eles importaram um espanhol para desenhar o currículo que temos hoje. No lado que conhecemos e que chamamos de Ocidente, o melhor exemplo é o do Canadá. Eles se recusaram completamente a ter um currículo nacional. É puro desejo de controle das instituições. O interessante é que, quando surgiu essa reforma, eu me posicionei contra, fizemos todo um movimento. Aí eu fui até a Argentina e lá tinha um movimento imenso. Pois lá também estava acontecendo a mesma coisa. E o espanhol que elaborou o currículo nada mais fez do que oferecer desenho para colorir: ele tinha o contorno de tudo e chamava as universidades hegemônicas para colorir em cada país. Aqui eles escolheram a Universidade de São Paulo. No Chile, foi a Católica. Na Argentina, foi a de Buenos Aires. Mas lá tinha um grande problema. A Universidade de Buenos Aires não tinha cursos de Educação. Estava um movimento muito forte. Foi até bom. Eu gritava contra e eles aplaudiam. Criei alguns inimigos. Mas, no fim, aconteceu o que prevíamos, não deu certo. Depois sobrou um vácuo...



    http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11489

     

    Seminário Internacional Memória e Cultura:
    a importância da memória na formação cultural humana
    19 a 21 de Setembro de 2006
    SESC Vila Mariana

    Aos 60 anos, o SESC dá início à consolidação de uma ação que visa organizar, preservar e difundir sua memória como instituição sociocultural e educativa, engajada na promoção da cidadania. Trata-se do SESC Memórias.

    Como uma de suas primeiras iniciativas, o Seminário Internacional Memória e Cultura: a importância da memória na formação cultural humana pretende discutir essa temática sob a forma de conferências, colóquios, debates e relatos de experiências. A memória se estabelece em paralelo à experiência vivida, vinculada aos grupos que a experienciaram e aos significados tirados dali. No SESC, ela se refere ao conjunto de sua programação, à metodologia de trabalho institucional e à maneira como os diversos programas e atividades vêm sendo percebidos pelo público ao longo do tempo. Nesse sentido, ao refletirmos sobre a influência entre memória e cultura, remetemo-nos ao conceito de memória coletiva, estabelecido por Maurice Halbwachs, em que a memória pessoal refere-se diretamente àquela do grupo e ali se constitui.

    A cultura deve considerar a necessidade existencial do sonho, do imaginário, da criação estética, da reflexão sobre o sentido das coisas, tendo claro que ela constitui um bem a ser cultivado, não é fixa, não está terminada e é construída por meio de um processo contínuo de educação permanente. Da mesma forma, a memória também se estabelece cotidianamente por meio de um trabalho no qual interagem os contextos social e afetivo de sua criação. Assim, pretendemos: garantir uma apropriação da memória como elemento integrante do projeto institucional; produzir e difundir conhecimento a partir da produção teórica e da ação prática sobre o tema e garantir a realização de um debate multidisciplinar, com a presença de pesquisadores com formações distintas, capazes de abordar o tema sob diferentes aspectos.





    Celso Favaretto discute o experimentalismo brasileiro

     


      O ciclo Fontes da Arte Contemporânea apresenta de 14 a 29 de setembro, o curso Arte e cultura nos anos 60: experimentalismo e participação com Celso Favaretto, das 20 às 22h, no Centro Universitário Maria Antonia da USP.


    O curso aborda as propostas e experiências ocorridas nos anos 60, em todas as áreas artísticas, que configuraram uma ampla atividade de vanguarda, renovando os processos e linguagens, em boa parte referidos à situação sócio-política, produtora de uma arte de alta densidade experimental, em que a participação, artística e social, destacava-se como uma categoria básica.

    Celso Favaretto é doutor em Filosofia, e professor da Faculdade de Educação da USP. Autor de Tropicália: Alegoria Alegria (Kairós, 1979) e de A Invenção de Hélio Oiticica (EDUSP, 1992). Foi diretor do Centro de Estudos de Arte Contemporânea e da revista Arte em Revista.

    Programa

    14 de setembro – Inovação artística e modernização cultural nas décadas de 1950 e 60
    21 de setembro – Arte e engajamento político no início dos anos 60
    28 de setembro – Vanguarda e participação: de Opinião 65 à Nova Objetividade
    29 de setembro – 67/68: o momento tropicalista da cultura brasileira

    Arte e Cultura nos anos 60: experimentalismo e participação com Celso Favaretto
    14, 21 e 28 de setembro (quintas-feiras) e 29 de setembro (sexta-feira), das 20 às 22h.
    Preço R$ 150,00 (descontos especiais)

    Inscrições
    Centro Universitário Maria Antonia – 2° andar – sala de cursos
    Segunda a sexta das 10h às 12h e 13h às 17h

    Informações
    3255-7182 - ramal 32 e 33 – cursosma@usp.br


    .: SPA - 2006 | ABERTURA :.

    11:00 @ 12/09/2006

    Você está convidado para a abertura do SPA 2006!
     
    Nesse domingo, 10, às 19h,
    no Centro de Formação em Artes Visuais
    (Pátio de São Pedro).


    BRANCO DO OLHO

        1° SALINHA DE ARTES VIRTUAIS DO RECIFE

    (SAVIR 2006)

    Regulamento

     

     

    O Branco do Olho estará recebendo inscrições para a 1° Salinha de Artes Virtuais do Recife (SAVIR 2006) - exposição de imagens - a ser realizada na sede do B.O. – Poço da Panela.

    A SAVIR 2006 pretende ser um espaço de exposições da produção de arte virtual atual e descompromissada de artistas visuais também descompromissados. Ou seja, ninguém aqui tem compromisso, é todo mundo livre e desimpedido.

     

    INSCRIÇÕES

    Art. 1º A SAVIR 2006 se destina a selecionar artistas visuais para a mostra coletiva a ser realizada nos jardins do B.O.
    Art. 2º Podem inscrever-se artistas visuais brasileiros e estrangeiros, desde que já tenham tido pelo menos vontade de vir conhecer Recife, senão, nem pensem!
    Art. 3º As inscrições poderão ser feitas por e-mail no horário da 0h à meia-noite, baixando a ficha de inscrição no website http://www.brancodoolho.com.br e enviando, via e-mail ou outro meio digital, para quem você quiser, o importante mesmo é que o trabalho chegue em nossas mãos.  
    Art. 4º  Cada artista poderá inscrever até 03 trabalhos.
    Art. 5º O artista deverá enviar imagens de no máximo 600pixels de largura e 400pixels de altura e resolução de 72 dpi, nos formatos jpg, gif ou png.
    Art. 6º Se desejar que a ficha técnica do trabalho apareça na projeção, a mesma deverá estar na própria imagem enviada.

    Parágrafo único. Leia todo o regulamento com atenção! A inscrição implica na automática e plena concordância das normas estabelecidas neste regulamento.

    SELEÇÃO

     

    Art. 8º A seleção dos trabalhos não terá seleção, todos que enviarem estarão selecionados.

    EXPOSIÇÃO

     

    Art. 8º A exposição será uma projeção dos trabalhos selecionados e acontecerá na noite do dia 13 de setembro, no B.O. Caipirinha, na sede do Branco do Olho.
    § O B.O. se compromete a deixar o projetor multimídia ligado e passando as imagens até o público ir embora ou pedirem pra gente desligar a máquina.

     

    COMO CHEGAR

    Art. 9º Os trabalhos deverão chegar ao B.O. via Cabo, DSL ou outro meio digital, 10 (dez) dias antes do dia exposição, enviados para o e-mail: bo.contato@gmail.com
    Art. 10º Os trabalhos dos artistas selecionados poderão ficar no acervo do B.O. ou serem deletados, caso seja o desejo do artista.

    Parágrafo único. O B.O. não assumirá custos com o recebimento de trabalhos que chegarem via correio e nem no envio de volta.

    Art. 11º O Branco do Olho não se responsabiliza por eventuais danos causados às obras, no caso de envio de CD´s (durante o percurso do transporte), cabendo aos artistas providenciar embalagem segura, se for de seu interesse.
    Obs: agente não deu nenhum endereço, como é que a galera vai mandar por correio. Fala sério!

     

    O B.O. VAI FAZER

    Art. 22º Cabe ao B.O. promover a divulgação da programação na imprensa local, na internet, e via outras estratégias de divulgação aonosso alcance.
    Art. 23º As decisões finais da Comissão de Seleção são irretratáveis (nem com máquina tradicional nem com digital) e irrevogáveis (só consoantes, por favor). Bom, podem até ser questionáveis, mas como somos descompromissados nem vai valer a pena questionar tanto...
    Art. 24° O B.O. vai imprimir as fichas de inscrição e exibi-las numa pasta como parte da mostra.
    Art. 25º Os casos omissos e controversos serão resolvidos no bar do Seu Vital com direito a cerveja quente e tudo mais.



    http://www.brancodoolho.com.br/ficha_salinha_bo.html


    Caros colegas!

    Faço um relato sobre a reunião realizada hoje na cidade de Matão (SP)com
    a presença de artistas das cidades de Matão, São Carlos, Araraquara e
    Taquaritinga.

    O Sr. Roberto Bicelli espanou sobre a história da política cultural do
    país e principalmente da FUNARTE, desde a década de 30 do século passado
    até os tempos atuais. Ressaltou o Programa Cultura Viva, com seus Pontos
    de Cultura, como anda a política cultural nas Artes Visuais (que em
    relação às outras linguagens está BEM atrasada, nas discussões,
    articulações e ações) e apresentou a Rede Nacional de Artes Visuais.

    Na verdade a reunião não era exatamente sobre as Câmaras Setorias, que
    estão em andamento já faz um tempo, mas sim objetivava a articulação do
    interior para a proposição de um Edital das Artes Visuais, até no
    máximo, dezembro deste ano, limite do cargo de Hélvio Tamoio na FUNARTE.

    Não foi tirada nenhuma reunião futura para a articulação, somente que as
    pessoas responsáveis de cada cidade, obtivessem idéias, propostas para a
    criação deste Edital e assim entrasse em contato com a Carla (da
    FUNARTE) que fará a intermediação.

    No meu caso, como representante das Artes Visuais na cidade de São
    Carlos no Conselho de Cultura, irei aglutinar pessoas a fim de propor
    algo até setembro (prazo limite).

    Bom, mais ou menos isso, quem esteve presente pode me corrigir,ok?

    Abraços

    Livia Martucci



    FÓRUM CAIPIRA DE CULTURA
    http://www.grupos.com.br/grupos/forum_caipira
    forum_caipira@grupos.com.br
    assinar-forum_caipira@grupos.com.br

    Para quem é do interior de SP:

    _________________________________________________________________________
    Subject: Convite- Câmara Setorial de Artes Visuais
    Date: Tue, 1 Aug 2006 16:34:01 -0300

    Segue em anexo convite para uma reunião da Câmara Setorial de Artes Visuais que será em Matão no mês de agosto.
    Pedimos que divulguem para os Artistas, Gestores Culturais da região  e pessoas da área de interesse.
     
     Atenciosamente:
     
     Lygia Simão Nicolucci
    Dir. Dep. de Cultura de Matão

    _____________________________________________________________________

    Convite
     
     

    Câmaras Setoriais de Artes Visuais

    Rede Nacional de Artes  Visuais
     

    Coordenador : Roberto Bicelli – FUNARTE- SP
     

    Publico Alvo: Gestores, Artistas, Fotógrafos, Arte-Educadores, Promotores Culturais e Interessados em Geral.
     

    Dia 10/08/2006 -  Cine Teatro Matão -  às 14h
     
     

    " O cidadão com maior acesso à cultura, torna-se, em sua maioria, referência que orienta e inspira de maneira simples e objetiva"

    (Prof: Edemilson - Sete)

    TEIA – Casa de Criação agora é Ponto de Cultura



    Lançamento oficial do Ponto será nesta sexta, dia 23/06, às 19hs, na sede da Teia, em São Carlos/SP

    A Teia – Casa de Criação, organização sediada em São Carlos desde 2000, agora é um Ponto de Cultura. No final de 2005 seu projeto Teia das Culturas foi selecionado pelo Ministério da Cultura para receber recursos para o desenvolvimento de atividades culturais em São Carlos durante dois anos e meio (de 2006 a 2008). Nesta sexta feira, dia 23/06, às 19hs, a Teia promoverá em sua sede o lançamento oficial do Ponto de Cultura, com apresentações de capoeira angola, hip hop e maracatu de baque virado, além de uma apresentação sobre o funcionamento do projeto.

    O Ponto de Cultura faz parte do Programa Cultura Viva, política pública do Ministério da Cultura (MinC) voltada à valorização da cultura produzida em todos os cantos do país: aldeias indígenas, quilombolas, grandes cidades, assentamentos rurais, cidades médias e pequenas. Desde 2004, quando foi aberto o primeiro edital do programa, já foram mais de 600 projetos selecionados no Brasil todo. São Carlos teve ainda mais um projeto selecionado, da organização Tenda de Oxossi, e a presença destes dois pontos de cultura na cidade deverá fortalecer a produção cultural sãocarlense.


    O Ponto de Cultura Teia das Culturas será desenvolvido pela Teia – Casa de Criação em parceria com mais três grupos da cidade: o Grupo de Maracatu Rochedo de Ouro, o Grupo de Capoeira Angola João Pequeno de Pastinha e o Movimento Hip Hop de São Carlos. E justamente pela parceria entre estes grupos, o foco do projeto será a cultura afro-brasileira, envolvendo as manifestações culturais do Maracatu Nação ou de Baque Virado, da Capoeira Angola e da cultura Hip Hop. Além destes parceiros, a Teia espera contar com uma rede de apoio ao projeto, que terá financiamento do Fundo Nacional de Cultura/ Ministério da Cultura – Governo Federal, por meio do Programa Cultura Viva.


    As atividades do Ponto de Cultura Teia das Culturas


    As atividades do ponto de cultura Teia das Culturas serão voltadas, principalmente, para os jovens de baixa renda, estudantes da rede pública de ensino. Mas além deles, o projeto também quer envolver toda a comunidade escolar (professores, funcionários, pais, etc.), os moradores dos bairros onde as escolas estão localizadas e a população de baixa renda da cidade de São Carlos, historicamente excluída da produção e difusão cultural do município. Para começar, este Ponto de Cultura vai desenvolver atividades nas escolas municipais Artur Natalino Deriggi (localizada no bairro Antenor Garcia) e Dalila Galli (localizada no bairro Jockey Club), mas a idéia é espalhar atividades em várias escolas e bairros da cidade, procurando envolver o maior número possível de pessoas.


    Com isso, a Teia das Culturas espera funcionar como uma extensão das atividades escolares, complementando e integrando-se ao conteúdo e à vida escolar. As atividades pretendem promover uma discussão mais ampla sobre a cultura brasileira, suas raízes e origens, suas influências, suas transformações, sua produção, participando do processo educativo e se inter-relacionando com a própria formação escolar dos jovens envolvidos.


    Nesse sentido, o ponto de cultura Teia das Culturas realizará diversos tipos de atividades:

    - atividades culturais, através de oficinas, práticas e vivências de cada uma das manifestações afro-brasileiras envolvidas (capoeira angola, maracatu de baque virado e hip hop);
    - oficinas de inclusão digital (software livre), de recursos audiovisuais (desenho, fotografia, vídeo, etc.) e de comunicação comunitária (rádio, jornal, etc.);
    - eventos semestrais de integração entre as oficinas e práticas culturais, para estimular intercâmbios e a disseminação destas manifestações;
    - eventos anuais - as Mostras Gerais de Cultura - que apresentarão os resultados das atividades desenvolvidas no projeto, e ainda abrirão espaço para a divulgação de outras manifestações locais e regionais. As atividades do projeto são gratuitas e acontecerão semanalmente, nos espaços da Teia, dos grupos e das escolas envolvidas. Para saber mais sobre o projeto acesse o site www.teia.org.br ou mande e-mail para teia@teia.org.br. Telefone: (16) 3376-3110.