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Notas
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Curso
de Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça
Entre os dias 08 e 09 de fevereiro, aconteceu
o I Seminário Nacional do Curso de Gestão de Políticas Públicas
em Gênero e Raça, em Brasília. Durante o evento, foram
apresentadas as 19 universidades federais e estaduais
brasileiras, que a partir de março, oferecerão o curso. Clique aqui para
conhecer as instituições selecionadas. A formação tem o objetivo
de formar profissionais aptos a atuar no processo de elaboração,
aplicação, monitoramento e avaliação de projetos e ações de forma
a assegurar a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e
raça nas políticas públicas.
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Trabalho
Doméstico
Exibida entre 05 e 26 de fevereiro de 2010, a
série “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente" mostra a
realidade das trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai e
analisa políticas de garantia de direitos e promoção de condições
de trabalho decentes. Produzidas por uma parceria entre a TV
Brasil/Canal Integración e o UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio
do Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza, as
reportagens foram exibidas para 14 países das Américas. O tema é
parte da agenda estratégica do Programa e atende ao marco da 99ª
Conferência Internacional do Trabalho, que acontece em julho
deste ano. Assista as reportagens no canal do UNIFEM Cone Sul no You Tube.
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Bolsas
de estudos para jovens afrodescendentes
O Departamento de Direito Internacional da
Secretaria de Assuntos Jurídicos da OEA (Organização dos Estados
Americanos) anuncia a convocatória para concessão de 4 (quatro)
bolsas de estudos para jovens afrodescendentes dos Estados
membros da Organização, para que participem como alunos do XXXVII
Curso de Direito Internacional: “O Direito Internacional e as
Transformações do Mundo Contemporâneo”. Para mais informações
clique aqui e aqui
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VI
Congresso de Pesquisadores Negros
Estão abertas, até 20 de abril de 2010, as
inscrições de trabalhos para o VI Congresso Brasileiro de
Pesquisadores Negros (VI COPENE), que acontecerá entre 26 e 29 de
julho, no Rio de Janeiro. Podem ser inscritas propostas para
Comunicações Temáticas, Mesas Redondas, Minicursos, Posters e
apresentações artísticas relacionados ao tema de discussão do
congresso “Afrodiáspora: saberes pós-coloniais, poderes e
movimentos sociais”. O encontro vai apresentar e discutir os
processos de produção e difusão de conhecimentos ligados às lutas
históricas da população negra nas Diásporas Africanas, nos
espaços de religiosidade, quilombos, movimentos negros
organizados, na imprensa, nas artes e literatura, escolas e
universidades nas organizações não-governamentais, nas empresas e
nas diversas esferas estatais, que resistem, reivindicam e
propõem alternativas políticas e sociais que atendam às
necessidades das populações negras, visando a constituição
material dos direitos. Para mais informações, acesse: http://www.abpn.org.br/copene/
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Artigo
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Diferentes
formas de ser mulher: diante a construção de um novo feminismo
indígena?
Por:
Aída Hernández Castillo Salgado

Há dez anos seria impensável falar da
existência de um feminismo indígena no México, no entanto, a
partir do levantamento zapatista iniciado em 1 º de janeiro de
1994, podemos ver surgir no âmbito nacional um movimento de
mulheres indígenas que está lutando em diversas frentes. Por um
lado, as mulheres indígenas organizadas uniram suas vozes ao
movimento indígena nacional para denunciar a opressão econômica e
o racismo que marca a inserção dos povos indígenas no projeto
nacional.Ao mesmo tempo estas mulheres lutam no interior de suas
organizações e comunidades para mudar aqueles elementos da
tradição que as excluem e as oprimem. As demandas destas mulheres
e de suas estratégias de luta nos levam a considerar esta luta
como o surgimento de um novo tipo de feminismo indígena, que
mesmo coincidindo em alguns pontos com as demandas de setores do
feminismo nacional, têm ao mesmo tempo diferenças substanciais. Leia mais.
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Edições anteriores
2010
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Editorial
A Convenção sobre a Eliminação de Todas as
Formas de Discriminação Contra a Mulher – CEDAW reconhece, no seu
artigo 14, a especificidade dos problemas enfrentados pelas
mulheres das zonas rurais e determina que os Estados Partes
adotem medidas para o combate à discriminação. Visa, portanto, a
plena participação das mulheres no desenvolvimento do campo e no
acesso aos benefícios gerados pelo setor produtivo. A pobreza que
acomete as trabalhadoras rurais se estrutura na lógica do sexismo
e do racismo, privando-as de direitos iguais aos dos homens. Na
maioria das vezes, o trabalho diário das mulheres rurais na
colheita, na produção artesanal, na extração vegetal ou na pesca
não é reconhecido na totalidade da força empregada e nos bens
gerados. Em geral, é percebido como extensão do trabalho
doméstico, com pouca autonomia e baixa remuneração reforçando a
condição de pobreza das trabalhadoras rurais.
Ao desenvolver ações relacionadas ao
fortalecimento de políticas para mulheres negras e mulheres
indígenas, o Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza
atinge também mulheres residentes nas zonas rurais da Bolívia,
Brasil, Guatemala e Paraguai. O Programa incentiva a organização
política de entidades representativas, o trabalho em projetos
sociais e comunitários para a autonomia de mulheres negras e
indígenas, e inclusão das demandas em fóruns internacionais.
No âmbito dos países, o Programa participa
do processo de incorporação de instituições que desenvolvem
projetos relacionados ao empoderamento das mulheres rurais
afrodescendentes e indígenas. Em 2008, apoiou a UNAMG (União
Nacional de Mulheres Guatemaltecas) para publicação do documento
“Inclusão dos Direitos das Mulheres Indígenas nas Políticas de
Desenvolvimento Rural”. E, para este ano, o Programa ampliará o
apoio a outras organizações de mulheres indígenas e
afrodescendentes com foco às ações realizadas no meio rural do
país.
Já no Brasil, vale destacar o apoio às ações
implementadas pela Secretaria Estadual da Mulher de Pernambuco na
formação de mulheres rurais, para o enfrentamento das
desigualdades sociais, de gênero e de raça e o seu empoderamento
econômico. Um dos resultados dessa construção coletiva de
melhores oportunidades para as mulheres rurais é o Plano Estadual
de Políticas Públicas para as Mulheres Rurais de Pernambuco.
Trata-se do primeiro plano do país com foco específico nas
mulheres rurais e com uma perspectiva de integração entre
políticas de várias secretarias estaduais.
Nesse contexto, o Programa continuará
atuando para o fortalecimento das organizações de mulheres rurais
nos quatro países de atuação, bem como para as ações de governo
que tenham como objetivo a melhor inserção econômica das mulheres
atentando-se para as especificidades de gênero, raça e etnia.
UN Photo/Martine Perret 
Coordenação do Programa
Gênero, Raça e Etnia
na Bolívia,
Brasil, Guatemala e Paraguai
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Notícias
Encontro
reúne empregadores, centrais sindicais e governo brasileiro para
discutir questões de gênero, trabalho e sindicalismo
No dia 26 de fevereiro, a gerente do Programa
Gênero, Raça e Etnia e Pobreza do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Ana
Carolina Querino, participou do evento “Gênero, Trabalho e
Sindicalismo”, realizado em São Paulo. O evento foi organizado
pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e pela OIT
(Organização Internacional do Trabalho).
O encontro teve como finalidade
a construção uma agenda conjunta para o fortalecimento
institucional e das políticas públicas de promoção de igualdade
de gênero e raça no mundo do trabalho entre governo, centrais
sindicais e a OIT. Neste encontro também foi feita uma
apresentação sobre a 99ª Conferência Internacional do Trabalho e
a agenda do trabalho doméstico nas Nações Unidas. Mais informações.
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UNIFEM e OIT promovem, em abril, reuniões para fortalecer
a incidência das trabalhadoras domésticas na 99ª Conferencia do
Trabalho
A fim de fortalecer a participação das
trabalhadoras domésticas nas discussões sobre trabalho decente na
99ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT (CIT), em
Genebra, o Programa Regional Gênero, Raça e Etnia, do UNIFEM
Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas
para Mulher) em parceira com a OIT (Organização Internacional do
Trabalho), participará de dois eventos para fortalecer a
mobilização de trabalhadoras domésticas no Brasil e na Região e
estabelecer um espaço de discussão entre as trabalhadoras, os
empregadores, as centrais sindicais brasileiras e governo para
garantir a maior participação das trabalhadoras na CIT.
Entre os dias 15 e 16, a OIT promove com
apoio do UNIFEM a Oficina Nacional Tripartite, que contará com a
presença de representantes das centrais sindicais, das
confederações de empregadores, órgãos do governo federal, da
Federação de trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) e especialistas
no tema. De acordo com Danielle Valverde, assistente do Programa,
“o objetivo do encontro é sensibilizar e buscar apoio dos
empregadores, das centrais sindicais e governo para garantir a
presença de pelo menos duas trabalhadoras na delegação brasileira
que vai a Genebra”.
No dia 17 de abril, o UNIFEM, com o apoio da
OIT, promove o Seminário Regional sobre Trabalho Doméstico que
contará com a presença de trabalhadoras do Brasil, Bolívia,
Paraguai e Guatemala, onde serão definidas estratégias para
garantir presença das trabalhadoras domésticas na Conferência da
OIT, em junho. Durante o evento, será apresentado um panorama das
ações em desenvolvimento nos países para que a categoria seja
representada nos debates sobre trabalho decente na Conferência.
Os
eventos também serão apoiados pela SPM (Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres) e a SEPPIR (Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial).
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Décima
Primeira Conferência Regional sobre a Mulher de América Latina e
Caribe
Brasília, 13 a 16 de Julho de 2010

A 11ª Conferência Regional sobre a Mulher
será celebrada em um momento caracterizado pelo impacto da crise
econômica e financeira originada em 2008. A revisão dos acordos
destas cúpulas se realizará dentro de uma crise financeira e
econômica que, segundo muitos estudos e previsões, vão
incrementar os obstáculos para que possam ser cumpridos os
compromissos internacionais referentes a direitos humanos,
ambientais e os próprios Objetivos de Desenvolvimento do
Milênio.
É neste momento que se dará a convergência
da avaliação de vários processos iniciados na década de 1990. Em
2009 foi comemorado o 15ª aniversário da Conferência
Internacional sobre a População e o Desenvolvimento e, em 2010,
será a vez da 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher (Beijing+15 e
El Cairo+15), junto com o 10º aniversário da Cúpula do Milênio
(ODM+10) e o segundo aniversário da Campanha Mundial do
Secretário Geral pelo fim da violência contra a mulher. Leia mais.

Avanço
significativo da liderança das mulheres indígenas
Publicado
por Shinji el Martes, 16 Fevereiro de 2010
Nos últimos anos, foi significativo o
crescimento da liderança indígena feminina e, especialmente, de
mulheres cada vez mais jovens, afirmou José del Val Blanco,
diretor do Programa Universitário México Nação Multicultural
(PUMC), da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

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Curso para fortalecer a liderança de
mulheres indígenas, organizado por la UNAM, o UNIFEM e a CDI.
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Este fenômeno ocorre apesar da tripla
discriminação que sofrem as mulheres indígenas: de classe, gênero
e sua condição ética, tema destacado no Curso para Fortalecimento
da Liderança de Mulheres Indígena, organizado por este espaço de
estudo, pelo UNIFEM e pela Comissão Nacional para o
Desenvolvimento dos Povos Indígenas (CDI). Leia mais.
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