A Escala Espírita (Continuação)
11:22 @ 19/11/2008
SEGUNDA CLASSE.
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ESPÍRITOS SUPERIORES. (LE – 111)
[ Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade.
[ Sua linguagem, que só transpira benevolência, é sempre digna, elevada e freqüentemente sublime.
[ Sua superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos proporcionar as mais justas noções sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que nos é dado conhecer.
[ Comunicam-se voluntariamente com os que procuram de boa fé a verdade, e cujas almas bastante libertas dos liames terrenos para a compreender; mas afastam-se dos que são movidos apenas pela curiosidade, ou que, pela influência da matéria, desviam-se da prática do bem.
[ Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o modelo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.
[ O tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo foi Jesus. (LE – 625) (*)
PRIMEIRA ORDEM
ESPIRITOS PUROS
CARACTERES GERAIS. (LE – 112)
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Nenhuma influência da matéria.
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Superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos Espíritos das outras ordens.
PRIMEIRA CLASSE. (LE – 113
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CLASSE ÚNICA
[ Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingido a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus.
[ Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material, mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação de faltas que os distanciam da felicidade suprema, é para eles uma ocupação agradável. São às vezes designados pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.
[ Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.
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LE - 168 - O número de existências corporais é limitado, ou, o Espírito se reencarna perpetuamente?
- A cada nova existência o Espírito dá um passo no caminho do progresso; quando se despojou de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.
LE - 170 - Em que se transforma o Espírito depois da sua última encarnação?
- Espírito bem-aventurado; é um Espírito puro.
LE - 226 Todos os Espíritos que não estão encarnados são errantes?
– Daqueles que devem reencarnar, sim. Mas os Espíritos puros que atingiram a perfeição não são errantes: seu estado é definitivo.
NOTA DE ALLAN KARDEC: No tocante às suas qualidades íntimas os Espíritos pertencem a diferentes ordens ou graus, pelos quais passam sucessivamente, à medida que se purificam. Quanto ao estado podem ser: encarnados, que quer dizer ligados a um corpo; errantes, ou desligados do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros ou perfeitos e não tendo mais necessidade da encarnação.
LE - 233 Os Espíritos já purificados vão aos mundos inferiores?
– Vão muitas vezes a fim de ajudá-los a progredir. Senão esses mundos ficariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.
LE - 268 Até que atinja o estado de pureza perfeita, o Espírito tem que passar constantemente por provas?
– Sim, mas não são como as entendeis, visto que chamais de provas às adversidades materiais. Porém, o Espírito que atingiu um certo grau, sem ser ainda perfeito, nada mais tem a suportar; embora sempre tenha deveres que o ajudam a se aperfeiçoar, e que nada têm para ele de constrangedor ou angustiante, ainda que seja para ajudar os outros a se aperfeiçoar.
LE - 562 Os Espíritos de ordem mais elevada, não tendo mais nada a adquirir, estão numa espécie de repouso absoluto ou também têm ocupações?
– O que quereríeis que fizessem durante a eternidade? A ociosidade eterna seria um suplício eterno.
LE - 562 a Qual a natureza de suas ocupações?
– Receber diretamente as ordens de Deus, transmiti-las em todo o universo e velar pela sua execução.
233 Os Espíritos já purificados vão aos mundos inferiores?
– Vão muitas vezes a fim de ajudá-los a progredir. Senão esses mundos ficariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.
LE - 563 As ocupações dos Espíritos são incessantes?
– Incessantes, sim, entendendo-se que seu pensamento é sempre ativo, pois vivem pelo pensamento. Mas é preciso não comparar as ocupações dos Espíritos às ocupações materiais dos homens. A atividade é para eles um prazer, pela consciência que têm de serem úteis.
LE - 563 a Isso se concebe para os bons Espíritos; mas ocorre o mesmo com os Espíritos inferiores?
– Os Espíritos inferiores têm ocupações apropriadas à sua natureza. Acaso confiais ao aprendiz e ao ignorante os trabalhos do homem de inteligência?
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À luz da Escala Espírita, vamos tentar imaginar qual deve ser a classe de Espíritos predominante em cada mundo.
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Categoria de Mundo |
Progresso Acadêmico |
Classes Predominantes de Espíritos |
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Primitivo |
Educação Infantil |
7a classe: Espíritos Neutros. |
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Provas e Expiações |
Ensino Fundamental |
6a, 7a, 8a e 9a classes: Espíritos Perturbadores, Neutros, Pseudo-sábios, Levianos e Impuros. |
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Regeneradores |
Ensino Médio |
4a e 5a classes: Espíritos Sábios e Benévolos. |
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Ditosos ou Felizes |
Curso Superior |
2a e 3a classes: Espíritos de Sabedoria e Superiores. |
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Celestes ou Divinos |
Pós Graduação |
1a classe: Espíritos Puros. |
Quadro de Renato Costa no artigo "HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI"
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in Revista Espírita,
Jornal de Estudos psicológicos publicada sobre a direção de Allan Kardec,
O Espiritismo entre os Druidas
abril de 1858
A Doutrina Espírita não consiste somente na crença das manifestações dos Espíritos, mas em tudo o que nos ensinam sobre a natureza e o destino da alma. Se, pois, se quiser se reportar aos preceitos contidos em O Livro dos Espíritos, onde se encontra formulado todo o seu ensinamento, impressionar-se-á com a identidade de alguns princípios fundamentais com os da doutrina druídica, dos quais um dos mais salientes e sem contradita, é o da reencarnação. Nos três círculos, nos três estados sucessivos dos seres animados, encontramos todas as fases que apresenta a nossa escala espírita. O que é, com efeito, o círculo de abred ou da migração, senão as duas ordens de Espíritos que se depuram em suas existências sucessivas? No círculo de gwynfyd, o homem não transmigra mais, goza da suprema felicidade. Não é a primeira ordem da escala, a dos Espíritos que, tendo cumprido todas as provas, não têm mais necessidade de encanação e gozam da vida eterna? Anotemos, ainda, que, segundo a doutrina druídica, o homem conserva o seu livre arbítrio; se eleva gradualmente pela sua vontade, sua perfeição progressiva e as provas que suporta, de annoufn ou abismo, até a perfeita felicidade em gwynfyd, com a diferença, no entanto, de que o druidismo admite o retorno possível nas classes inferiores, ao passo que, segundo o Espiritismo, o Espírito pode permanecer estacionário, mas não pode degenerar. Para completar a analogia, teríamos que acrescentar à nossa escala, abaixo da terceira ordem, o círculo de annoufn, por caracterizar o abismo ou origem, desconhecida das almas, e, acima da primeira ordem, o círculo de ceugant, morada de Deus, inacessível às criaturas. O quadro seguinte torna essa comparação mais sensível.
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(*) Raciocínio sobre a classe espiritual de Jesus
segundo O Livro dos Espíritos:
Por Elio Mollo
No item 111 de O Livro dos Espíritos o codificador do Espiritismo diz que quando os espíritos superiores da segunda classe, por exceção, se encarnam na Terra, é para cumprir uma missão de progresso, e então nos oferecem o modelo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.
No item 113 de LE sobre a classe Única (Espíritos puros) temos o seguinte:
não têm mais provas nem expiações a sofrer
não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material
Na questão 168 (LE) os espíritos também foram claros ao responderem que quando se despojou de todas as suas impurezas, não tem mais necessidade das provas da vida corporal.
Kardec em nota a q. 226 (LE) disse: Espíritos puros, perfeitos, que não têm mais necessidade de encarnação.
Vejamos o que diz um trecho da resposta a questão 611 de LE sobre a metempsicose: (...) Do momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período de humanidade, ele não tem mais relação com o seu estado primitivo...
Por dedução, isto também cabe a ordem de Espíritos puros, uma vez atingido esse estágio, o antigo processo de (re)encarnação não tem mais fundamento. O pensamento dos Espíritos puros é sempre ativo, pois vivem pelo pensamento (LE 563) e, é pelo pensamento que visitam e auxiliam os planetas espalhados pelo Universo.
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Como nenhum espírito que chegou ao estágio hominal irá ter mais condições de encarnar num corpo animal, os espíritos puros, consequentemente, não terão mais necessidade de encarnar num corpo humano, pois o Espírito não retrogada (LE 118 e 612), da mesma maneira que o rio não remonta a sua fonte (LE 612). Pois este retrocesso é entendido como metempsicose.
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Sendo assim, se Jesus precisou encarnar na Terra para cumprir uma missão, tudo indica que na época que fez sua passagem por aqui ele pertencia a SEGUNDA ORDEM, SEGUNDA CLASSE, ESPÍRITOS SUPERIORES.
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