A PÓLIS ATENIENSE E A DEMOCRACIA 1
09:41 @ 27/10/2008
Por volta do século VI a.C. não existia na Península Balcânica (onde hoje fica o país que chamamos Grécia) um único país. Na verdade, aquela região era constituída de uma série de pequenas cidades (de no máximo 50.000 habitantes) que eram independentes e autônomas (assim como se cada estado brasileiro fosse independente....).
Não eram, também, cidades como conhecemos hoje. Na maioria delas só se produzia pouca coisa, nelas existiam mercados, prédios públicos, templos e áreas residências, onde viviam as pessoas que prestavam serviços (comerciantes, pequenos artesãos, etc) e os grandes proprietários de terras que não precisavam permanecer no campo.
Assim, naquela época a cidade dependia do campo para existir. Era na área rural que se produzia tudo o que era necessário para a sobrevivência das pessoas que viviam no campo e na cidade, bem como tudo o que pretendia trocar por outras coisas que não se conseguia produzir.
Nos campos, na maioria das vezes, os proprietários trabalhavam na terra junto com seus empregados ou escravos. Não era muito comum que apenas os escravos trabalhassem, aliás, isso só acontecia com os escravos públicos (que pertenciam à cidade), como por exemplo, os escravos dos atenienses que trabalhavam na mineração de prata nas minas da cidade.
Essas cidades eram muito diferentes umas das outras. Havia formas de governo diferentes: cidades governadas por reis; por um pequeno grupo de ricos proprietários; por todos os cidadãos reunidos em assembléia, etc. Mas, desde que fossem independentes, eles as chamavam de póleis (plural de pólis). Cada cidade tinha um Deus ou Deusa de devoção diferente (a divindade da cidade ou políade). Cada uma com suas leis específicas, feitas por eles mesmos ao longo do tempo.
No entanto, todos os habitantes destas cidades falavam uma língua comum. Apesar dos diversos dialetos (variações da língua de cada região) todos se entendiam. Compartilhavam, também, de uma série de Deuses que eram adorados em todas elas (os Deuses do Olimpo), e freqüentemente se reuniam para festividades em nome desses Deuses (e Deusas) nas festas pan-helênicas (um exemplo delas são as Olimpíadas).
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