Grupos

 

Um ano mais feliz

 

               

                   Ano Novo, vida nova.

 

                  Que os sonhos possam ter vez na vida de cada ser e nelas se concretizem.

 

                 Que todas as coisas tristes que passaram sejam esquecidas e transformadas em experiências positivas, que o novo amanhã renove cada projeto e que cada oportunidade dada sempre pela vida seja alcançada e vivida.

 

                 Sim, neste período tão especial normalmente paramos para pensar em nossas vidas, os acertos e desacertos do ano anterior e as expectativas, esperanças e sonhos a concretizar neste novo tempo que iniciamos.

 

                 Somos levados a planejar mudanças, imaginamos viver situações diferentes das que já tivemos, mas, mais do que nunca, sonhamos, medimos e arquitetamos nossos projetos a serem concretizados.

 

                 No entanto a vida, o ano novo, nos pedem ousadia, determinação e atitude para que as mudanças ocorram, para concretizarmos o desejado.

 

                Recomecemos então neste espírito de esperança.

 

              Pensar positivo no que desejamos já é um bom começo, esqueçamos o que não foi possível e renovemos os nossos votos com perseverança, alegria e renovada esperança.

 

              Dedico este pequeno mas rico texto, a todos sem exceção, com um intento mais global é “dedicado a um ano novo mais feliz” para toda a humanidade.

 

             Feliz Ano Novo repleto de saúde, paz e realizações.

 

             Bérgson Frota

 

 

                                   (Foto : www. yunphoto.net)

                         (Publicado no O Povo em 27.12.2008)

 

 

 

Centenário

do açude Cedro

 

Bergson Frota


         Há exatamente 100 anos era inaugurado o açude Cedro, obra prima da engenharia brasileira do final do século XIX. Este colossal açude retrata as esperanças do governo central na época para minimizar o sofrimento do nordestino, em especial o cearense que muito havia sofrido na grande seca de 1877 e que durou até 1879, custando ao Ceará, segundo o historiador Barão de Studart, 119 mil mortos e expatriados 5.500, bem como o desaparecimento total da indústria criadora.


          A obra foi encomendada pelo imperador Pedro II, monarca sensível ao sofrimento de seu povo e que conforme a lenda histórica, ao ouvir os relatos de vários retirantes teria dito que venderia “até o último brilhante da coroa” para que nunca mais os cearenses morressem de inanição.


          Enviou ao Nordeste uma missão científica, especialmente ao Ceará, para estudar a questão da seca. Dela participaram os maiores expoentes da engenharia brasileira na época como o professor Raja Gabaglia, o Barão de Capanema e outros grandes nomes.


          Determinada a construção do açude, escolheu-se a região semi-árida de Quixadá.

 

          As obras da barragem foram iniciadas em 1881 (ou 1888, segundo outras fontes), foi quando começou o levantamento da monumental parede de pedra, engenho de arte e beleza, que veio em 1977 a ser tombada pelo Patrimônio Nacional.


          A obra prosseguiu por quase 25 anos, e depois da abolição da escravatura teve como força o braço livre dos agricultores da região.


          A conclusão do grande açude se deu já na República, em fevereiro de 1906, no governo de Afonso Pena.


          O Cedro foi o primeiro açude público do Nordeste, símbolo maior da luta do nordestino pela sobrevivência contra as adversidades da seca.  Possui um reservatório com a capacidade para 125.694.200 metros cúbicos, com uma profundidade máxima de 16 metros e uma bacia hidrográfica de 120 km quadrados.


          Da parede do açude, feita artesanalmente de pedra, vê-se a bela formação rochosa que é o símbolo da cidade de Quixadá: a pedra da Galinha Choca.


          A construção do Cedro foi um grande desafio, não só pelas difíceis condições da região na época, mas também a prova de que o nordestino não se acomoda perante a maior das adversidades que tem enfrentado: a seca.


          Ao finalizar, fica a frase concisa mas grandiosa que melhor define o grande açude dita pelo biólogo paranaense Fábio Angeoletto: “Pergaminho pétreo que nos conta a história evolutiva de um animal cujas armas não são garras ou mandíbulas poderosas, mas a capacidade de criar e disseminar cultura”.

 

                 (Publicado no jornal O POVO em 19.03.2006)

 

 

 

 

                                                                    

Igreja Matriz

(do alto do Cristo)

                                                                                    

Minha Canção do Exílio

 

Dalinha Catunda


Minha terra é Ipueiras,
Onde corre o Jatobá.
Fica ao pé da Ibiapaba,
Ao norte do Ceará.


Nossa gente tem histórias,
Gostosas de se escutar.
Não permita Deus que acabem,
Com as tradições do lugar.

Lendas de bala e botijas,
Ouvi os antigos contar.
História de Iara, mãe-d’água,
Feliz ainda hei de escutar.

Minha terra tem palmeiras,
Das lendas de Alencar.
É a nossa carnaubeira,
carnaíba, carandá.
No farfalhar do seu leque,
Ouvi o vento cantar.

Tomara Deus que eu não fique,
Ausente sempre de lá.
Ao sopro de um Aracati,
Desejo me refrescar.
E ouvir cantar a graúna,
Ao invés de um sabiá.

 

 

 

          “Continuando nossa homenagem aos nomes que divulgam com brilho Ipueiras, aponto esta poesia de Dalinha Catunda como um hino de amor à terra que cedo deixou, mas  em que lá deixou preso  seu coração.” (Bérgson Frota)