A saga de Gerardo: uma Mello Mourão (Marcondes Rosa de Sousa)
16:31 @ 19/10/2007
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A SAGA DE GERARDO:
UM MELLO MOURÃO
Tudo fiz. Não poderia deixar de ir á noite de autógrafos do livro “A Saga de Gerardo: um Mello Mourão”, do acadêmico e professor
Ontem, o Centro Cultural Oboé estava pleno de personalidades: acadêmicas, políticas, das Guaraciabas e Ipueiras. Reencontros com os de Ipueiras, desde os dos tempos da Escola de Dona Ester, a relembrar palmatórias (não vi Lelete, por causa de quem levei os primeiros bolos, mas a Elisa Maria, irmã dela. contemporânea mais direta de Solange, minha irmã, estava lá). Lá estavam contemporâneos como Nagib – a pregar a união entre Ipu e Ipueiras, a sonhada por ele “grande metrópole” (a perguntar por Walmir, meu irmão, o único de nós, a ser admitido como “ipueirense”) outras e outros mais antigos que eu, a me reconhecerem, em meio a outros mais ligados
A meu lado, o mais velho do clã dos “Dólar(e)s” – assim que se escreveria? - (o Zé, meu vizinho) e Silvana Frota, a jornalista.. Na fila em frente, prefeitos (de Ipueiras e Guaraciaba), o já octogerário Paes de Andrade. Do outro lado, a família dos Mello Mourões – que depois soube que haviam sido registrados, os filhos, como nascidos em Ipueiras, pelo próprio Gerardo...
A apresentar o escritor, um grande nome, um octogenário escritor, com nome mundial, Antonio Olinto, da Academia Brasileira de Letras. Após os emocionantes e descontraídos falares, fotos e papos no coquetel.
No livro, um cartão, com fotos de Gerardo a abraçar o Prof. José Luís Lima.
Ao fim, uma “Nota”:
“Pretendíamos homenagear o Poeta, por seus noventa anos, com a edição do livro – A Saga de Gerardo: um Mello Mourão, cujos originais ele chegou a ler e deu sua aprovação. A homenagem, agora, se faz celebração plena de saudade.
Até um dia, Poeta!”
A encimar tal nota, o Poema de
Lentamente o sol se põe.
Vai, pouco-a-pouco, perdendo sua majestade
E se encontra com o mar,
Dando a impressão de um mergulho.
Até chega a lembrar Exupéry:
Quando estamos tristes, gostamos do pôr-do-sol.
Tal qual o sol, o poeta vai se pondo, partindo
E não posso dizer-lhe adeus.
A província, a Terra-da-Luz,,
Perdeu seu Capitão-Mor nascido
No País dos Mourões do Siarah Grande.
Sem o tropel dos cavalos, longe do tilintar das espadas,
Gerardo partiu, deixando, na saudade, as marcas de sua Saga,
Em olhos vermelhos pôr-do-sol.
***
No posfácio do livro, Gonçalo de
“... esteve bem
O livro em apresentado, sob a forma de poema, por Artur
Na contracapa, o simpático, sensível e inteligente Embaixador Gonçalo Mourão, que, horas antes, em solenidade na Assembléia Legislativa, já falara, em nome da família.
Ao se ajeitar meu computador pessoal – estou num de empréstimo – mais informações sobre o lançamento do livro e dos papos.
Por enquanto, apenas o clima de festas, abraços, relembranças, até com Paes de Andrade, e o Embaixador Gonçalo Mourão e seus irmãos, sobre os “bolos de Dona Ester”, o artigo “O retrato que dói” e a restaurar o clima de paz, quem é de fato (Braga poderia lá estar) filho das “ipueiras”: Gerardo teria registrado seus filhos a habitar o clã dos mourões? Sim, o que lá da família ouvi.
Lá, fotos com ipueirenses, sobretudo,
Lá, quem sabe, quem sabe, uma subida ao Corcovado da Caatinga – onde as torres, numa ignorância literalmente dos diabos (concordam comigo Neném Cazuza, o prefeito, que promete, com a população, lutar pela transposição das tais torres, hoje a arranhar o Cristo (há artigo meu desde quando, do retorno de N. S. de Fátima – 50 anos atrás era eu “Jacinto”, pouco antes dos milagres) e ali voltava para rever a Virgem de Fátima...
Muita coisa a me lavar a alma: os papos com Nenen, que teve a gentileza de me deixar de volta em casa, quando me viu a procurar um táxi. Papos sobre Ipueiras – eu em francos elogios escutados sobre a administração dele. E, no livro, o poema “São Gonçalo da Serra dos Cocos”, do meu amigo “Pe.
Mas foi aí que vi o velho Joaquim Alves a vibrar e todos com ele: “E você entendeu alguma coisa?”. E ele: “Não, mas fiquei todo arrupiado. Parecia música”. Tal frase, revolucionaria toda a minha visão sobre linguagem literária, a ter a música como backgroud e buscar-nos as forças do inconsciente.
***
Aqui, pois, numa homenagem a Geralinho, que foi para Sobral enquanto rumávamos Frota e eu para Petrópolis) e de quem recebi notícias positivas a este talento ipueirense por vezes esquecido, o poema, afinal e, por enquanto, “ao final” desta mensagem:
São Gonçalo da Matriz
Achado ao pé da palmeira,
Por caçadores famosos,
Na grande serra altaneira.
Levaram o São Gonçalinho
Com grande empenho e carinho,
Todo mundo bem alegre,
Com o pequeno santinho.
Quando foi no outro dia,
O povo com alarido
Foi rezar no oratório:
O santo tinha fugido.
Procuram por todo canto.
Correm ao pé da palmeira...
Pois no mato estava o Santo
Bem simpático e prazenteiro.
***
E sobre essa visão de nosso folclore, conclui-nos Gerardo Mello Mourão (à pág. 32, do livro lançado):
“Não sou um poeta nordestino. Sou um nordestino poeta. É outra coisa. Por isto sou fiel às substâncias líricas de minhas ribeiras da Ibiapaba. Com licença dos folcloristas e do folclore em geral, não estou aqui para fazer folclore. Não sou um tipo folclórico. Mesmo as letras de
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