Inesquecíveis momentos no Center Um II (Marcondes Rosa)
17:24 @ 04/12/2007
INESQUECÍVEIS MOMENTOS NO CENTER UM (II)
Zequinha, para mim o mais eufórico da festa, aqui já fez oportuno registro da presença nela pelos ipueirensesi
“Marcaram presença os conterrâneos: Costa Matos, Alderí, Lalú, Marcondes,
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Destaque, sim, para o casal Costa Matos e Alderi e por extensão, a família. Gostei do gesto da bela filha de Carlito, ao ir lá à frente e, num afetuoso beijo, cumprimentar o exitoso pai. Antes do show começado,
Numa roda com Hélder Sabóia e Frota, conversei, um pouco com Costa Mattos. Falei-lhe do acompanhamento de sua carreira poética, desde que, infante ainda, dei com o seu “Pirilampos”, lembro-me bem, na mesma mesinha em que ficava (coisas de Dona Adaísa) no mesmo móvel em que, a um importante canto da ampla (em minha visão infantil) “sala de jantar”, onde um rádio “Sentinel”, todo encapado, alimentado por pesada bateria, a nos trazer, entre outros, programas, em onda curta, o Repórter Esso, e onde, não sei por que, um dia, dei-lhe (no Rádio) uma forte porrada. Eu não gostava da propaganda de uma loja que se apregoava, em Recife à “Rua Conde da Boa Vista 232”. Um dia, ao passar por Recife, já bem adulto, passaria eu por esse endereço, para mim sufocado na mente como autêntico “arquétipo”. Tudo isso, porque, a meninada, nas ruas das Ipueiras antigas, enchia-me o saco com o refrão: “Conde, condinho, cadê a Carminha”, numa alusão a mim, que queria ser padre, que entre os dois – Carminha e eu – havia algo mais que amizade. Carminha não estava ali. Lelete e Fátima, sim.
A Lelete foi saudosa responsável pela única dúzia de bolos que, de Dona Ester, levei, quando sozinho, acertei questão que me dava, segundo as regras da feroz Dona Ester, submeter toda a classe (sala multi-seriada) ao castigo. Lelete – lembro-me – olhou-me como a pedir piedade. E eu, cavalheiro, deixei a feroz arma, cair suavemente sobre a palma de sua mão. O episódio, um dia, seria a motivação do artigo “O retrato que dói”, criticado, outro dia, por um colega. Mas foi graças a esse artigo que Gerardo Mello Mourão reencontraria a paz entre os políticos do Ceará. “Só o Marcondes poderia escrever esse artigo” – diria o então secretário Antenor Naspolini, em Palácio. Tasso Jereissati, idem. O curioso é que, com a história, evitei que o reacender de preconceitos contra Gerardo se agravassem no Ceará. E minha alegria foi quando ele – disse-me Antônio Mourão Cavalcante, repetiu a mesma frase de Naspolini. O fato é que sentimentos de fundo do posso, nele Gerardo e nos contra Gerardo, se amainaram. E é muita coincidência que Gerardo fosse, daí por diante, homenageado com os mais altos títulos em nossas universidades, inclusive pelo Grupo Edson Queiroz... Lelete, agradeço-lhe por isso, razão dos únicos bolos que de Dona Ester recebi, possibilitou a paz. Teria eu um sinal disso. Só aí, percebia eu, como muitos, herdara a feição conciliadora de toda uma galeria de educadores a habitar Ipueiras, Wencery, meu pai, inclusive.
Costa Matos, no papo, quando lhe enalteci os poemas, ao lado do dentre em pouco centenário Kideniro e da longa galeria dos pacificadores, confessou-se aluno de Dona Ester. No elenco de músicas ali apresentadas por Carlito, alguns poemas de Costa Matos, como letras: os versos de “Eu hoje”, culminados com a chave–de-ouro “... mas nada me detém, nem céus nem mares... Meu Deus, eu nem sei mais olhar pra trás” (Do CD Alguém que sonha e cata). No poema Isolamento, o decantar da “calma sem fim” que “faz bem a gente” e a sensível herança do pai na poética do filho, além do lirismo nostálgico de A saudade na Volta da Jurema, entre outros.
Costa Matos, a mim, pede o endereço postal convencional. Quer a mim enviar livro que escreveu em memória a grande acadêmico e intelectual da história cearense:
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