Grupos

 

 

 

INESQUECÍVEIS MOMENTOS NO CENTER UM (III)

 

 

Papos muitos, entrecortados, antes de o show começar.  Conversando com Helder Sabóia, pondo nossas histórias-de-vida em reencontro, nem me havia apercebido de que, ao se volitarem as mesas para o palco armado para o show, estavam sentados, justo a meu lado, Waldonys e os que o acompanhavam.  Carlito diz a Waldonys do que eu escrevera sobre a “gafe minha” ao não me lembrar do “internacional Waldonys”.  Ele, humilde, se ri.  Falo-lhe da emoção que o DVD “Waldonys – Vinte Anos de Carreira” em mim despertou.  Não apenas pela qualidade de um excelente DVD gravado ao vivo.Tocou-me, antes de tudo, a reverência de Waldonys a “Seu Luiz Gonzaga”, ao “pa(i)drinho Dominguinhos e a Sivuca com a belíssima e sentimental interpretação por Waldonys de João e Maria, dos anos 40, que receberia, após, letra de Chico Buarque. No DVD, sem dúvida, a homenagem, com a música “Andando e vivendo” de nosso Carlito Matos, citado por Waldonys ali presente.  E dos convidados especiais, no palco e nos camarotes, Renato Borghetti, Fausto Nilo (histórico amigo meu) e Tânia Alves, que tiveram “participação especial”, além de outros ilustres, como o Ministro César Ásfor (velho conhecido na UFC), letrista de música de Peninha, focado nos camarotes.

 

Instrumentistas todos dão banho, sobretudo, Borghetti, em verdadeiros e virtuosos desafios, no show.  Ponto alto, disse eu a Waldonys, o Hino Nacional, embora tenha eu captado maior que a interpetação no Theatro José de Alencar, a executada, todos ao se dar as mãos, ao final da reunião do PSDB nacional, no Oásis Hotel, onde senti um toque emocionado de “toada nordestina”.  Waldonys, ali, disse concordar comigo...

 

Em vários momentos, ao lado, trocamos, Waldonys e eu, comentários rápidos.  Depois, ele iria até o palco acompanhar, no acordeon, canções de Carlito.  Isso, sem antes, ser justo com o valor de Carlito, nas letras e músicas, sobre várias temáticas e em diferentes ritmos, todos, em palmas a acompanhar.  Note-se que, ali, além de conterrâneos ipueirenses, muita gente ligada à música cearense e oriundos das diversificadas amizades do compositor e músico ali homenageado.

 

Ao final, indaguei a Waldonys onde encontrar seu DVD – eu havia recebido um de Carlito mas gostaria de recomendar e dar alguns presentes.  Ele me disse que, fácil, ali perto, na “Desafinado”, onde encontrei muita coisa dos amigos e “remasterizações preciosas” dos tempos dos discos em mono.  No DVD que comprei, o telefone para vendas: (85) 3253.4055.

 

Na noite de autógrafos, ali, Carlito Cartos, visivelmente grato e emocionado, autografava, em longa fila: Carlito Matos – Coletânea; Alguém que Sonha e Canta, e Andando e Vivendo. Informações maiores poderão ser obtidas em seus contactos: (85) 3264.31.10 e (85) 91716607).

 

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REAÇÕES COLHIDAS

DOS VÁRIOS CLOSE-UPS

NO SHOW

 

Já tarde, após tudo, alguns rápidos close-ups. Cristina e Corrinha falam-me da Matriz e do Buriti.  Elogio emocionado texto de Corrinha, na missa do pai, Guarani.  Ela agradece, mas confessa que foi expressão coletiva de todos.  Cristina SE surpreende com o retrato do pai e da mãe a correr mundo nos Blogs e Grupos de Internet e me diz: “Se soubesse que papai e mamãe circulariam tão longe, mandaria fotografia maior e melhor”.  Digo a ela que mande.  Todo tempo é tempo e um conciliador como o casal é ícone, por certo, que merece mais que uma foto.

 

Tadeu, sentado e, em silêncio a escrever, indaga-me se, em janeiro, toparia ir a Ipueiras, por ocasião de comemorar aniversário de sua turma no Colégio Otacílio Mota, sentindo importante integrar os ora ali e os lá ficados, em Ipueiras, num projeto comum, a unir presente, passado e, já na onda de Celso Furtado e de Bento XVI, da esperança por um “amanhecer” mais justo....  Topo. E lhe indago sobre o ritmo lento da recuperação do “sítio” do Braga.  Ele me dá conta da falta de tempo de Braga que está tentando transferência para o Ceará: aí poderá dar mais tempo.  Frota Neto, o tempo todo, itinerante, a papear aqui e ali.  Raimundo Frota, a vibrar com Carlito e seu entorno musical, a indagar-me que tal um encontro desses, com Carlito Waldonys e todos nós, em Ipueiras.  Ao lado, o pessoal que organiza os encontros do Oásis (não o hotel), já a responder que essa a idéia deles: um encontro em Ipueiras. E me perguntam o que acho.  A vibrar concordo.  A arte nos une e (co)move montanhas.

 

Os Medeiros (Renato e Edésio) me são reencontros.  Unidos aos demais – como nos velhos tempos – como, nos de crianças, ao compartilharem da mesma rua.  Gessy me indaga, última vez que esteve comigo, na Assembléia Legislativa, a me perguntar em qual dos títulos.  Respondo-lhe que quando fui agraciado com a Medalha “Otávio Lobo”, que, por sinal, vai ser conferida a Lauro de Oliveira Lima.  Ela, que já trabalhou no Agapito dos Santos, ao tempo de Lauro, alegrou-se.  Disse a ela: “estarei lá” a me encontrar com você. No mais, infindáveis abraços, acenos, Maria Sólon, como que símbolo, de tantos outros a nos dar a mãe e nos jogá-las em convidativos acenos de união em torno, assim percebi, de um projeto. E a certeza de que o melhor cimento a nos amalgamar a todos é, seguramente, a arte.

 

Do Center Um, saí a dar razão a Zequinha.  Dalinha, Nonato, Jean Kleber, Tereza Mourão e Socorro Matos (nos States) e muitos outros – fora até, silentes mas participativos nos grupos – ávidos sim da união de nossos “históricos pedaços” soldáveis pelos tijolos extraídos da argamassa no caldo das “águas retiradas”, onde passado, presente e futuro se dêem, em esperança, as mãos.

 

De volta para casa, telefonei para Walmir, que não pôde comparecer, já que em encontro de procuradores legislativos, em João Pessoa.  E para Solange que, não podendo comparecer, pediu-me as impressões sobre o encontro. E os dois me pediram transmitissem a todos seus sentimentos a se afinarem, em mãos e em alma, com os daquela noite ali no Center Um.

 

 

 

 

 

 

 

Comentários

(02:02 @ 13/04/2008) Jean Kleber disse:
A noite do Center Um aqui retratada por Marcondes Rosa constitui-se num momento previlegiado de nossa vida, nós, que vivemos a juventude em Ipueiras. Carlito, com seu talento, nucleou-nos para um abraço fraterno embalado por seus versos e sua música. Bela crônica.