Uma tarde agradável (Marcondes Rosa)
14:21 @ 31/03/2006

Everardo e família
UMA TARDE AGRADÁVEL
Marcondes Rosa de Sousa
Primeiro foi Braga, o coodenador do virtual “sítio” – www.ipueiras.com, o da Cidade Monarca, e do Grupo Ipueiras. Ele foi recebido na pousada de Everardo Mourão e Aninha. Depois, a vez de Dalinha, em rápida passagem por Fortaleza, a caminho de Ipueiras.
Dalinha me telefonou. Não queria, desta vez, papos virtuais, só por telefone. Descrevia-me os afagos conterrâneos da Pousada. Estava ávida por papos de corpo presente. E o casal a anfitrioná-la já anunciava almoço na iminência de ter de ser servido. Mas tinha o prazer de retardá-lo um pouco para um encontro especial. E lá me fui...
Papos muitos, sôfregos até, na premência do tempo e dos muitos assuntos na conturbada pauta: o virtual “sítio”, a “pracinha”, os grupos vários, o blog, os encontros crescentes – os lá ficados, os egressos pelo País, no Globo até. E, em meio a isso, o olhar de fora descobrindo, cada vez mais, atrações e potencialidades: nos “causos”, na arte, na cultura, na economia, no turismo de serras, macambira, águas muitas – presentes ou retiradas.
No almoço, a re-evocação de nossos perdidos sabores. E, de certa forma, ali na pousada, o conforto e a atração do baixo preço cobrado aos hóspedes, nas relações acolhedores, nada impessoais. À mesa, o sabor caseiro mesclado ao elogiável refino (sem lhe descaracterizar a origem) dos padrões hoteleiros.
O casal registrou, em fotos digitais, vários ângulos do momento, que, doutra feita, aqui serão mostrados, num apelo a que a Pousada se torne o “point” dos conterrâneos e eventuais amigos, em passagem por esta outrora “lousa desposada do sol”, a “Fortaleza Bela” de nossa atual prefeira.
Everardo, esbelto, cinco quilos a menos, na batalha por mais cinco a emagrecer. Pedi fotos dos ambientes da acolhedora pousada que visitamos e do nosso encontro em papos tanto os dos “revirar as saudades” (expressão de Walmir Rosa) como dos possíveis saltos que Ipueiras poderia dar em seu projeto para o futuro.
Na saída, descubro que Pedrinho, o neto primeiro, possivelmente teria ligado a luz do carro. Várias horas haviam descarregado a bateria. Aí, cena inédita: Everardo, no volante, botando o carro para pegar. Dalinha, Aninha, a filha e eu ... a empurar o carro que, felizmente, funcionou.
Mas, em compensação, ficou-me a recordação. Everardo nos presenteou com uma dessas garafinhas “tamanho cajuína”. Em estético rótulo, “Aguardente São Gonçalo. Versão Prata. Foto estética de Raimundo Mourão e Melo. Desde 1888.”
De nível. Com estilo.
Uma agradável tarde. De outra feita, com fotos sobre a Pousada!
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