Outra pátria (Dalinha Catunda)
18:15 @ 06/09/2008
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Olavo Bilac
Outra Pátria
Dalinha Catunda
O Povo - 06/09/2008
Amar com fé e orgulho,
A terra em que nasci.
Aprendi ainda na infância,
Nos hinos e poemas que li.
Ó minha pátria sagrada,
Cadê teus encantos mil?
Poluído e acinzentado,
Hoje vejo teu céu de anil.
Teus rios, mares e florestas,
Carecem de preservação.
Na natureza não há festa
Predomina a devastação.
Se a boa terra jamais negou,
A quem trabalha seu pão.
Por que fazer do nosso pobre,
Um reles parasita da nação.
Sonegando-lhe trabalho,
E humilhando o cidadão.
Que recebe bolsas e vales
Enterrando o orgulho no chão.
Quem não vive do trabalho,
Do seu suor e da sua mão,
Não pode ter amor próprio,
Nem orgulho da sua nação.
Como imitar a grandeza,
Dessa terra em que nasci.
Se o exemplo lá de cima
Na verdade ainda não vi.
Por isso eu digo e repito,
Aos dirigentes da nação.
Primeiro dêem exemplo
Depois cobrem ao cidadão.
O que li de Bilac é passado,
Sentido não faz agora.
Minha pátria hoje é outra.
Tenho saudades d'outrora.
Comentários
(23:33 @ 06/09/2008) Jean Kleber disse:
Dalinha Catunda e sua consciência social e política A gente lê e re-lê e a cada leitura encontra mais significado nos seus versos. Parabéns, Dalinha.