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A chuva do caju (Bergson Frota)

01:35 @ 04/10/2008

      

 

                           

    A Chuva do Caju

 

 

        Início de outubro e de repente começa a chover.

 

        Já se passou o inverno, mas cá no Ceará, o caju precisa de água e o céu derrama sem se atrasar.

        

         Nas ruas da cidade o povo corre desprevenido, parece dia de inverno, o sol some e o claro azul se transforma no cinza azulado.

 

         As ruas agora banhadas lembram ao povo do bom caju, cuja castanha nos dá um aperitivo maior ao sabor de várias comidas e também bebidas.

 

         Aquela fruta vermelha clara ou escura, no mais comum amarelada veste os quintais ainda de muitas casas aqui em Fortaleza, e no campo onde o resistente pé cresce, leva fartura para o povo no lucro da venda e na boa e rica alimentação proporcionada.

 

         O caju é a nossa maçã, a maçã do sertanejo, e há quem lembre sequer que a fruta é a castanha?

 

         Isso não importa, ambos são saborosos, marcas de gosto inesquecível de sabores que nos fazem desejar ainda mais um bom suco ou uma tostada castanha.

 

         A chuva parte logo.

 

         No chão molhado a natureza cumpriu sua promessa.

      

          “Logo teremos caju” – Pensa alguém.

 

         Sim muito em breve teremos o gosto saboroso desde presente dos deuses, e o sol agora volta a banhar a cidade secando o que a chuva molhou, depois de fecundada a terra que não tardará a brotar.

 

                                                                               Bérgson Frota

 

                           (Foto : pascoalita.blospot.com)

 

                                                             

Comentários

(19:32 @ 04/10/2008) Jean Kleber disse:
A chuva do cajú não é apenas um evento meteorológico. É sobretudo um evento cultural, e Bégson Frota com sua habilidade de cronista soube dar-lhe brilho e emoção no presente texto. Parabéns.

(09:33 @ 05/10/2008) Marco Alves disse:
Uma pequena crônica, bem feita e ocasional.

(17:57 @ 06/10/2008) Darci ( do seu camaral) disse:
O Caju. Quanto caju lá no meu Lamarao. E meu pai a dizer: etsa faltando a chuvinha pro caju. E aívinha ela para a alegria nao só dele mas de todos que tinham seus cajueiros. Os versos do Bergson me levam a estes tempos de crianca, de ouvir meu pai a falar da chuva do caju.

(22:09 @ 07/10/2008) Anônimo disse:
Parabéns Bérgson pela a crônica que chegou quase junta com a safra de caju. Um abraço, Dalinha Catunda