Águas retiradas - Em tom de prefácio (Marcondes Rosa)
18:55 @ 18/11/2008
(Em tom de prefácio)
Marcondes Rosa
15 de março. 2005
Amanhã, estarei divulgando junto a vocês artigo que hoje enviei, para a Página “Opinião” do Jornal “O Povo”, de Fortaleza (Ce), sob o título “Águas retiradas”. Espero que ele não ceda, no Jornal, lugar a matéria tida por mais importante.
Na verdade, é o contraponto de preocupação crescente, tocada por um grupo de “intelectuais, políticos e empresários” no Ceará. E essa preocupação vem em defesa dos interesses mais amplos, suprapartidários, de uma “agenda plural e coletiva” de nossa terra. Meus últimos artigos estão nessa linha.
É que a nós assiste-nos uma constatação: nunca foram tantos (e tão expressivos) os nomes de cearenses a brilhar na constelação nacional. Mas nunca, em contrapartida, os interesses do Ceará foram tão desprezados. Razão? A preocupação de cada um com o “seu pedaço” e, em última análise, sua eleição e fatia de poder.
Junto à opinião pública, resolvemos reacender as pautas comuns: a Refinaria, a Transposição do São Francisco, a interligação das bacias, os caminhos das águas, as “estradas todas” a nos levar à inclusão social e ao sustentável desenvolvimento.
Na conversa pessoa-a-pessoa e nas reuniões coletivas, estamos tendo êxito. Nos jornais e meios de comunicação, nossa mensagem está tendo repercussão. As adesões estão sendo espontâneas. E as preocupações com as candidaturas iminentes estão se colocando em segundo plano.
Nessa linha, peguei de “carta” que nosso conterrâneo Renato Bonfim enviou para o Jornal “O Povo”. Pincei-a para o Ipueiras Grupos. Tadeu, em comentário, no desenho dos “caminhos das águas” tocou na questão do “Lontras”. Ao Lontras, associou-se o Cupira. E pedi a Dr. Cláudio Ferreira Lima, que, comigo participa do grupo inicial na questão maior, e lhe pedi para verificar a situação do Lontras e (se for o caso) do Cupira. O mesmo assunto, ao me encontrar com Eudoro Santana, dirigente maior do DNOCS, toquei com ele.
As respostas, vocês viram. No caso do Lontras é projeto antigo, em fase final, à espera apenas de “vontade e decisão política”. Do “Cupira”, não temos maiores informações, coisa que espero dos ligados à administração municipal, de quem esperamos envolvimento.
Resolvi aproveitar meus curtos (mas, graças a Deus, lidos) espaços de exatos 1.600 caracteres (incluídos os espaços em branco) na Página “Opinião”, espaço a mim concedido quinzenalmente quarta sim quarta não. Nessa linha, tentei reproduzir a questão aqui discutida. Claro que com recursos literários, aproveitando alguns comentários que, do Grupo, colhi por e-mails e telefonemas pessoais.
Não o envio agora por questão de ética e pacto com o Jornal: só realizar a divulgação em outro meio, uma feita publicado, fazendo a referência ao Jornal.
Por enquanto, gostaria só de avisar que o assunto enquadra-se em dimensão mais ampla. E meu intuito é abrir caminhos para que Ipueiras não se desenhe como “águas retiradas” quando se retraça o São Francisco, numa nova sintaxe do “caminho das águas” e da interligação de bacias.
Sei que muitos, em Ipueiras (as autoridades sobretudo), ainda não entraram nos tempos da Internet. E não sabem como o local pode ser ajudado pelo global. Aqui, repito, meu interesse vai acima de qualquer interesse mais prosaico ou projeção pessoal. Meu interesse é apenas ajudar.
Até amanhã, quando, no Grupo Ethos-Paidéia, que, coordeno, e neste Grupo, estarei divulgando o “Águas retiradas”. E gostaria de redespertar Renato, Tadeu, Erivelton, Simone, Dalinha, Braga, Simone e dos demais – personagens importantes, todos, para que nossa saga vá além. Importante um contacto mais estreito entre os que, em Ipueiras (na administração pública e na sociedade), podem engrossar as fileiras em torno dos interesses comuns. Nessas fileiras, as diversas tendências não hão de se opor. Mas, ao contrário, de somar-se.
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Clique, para ter acesso ao citado artigo:
Águas retiradas (Marcondes Rosa de Sousa)
NUS, O REI E NÓS!...
Marcondes Rosa de Sousa
16. Março, 2005
Aí, afinal e já divulgado, o prometido artigo, espécie de reportagem de nossos papos, em nossa virtual “pracinha”, a ter o desprendido Braga por zelador.
A idéia nasceu de rápido encontro que, no Iguatemi, tivemos, ao acaso, Demócrito e Vânia Dummar, do Jornal “O Povo”, e eu, ocasião em que tecemos comentários sobre reunião, no Jornal, a ter, por temática, o atual conceito de “regionalidade”, no contexto do nacional e do local, caindo enfim sobre a necessidade de melhor estudarmos a tensão global/local.
Vânia, que, na Fiec, ocupa-se dos programas ligados à “responsabilidade social”, chamava-nos a atenção para a importância do “local”. E eu ressaltava, sobretudo ao pensar sobre a situação de esquecimento de nossas populações interioranas, a necessidade de pormos em close up os dramas e especificidades locais, num contraponto com o global a dar a esses dramas as mãos.
Confesso-lhes. Nunca um artigo me foi parto tão doloroso. Sobretudo pelo exíguo espaço de que dispunha. Mas não posso reclamar. Afinal, aí estão Ipueiras, o “sítio” e a “pracinha”, mais uma vez, projetados no jornal de maior tiragem do Ceará. Nossos dramas e sonhos, na Página “Opinião”, coração desse periódico, no artigo central da secção, onde dizem, caem com mais intensidade os olhares... Além disso, divulgado na Web: www.opovo.com.br, acessável em todo o Planeta.
Como se isso não bastasse, fiz dele a divulgação em três grupos de discussão: a) o “Ethos-Paidéia”, que coordeno e do qual participam, em todo o País, interessados nas questões da educação (escolar e social): pessoas instituições; b) a “Além da Visão” que reúne, coordenada pelo Prof. Saulo César Silva (SP), com gente de toda a América Latina; c) neste “Grupo Ipueiras”, onde se reúnem os “amigos de Ipueiras”: os lá residentes, os retirados de suas águas, os a estas ligados pelos laços do afeto.
Além disso, vali-me de minha pessoal “lista de endereços eletrônicos” (políticos, educadores, empresários), muita gente a se espalhar pelos “quatro cantos do mundo”, no dizer do poeta popular, por “Oropa, França e Bahia”...
A todos, minhas desculpas, se a exigüidade de espaço obrigou-me a corte de cenas, personagens omitidos. Se, por outro lado, quem sabe, espargi confidências e dramas locais por aí afora. Mas é que, em tempos globais, tudo é transparente. Estamos todos, como na fábula, nus. Não apenas o rei.
Fraternal abraço,
Marcondes Rosa de Sousa
Fortaleza
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