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Igreja Matriz

(do alto do Cristo)

                                                                                    

Minha Canção do Exílio

 

Dalinha Catunda


Minha terra é Ipueiras,
Onde corre o Jatobá.
Fica ao pé da Ibiapaba,
Ao norte do Ceará.


Nossa gente tem histórias,
Gostosas de se escutar.
Não permita Deus que acabem,
Com as tradições do lugar.

Lendas de bala e botijas,
Ouvi os antigos contar.
História de Iara, mãe-d’água,
Feliz ainda hei de escutar.

Minha terra tem palmeiras,
Das lendas de Alencar.
É a nossa carnaubeira,
carnaíba, carandá.
No farfalhar do seu leque,
Ouvi o vento cantar.

Tomara Deus que eu não fique,
Ausente sempre de lá.
Ao sopro de um Aracati,
Desejo me refrescar.
E ouvir cantar a graúna,
Ao invés de um sabiá.

 

 

 

          “Continuando nossa homenagem aos nomes que divulgam com brilho Ipueiras, aponto esta poesia de Dalinha Catunda como um hino de amor à terra que cedo deixou, mas  em que lá deixou preso  seu coração.” (Bérgson Frota)

Comentários

(15:05 @ 08/01/2009) Jean Kleber disse:
Acho este poema talvez o mais belo de Dalinha. O primeiro trabalho dela que publiquei no Suaveolens foi justamente este, no dia 31 de março de 2007!. Belíssimo!

(00:33 @ 10/01/2009) Lurdinha disse:
Parabéns pela escolha da Dalinha, seu trabalho é lindo. Amei !!!

(22:59 @ 11/01/2009) Dalinha disse:
Bérgson, Obrigada por indicar, o poema, " Minha Canção do Exílio", de minha autoria para este resgate tão importante. Obrigada ao Marcondes por abraçar a idéia. Agradeço também a Lurdinha e Jean Kleber pelos comentários. Meu abraço a todos

(10:59 @ 03/03/2009) ZECA disse:
Gosto muito das poesias que falam da minha amada Ipeiras.Parabéns,são lindas!!!.