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RAINHA DO CANGAÇO

 

Dalinha Catunda

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Maria Déa nasceu

No dia oito de março,

Não era igual às outras,

E um dia sem embaraço,

Juntou-se a Lampião,

E foi viver no cangaço.

.

Virou Maria Bonita,

Parceira de Lampião

Deixou a vida pacata

Para viver sua paixão

Entregou-se a Virgulino

Sem medo seu coração.

.

Saiu pelas caatingas

Fazendo vadiação.

Era mulher corajosa,

Usava arma na mão.

Foi rainha do cangaço,

Seu rei era lampião.

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Em meio à violência,

Teve fim aquele amor.

Lampião foi alvejado

Num combate de horror,

Tantos tiros pipocaram

Que o lampião apagou.

.

Maria vendo a desgraça,

Correu para socorrer.

Mas também foi baleada

E acabou por morrer,

Nos braços de lampião

Seu eterno bem-querer.

.

Virgulino e seu bando

Tiveram um triste final

Após a morte, degolados

Num macabro ritual

E o fim de Maria Bonita,

Não deixou de ser igual.

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Salve Maria Bonita,

E sua cumplicidade.

Mulher de atitude

Buscando felicidade.

Amou e foi amada,

Apesar da brutalidade.


 

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