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Tim por Urbano Vilela

Tereza Mourão ao lado

 

 

UM LUGAR NA HISTÓRIA

PARA TIM MOURÃO

 

Depoimento de Mauro Benevides

 

 

MAURO BENEVIDES (foto), de histórica carreira política, no Ceará e no País – desde deputado estadual, em seu estado, até a função de presidente do Senado, em nossa República -  recebe, em seu gabinete, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a Tereza Mourão, filha de Francisco Soares Mourão (conhecido por Tim Mourão). Na pauta da informal conversa, um depoimento sobre o lugar de Tim na história e na vida política em Ipueiras, na Região Norte e em todo o Ceará.

 

Tereza Mourão sugere a pauta. Tendo Mauro Benevides conhecido seu pai, desde quando este se elegeu Prefeito Municipal de Ipueiras, em 1958, pede que ele discorra, livremente, sobre aspectos importantes como: a) em que circunstâncias teria conhecido Tim Mourão; b) a eventual influência que seu pai havia tido na carreira política do entrevistado; c) sua visão sobre a figura de seu pai como político, homem de negócios, industrial que era, e como pessoa enfim.

 

 

DIGNIDADE DE ATUAÇÃO

 

Em 1958, era eu vereador de Fortaleza, integrante do Partido Social Democrático (PSD) e entendi de postular uma cadeira na Assembléia Legislativa do Ceará. Um dos apoios significativos que, naquela ocasião, recebi, além dos dois municípios mais próximos à minha família - Pacatuba e Quixeramobim –, somaram os de Ipueiras e Poranga.

 

A essa época, Poranga havia se emancipado politicamente de Ipueiras. Mas Tim Mourão gozava de excelente conceito em toda a região, não apenas em Ipueiras, mas em suas adjacências – Poranga, Ipu, Pires Ferreira, Nova Russas, Tamboril, Sucesso, Crateús, Novo Oriente...  Tim Mourão era sempre acatado e respeitado como homem de bem, que sabia cumprir com seus compromissos. E, sobretudo, tinha uma linha de dignidade de atuação.

 

Quando ele empenhava sua palavra no sentido de apoiar um candidato, ele sabia fazê-lo com desenvoltura, lealdade e sentimentos mais nobres, o que hoje escasseia nos homens públicos que atuam nos planos municipal, estadual e, sobretudo, no federal, onde a classe política atravessa momento de extrema dificuldade, pelo descrédito em que ingressaram os integrantes do legislativo e do próprio executivo, nesses deploráveis fatos de “mensalão” e “mensalinho”. Tudo isso, além das deturpações que se registraram no processo eleitoral com o “caixa dois” e todas as suas conseqüências nefastas para garantir credibilidade à classe política brasileira.

 

Tim Mourão, naquele ano de 1958 – um ano difícil para o Ceará, porque marcado por uma seca inclemente e implacável -, enfrentou aquela luta, tendo-me ao seu lado. Nós conseguirmos realizar um excelente trabalho. A essa época, havia uma coincindência nos pleitos municipal, estadual e federal. Então, ao mesmo tempo em que eu me elegia deputado estadual, tendo votação expressiva em Ipueiras – salvo engano, com 1.800 votos – ele se elegia prefeito desse município, absorvendo consigo próprio, sua consciência e sua comunidade, a responsabilidade de realizar uma grande administração.

 

Mesmo com recursos parcos (praticamente os originários do erário municipal), ele reuniu todas as suas forças e até os seus recursos próprios, que ele sabia utilizar de forma desprendida. Tudo isso ele fez para que sua administração tivesse a característica de algo que impulsionasse o desenvolvimento daquela região, sobretudo do município de Ipueiras.

 

Ele se confrontou eleitoralmente com um dos líderes tradicionais da UDN (União Democrática Nacional), Sebastião Matos (foto) - ele, Tim Mourão, como líder do antigo PSD (Partido Social Democrático). Havia outras importantes correntes: o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), o PSP (Partido Social Progressista), o PC (a facção comunista da época). Uns cinco ou seis partidos, em um pluripartidarismo ainda incipiente.  Esse era o quadro. Mas, naquele tempo, as duas forças que se digladiavam no Ceará eram o PSD e a UDN.

 

Tim Mourão (foto da Galeria dos Governantes da PM de Ipueiras) empalmou o mastro de nossa bandeira de luta. E soube fazê-lo com maestria, dignidade e hombridade incomparáveis. E, a mim, garantia, naquele instante (1958), a condição de deputado mais votado do Estado do Ceará. Fato que se repetiria em 1962, quando, eleito mais uma vez, me vi distinguido com a escolha de meu nome para presidir a Assembléia Legislativa do Estado, num dos momentos extremamente delicados de nossa vida político-institucional (o período de 1963/64/65).

 

Não é difícil identificar-se essa fase, quando, no País, se agudizaram as questões entre militares e políticos. A essa época, os fatos encontraram as frestas da Assembléia Legislativa, na busca por se preservarem os ideais de liberdade, justo com aqueles que representavam a conspurcação de tudo isso, vale dizer - a anormalidade que passou a vigorar no País.

 

 

OS FILHOS CONSEGUIRAM

POSIÇÕES COM DIGNIDADE

 

 

Convivi com Tim Mourão em sua intimidade, na de sua família. Seus filhos todos, eu procurei ajudá-los, quando preciso fosse, apontando essa ou aquela alternativa de aproveitamento no serviço público. Como todos eram competentes, conseguiram as posições com a maior dignidade, com o mesmo espírito público que herdaram do pai.

 

A Elisa Maria foi aproveitada nos quadros do Ministério da Fazenda, no cargo que hoje equivaleria ao de “auditor fiscal”. A Cosmanete – que esteve mais próxima a mim, consegui situá-la no Departamento Mecanográfico da Secretaria Estadual da Fazenda, onde ela se revelou talentosa, cumprindo todas as suas missões e granjeando as simpatias entre os colegas de repartição e o respeito de seus chefes. Sobretudo, na época em que teve por chefe um também “Mourão” – o Raimundo Mourão da Rocha, nascido em Crateús, que, com ela. se identificou, colocando-a em posição de destaque, naquele órgão, aonde ele chegou à chefia pelos degraus da antiguidade e experiência.

 

Com relação ao “nosso Vavá” (Antônio Vagner - foto), eu o aproveitei nos quadros da Assembléia Legislativa. Fiz uma contratação para que ele prestasse serviço ao Poder Legislativo. Ele ficou algum tempo. Mas, depois, entendeu que, nas Ipueiras, teria melhores condições de sobrevivência do que naquela função – que não era tão modesta. Era uma função “regular”, que lhe teria dado tranqüilidade para que o serviço público pudesse ampará-lo quando necessário, mesmo que tivesse ele nascido em “berço de ouro” – o berço que Tim Mourão oferecia a seus filhos, já que era homem realizado, um empreendedor, que tinha propriedades rurais (lembro-me da Fazenda Barriguda, onde por umas duas vezes estive). Mas o fato é que Tim Mourão "di-la-pi-dou" todo o seu patrimônio, aplicando recursos próprios para atender a seus semelhantes. Sobretudo, os carentes, os mais necessitados e marginalizados àquela época do já perverso mosaico social a imperar no País.

 

 

UMA LENDA DE DIGNIDADE

 

No que diz respeito à sua saúde, é indiscutível que Tim Mourão tinha um problema de deficiência coronariana. Por essa razão, cheguei, certa vez, a levá-lo a um grande cardiologista da época, que viria a ser depois senador da República, o Dr. Antônio de Queiroz Jucá.

 

Recordo-me ainda. Era o cair da tarde. E eu fiz questão de acompanhá-lo até o consultório do Dr. Antônio Jucá, no Edifício Diogo.  O veredicto do médico foi muito preciso: ele tinha uma deficiência coronariana e, em função disso, ele não o aconselharia a ter grandes emoções como as decorrentes da atividade político-partidária. Tim Mourão, mesmo assim, continuou pensando mais em sua gente do que nele próprio. Enfrentou a luta e foi vitorioso. Iniciou uma administração auspiciosa, marcada por grandes realizações, apesar das limitações orçamentárias, e com as ajudas que consegui com os deputados estaduais, no Governo de Parsifal Barroso, quando ocupei as funções de “líder do governo”, na Assembléia Legislativa e, depois, de Secretário do Interior e Justiça, no Executivo.

 

Recordo-me que, à época, o grande anseio dos ipueirenses recaía na reclamada ajuda do Governo Estadual para a construção da pequena açudagem. Foram muitos os açudes que conseguimos garantir para Ipueiras. Depois, o funcionamento da Escola Normal. Enfim, tudo aquilo que, a mim chegando, no exercício de meu mandato como deputado estadual, procurava eu atender a Tim Mourão. Eu estava absolutamente certo de que aquele homem público estava imbuído dos mais nobres sentimentos de servir à sua gente e de impulsionar o desenvolvimento de sua terra. Essa, a razão por que, hoje, tantos anos após o desaparecimento de Tim Mourão, ainda o recordo com profunda saudade.

 

Ainda agora, conversando com sua filha Tereza, que ora me entrevista (agora a me dizer que, naquela época, tinha nove anos) e que hoje mora aqui em Brasília, indagava-lhe: “Você se lembra, em criancinha, quando cheguei a lhe colocar à boca uma mamadeira, naquela magnífica casa (foto) que Tim Mourão tinha em Ipueiras?”. Hoje, Tereza aqui está, já realizada, com a saúde restabelecida, após recente intervenção a que se submeteu.

 

Lembro fatos assim para dizer de minha longa convivência com Tim Mourão. Convivência que, para mim, é inspiradora, já que em contraste com a cena lugar-comum entre os homens públicos a se deixarem contaminar pelos imorais desvios dos recursos públicos. Tim Mourão, ao contrário disso, é exemplo do homem austero, seguro e firme, que preferia dispor até de sua pecúnia pessoal, ao invés de ousar aplicar indevidamente os recursos de seu município.

 

Presto, por isso, aqui, a homenagem deste depoimento. Não apenas para externar o pensamento que tenho sobre o saudoso amigo. Mas, sobretudo, para nele enaltecer virtudes hoje raras em quantos executam o comando político-partidário, em nossos municípios, nos estados e na Nação enfim. Tim Mourão continua a se postar como um exemplo não apenas para Ipueiras e a Zona Norte do Ceará. Creio que, além disso, de toda a comunidade cearense. Ele foi, de fato, um prefeito padrão. Cuidava dos filhos, da família, sim. Mas ia além. Com desvelo insuperável, cuidada de tudo que pudesse significar interesse de suas Ipueiras, de sua gente sofrida, de seu eleitorado, de seu partido, de seu povo enfim.

 

Este breve relato que ora faço para o “site” www.ipueiras.com, na Internet, tem a intenção de garantir a perenidade do reconhecimento a um homem público que sacrificou sua própria saúde para atender aos reclamos de sua comunidade. Entendo que todos quantos conheceram Tim Mourão pessoalmente – como é o meu caso – a até mesmo aqueles que o viram mais distanciados, como uma “lenda de dignidade”, um “símbolo de autenticidade e de amor ao próximo” – todos, enfim, vamos tornar imperecível a memória deste grande cearense, que honrou não apenas Ipueiras e a Zona Norte do Estado, mas toda a classe política de nosso Estado.

 

 

HOMEM DE DECISÃO E FIRMEZA

 

Sim, ele teve de renunciar a prefeitura de Ipueiras, por problema de saúde agudo. Lembro-me bem. Todas as recomendações médicas o obravam a se distanciar de preocupações que lhe pudessem trazer as oscilações de pressão, de tudo enfim que pudesse lhe acarretar o agravamento de seu estado de saúde.

 

Numa das festas da Escola Normal Rural de Ipueiras, no ano em que fui “Patrono da Turma”, houve, no próprio salão da Municipalidade, uma festa de confraternização entre os concludentes. Lá, estavam presentes tanto jovens de Ipueiras quanto de Nova Russas. Houve então um confronto entre esses jovens, e isso teve repercussão extremamente preocupante. Tais os incidentes que o próprio José Lima, figura de projeção na cidade, terminou sendo acidentado, ferido em uma de suas orelhas.

 

Isso gerou inquietação muito grande, fazendo com que o baile terminasse naquela ocasião, os rapazes de Novas Russas se demandando de volta para sua cidade, e os de Ipueiras ali permaneceram a se solidarizar com o prefeito, que procurava acalmar os ânimos, com sua indiscutível autoridade de chefe da municipalidade, em Ipueiras.

 

Lembro-me mais e posso afirmar que José Lima, cuja esposa Maria Lima era  mulher vigorosa, forte e decidida, resolveu partir para uma desforra em direção aos que o haviam agredido – aqueles jovens que, na precipitação de um confronto, haviam atingido seu marido.

 

Como havia um clima de expectativa sobre a ação imprevisível de José Lima, eu fui recrutado por Tim Mourão e sua mulher, Maria Andrade Mourão, para que fosse ao encontro de José Lima, que morava do outro lado da praça principal da cidade, para tentar dissuadi-lo de qualquer ação mais enérgica, mais vigorosa, que pudesse assumir uma conotação de mais “realidade”.

 

Fui então ao encontro de José Lima. No meio da praça, Maria Lima, sua esposa, fazia-lhe patéticos apelos para que ele entregasse arma que então portava. Eu o abracei, até como forma de dissuadi-lo de qualquer reação. Abracei-o, de homem para homem, e aos poucos consegui desestimula-lo. Ainda mais, porque, a essa altura, os rapazes de Nova Russas já haviam viajado em retorno para sua cidade. Aí, a dispersão fez com José Lima, aos poucos, se dobrasse diante dos apelos, que insistentemente, lhe havia transmitido.

 

A cidade voltou, afinal, à calma. E Tim Mourão me agradeceu, visivelmente emocionado, assegurando-me que eu, com minha ação corajosa e decidida, tinha eu evitado que se agravasse um quadro de animosidade entre ipueirenses e nova-russenses.

 

Fica, aqui, o testemunho que gostaria de apresentar. É que Tim Mourão, mesmo com a saúde abalada, era um homem de decisão e firmeza. Em instante algum desse conflito, ele se afastou de sua postura e autoridade, na tentativa de reclamar calma aos litigantes, que, exagerando na reação – em que já se envolviam garrafas de cerveja a se quebrar quando colocadas diante das paredes. E assim, nesse tumultuado quadro que a mim, com a colaboração e sob a autoridade de Tim, conseguimos restabelecer aos poucos a ordem, podendo a festa das normalistas, já chegada ao fim, deixasse de ter registro de maior gravidade, além daquele que ocasionou ferimento da orelha de José Lima. Maria Lima também colaborou nesse sentido.

 

 

UMA DAS GRANDES LIDERANÇAS

DO SÉCULO PASSADO, EM IPUEIRAS

  

Enfim, participei de tudo, na vida política e mesmo na vida quotidiana de Ipueiras. E me identifiquei bastante com Tim Mourão e, depois, com seus sucessores na política, como Gonçalo Pinho. Levei também para Fortaleza Antônio Eufrasino Neto, que viria depois a ser candidato a deputado estadual, no pleito seguinte, já sob a bandeira do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e não mais do PSD, já que os partidos haviam sido extintos.

 

Eufrasino Neto assumiu o comando político de Ipueiras. E eu, em Ipueiras, tive, no pleito seguinte, votação expressiva para senador da República, naquela memorável campanha em que se dizia: “Para onde o Mauro vai o povo vai atrás”.

 

Ipueiras, então, retribuiu-me ao serviço que a ela prestei e continuo disposto ainda a fazê-lo. Retribuiu, com votação expressiva, que me permitiu chegar a deputado estadual – eu que fora, no primeiro momento (em 58) e no segundo (62), o deputado mais votado em Ipueiras, numa disputa com o também candidato à Assembléia Legislativa Aquiles Peres Mota (foto), que disputava comigo, as preferências da votação do povo ipueirense.

 

Tim Mourão é uma figura de quem eu guardo impagável, em minha memória e nos sentimentos de meu coração: pela sua dignidade, pela hombridade, pela sua coerência, pela sua firmeza em defender aqueles que, sem recursos e desasistidos por parte do poder público, imploravam-lhe o apoio, a ajuda e a colaboração.

 

Foi um grande brasileiro, a quem homenageio, neste breve relato sobre sua vida honrada e dignificada por exemplos que hoje o situam como uma das grandes lideranças do século passado, no município de Ipueiras e na Região Norte do Ceará.

 

 

TESTEMUNHO DE TEREZA MOURÃO

 

Dr. Mauro, ele lhe asseguro. Se meu pai, Tim Mourão, fosse vivo, estaria muito satisfeito e feliz por estar com o senhor em toda sua carreira política: deputado estadual, presidente da Assembléia Legislativa, senador e presidente do senado, e agora deputado federal. Ele sempre acreditou no senhor como político.

 

 

IDENTIFICAÇÃO COM OS IPUEIRENSES

 

Acredito. Tim Mourão procurava sempre conhecer e acompanhar minha trajetória política. Cheguei à Assembléia Legislativa do Ceará na condição de líder da maioria, no Governo de Parsifal Barroso. Um ano depois, recrutado para cargo mais alto, o de Secretário de Interior e Justiça, onde procurava atender aos pleitos dos ipueirenses. Por exemplo, do meu compadre Zeca Bento (foto), então à frente de um dos cartórios de Ipueiras. Sou padrinho de uma de suas filhas.

 

Enfim, identifiquei-me com toda aquela gente, que conheci de perto... Com Antônio Moacir Mourão e Melo (foto), que conheci de perto. Com o velho Cel. Antonio Eufrasino, que, antes de morrer, dizia para mim: “Mauro, eu quero que você apóie meus dois filhos: o Regino e o Dudu (o Ludgero)”. E eu procurei ajudar os dois, garantindo-lhes uma posição no governo do Estado. Todos os dois - pelo menos o Ludgero – mantêm um contacto permanente comigo. Mora ele lá na Parquelândia, em Fortaleza, e, em todas as eleições, tem me procurado, sejam elas para senador, para deputado federal, a fim de emprestar seu prestígio, sua colaboração e seu voto, para que eu possa me eleger, como me agora, novamente, para o Congresso Nacional – antes como senador e, hoje, como deputado federal.

 

 

 

AGRADECIMENTOS

(TEREZA MOURÃO)

 

Ao final deste depoimento, quero lhe agradecer, Dr. Mauro. E gostaria que, um dia, fosse revisitar Ipueiras, para ver como ela está atualmente. Inclusive, para ver que a Praça a que aqui o senhor se referiu como a em que moraram Maria Lima e José Lima, hoje a ostentar o nome “Maria Lima”. Ela gostava muito dali e conseguiu contribuiu para, nessa praça, mudar muitas coisas.

 

Hoje, temos lá o Instituto Frota Neto (Foto), que Frota Neto, conseguiu lá construir. Todo ano, promove-se o “Prêmio Frota Neto de Literatura”, do qual participam os alunos da rede pública de ensino, no município. Gostaria de lhe enviar relação de livros que tem chegado para a biblioteca.

 

De Ipueiras, via Internet, recebi a informação de que, entre cerca de mil e duzentos alunos que participaram de maratona, em todo o Estado do Ceará, lá estavam três alunos de Ipueiras.  Nossa esperança é que o senhor continue seu trabalho por nós todos, neste Congresso Nacional. Tenho a certeza de que Ipueiras, a Região Norte e o Ceará por inteiro haverão de sufragar seu nome para aqui nos representar. Muito obrigada.

 

 

PALAVRAS FINAIS

(MAURO BENEVIDES)

 

Para mim, foi um grande prazer dar este depoimento sobre o grande cearense cuja memória perdurará lembrada pelas gerações vindouras, por aqueles que, mesmo sem terem conhecido pessoalmente Tim Mourão, sabem que a sua trajetória foi marcada pelo espírito de seriedade e pelo desejo de bem servir a sua gente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários

(00:06 @ 01/05/2006) Teresinha disse:
Queria agradecer ao Deputado Mauro Benevides (PMDB/Ce) por ter me recebido tão cordialmente em seu Gabinete e me presentear com este emocionante depoimento sobre meu pai Tim Mourão Prefeito de Ipueiras/Ce em 1958, que sem sombra de dúvidas foi um exemplo para a minha vida e uma perda muito sofrida, pois quando o nosso Patrão lá do Alto o chamou, eu tinha apenas 17 anos, mas hoje, 40 anos após sua morte, ainda trago na lembrança a imagem deste homem do bem, digno, honrado, bom pai, bom marido e que soube zelar muito bem pelo erário público, e onde passo para meus filhos este exemplo de quem foi seu avô.Obrigada também ao prof. Marcondes Rosa, que tão brilhantemente mesmo tendo outros trabalhos a fazer, conseguiu transcrever este Depoimento e colocar no Blog de Ipueiras. A todos vocês que de certa forma me ajudaram, com sua amizade, sua força, para que eu realizasse este grande sonho que era resgatar a memória de meu pai.Que Deus o proteja e o ilumine a todos.

(17:12 @ 01/05/2006) Jean Kleber disse:
Tim Mourão merece e Tereza Mourão, sua dedicada filha também, a homenegem do ilustre político Mauro Benevides.Quando reconhecí Tereza em janeiro de 2006 percebí logo a veneração e o afeto pelo pai Tim Mourão, que é lembrado pelo exemplo de dedicação a Ipueiras tendo-se sacrifícado pela comunidade. Um exemplo para as novas gerações de administradores da cidade.