Grupos

 

RESGATANDO O GCDI

Um tributo a Dolores

 

 

De repente, Dolores Aragão reaparece, no Grupo Ipueiras, dando conta de haver assumido a presidência do Grêmio Cultural e Diversional Ipueirense (GCDI):

 

 

Gostaria de informar aos ipueirenses que assumimos a presidência do GCDI - Grêmio Cultural e Diversional Ipueirense.

 

Já que precisaremos usar as suas dependências, ao contatarmos o antigo presidente, soubemos que o clube estava com energia e água cortados (coisa nunca antes vista no NOSSO clube). Entre outros problemas, até o muro do prédio estava coberto por propagandas de particulares (coisa que mantinha o NOSSO CLUBE na condição de dependente de um ou de outro comerciante, e que não é permitida no seu estatuto, pois o CLUBE É DE TODOS OS IPUEIRENSES, mas já providenciamos a retirada).

 

Nessa situação, achamos por bem formar uma nova diretoria e tomarmos a frente, nessa nova empreitada. Desde já, informamos aos ipueirenses da nossa boa intenção e das nossas idéias e contamos com a participação MACIÇA e EFE­TIVA da sociedade nos eventos que promoveremos. Informamos que todas as informações sobre o GCDI encontram-se numa comunidade do ORKUT – “RESGATANDO O GCDI”. Até mesmo o TERMO DE TRANSFERENCIA DE PATRIMONIO. Sseria bom que todos vissem em que pé esta a situação e nos apoiassem.

 

Dia 01 de julho faremos o nosso primeiro evento, com o cantor David Va­lente (participou da novela América, da Minissérie Mad Maria, ja foi tema de ma­téria no Jornal Nacional, no Amaury Junior, programa do Ratinho, apresentou-se até em outros países). Esperamos a colaboração de todos no sentido de divulgar e participar. (www.davidvalente.com.br). Em julho de 2007 o NOSSO GCDI comemorará seu JUBILEU DE OURO, razão pela qual traremos LUIZINHO E BANDA para animar o nosso baile, momento também onde serão homenageados alguns cidadãos ipueirenses que fizeram his­tória no GCDI.

 

Contamos com todos vocês.

 

 

Tereza Mourão e sua irmã Eliza Maria

 

De Tereza Mourão, o brado primeiro:

 
“Bravo Dolores,

 Pela iniciativa, por sua garra, sua alegria e seu amor a sua terra e sua gente. Eu, mesmo estando longe de Ipueiras, estarei sempre emanando energias positivas e torcendo para que os conterrâneos que, há muito não, visitam sua terra - muitos deles residindo em Fortaleza - o façam com mais freqüência. Ipueiras, graças a Deus, tem acompanhado o desenvolvimento, só faltando que os filhos a visitem, pois até bom hotel já se fez por lá e, pelo que pude perce­ber, está mesmo só a faltar os hóspedes.

 

Estou pensando em me programar para, em meados de junho, visitar o Ce­ará e consequentemente a nossa Ipueiras. Issso só está a depender de consultas marcadas com meu cardiologista (ver resultado de exames, como meu coração se comporta com estes novos remédios etc).

 

Torça por mim, ok? Quanto à comunidade no Orkut RESGATANDO O CGDI, você poderia fazer também (rsrsrs) uma filial no www.grupos.com.br, para aque­les conterrâneos que não acessam o Orkut, que, por sinal, ultimamente esta sendo mais vigiado .

 

(...) Todos os meus amigos que estão na lista, muitos gaúchos, outros morando no exterior, outros no nordeste, no centro-oeste, no sudeste, enfim em vários lu­gares do nosso imenso Brasil, têm conhecimento do site de Ipueiras e conse­quentemente do Blog, muitos só não visitam o site, pelo fato de o mesmo estar muito desatualizado e com vários links em construção. E o mais grave no meu entender: é não atualizar nem os eventos de nossa “cidade monarca”.

 

Por tudo isso, aproveito para fazer um apelo ao nosso Braga, o criador do site, para providenciar pelo menos a atualização dos eventos, e aparecer mais na nossa “pracinha”. Sei que ele é um homem muito ocupado Mas um tempinho para nos falar alguma coisa, ele poderá achar, aproveitando estes feriados.

 

Abraços fraternos,

de Brasília, com saudades do meu Ceará, 

Terezinha Mourão”

 

Aí, foi a vez de Auxiliadora Carvalho, a revirar saudades dos “animados carnavais” de seus tempos no Grêmio:

 

“Dolores, entusiasmada, Aragão. Garota notável pela iniciativa! Neste clube, tivemos animados carnavais...aguardávamos ansiosas os estu­dantes que vinham de Fortaleza... os galãs namoradores do Ipu, de Nova Russas e demais redondezas.

 

Veja algumas fotos no meu album "Tempos de Ipueiras" (No Grupos). Orga­nizei com Glaucia, Tozinha, Alaíde e outras folionas os Blocos "Garotas do Ha­waí", vestidas de sarong e com porta-bandeira e tudo. Outro bloco memorável foi o "Roda Viva". Inclusive com a participação de meu querido amigo Bartolomeu ("in memoriam"), confeccionamos camisa ver­melho com o nome aplicado em tecido branco, em homenagem ao Chico Buarque!

 

Como animávamos os carnavais de 1966 e 1967...Depois, me mudei de vez para estudar em Fortaleza. Casei, fui a outros destas bandas e a juventude pas­sou. Mas aqueles carnavais do Gremio Cultural e Diversional Ipueirense - GCDI são inesquecíveis... Pode contar com nosso apoio!

 

Abraços

Auxiliadora, saudosa, Carvalho - (filha da D. Brígida)

 

Ao que, prestimosa, respondia Dolores Aragão:

 

Valeu, Auxiliadora, pela força. Divulgaremos sempre, aqui na Net, os nossos eventos. Tenho boas idéias. E, se todos os ipueirenses participarem, o nosso amado GCDE vai pra frente. Um abração - Dolores esperançosa Maria.

 

Dias depois, Dolores Aragão já dava sinais de suas primeiras ações:

 

“Informo que o nosso GCDI já pode voltar a funcionar. A energia e a água foram religadas. Foi feito um reparo em todo o telhado, substituindo caibros, ripas e telhas. Outro, nas instalações elétricas, pois as 18 tomadas que existem no palco estavam em curto. As descargas dos banheiros, que estavam vazando, tam­bém foram reparadas. Na grade grade do bar, uma abertura para que possam en­trar freezeres. O muro, por outro lado, já está pintado e, ainda esta semana, toda a fachada também.

 

Achamos por bem usar este veículo para que todos tomem conhecimento do nosso trabalho. Temos um excelente projeto para o nosso Grêmio. Entre eles, a reforma geral dos banheiros. Caso a sociedade participe dos eventos, em breve teremos o nosso querido clube em uma situação digna de uso.

 

Um abraço a todos

Dolores”.

 

E aí, foi a minha vez, de lhe passar a experiência do “registro”, já que, depois, com o passar dos tempos, poucos se lembrarão de como as coisas eram: 

 

“Antes de tudo, um conselho que me deram quando administrador (na Uni­versidade Federal do Ceará, na Televisão Educativa (hoje TVC) e no Conselho de Educação: “Fotografe. Ninguém, daqui a algum tempo vai acreditar que era as­sim”. Mais do que isso, isso representou “documentação” e, sobretudo, envolvi­mento da pessoas no projeto.

 

Por falar nisso, não se esqueça da divulgação. Ela não é tão só uma “publicidade” no sentido da “prestação de contas” ou da “turibulação ao adminis­trador”. Ela tem tentáculos eficientes com vistas à parceria. Em nosso Blog, por exemplo. Há pessoas, das diversas gerações que terão o prazer de identificar o GCDI com a sua própria vida, seus momentos felizes, o re­encontrar de gerações e pessoas.

 

Diante disso, mande-nos fotos: de como estava, do como está ficando. As “Auxiliadoras” podem “auxiliar” o projeto mostrando o “oi nós ali, como era diver­tido” e coisas do gênero.  E os mais novos, estabelecendo laços de cumplicidade com as gerações do passado. Assim, os 50 anos nos dirão que somos uma história só, onde todos, em diferentes formas e momentos, somos personagens atuantes e importantes.

 

Abraço a você e a todos, Marcondes Rosa”

 

Voltei, na administração provisória do Grupo Ipueiras, aos primeiros ímpetos de vibração de Braga. Em outubro de 2003, nosso coordenador, vibrava com “a nossa mais nova companheiro no Grupo:

 

 “Gostaria de informar que o link “histórias & estórias” está atualizado, graças a nossa mais nova companheira no Grupo: DOLORES ARAGÃO, a quem agradeço a contribuição (...) Realmente, a Dolores foi uma grande aquisição no nosso projeto. Graças a sua ajuda, já pude lançar o link "Notícias da Terrinha". Agora, depende da colaboração de todos que moram na cidade para a manutenção do mesmo, principalmente os jornalistas. Obrigado, Dolores. a) Braga

 

 

Quis, de alguns ipueirenses, saber, mais de perto, quem afinal era Dolores Aragão (com esse nome, conhecia Dona Dolores casada com Pe­dro Aragão). Informei-me de Walmir, meu irmão. Não sabia ao certo. So­lange chegou mais perto: havia ela sido criada por Dona Dolores.

 

Em recado direto, perguntei, pelo Grupo Ipueiras. E ela me respon­deu:

 

“Na verdade, me considero filha do Sr. Pedro Aragão, pois ele e minha avó Dolores me criaram desde que nasci. Sou filha da Rita, sobrinha do meu avô, que ele criou desde pequena assim como criou também a Ana Alice, casada com o Preto do Mileto.”

 

Quis de Dolores saber o que havia ocorrido, com o gás de início, em relação ao “sítio” Ipueiras e ao próprio “Grupo Ipueiras”. Lacônica e sin­cera, ela esboçou tal resposta:

 

“A palavra desânimo diz bem o que senti. O site não inovava, não atualizava dados e informes, isso tudo associado a problemas particulares e falta de tempo. Mas agora voltei pra ficar”

 

Aí, acreditei em sua garra. E no Grupo Ipueiras, buscando a colaboração de todos, no “projeto”, escrevi:

 

“Dolores,

 

Pego carona nos que me precederam. Não apenas para ratificar tudo quanto disseram. Mas para, a pretexto das “boas vindas”, em nome do Grupo, dizer-lhe das impressões por mim colhidas com seus passos e palavras primeiras aqui no Grupo.

 

Nessa linha, quero aqui reafirmar, em tom pleonástico, as crenças de Dali­nha, ao que ela denominou de “as saias do Grupo”. Para mim, movido talvez pelos preconceitos masculinos, “saias em coro em costumeiros améns”, de início. Ou então, recônditas na surdina dos “pequenos sítios” entre cochichos retirados dos ouvidos e olhos a tentar negar o provérbio “matos têm olhos e paredes têm ouvi­dos”.

 

Caí, fragorosamente, do cavalo – confesso-lhe! Interessante, a partir da postura de sua foto no grupo. Algo de positivamente estranho, a demonstrar oti­mismo, firmeza e coisas que costumam marcar a liderança... Coisa assim senti nesta sua apresentação primeira. Palavras firmes. Intenção como um roteiro à vista. A recuperação de importante monumento e “lócus” simbólico da cidade. Cu­rioso! Tão importante mas não levado em consideração que não consegui, dele, encontrar uma só menção em foto ou palavras: nos “sítios” ipueiras.com, no oficial da Prefeitura ... em lugar algum. E, no entanto, lá estava você nos passando um rosto um patrimônio “de to­dos nós” a se degradar e apequenar-se nos minifúndios privados dos interesses de uns poucos. Gostei de seu tom de Cristo entre os vendilhões, imaginei você sim­bólica vassoura na mão apagando “apropriações indébitas” de paredes e muros do Clube.

 

Um Clube que você – tão conhecido ele é – o denomina por uma sigla. Ele fará 50 anos. Conheci-o, em criança e em construção. Em meu tempo, as “festas” eram no prédio da Prefeitura. Ele em construção, lá me fui para Petrópolis, você ainda não nascida.  Voltei, após formado. Vi-o, pelo pouco tempo que lá passei, sempre fechado a me despertar curiosidades... A sigla me é, por isso, um enigma...

 

“É por aí” que se levantam “vontades coletivas”. E você toca num ponto que, em geral, é desprezado pelos governantes: o re/unir-se (o unir-se de novo), o la­zer (tão inerente à produção e ao trabalho), a convivência enfim. Daí, o turismo e os valores destes tempos de agora marcados pelo “capital social e humano”. Mais importante para mim, sobretudo, pelo seu caráter de antídoto contra a solidão.  Ah! A Solidão! Certa feita, em Santa Catarina, após três dias, com uma equipe de parlamentares, políticos e conselheiros de educação, presididos pelo então vice-governador Beni Verás, éramos recebidos para estudar viabilidades de implantar um modelo de educação superior no Ceará. Ao final, pediu-me Beni que respondesse à questão: “Enfim, um modelo para o Ceará?”

 

Fui pessimista, respondendo mais ou menos assim: “Para o Brasil, sim! Para o Ceará, tenho dúvidas”. Aí, caracterizei o Ceará (lembrando-me de minhas Ipu­eiras e Santa Quitéria) como a terra da pecuária: “Um vaqueiro, uma rês. Entre os dois, apenas a caatinga e Deus. No mais, a solidão”. E concluía: o modelo monta-se na solidariedade. Aí (já contei muitas vezes essa história) recebi o maior “qui­nau” (como diriam Dona Ester e Wencery, meu pai) de minha vida: “Professor, há pouco o senhor aqui presenteou com flores nossa primeira presidente-mulher. Mas, desculpe, o senhor está esquecendo uma coisa fundamental: é que Iracema é a porção feminina da alma nacional. E o senhor, por acaso, sabe onde nasceu Iracema?”

 

Engoli, seca, a lição.  Nos 140 anos de Iracema, fiz um artigo onde lembrei essa história da “porção feminina da alma nacional”. O artigo (pediu-me a Profa. Marisa Lajolo, da USP, para estudar o texto entre alunos seus da pós-graduação. Nele, coloco, em nosso inconsciente essa “porção feminina” a nos construir e, en­tre coisas, a receber o guerreiro branco, seu pé “grácil e nu” por terras do Ipu a Messejana. Walmir, meu irmão (ipueirense nato) cobrou-me: “Olha, aquela foto que você bateu, da estrada Ipu-Ipueiras, no Cristo”, liga dois símbolos: o de Ipueiras (o Redentor) e a Bica. Logo, os pés de Iracema cor­riam essas caatingas e mapas.

 

Fiquei a pensar. E me lembrei de algumas cenas intrigantes. Uma delas, a educação indígena, entre nós. As tribos indígenas cearenses cobravam-me, como a presidir o Conselho de Educação do Ceará, uma educação cujo modelo partisse deles, não dos parâmetros do alto. Havia eu até dançado com eles o torém e be­bido de suas ásperas bebidas. E eles gostavam e confiavam em mim. Um dia, Naspoline me convida para reunião de parte deles, num hotel. Fui.

 

Vi-os, curioso, abandonarem cadeiras, sentados em círculos ao chão. Depois, pregarem suas idéias em gráficos em subida progressiva nas paredes rumo ao teto. Fiquei comigo a interpretar o simbolismo. Aí, aproximei-me, com assessores de um grupo. Uma morena, a líder do grupo, respondeu-me a algumas perguntas formais. Mas, aos poucos, não resistiu. Disse que era remanescente da tribo dos Tabajaras, lá das regiões hoje entre Ipu, Ipueiras e adjacências. Aí me contou que sua mãe lhe ensinara que toda vez que saísse de lá, levasse um desses antigos ferros de engomar e dormisse com ele, debaixo da rede, com as braças acesas: para afastar os maus espíritos. Aí, meio sem jeito, ela concluía: “com a presença de vocês aqui, meu corpo todo começa a tremer, e eu tenho vontade de acender as brasas de meu ferro que não trouxe”. Entendi que havíamos estragado, com nossa presença, a coesão do grupo. E pedi que o grupo afastássemos dos “taba­jaras”.

 

Mas tarde, Naspolini (de origem catarinense) falava, em plenário, ao grupo. Olhei para o banco de trás, onde ouvi um zum-zum, e vi, a conversar com profes­sora de minha equipe, a mesma “tabajara”. Ela havia, não sei por quê sentado perto de minha equipe. Com jeito, perguntei à professora: “De que ela falava?” E a resposta: “Passou o tremor em relação ao professor Marcondes. Algo me fez confiar nele”. Agora, não posso ouvir esse estrangeiro. Fico toda “arrupiada”.

 

Depois, no almoço, dava eu meu sentimento ao Secretário. Aprendi aqui, com os remanescentes indígenas, que as idéias e coisas, partem do chão (quando os vi sentados). Que, aos poucos, numa interação coletiva, elas vão se apondo e levantando as paredes até o teto, última coisa a se construir. Presidente do Con­selho (e do Fórum Nacional), advogarei tal caminho: Chegaremos aos “parâmetros gerais” pelo caminho inverso. Do contrário, nada faremos a não ser neles desper­tar “arrupios e rejeições”. A assim foi... Assim, Dolores, o insight que tive com sua presença. Sei que você não é “tabajara” mas dos “Aragões”. Percebe, no entanto, o chão onde pisa, o dos taba­jaras. Nisso, feita Iracema, é capaz de correr essas matas e propor o histórico “ca­chimbo da paz” entre os da tribo e os “guerreiros brancos”.

 

Seja, pois, bem-vinda! Há muito por onde se (re) construir. “Revirar saudades”, como propõe Walmir meu irmão. Mas, “reviradas as saudades”, cons­truir-se o novo, o futuro a incluir tantos, que não podem padecer à míngua, can­tando, em terras longínquas, “canções do exílio”. Mãos e mentes, pois, à obra! Com admiração, Marcondes Rosa de Sousa - Moderador “ad hoc” temporário do Grupo Ipueiras

 

 

Sensível, Dolores Aragão, escreveu-nos, no Grupo Ipueiras:

 

Marcondes,

 

Sábias palavras as suas. Usa-as com propriedade, sensibilidade e delicadeza. O apoio é muito importante quando só temos a boa vontade para fazer algo que reerga este importante espaço de arte, cultura e entretenimento de nossa ci­dade. Nada mais.

 

Falo isso, baseada nas precárias condições físicas do nosso amado Grêmio Cultural e Diversional Ipueirense e na escassez de boas idéias para promover eventos que atraiam a atenção da sociedade ipueirense. Posso prometer empenho, não êxito, pois, sem a participação maciça e efe­tiva do nosso povo, não poderemos realizar praticamente nada do que planeja­mos. Incentive as pessoas do grupo, sempre! Um grande abraço, Dolores Maria

 

Muitos, os retornos. Um deles de Francisco Azevedo Bonfim, de Sal­vador na Bahia:

 

“Parabéns, Dolores. Sucesso nesta nova jornada!  Sau­dades da minha cidade. Francisco – Salvador (Bahia)”

                                                                 

Por último, ao regressar justo de Salvador (Ba), assim se expressou Walmir Rosa de Sousa, o único de nós três (Solange, Marcondes e ele) que, por nasci­mento, é de Ipueiras, desses de contar “causos”, por anos, no tradicional “Bar do Nagib”.

 

“Parabéns, Dolores.

 

O Grêmio Cultural e Desportivo Ipueirense, como você disse, é um patrimônio do Povo de Ipueiras. A apropriação de seus espaços por comerciantes, com sua propaganda pichadora, se parece com a passagem bíblica em que Cristo expulsou os vendilhões do templo. Você fez bem em promover a expulsão daquilo que polui o sadio espaço do nosso Clube.

 

Conheci o Grêmio nos alicerces. Brincamos (Vavá, Zé Adair, Melquisedeque, Bernardo e muitos outros) de esconde-esconde, na nossa infância, aproveitando o mata-pasto crescido no inverno, aspirando o perfume silvestre do bamburral (que cheiro gostoso e inconfundível). Depois, tive o prazer de frequentá-lo algumas vezes, já pronto, em festas memoráveis (infelizmente foram poucas).

 

Como o Marcondes, meu irmão, saí cedo para estudar em Petrópolis, onde já estavam ele e Frota Neto, e depois, em Fortaleza, de onde não mais saí. Preservar a arquitetura da cidade e o patrimônio cultural é dever de todos. Mesmo distantes, tenho a certeza que todos os ipueirenses por aí afora em­prestarão seu apoio à sua administração.

 

Conte conosco. E um abraço conterrâneo do Walmir Rosa”

 

E Walmir terminou por nos trazer à causa Jean Kleber, do Seu Nenen Mattos, de cuja escola freqüentamos muitos dos que, hoje, estão em Ipueiras e espalhados por “Oropa, França e Bahia”. Veja o que diz o nosso Kleber, hoje im­portante cientista da Universidade de Brasília (DF):

 

“Grande Walmir! De parabéns a presidente Dolores pois a esperança de fortificação do GCDI trouxe a veia poética do Walmir de volta ao Grupo. Abraços. Jean Kleber”

 

Nosso tributo, pois, e a nossa ajuda, a essa guerreira, Dolores Aragão. Avante! Estaremos com você!

Comentários

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