Grupos

 

De repente, ela sumiu:

do Grupo, do Blog,

rastro algum pelos “sítios”

virtuais da Web.

 

Nos chãos dessa floresta eletrônica,

alguém diz ter encontrado,

casualmente esquecido,

o pergaminho a seguir,

feito carteira de identidade:

 

 

FILHA DO NORDESTE

 

 

Sou Dalinha, sou da lida.

Sou cria do meu Sertão.

Devota de São Francisco

E de Padre Cícero Romão.

 

Sou rês da Macambira,

Difícil de ir ao chão.

Sou o brotar das caatingas,

Quando cai chuva no chão.

 

Sou cacimba de água doce,

Jorrando em pleno verão.

Sou o sol do agreste.

Sou o luar do sertão.

 

Minha árvore é mandacaru.

Meu peixe, curimatã.

Macaxeira e tapioca,

É meu café da manhã.

 

Sou uma bichinha da peste,

Meu ídolo é Lampião.

Sou filha das Ipueiras.

Sou de forró e baião.

 

Sou rapadura docinha,

Mas mole eu não sou não.

 

(Dalinha Catunda)

 

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Comentários

(13:28 @ 11/05/2006) Teresinha disse:
Esta é a nossa Dalinha, mulher de fibra, arretada e que não leva desaforo prá casa, além de ser uma excelente poetisa, onde canta o seu povo, sua cidade, seu jatobá, enfim tudo que diz respeito a Ipueiras, que embora morando no RJ, nunca deixa de ir a sua querida terra, onde ainda mantém seu sítio, e quando a saudade aperta, lá está Dalinha, na nossa Ipueiras, a cidade Monarca, buscando mais inspiração para esta mente brilhante. Parabéns minha amiga, tenho orgulho de ser tua conterrânea e admiradora.