Filha do Nordeste (Dalinha Catunda)
17:36 @ 10/05/2006
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De repente, ela sumiu:
do Grupo, do Blog,
rastro algum pelos “sítios”
virtuais da Web.
Nos chãos dessa floresta eletrônica,
alguém diz ter encontrado,
casualmente esquecido,
o pergaminho a seguir,
feito carteira de identidade:
FILHA DO NORDESTE
Sou Dalinha, sou da lida.
Sou cria do meu Sertão.
Devota de São Francisco
E de Padre Cícero Romão.
Sou rês da Macambira,
Difícil de ir ao chão.
Sou o brotar das caatingas,
Quando cai chuva no chão.
Sou cacimba de água doce,
Jorrando em pleno verão.
Sou o sol do agreste.
Sou o luar do sertão.
Minha árvore é mandacaru.
Meu peixe, curimatã.
Macaxeira e tapioca,
É meu café da manhã.
Sou uma bichinha da peste,
Meu ídolo é Lampião.
Sou filha das
Sou de forró e baião.
Sou rapadura docinha,
Mas mole eu não sou não.
(Dalinha Catunda)
.
Comentários
(13:28 @ 11/05/2006) Teresinha disse:
Esta é a nossa Dalinha, mulher de fibra, arretada e que não leva desaforo prá casa, além de ser uma excelente poetisa, onde canta o seu povo, sua cidade, seu jatobá, enfim tudo que diz respeito a Ipueiras, que embora morando no RJ, nunca deixa de ir a sua querida terra, onde ainda mantém seu sítio, e quando a saudade aperta, lá está Dalinha, na nossa Ipueiras, a cidade Monarca, buscando mais inspiração para esta mente brilhante. Parabéns minha amiga, tenho orgulho de ser tua conterrânea e admiradora.