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A Cidade Azul (Dalinha Catunda)

22:54 @ 25/07/2006

O Prof. Antero Coelho Neto, no Grupo "Ethos-Paidéia", escreveu para Dalinha:
Prezada Dalinha:
 
Lembra-se do que você escreveu para nós do Ethos-paideia em 5 de abril de 2005? Sobre o livro que eu tinha lançado poucos dias antes?
 
                                                                A Cidade Azul

Eu, que nesses tempos de violência, vejo a cidade maravilhosa se vestir de vermelho, fico aqui imaginando... o que seria " A Cidade Azul" ? E me vem a cabeça a cidade dos sonhos, lugar. onde o idoso é respeitado, amado, e vive dignamente. O que primeiro me chamou atenção, foi o idoso sinalizar, e por incrível que pareça, o ônibus parar, alguém ajudá-lo a subir no coletivo, outro desocupar um lugar para que ele pudesse sentar-se.

Procurei em vão uma fila. Bancos, INSS, hospitais. Nada. Todos atendidos com hora marcada. Asilo, asilo? Não existe na cidade. Os idosos vivem juntos a família, longe de ser um peso, repassando suas experiências e sabedoria aos mais novos.

Nada de sacrifícios. Para comer, vestir e ainda sobrar para o laser, a aposentadoria, que lhe permite manter o mesmo padrão de vida dos tempos que trabalhava. E assim o idoso, segue sua jornada. Já teve seus filhos, certamente plantou uma árvore completará o ciclo com um livro.

Não esqueçamos que tudo isso só acontece na Cidade Azul. A cidade dos sonhos. E juro que gostaria, de conhecer o caminho da felicidade. Conhecer " A Cidade Azul " e, com certeza aplaudir Antero Coelho Neto.

Dalinha Aragão

Pois hoje, no nosso Programa de Rádio - Novas Idades (Rádio Universitária), eu li para os ouvintes destacando o seu "poema" em defesa dos idosos. Quando eu tiver o programa gravado em CD - MP3- mando uma cópia para você. Nunca esqueci as suas palavras bonitas e delicadas.

Antero Coelho

Comentários

(15:09 @ 31/07/2006) Jean Kleber disse:
Gosto de comentar as matérias deste blog.Temo tornar-me cansativo, às vezes. Mas, como resistir disnte de um sonho? A Cidade Azul da paz contrapondo-se à Cidade Vermelha da guerra. Texto atual, bom de ler e muito oportuno. Parabéns! Gostei muito