Grupos

A um saudoso amigo

 

Conheci você nos seus últimos anos.  Já doente, língua solta, no entanto. Amava seu sítio na serra com amor eterno. Era o seu querido Buriti, que você nunca esquecia. Gostava de visitá –lo.

 

Morava mais lá do que cá. Quando se hospedava na casa de sua filha, por sinal, filha única e mais amada: “Diga ao Luiz que cheguei”.

 

Era a hora do jornal de lá e de cá. Passávamos horas e horas.

Sua voz melodiosa encantava meus ouvidos. Eram melodias de suas recordações. Trabalho duro em Ipueiras. A faina do sítio dos seus amores.

 

Trabalho pelo Brasil a fora. Não esquecia amigos e conhecidos, Mesmo vultos inesquecíveis. Mas o estribilho era seu amoroso sítio Buriti. Até a saudade, montada no nome era doce.

 

Solange, o jantar está pronto?” E íamos alegremente para a mesa. Me custava muito dele me despedir. Mesmo não chamado, voltava. Ele era meu amigo, nos gostávamos.

 

Na Bahia, soube de sua partida. Não foi surpresa, seu estado era grave. Hoje ficam os filhos e o Buriti, a cantarem a sua saudade. Numa homenagem afetuosa, visitamos seu jazigo. Lá estão muitas flores e velas. É a nossa presença-saudade.

 

Há sempre uma prece para você, quando passo em frente ao seu retrato. E às vezes, mesmo, uma conversa amiga. Falo de você, WENCERY meu amigo, diria melhor, WENCERY do Buriti. Você é o meu amigo WENCERY, mu querido e amado sogro.

 

                                                           Luiz Marques de Oliveira

 

 

Comentários

(18:39 @ 24/09/2006) Dalinha disse:
Luiz. Como é bonito saber guardar uma memória e cultivar uma amizade além da vida. Tanto quanto seu Wencery, você deve ser uma pessoa especial. Parabéns pelo texto comovente escrito com tanto sentimento.

(18:57 @ 24/09/2006) Jean Kleber disse:
No dia 17/04/2006 Marcondes publicou no blog de Ipueiras o belo poema "Idílico Aconchego", uma homenagem de Luiz Marques à memória de sua querida sogra Adaísa. Hoje vemos uma bela crônica de Luiz Marques em homenagem ao seu pranteado sogro, Wencery. Luiz é o genro que se assumiu como filho adotivo, num relacionamento amigo e solidário realmente comovente. Como disse Dalinha, Luiz, assim como seu Wencery, você deve ser uma pessoa especial.Parabéns por tudo.

(15:56 @ 27/09/2006) Solange disse:
O que Dalinha e Jean Kleber disseram em relação aos sentimentos de Luiz é uma verdade, realmente ele tomou meus pais como seus e isto fez com que ele assumisse de fato o sentido profundo de nossa união conjugal.