Jatobá, o grito que não pode calar! (Dalinha Catunda)
11:56 @ 05/10/2006
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Jatobá, o grito que não pode calar!
O Rio Jatobá nos ofereceu um fantástico espetáculo de suas cheias. Serpenteou lindamente a cidade e comoveu corações. Com a força das águas, o lixo sumiu do seu leito, o verde se espalhou por suas margens e, mais uma vez, ele foi motivo de admiração de sua gente.
Vozes se levantaram em defesa do Jatobá. Estudantes, colégios, "Agente Jovem”, fizeram movimentos. Poetas cantaram, em seu louvor. O poder publico falou bonito. Mas ação efetiva, não se viu.
O grito no ar deu a Ipueiras uma página inteirinha no Diário do Nordeste. A cidade ficou vaidosa. Leu, releu, repassou aos amigos. Mas, em seguida, engavetou o jornal e, junto com ele, sufocou o grito em prol do velho rio...
A estiagem chegou e as águas foram desaparecendo. O grito se foi emudecendo. E, junto com ele, somos, de novo, apenas pequenas cacimbas e escassas poças à espera do milagre da água maior a nos fazer corrente rumo às soluções.
A verdade é que, agora, o rio fede. Contudo, em nome de minhas incontidas lembranças, sinto-me na obrigação de continuar gritando, até que esse grito doa nos ouvidos do poder publico e amoleça o coração daqueles que têm nas mãos o poder.
É lógico. Além de gritar, cobrar atitudes efetivas, a sociedade deve fazer sua parte: não desmatando as margens do rio, não poluindo seu leito, nem tirando desordenadamente sua areia.
O Jatobá é um patrimônio valioso de Ipueiras. Merece ser cuidado por todos nos!
Comentários
(20:24 @ 28/10/2006) Solange disse:
Em momentos outros tive oportunidade de falar em defesa do Rio Jatobá, mas senti que foi em vão. Creio que a consciência do valor além da simples necessidade do rio só virá pela via da educação das jovens gerações. O que têm as escolas de Ipueiras feito pelos seus mais jovens cidadãos? O que as famílias fazem para despertar nos filhos da terra o valor do rio como um sangue a correr nas veias da cidade e de seu povo? Não seria a hora de provocar também as autoridades locais?
(21:48 @ 14/11/2006) Dalinha catunda disse:
Solange, estou colando esta noticia que foi publicada dia 30-10 no Diário. Mas sou uma andorinha só. Descaso A filha de Ipueiras e poetisa, Dalinha Catunda, reclama do descaso com o Rio Jatobá. Já foi cogitada, no Município, a revitalização do rio, mas hoje, a poluição continua destruindo o curso d’água e contribuindo para a seca do Jatobá. “O poder público falou bonito, mas uma ação efetiva, não se viu”, diz. Ela lembra também da importância da sociedade fazer sua parte na preservação.