Grupos

Neste sábado, 02, a partir das 8h00, no plenário Benedito Magalhães, a Câmara Municipal de Santarém realiza a quarta Audiência Pública para discutir no âmbito do Legislativo o Projeto de Lei do Plano Participativo do Município de Santarém, com a participação dos vereadores, técnicos e do Movimento Social.

 

 

A Câmara Municipal continua convidando a população de Santarém para que o Plano Diretor seja realmente Participativo, acionando oficialmente as lideranças e colocando ônibus gratuitamente a disposição dos interessados nas grandes ares da cidade, a exemplo do que ocorreu nos dias 18 e 25 passados, quando aconteceu a primeira Audiência. As grandes áreas deveriam ser mobilizadas pelas suas lideranças, mas infelizmente o que se viu foi a chegada na Câmara de vários ônibus praticamente vazios. A falta de interesse dos cidadãos em participar das audiências públicas não começou agora, mas durante o período em que foram realizadas as reuniões na esfera do executivo, através das leituras técnicas e comunitárias.

 

 

Tive a oportunidade de acompanhar o andamento do Plano Diretor Participativo quando estava trabalhando como repórter da Rádio Rural ao ser designado para fazer o registro das reuniões tanto no CIAM (leituras comunitárias), quanto em algumas áreas da cidade (leituras comunitárias) e constatei que não havia a participação da comunidade e até cheguei a questionar o fato a coordenadora do Plano Diretor, Eunice Sena, que me dizia: “fizemos de tudo para chamar a sociedade, mas geralmente só comparecem os mesmos”. Lembro-me da leitura comunitária realizada na grande da Prainha, tendo como local o auditório da Paróquia de São Sebastião. Fui representar a Associação dos Moradores do bairro da Prainha, na condição de Secretário Geral, e quando cheguei ao local deparei-me com pouco menos de 20 pessoas planejando a cidade para os próximos 10 anos. Além disso, o debate se resumiu a participação de quatro a cinco pessoas.

 

É preciso registrar, no entanto, que o evento foi maciçamente divulgado nos meios de comunicação da cidade, além dos carros-volantes que circularam dois antes do evento convidando as pessoas a participarem da reunião, mesmo assim, a coordenação do Plano Diretor não conseguiu despertar a cidadania das pessoas. A Associação de Moradores do Bairro da Prainha também se empenhou para convidar os moradores a participarem das discussões, mas não conseguiu êxito. Agora no âmbito do Legislativo, por força da lei, foi aberta uma nova oportunidade para que as pessoas participem do planejamento da cidade, pois segundo o representante do Ministério das Cidades, Benny Schasberg, ao participar da primeira Audiência do Plano Diretor na Câmara Municipal em Santarém, disse: “o governo Federal precisa organizar as cidades brasileiras e o instrumento capaz de contribuir com esse projeto é o Plano Diretor Participativo dos Municípios, com isso, será possível cumprir o que determina o Estatuto das Cidades, ou seja, a adequação do espaço territorial urbano e rural”.

 

 

Por outro lado, percebemos nas três Audiências Públicas já realizadas que as discussões pouco avançaram. Em vez de o movimento social apresentar propostas de mudanças para melhorar o documento, dando condições aos vereadores no sentido de avaliarem e pactuarem o que deve ser modificado, de acordo com as prerrogativas do Legislativo, tem havido uma queda de braços, uma resistência de ambas as partes (Legislativo/Movimento social) do tipo para saber na reta final, quem vai ser considerado o “pai da criança”.

 

 

Comenta-se nos bastidores que algumas lideranças do movimento social devem se candidatar a vereador nas próximas eleições e o desempenho dessas pessoas seria usado na próxima campanha eleitoral, e até como disputa interna dentro dos seus próprios partidos. Se realmente o que se comenta nos bastidores for verdade e isso só o futuro vai dizer, trata-se de uma atitude mesquinha, imatura e irresponsável, uma vez que essas disputas de interesse pessoal, podem comprometer a qualidade do conteúdo do Plano Diretor Participativo, que pela proposta do Governo Federal, pode ser um instrumento muito importante para direcionar o futuro dos municípios brasileiros e no caso específico, o município de Santarém.

Em rodada dupla realizada no estádio Colosso do Tapajós, sexta-feira, primeiro de dezembro, o time do Arsenal/Ulbra, saiu na frente no quadrangular final do Campeonato Santareno, edição 2006. Na preliminar, Conceição e Amparo ficaram no empate em 2 à 2. Marcando Márcio Jabuti e Nelsinho (Conceição) - Jânio e Oziel (Amparo), com apito de Marco Antonio Guimarães. Na partida principal, o Arsenal, comandado pelo técnico Oswaldo Monte Alegre venceu do Norte Clube pelo placar de 2 x 1, gols de Tinha e Cléber, enquanto Ney Bendelack, descontou para o Tigre da Prainha. Este jogo teve a arbitragem de Laurimar Baia Diniz, que expulsou dois jogadores do Norte Clube, Ney e Wanderley. Com os resultados o Arsenal, soma três pontos, em primeiro lugar; em segundo, empatados com um ponto Conceição e Amparo, o Norte tem zero. , na quarta colocação. Na próxima rodada, terça-feira (5), a segunda rodada terá: Conceição x Conceição – Norte x Amparo. Os dois primeiros colocados ao final do quadrangular, farão a grande final em duas partidas.

A equipe do São Raimundo Esporte clube estreou com vitória em sua campanha na primeira fase do Campeonato Paraense 2006. O alvinegro santareno que jogará esta fase toda fora de seus domínios (estádio Barbalhão), venceu o Sport Clube Belém pelo placar de 1 x 0, gol marcado pelo atacante Tango, aos 12 minutos do segundo tempo.

O São Raimundo volta a jogar nesta terça-feira (5), também em Mosqueiro diante do Tiradentes que surpreendeu a gloriosa Tuna Luso, no Francisco Vasquez, enquanto, o Sport Belém enfrenta o Abaeté.

O Jogo

No primeiro tempo o Sport Belém foi bem melhor que o São Raimundo. O brasinha da maracangalha sob o comando do técnico Zé Carlos contado com um time mais experiente, com jogadores como Andrade, Jair, Juarez, Diego e Maigreico, chegou perto de marcar o gol, alias que chegou a fazer, mas foi marcado impedimento no lance. Na etapa final, o técnico Lúcio Santarém, que teve um plantel limitado para definir a formação ideal do time, e contou também com um banco reduzidíssimo, porém aproveitou muito bem as três modificações, surpreendendo o adversário na modificação tática, quando colocou sacou o meia Wagner e colocou Léo Jaime na lateral esquerda, deslocando João Pedro, que fazia a ala esquerda para o meio campo. Com isso a equipe voltou com uma outra postura e conseguiu marcar o gol no segundo tempo.

 

Ficha Técnica

São Raimundo 1 x 0 Sport Clube Belém

Local: Estádio São Sebastião, em Mosqueiro (PÁ).

Data: 03 de dezembro de 2006, domingo.

Hora: 16hs

Árbitro: Fernando José de Castro Rodrigues.

A1: Heronildo Sebastião da Silva

A2: Arlene Barreto de Sousa

A3: Andrei da Silva e Silva

Cartões Amarelos:

Polero, Divanor e Léo Jaime (São Raimundo).

Pato (Sport Belém)

GOL:

1 x 0, São Raimundo, Tango, 12”.

 

São Raimundo- Ney; Café, Bizouro, Polero e João Pedro; Buiú, Divanor, Ricardo (Luiz Otávio) e Wagner (Léo Jaime); Mengo (Petrolino) e Tango. Técnico: Lúcio Santarém.

 

Sport Belém- Jackson; Pato, Rodrigo, Thuca e Maigreico; Jair (Alê), Andrade, Juarez e Jajá (Dione); Diego (Tocantins) e Eduardo. Técnico: Zé Carlos.

 

Outros resultados da primeira rodada.

Sábado, 02 de dezembro.

Vila Rica 1 x 1 Bragantino, 16hs.

Estádio: São Sebastião/Mosqueiro

A: Delson Fernando da Silva

Gols:

Marcelo Lemos, 21 do primeiro tempo (Vila Rica)

Ricardo Capanema, 25 do segundo tempo (Bragantino)

 

Domingo, 03 de dezembro.

Tiradentes 1 x 0 Tuna, 9hs.

Estádio: Souza.

A: Kleber Ribas de Almeida

Gol:

Marajó, 18 do segundo tempo

 

Abaeté 0 x 0 Vênus, 17hs.

Estádio: Humberto Parente

A: Silvano Sousa Santos

 

Águia 2 x 0Pedreira, 17hs

Estádio: Zinho Oliveira/Marabá.

A: Raimundo dos Santos Feio

Gols:

Djavan, 32 do segundo tempo (Águia).

Euller, 47 do segundo tempo (Águia).

 

Águia de Marabá, São Raimundo de Santarém e Tiradentes lideram o Certame com 3 pontos ganhos (Águia em 1º- no saldo de gols, 2 tentos); Abaeté, Vênus, Bragantino e Vila rica, em quarto com ‘um’, ponto cada. Pedreira, Tuna e Sport Belém, zero.

 

A próxima rodada marca:

quarta-feira, 05 dezembro

São Raimundo x Tiradentes

quinta-feira, 06 dezembro

Sport Belém x Abaetê

Vênus x Tuna

Bragantino x Pedreira

Vila Rica x Águia.

A equipe do São Raimundo Esporte Clube, novamente com o placar mínimo, conseguiu sua segunda vitória no Campeonato Paraense, em sua primeira fase. O único gol do Pantera foi marcado pelo atacante Petrolino, aos 6 minutos do segundo tempo, em partida realizada ontem em Mosqueiro.

 

Ficha Técnica:

São Raimundo 1 x 0 Tiradentes.

Data: 05 de dezembro, 16hs.

Estádio: São Sebastião/Mosqueiro.

A: Antonio Jorge Barros Costa

A1: Aldemir Carvalho Reis

A2: Joel Silva dos Santos

A3: José Gilberto Guilhermino de Abreu

Cartão Vermelho:

Hélio (Tiradentes)

Cartão Amarelo:

Ricardo (São Raimundo).

Davi, Flávio, Hélio e Marajó (Tiradentes)

Renda: R$: 215,00

Público pagante: 43 (38: credenciados) (Total: 81)

Gols:

1 x 0, São Raimundo, Petrolino, 06”.

 

São Raimundo- Ney; Café (Gunga), Bizouro, Polero e Léo Jaime; Buiu, Divanor, Ricardo (Luiz Otávio) e João Pedro; Tango e Neizinho (Petrolino). Técnico- Lúcio Santarém.

 

Tiradentes- Silva; Léo, Davi, Flávio e Djalma Santos; Hélio, Carlos Walber (Elder), Róbson (Tião) e Kedson; Gilson Trator (Igor) e Marajó. Técnico- Nélio Pereira.

 

O São Raimundo lidera a competição com 6 pontos ganhos, e até sábado quando jogará diante do Águia de Marabá, jogo confirmado para o estádio do Souza, às 10hs (Belém), não será ultrapassado por nenhum adversário na briga direta pela classificação à fase principal do estadual 2007. Em segundo estão Águia de Marabá e Tiradentes com 3 pontos.

 

Os jogos do São Raimundo estão sendo transmitidos pela Rádio Rural de Santarém, com Campos Filhos, Francisco Urbano e Wilson Rego. Na próxima semana, a equipe será completada em Belém com Oti Santos e Minael Andrade.

 

A segunda rodada prossegue nesta quarta-feira (06), com três jogos a tarde e um pela parte da noite.

Sport Belém x Abaeté, 16hs.

Estádio: Curuzú

A: André da Silva e Silva

 

Bragantino x Pedreira, 16hs.

Estádio: Diogão/Bragança

A: Nelson Casemiro Lobo Montão

 

Vila Rica x Águia, 16hs.

Estádio: São Sebastião/Mosqueiro.

A: Olivaldo da Silva Moraes

 

Vênus x Tuna, 20h30.

Estádio: Humberto Parente

A: João Pedro Duarte Ferreira

Os jornalistas do Estado de São Paulo estão estarrecidos. A Bárbara foi assassinada. Bárbara Regina Nunes dos Santos teve a vida ceifada com oito tiros, na manhã de hoje (07), quando se dirigia para o trabalho no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Ela foi morta nas imediações de sua casa, no Jardim Guarani, Zona Norte de São Paulo.

 

Bárbara, de 28 anos, inteligente e de personalidade expansiva, trabalhava há seis anos pelos jornalistas de São Paulo no Sindicato. Deixa três filhas: Samanta (11 anos), Letícia (de 10) e Lívia (de apenas dois anos), além do companheiro, Fábio. O corpo ainda não foi liberado.

 

A diretoria está tomando todas as providências junto às  autoridades policiais para a elucidação do crime, que chocou os jornalistas de São Paulo. O mínimo que podemos exigir, em respeito à memória de Bárbara, é uma rápida e cabal elucidação do crime, com a punição de quem for responsável pelo ato.

 

Fonte: Redação com informações do Sindicato dos Jornalistas de SP 

A segunda rodada do Campeonato Paraense de Futebol 2007, em sua primeira fase, que começou na terça-feira com a vitória do Pantera santareno por 1 x 0 frente ao Tiradentes, em Mosqueiro e foi encerrada ontem à noite, superou a primeira no critério gols marcados. Agora são 15 gols em 10 jogos, média de 1,5 gols por partida. O maior responsável por isso foi o Sport Belém, que aplicou uma goleada no Abaeté, por 4 x 1, em Mosqueiro e o Bragantino, conseguindo sua primeira vitória em Bragança diante do Pedreira por 1 x 0. Na primeira rodada os artilheiros estiveram tímidos e agora já começaram a mostrar serviço, mesmo considerando os dois empates sem gols entre Vila Rica e Águia - Vênus e Tuna Luso. – O São Raimundo depois que fez sua parte, foi o maior beneficiado na rodada com o empate do time de Marabá, e ficou isolado na liderança, com seis pontos.

Veja o quadro de classificação.

P

CLUBES

PTS

J

V

E

D

GP

GV

S

1

SÃO RAIMUNDO

06

02

02

00

00

02

00

02

2

ÁGUIA

04

02

01

01

00

02

00

02

3

BRAGANTINO

04

02

01

01

00

03

02

01

4

SPORT BELÉM

03

02

01

00

01

04

02

02

5

TIRADENTES

03

02

01

00

01

01

01

00

6

VILA RICA

02

02

00

02

00

01

01

00

7

VÊNUS

02

02

00

02

00

00

00

00

8

ABAETÉ

01

02

00

01

01

01

04

-03

9

TUNA

01

02

00

01

01

00

01

-01

10

PEDREIRA

00

02

00

00

02

01

04

-03

A terceira rodada desta 1ª fase do Campeonato Paraense acontece neste final de semana, com mais cinco jogos. Destaque para o confronto entre São Raimundo e Águia, no sábado (9), às 10 horas, no Souza, em Belém. No mesmo dia às 16hs Pedreira x Vila Rica, estádio São Sebastião em Mosqueiro. No domingo (10), 16hs no estádio Humberto Parente, em Abaetetuba- Vênus x Sport Belém, 16hs no Sousa- Tuna x Bragantino e às 17hs em Abaetetuba, estádio Humberto Parente- Abaeté x Tiradentes.

A Prefeitura Municipal de Santarém foi informada, através de um documento expedido pelo Ministério Público Federal onde o procurador da república Renato Rezende cobra providências com relação ao serviço ilegal de mototáxi no município.

A iniciativa do Ministério Público foi provocada pelo Sindicato dos Taxistas que solicitaram providências no combate ao serviço de mototáxi que foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

No documento, protocolado como urgente, o Ministério Público Federal solicita a retirada imediata de pontos de mototáxi e a descaracterização da categoria, o que deve ser cumprido no prazo de quinze dias contados a partir da data do recebimento do documento. Ou seja, dia 5 de dezembro.

O Secretário Municipal de Transportes José Antonio Rocha disse que uma reunião deve ser marcada com os órgãos que gerenciam o trânsito no município para verificar a melhor forma de cumprir a lei.

Time do São Raimundo sob o comando do técnico Lúcio Santarém fez seu coletivo apronto na tarde de ontem no campo do Sesi, em Ananindeua, visando o jogo deste sábado pela manhã, no estádio do Souza, em Belém, contra o Águia de Marabá, válido pala terceira rodada da seletiva ao estadual 2007.

“Foi um treino muito bom, tudo em função do objetivo que é a classificação, e esperamos que no sábado agente possa fazer uma boa partida e consigamos um resultado positivo”, disse Lúcio Santarém.

Lúcio confirmou apenas uma modificação no time que venceu do Tiradentes na última partida. Petrolino autor do gol ganhou a posição e faz dupla de ataque com Ney Parintins. No mais o grupo é o mesmo para enfrentar o Águia amanhã: Ney; Café, Polero, Bizouro e Léo Jaime; Buiú, Divanor, Ricardo e João Pedro; Petrolino e Ney Parintins.

São Raimundo x Águia/Marabá, 10hs (sábado, 09)

Estádio: Sousa

A: Joquetam Moreira Guimarães

A1: Márcio Gleidson  Correa Dias

A2: Manoel Cardoso dos Santos

A3: Márcio Araújo da Costa

 

Ainda no sábado mais dois jogos, às 16hs

Pedreira x Vila Rica.

Estádio: São Sebastião/Mosqueiro

A: Silva Souza Santos

 

Vênus x Sport Belém

Estádio: Humberto Parente/Abaetetuba

A: Nadilson Sousa dos Santos

 

Domingo, 10 dezembro, 16hs.

Tuna x Bragantino

Estádio: Sousa

A: Glauber José Miranda

 

17hs: Abaeté x Tiradentes

Estádio: Humberto Parente/Abaetetuba.

A: José Gilberto Guilhermino de Abreu

 

O São Raimundo lidera a competição com 6 pontos ganhos, os seis melhores passam a fase principal onde se juntarão a Paysandú, Ananindeua, Remo e Castanhal, a partir de janeiro de 2007.

 

Da sala para a prática

14:50 @ 08/12/2006

    Acontece nesse sábado 9, a Aula de Campo da disciplina Realidade Sócio-Ambiental da Amazônia, sobre a responsabilidade do Professor José Pastana.
    A atividade marca o ínicio dos trabalhos a serem apresentados no sábado próximo, onde os acadêmicos de jornalismo irão apresentar os resultados dessa visita.
    A visita têm como objetivo mostrar aos discentes a degradação ambiental que vêm acontecendo nos Municípios de Santarém e Belterra.
A turma obedecerá o seguinte roteiro:
  • Lago do Mapiri
  • Serra do Índio
  • Serra do Maracá
  • Belterra
Convido aos nossos leitores a acompanhar a repercussão da nossa visita acessando nosso blog nos próximos dias.

A equipe do São Raimundo apesar de mais uma vez pelo escore mínimo, não encontrou no sábado (9), pela manhã, grandes dificuldades para manter sua vantagem na liderança do Campeonato Paraense de Futebol 2007. O time dirigido pelo técnico Lúcio Santarém jogando no estádio Francisco Vasquez “Sousa’ em Belém levou a melhor sobre o Águia ganhando por 1 x 0, jogo válido pela terceira rodada da primeira fase do certame. O pantera, ainda perdeu outras oportunidades para ampliar o marcador, inclusive com bolas na trave do goleiro Paulo Sérgio do Águia.   

Com o resultado, o alvinegro negro santareno passou a somar 9 pontos, permanecendo isolado na liderança da Seletiva. A vitória São Raimundina foi construída novamente no segundo tempo, com João Pedro que vem jogando de meia-esquerda, após a aprovação de Léo Jaime na lateral esquerda.

O goleiro Ney, mais uma vez foi o grande destaque do time fazendo defesas espetaculares que ajudaram os alvinegros e saírem com mais uma vitória e mantendo-se com cem por cento de aproveitamento no certame, rumo a sua classificação a fase principal.

 

São Raimundo 1 x 0 Águia/Marabá

Estádio: Sousa

A: Joquetam Moreira Guimarães

A1: Márcio Gleidson  Correa Dias

A2: Manoel Cardoso dos Santos

A3: Márcio Araújo da Costa

Cartão Amarelo:

Ricardo (3º-) e João Pedro (São Raimundo).

Cleiton, Valdiney Bola (Águia).

Cartão Vermelho:

Cleiton

Renda: R$: 440, 00.

Público: 89 pagantes.

Gol:

1 x 0, São Raimundo, João Pedro, 7”

 

São Raimundo- Ney; Café, Beosuro, Polero e Léo Jaime (Vágner); Buiú, Divanor, Ricardo (Kaká) e João Pedro; Petrolino (Luiz Otávio) e Ney Parintins. Técnico- Lúcio Santarém.

 

Águia- Paulo Sérgio; Cleyton, Preto, Valdiney Bola e João Paulo (Marcondes); Clesso Macapá, Caçula, Rincon e Toinho; Everton (Peri) e Silas (Giovane).  

 

Outros resultados da 3ª- rodada.

Sábado.

Pedreira 0 x 1 Vila Rica.

Estádio: São Sebastião/Mosqueiro

 

Vênus 1 x 0 Sport Belém

Estádio: Humberto Parente/Abaetetuba

 

Domingo, 10 dezembro.

Tuna 2 x 1 Bragantino

Estádio: Sousa

 

Abaeté 2 x 1 Tiradentes

Estádio: Humberto Parente/Abaetetuba.

 

Próximos jogos/ 4ª- rodada.

Dia 13 dezembro, quarta-feira.

16hs: Pedreira x Tuna

Estádio: São Sebastião/Mosqueiro

 

16hs: Bragantino x Tiradentes

Estádio: Diogão/Bragança

 

20h30: Abaeté x São Raimundo

Estádio: Humberto Parente/Abaetetuba

 

Dia 14 dezembro, quinta-feira.

16hs: Vila Rica x Vênus

Estádio: São Sebastião/Mosqueiro

 

16hs: Sport Belém x Águia

Estádio: a confirmar.

 

O São Raimundo lidera a competição com 9 pontos ganhos, Vila Rica e Vênus, com 5 em segundo; Águia, Bragantino, Tuna e Abaeté, em terceiro com 4; Sport Belém e Tiradentes em oitavo com 3, e na lanterna o Pedreira de Mosqueiro com zero. - os seis melhores passam à fase principal onde se juntarão a Paysandú, Ananindeua, Remo e Castanhal.

Em mais uma etapa do protocolo na disputa pela sede da Copa de 2014, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) apresenta a candidatura ao Mundial oficialmente à Fifa nesta quarta-feira (13).

De acordo com o site oficial da CBF, o presidente Ricardo Teixeira (foto) apresentará a proposta brasileira à Fifa em Tóquio, onde os dirigentes da entidade acompanham o Mundial de Clubes. O encontro acontecerá às 11h de quarta-feira (horário local, madrugada de terça para quarta-feira no horário de Brasília).

O Brasil deve ser candidato único, e a Fifa anunciou na semana passada que se apenas um país apresentar candidatura e, se todas as exigências forem cumpridas, o processo será acelerado. O Comitê Executivo da entidade deverá tomar a decisão a respeito da sede em novembro de 2007.

O futebol brasileiro luta para receber a Copa pela segunda vez na história. O Mundial passou pelo país em 1950, na sua quarta edição, em torneio vencido pelo Uruguai.

 

Fonte: Uol esporte/SP

 

A Comissão Pastoral da Terra, do regional Norte dois, reunirá no período de 13 à 15 de dezembro, em Belém para avaliar as atividades desenvolvidas em 2006 e planejar as ações para 2007.

Cerca de 10 pessoas dos pólos da soja, de Santarém, Paragominas e Redenção deverão participar do encontro. De Santarém seguiu nesta terça-feira (05) para Belém, o agente de Pastoral Gilson Rego.

Durante o encontro será feito um levantamento dos conflitos vivenciado por cada região, e em seguida elaborado um relatório, que será apresentado posteriormente em cada Diocese.

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso aprovou na manhã desta terça-feira o reajuste do salário mínimo para R$ 375 no próximo ano.

Esse era o valor inicialmente proposto pelo governo, mas após a mudança, para baixo, das estimativas do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação neste ano, o governo passou a defender um reajuste menor, dos atuais R$ 350 para R$ 367.

No relatório aprovado, o senador Leomar Quintanilha (PC do B-TO) pondera que o próprio governo havia reservado dinheiro para o salário mínimo de R$ 374,93, um aumento de 7,12%.

O relator afirma que houve nos últimos meses uma reversão na tendência verificada desde 2001 de queda nos gastos do governo federal com seus aposentados e pensionistas.

A mudança se deve aos reajustes concedidos pelo governo ao funcionalismo neste ano - o que beneficia os aposentados - e também porque a reforma previdenciária de 2003 não afetou os militares

A governadora eleita do Pará, Ana Júlia Carepa, recebeu no último sábado (9/12) a pauta de contribuições do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) para a construção da política de comunicação do Estado. A entrega foi feita durante o encontro regional do PT, realizado no auditório da Associação de Pessoas Portadoras de Deficiência (APPD), em Belém.

Ana Júlia recebeu o documento intitulado “Comunicação Democrática e de Qualidade - Melhor para o Estado, Melhor para Sociedade” das mãos da presidente do Sinjor-PA, Carmen Silva, e da diretora de mobilização e formação sindical, Eliete Ramos. Na pauta, a diretoria do sindicato aponta sugestões relacionadas à democratização da comunicação, à educação para a mídia e aos órgãos públicos da área, na administração direta e indireta.

Especificamente sobre a Funtelpa, por exemplo, é defendido que o interesse público deve nortear a produção da rádio e da televisão Cultura e que a nova gestão aplique melhorias técnicas para que o sinal chegue, com qualidade, a todos os lares do Estado. Da mesma forma, que a produção jornalística seja valorizada, como forma de bem informar a população. Ainda sob o prisma de que deve ter sua missão voltada aos interesses da sociedade, o sindicato também propõe que a mudança ou não da personalidade jurídica da Funtelpa deva ser amplamente debatida com os segmentos envolvidos e interessados, principalmente entidades representantes dos trabalhadores e da sociedade civil.

Sobre o exercício profissional, o Sinjor-PA defende no documento que a contratação de pessoal para funções jornalísticas das rádio e televisão Cultura e para assessoria de imprensa seja pautada no respeito à regulamentação profissional, com a exigência de registro definitivo de jornalista emitido pelo Ministério do Trabalho, através das delegacias regionais. O documento também defende a realização de concurso público para o Estado.

Além da governadora eleita, a pauta foi entregue também para o presidente do diretório estadual do PT, deputado Zé Geraldo, e para o diretor de Comunicação do partido, Bira Rodrigues.

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a prisão imediata do jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, condenado pelo assassinato da também jornalista Sandra Gomide. A decisão foi tomada pela 10ª Câmara Criminal do Tribunal, nesta quarta-feira (13/12).

Por unanimidade, os desembargadores diminuíram a condenação de Pimenta Neves, de 19 anos e dois meses, para 18 anos de prisão, e determinaram a expedição do mandado de prisão contra ele. Apesar de condenado, Pimenta Neves tinha conquistado o direito de recorrer da sentença em liberdade.

A defesa já anunciou que vai recorrer e a acusação comemorou a vitória. O TJ entendeu que não houve qualquer nulidade no julgamento de Pimenta Neves. A advogada de Pimenta deve entrar com um habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Crime

Transtornado por ter sido abandonado pela namorada, Pimenta Neves matou Sandra Gomide com dois tiros disparados a queima-roupa no dia 20 de agosto de 2000. O julgamento aconteceu em maio deste ano, no Tribunal do Júri de Ibiúna, interior de São Paulo e durou três dias.

 

Fonte: Conjur

Rápidas do futebol

14:25 @ 15/12/2006

Local

Norte Clube e Arsenal/Ulbra farão a final do Campeonato Santareno temporada 2006 em duas partidas. O tigre da Prainha chegou se classificou ao empatar com a Sociedade Esportiva Conceição por 1 x 1, enquanto o time do Arsenal, a mais nova agremiação filiada a Liga Esportiva de Santarém (LES), conseguiu vaga à final vencendo da representação do Amparo, por 4 x 3.

A disputa pelo título do Campeonato será disputada em duas partidas. A primeira acontece já nesta sexta-feira (15), às 19hs, no estádio Colosso do Tapajós. Ontem (14) a Comissão de Arbitragem (CA/LES), confirmou os árbitros que trabalharão no primeiro jogo. Jailson Júnior Vasconcelos da Silva, será o mediador central, com Élvio Fonseca Júnior e Raimundo da Silva Pereira, nas bandeiras, enquanto Antonio Carlos Vieira de Sousa, ficará na regra três. A segunda e decisiva partida acontece no próximo dia 22 de dezembro, no mesmo horário e local.

 

Estadual

O São Raimundo não teve muita sorte na última quarta-feira (13), quando enfrentou o Abaeté em sua casa estádio Humberto Parente pelo Campeonato Paraense 2007 primeira fase à noite e foi derrotado pelo placar de 2 a 0. Com o resultado, o pantera negra santareno, perdeu sua invencibilidade, já que vinha de três vitórias seguidas. Mesmo com o revés, o time alvinegro não perdeu a liderança do certame, permanecendo com seus 9 pontos, seguido do próprio Abaeté, com 7 pontos. O representante santareno e do Oeste do Pará, volta a jogar neste domingo (17), em Mosqueiro, diante do Pedreira mandante do campo, estádio São Sebastião. O jogo será às 16hs (Belém). Nesta sexta-feira, a diretoria do São Raimundo confirmou a contratação de mais três jogadores. Alexandre Pire ex-Paysandú e Pirão de Belterra, além do atacante Torror que defendeu o clube na temporada 2005 e estava no clube do Remo..

 

Nacional

O senado aprovou na quarta-feira a lei 118/06, conhecida como Lei de Incentivo ao Esporte. O projeto visa conceder abatimento no Imposto de Renda de até 4% para empresas e 6% para pessoas físicas. Os senadores aprovaram tanto o projeto apresentado pelo deputado Bismarck Maia (PSDB-CE), como as emendas colocadas pelos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Ideli Salvatti (PT-SC).

Para ser sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a nova lei deverá ser apreciada, em sessão na Câmara de Deputados.

Na visão de ex-atletas e dirigentes, a Lei causará uma 'explosão' no esporte brasileiro, auxiliando também a inclusão social. Vale lembrar que o esporte já conta com receita pública, proveniente da Lei Piva, que repassa parte do valor arrecadado com as loterias federais para as confederações esportivas.

 

Internacional.

O internacional representante brasileiro no mundial de clubes da temporada, no Japão enfrentará o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. O time colorado chegou a final depois que levou um susto dos egípcios Al Arly, mais venceu por 2 x 1, na quarta-feira (13). Já o Barça não tomou conhecimento do América do México e goleou por 4 x 0. Será a chance de Ronaldinho Gaúcho reviver seus dias de glória pelo Grêmio diante do tradicional rival.

Internacional e Barcelona decidem a Copa Toyota, neste domingo, 17, às 8h20 (horário de Brasília), enquanto a decisão do terceiro lugar entre América do México e Al Arly do Egito, por sua vez, decide o terceiro lugar também domingo, às 5h20 ( Brasília).

O antropólogo Mark Harris, da Universidade de Saint Andrews, Escócia, que já viveu em nosso estado há alguns anos e escreve sobre a Revolução dos Cabanos no Pará, livro que está para ser publicado, deve ser o palestrante convidado de hoje à noite da turma de Comunicação Social/jornalismo, do Iespes, durante a aula do professor-doutor Manuel Dutra.

Harris já passou mais de um ano no interior de Óbidos pesquisando para a sua tese de doutorado e que já está publicada com o nome "Life on the Amazon - The Anthropology of a Brazilian Peasant Village".

Para saber mais sobre este livro, clique AQUI.

Na manhã de hoje, os vereadores belterrenses surpreenderam a todos ao realizarem uma das mais rápidas sessões do período, considerando a expectativa que girava em torno da mesma durante toda a semana. Afinal, o encontro solene se destinava ao desfecho de três assuntos da maior importância ao município: 1) A votação da Proposta Orçamentária para 2007, enviada pelo Chefe do Poder Executivo; 2) a eleição da nova Mesa Diretora para o biênio 2007/2008 e, ainda, o encerramento do período legislativo ordinário.

Com 8 dos 9 vereadores presentes, o presidente Edmilson Pedroso (Mico) abriu a sessão e logo encaminhou à votação o projeto de lei dispondo sobre o Orçamento Municipal para 2007, aprovado sem problemas à unanimidade. Em seguida, justificando a ausência do vereador Raimundo Ribeiro da Silva (Didico), por encontrar-se internado há quase uma semana na Clínica São Camilo, em Santarém, com problemas de saúde, abriu o processo de eleição para a nova Mesa Diretora, quando duas chapas foram apresentadas.

As chapas

A primeira, apoiada oficialmente e construída através de entendimento entre PT e PMDB (prefeito Geraldo Pastana e deputado estadual Antonio Rocha) tendo como candidato à presidência o vereador Edinaldo Nogueira Lima (Naldo)/PMDB; para a 1ª Secretária Eliselma Macedo de Sousa (Zelma)/PSB e para 3º Secretário José Nicanor Pedroso Miranda (Gito)/PT.

A segunda, encabeçada também por um peemedebista, o vereador Mico, atual presidente da Câmara, que contou com o apoio do deputado federal eleito Lira Maia, além de apresentar para a 1ª Secretaria a vereadora Maria de Lourdes de Souza (Malu)/PDT e para a 2ª Secretaria Maria do Socorro de Sousa Nunes/PFL. Todos, “cabos eleitorais” de Maia no último pleito.

Contados os oito votos, registrou-se um empate em 4x4, fato inédito em seis eleições já havidas para a Mesa da Câmara desse município instalado em 1997.

Com o empate, a eleição foi decidida regimentalmente em favor de Mico, mais velho, nascido em Belterra em julho de 1958, enquanto que Naldo, também belterrense, veio à luz em agosto de 1960.

Na última segunda-feira, 18, no período da tarde, o vice-prefeito e Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento, Delano Riker ao lado do vereador Emir Aguiar (PL) visitaram a comunidade de Ponta de Pedras, na região do Eixo Forte, para verificar in loco os problemas existentes na comunidade e constataram que a estrada continua sendo a principal preocupação dos moradores, apesar do regular serviço de manutenção que o atual governo municipal tem feito nos últimos dois anos.

O presidente da Associação de Moradores de Ponta de Pedras, Manuel Expedito dos Santos informou que tem firmado parcerias com as iniciativas pública e privada visando melhorar as condições de infra-estrutura da comunidade, mas a principal parceria é com o governo municipal que tem dado uma atenção especial a Ponta de Pedras. “Quando eu assumi a presidência da associação, solicitamos ajuda da Prefeitura para recuperar a estrada e fomos atendidos. Naquele momento a SEMAB fez um bom trabalho com a colocação de piçarra e alargamento da estrada que estava bastante estreita e isso tornava o trânsito perigoso”, disse Expedito. Segundo ele, antes desse serviço de boa qualidade, várias promessas foram feitas pelo governo anterior, mas não foram cumpridas. “O trabalho de recuperação e alargamento dos 13 Km de estrada iniciou no final do mês de fevereiro, pela empresa HVV, vencedora da licitação e foi interrompido em decorrência do inverno. Os trabalhos de recuperação da estrada forma concluídos em junho de 2006, por ocasião da chegada do verão’. Informou Expedito.

Na comunidade de Ponta de Pedras também há produção agrícola e todas as vezes que dificultava a trafegabilidade, os pequenos produtores, deixavam de levar seus produtos para a feira e acabavam perdendo tudo. O Senhor Lenir Antônio Palhares disse que ainda sofreu na pele as dificuldades por conta do isolamento da comunidade: “A estrada estava em péssimas condições, pois antes de fazer esse serviço de colocação de bastante piçarra, os moradores cansaram de ajudar empurrar os ônibus e os carros que se atreviam passar, principalmente nos dois quilômetros mais arenosos”, recordou Palhares. Na oportunidade solicitou ao vice-prefeito e ao vereador a construção de um desvio de águas pluviais, haja vista que a enxurrada esta provocando o assoreamento de um olho d’água que fica nas proximidades e que serve para irrigar a plantação que ficam sobre a serra. Delano Riker se comprometeu em resolver o problema para preservar a nascente que está morrendo a cada chuva que cai naquela área.

Além das atividades de rotina que a comunidade de Ponta de Pedras realiza, na área do turismo, um dos eventos maiores que vem crescendo nos últimos anos é o Festival do Charutinho realizado em parceria entre a comunidade e as iniciativas pública e privada.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitiu hoje (12), uma Nota Oficial intitulada como "Primeiro governo Lula encerra com mais um ataque à organização dos jornalistas". A manifestação da entidade é uma reação à onda de ameaças de redução salarial ou ampliação da jornada de trabalho, que atinge os jornalistas do serviço público federal. Leia abaixo a íntegra da Nota:

 

PRIMEIRO GOVERNO LULA ENCERRA COM MAIS UM ATAQUE À ORGANIZAÇÃO DOS JORNALISTAS

 

Aproxima-se o fim o primeiro mandato do presidente Lula com um balanço bastante negativo em relação a ataques contra a organização dos jornalistas brasileiros. Em contrapartida, o mesmo governo mostrou-se bastante generoso em atender aos pleitos dos empresários de comunicação, especialmente no processo de digitalização da TV e do rádio. Logo no primeiro ano, após demonstrar coragem inicial de encaminhar, conforme prevê a Lei, o projeto do Conselho Federal dos Jornalistas ao Congresso Nacional, o governo recuou diante da pressão dos donos da mídia e aliados e liberou as lideranças na Câmara para que rejeitassem a matéria sem qualquer debate público em dezembro de 2004. Agora, em 2006, durante negociação da lei geral das micro e pequenas empresas, técnicos da Fazenda romperam o acordo negociado com a FENAJ, condenando pequenas empresas formadas por jornalistas ao mesmo tratamento tributário de grandes agências de publicidade. Golpe mais duro foi o veto integral, assinado pelo presidente Lula, ao projeto que atualizava a regulamentação profissional da categoria que data de 1969. Lula, mais uma vez, cedeu à pressão do patronato, usando como argumentos parecer elaborado pelo ministério da Justiça em cooperação com consultores da ANJ (Associação Nacional de Jornais).

Mais recentemente o governo editou a MP 304, já transformada em Lei 11357/06, que trata das carreiras de servidores públicos de diversos órgãos, como Ibama, Agências Reguladoras, FNDE, Inep e Imprensa Nacional. Entre as mudanças, causa polêmica o § 1º do artigo 71, segundo o qual os integrantes das carreiras que cumprirem jornada inferior a quarenta horas semanais passariam a receber o vencimento básico proporcional à sua jornada.

Como os jornalistas exercem a jornada especial, conquista histórica de quase 70 anos, há uma onda de ameaças no serviço público federal de redução salarial ou ampliação da jornada de trabalho.

A FENAJ esclarece que é absolutamente ilegal qualquer iniciativa de redução salarial. A mesma Lei 11357/06 veda, no artigo 78, a redução da remuneração dos atuais servidores ativos e inativos. Cria, no entanto, a possibilidade com os novos contratados. Tão pouco há dúvidas quanto à legalidade da jornada de 5 horas diárias e 25 horas semanais dos jornalistas do Serviço Público Federal, pois desde 31/07/1996 foi fixada essa jornada na Portaria 2.343 do Ministério da Administração. Recentemente, o Ministério do Planejamento editou a Portaria nº 1.100, confirmando a jornada diferenciada para jornalistas.

Em conjunto com a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, a FENAJ vai buscar a correção da Lei 11357/06, assegurando direitos e conquistas dos jornalistas, agora ameaçados por mais essa medida do governo federal. Esgotada a negociação política, havendo intransigência por parte do governo, a FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e outras entidades atingidas deverão buscar o caminho da Justiça.

A FENAJ exorta aos jornalistas do serviço público federal que se mantenham mobilizados em torno de seus Sindicatos e que resistam a qualquer medida autoritária de burocratas de plantão. Além disso, apela à sensibilidade dos atuais governantes que revejam o mais rápido possível tal dispositivo, reparando com urgência este mais novo golpe na organização dos trabalhadores, em especial, dos jornalistas brasileiros.


Brasília, 18 de dezembro de 2006.

Diretoria da FENAJ

O ano de 2006 foi o mais sangrento da história para os jornalistas, já que ao menos 94 profissionais morreram no exercício de sua atividade, o que representa um aumento de 38%, graças em parte às vítimas no conflito no Iraque.

O cálculo foi feito pelos promotores da Campanha por um Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês), que publicaram nesta terça-feira um relatório no qual indicam que 48 jornalistas morreram no Iraque em 2006, o dobro do registrado no ano passado.

Ao menos 103 profissionais morreram no Iraque desde abril de 2003, o que transforma o conflito no país no mais sangrento da história para os jornalistas, segundo a ONG, com sede em Genebra. Em conjunto, o número de jornalistas mortos em 2006 chega a 94, contra os 68 de 2005, que já era o número mais alto da última década.

Além do Iraque, morreram oito jornalistas no México, quatro na Rússia, Sri Lanka e Filipinas, três no Paquistão e Colômbia, dois na China, Índia, Angola e Líbano, e um no Equador, Venezuela, Somália, República Democrática do Congo, Sudão e Brasil.

A PEC, que reúne 28 associações representantes de mais de 50 mil jornalistas, assegura que o crescente número de vítimas na profissão é "conseqüência direta da violação em grande escala do direito humanitário e do princípio da distinção entre civis e combatentes, especialmente no Oriente Médio".

Em 27 de novembro, a Associação Mundial de Jornais (WAN) informou que o número de jornalistas assassinados em 2006 era de 105 profissionais --44 deles no Iraque.

 

 

da Agência Internacional Efe, em Genebra

Novos colegas

16:09 @ 20/12/2006

Saiu a lista da 2ª turma de Comunicação Social/Jornalismo do Iespes, depois do vestibular realizado no sábado, aqui na instituição:

 

 

Comunicação Social - Jornalismo

Adailton Santos da Silva
Adria Natashia Santana Campos
Adriana Marinho dos Santos
Adriane Mota Vasconcelos
Alessandra Eva Waughan Sarrazin
Anny Loisa Santos de Sousa
Aritana Aguiar de Sousa
Arlen Sousa Pinto
Bruna Jaqueline Sousa da Silva
Carleane dos Santos Silva
Cássio Pereira Leal
Daniela Batista da Silva
Elcinete de Sousa Godinho
Elenice de Vasconcelos Mesquita
Franciane Fontenelle Campos
Gabriel Pilnto Machado Filho
Genilce Soares da Silva
Gleicy Priscila Didier Valente
Gleissiane Beckhauser
Glenda Keliandria Cardoso Esteves
Jacira dos Santos Fernandes
Jolielson Julio de Vasconcelos Laurido
Larissa Carvalho Cavalcante
Larisse Suelania Caripuna
Lidiane Castro da Silva
Lidiane Rego Lira
Luana Aline Lima Viana
Maira Priscila Pereira Santos
Maria Juliane Fernandes Nogueira
Marielly Gonçalves Diniz
Monique de Melo Coelho
Myrlys Maria Sousa Aguiar
Neuziete Pereira da Silva
Nina Rose dos Santos Silva
Pollyanne Miellem Fonseca Ferreira
Priscila Gomes de Oliveira Silva
Ramon Maydama Silva de Pinho Gonçalves
Raqquel Fernandes dos Santos
Ricardo Rocha do Nascimento
Riselle Viana de Oliveira
Samella Kamila da Silva Sousa
Taemerson Mário Leonardo Serra Chaves
Tamar da Silva Duarte
Thais Correa Lima
Thyais Yasmini Feitosa Gondim
Tracy Valerio de Oliveira

 

 

Aos 46 novos calouros, nossas boas vindas.

Esperamos poder nos cruzar pelos corredores do Iespes e continuar na construção de uma nova realidade nas comunicações sociais em Santarém e região. São os votos da 1ª turma de Jornalismo, hoje com 36 acadêmicos, já entrando no segundo ano de graduação.

Após ser informado que seu contrato de trabalho não seria renovado, o repórter Rodrigo Vianna* (foto), da redação da TV Globo em São Paulo, enviou uma carta com fortes críticas à cobertura das últimas eleições e ao jornalismo na emissora. “Nunca, nem na ditadura tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!”, escreveu. O jornalista estava na empresa desde 1995 e enviou o texto originalmente na rede interna da emissora na terça-feira (19/12).

 

Vianna afirma que seus textos sofriam intervenções e que tudo era editado e enfocado de acordo com um “personagem quase mítico”, mantido no anonimato, mas sugerido como um diretor. O repórter faz acusações pontuais sobre a temática das perguntas feitas a José Serra, ainda como candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, no telejornal “SPTV” e a forma como foram mostrada as fotos dos dólares do dossiê Vedoin.

 

Diz que o “Jornal Nacional” deu destaque ao indiciamento do ex-ministro da saúde Humberto Costa mas não mostrou que o mesmo ocorrera com Platão Fischer Puhler, assessor do mesmo ministério quando Serra era o titular da pasta. “Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!”, questiona Vianna, se referindo a Freud Godoy, assessor do presidente Lula.

 

O jornalista também rebate a carta do vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, após o abaixo-assinado – que também foi criticado – dos funcionários da emissora contra reportagens da revista CartaCapital. Antes de se despedir dos colegas e dizer que boa parte dos funcionários são íntegros, Vianna dá uma alfinetada no diretor de jornalismo da emissora, Ali Kamel. “Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil”, diz, remetendo ao livro de Kamel, “Não somos racistas”. Por ter seu contrato vigente até o final de janeiro, Rodrigo Vianna não pode comentar a carta.

 

Leia aqui a íntegra da carta de Rodrigo Vianna, cedida pela Agência Carta Maior.

 

O diretor de redação da Globo em São Paulo, Luiz Claudio Latgé, enviou um comunicado para a sua equipe comentando a carta de Vianna, e diz que o desligamento do repórter da emissora nada tem a ver com as eleições. “Rodrigo deve ter pensado que poderia encontrar no ataque aos colegas e na mentira uma saída nobre. Com essa atitude, ele pareceu querer se defender de acusações que jamais passaram pela nossa cabeça. A pergunta que fica é a seguinte: se a integridade dele é tão elevada, por que não se demitiu anteriormente?”, escreveu.

 

Latgé argumenta que a cobertura da Globo nas eleições foi democrática, dando espaço para todos os partidos, e que isto foi reconhecido pelos próprios políticos. Sobre as acusações, diz que “não inventamos uma pilha de dinheiro na mesa da Polícia Federal. Já saímos a público antes para refutar estas teorias conspiratórias produzidas por grupos políticos e jornalistas descompromissados com a verdade”.

 

O jornalista ressalta que a conduta editorial da Globo é pautada no bom jornalismo. “A confusão de idéias que o Rodrigo Vianna expressa deve ter razões pessoais e compromissos que não nos cabe julgar. Peço desculpas aos colegas pelos ataques e ofensas por ele dirigidos”, conclui.

 

Leia a íntegra do comunicado de Latgé, cedido pela assessoria da Globo.

 

Fonte: Comunique-se

 

(*) Rodrigo Vianna é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero, e em História pela Universidade de São Paulo. Iniciou sua carreira na Folha de S. Paulo, em 1989, tendo passado pela TV Cultura em São Paulo e em Brasília, onde cobriu a CPI do Orçamento. Também foi apresentador do programa de entrevistas "Opinião Nacional". Em 1995, começou na TV Globo. No ano seguinte, começou a fazer reportagens para o Jornal Nacional, e logo depois para o Globo Repórter. Hoje, faz parte da equipe de jornalismo da Globo em São Paulo, atuando como repórter dos jornais de "rede". Em 2004 obteve o terceiro lugar no Prêmio "Biodiversity Reporting Awards", com a reportagem intitulada "Nas águas do rio Paraíba".

 

 

 

Matéria sugerida pela acadêmica Ruth Mara Pereira (foto)

A pedido das lideranças dos partidos que apoiaram a eleição ao governo do Estado do Pará de Ana Júlia e Odair Correa foi realizada uma reunião na última sexta-feira, 22, às 16h00, na sala da presidência da Câmara Municipal de Santarém com o participação do vice-governador e dos representantes dos PSB e do PL.

Inicialmente Odair Correa fez uma exposição dos fatos que estão acontecendo em nível de transição do governo do Estado e ratificou compromisso de atender as demandas de todos os partidos aliados, mas sugeriu que o trabalho fosse feito em conjunto para agilizar o processo de indicação dos nomes que possivelmente vão ocupar os cargos de segundo e terceiro escalão.

Segundo ele, a equipe de transição está trabalhando para definir os cargos de primeiro escalão até o início do ano, uma vez que a partir de janeiro vão ser definidos os cargos de segundo e terceiro escalão com a nomeação das pessoas que tenham condições de desenvolver um trabalho de qualidade, que é uma das propostas da equipe de governo que vai assumir o comando do Estado.

O vice-governador disse que recebeu várias demandas de Santarém, de lideranças dos partidos que apoiaram a sua eleição e de Ana Júlia ao Governo do Estado, solicitando cargos do terceiro escalão. Por isso, veio pessoalmente para reunir com essas pessoas. Na reunião criada uma comissão provisória, formada por membros do PSB, PL e PT, uma vez que o PMDB já tem seus cargos praticamente definidos. Na próxima terça-feira vão se reunir para definir uma comissão permanente que vai discutir a indicação desses cargos de acordo com o que couber a cada um dos partidos. Ele garantiu mais uma vez que todos partidos que participaram do projeto vão ser contemplados, mas quem vai definir os nomes das pessoas que vão assumir os cargos é essa comissão, formada pelas lideranças dos partidos, que vai discutir conjuntamente. Odair acredita que essa é a melhor metodologia para atender a demanda dos partidos aliados do governo, de maneira equânime para que todos saiam contemplados.

 

Odair fala sobre a partilha dos cargos de primeiro escalão

 

Sobre a partilha dos cargos do governo do Estado, o vice-governador ficou apenas com a presidência do Banco do Cidadão, que segundo ele já alocado cerca de 30 milhões de reais para serem administrados, embora tenha dito que o órgão vai precisar de ajustes legais, inclusive em termos de abrangência. Hoje o Banco do Cidadão atua apenas em 10 dos 143 municípios paraenses e a nossa meta é atingir o maior número possível nos próximos quatro anos. O Banco trabalha com financiamento de Micro-crédito e outros serviços de fomento. Por outro lado, Odair imaginava que o órgão já estava funcionando plenamente, uma vez que governo anterior fazia bastante propaganda mostrando os serviços do Banco do Cidadão, mas vai ter que fazer vários ajustes.

O vice-governador é bancário aposentado pela Caixa Econômica Federal e desempenhou essa função durante 25 anos em Santarém, com essa experiência ele acredita que possa avançar na organização institucional do Banco do Cidadão e contribuir com a geração de emprego e renda a uma boa parcela de paraenses que precisam apenas de um incentivo para fomentar seus projetos.

 

Destino partidário do vice-governador

 

Nos últimos dias a imprensa de modo geral, principalmente a imprensa de Belém tem divulgado boatos sobre a mudança de partido do Vice-governador Odair Correa, mas segundo ele, isso não tem fundamento. Ele admitiu que recebeu convites para mudar de partido, mas até o momento disse que a sua intenção a continuar filiado ao PSB. Segundo ele, tudo o que está sendo divulgado não posições tomadas por ele, não passa de especulação da própria imprensa. Disse que no PSB se tornou uma liderança regional e agora trabalha a possibilidade de presidir o partido no Estão do Pará, em decorrência da intervenção que a executiva nacional do partido impôs a 14 estados brasileiros, inclusive no estado do Pará, uma vez que o partido não alcançou a cláusula interna de barreira. Com isso, certamente haverá um novo direcionamento. Odair informou ainda que houve uma reunião com Executiva Nacional do Partido, em Recife para debater algumas decisões e, o principal objetivo, é que o partido possa crescer em todas as regiões da país.

O vice-governador não quis falar sobre o problema interno que estaria ocorrendo entre ele o ex-senador Ademir Andrade, mas segundo informações de assessores o litígio está sendo contornado, embora todos sejam unânimes em dizer que essa “briga interna” só prejudicou o partido, que até o momento não foi contemplado com a fatia dos órgãos do estado que merecia receber. Até agora coube ao PSB apenas a Secretaria Estadual de Administração – SEAD e o Banco do Cidadão. Pelo acordo anterior os órgãos do estado deveriam ser divididos em três partes iguais, entre PT, PSB e PMDB, mas com a divulgação do secretariado do novo governo grande parte ficou com o PT.

 

Ao meu querido povo do Pará, aos irmãos da região Oeste e, especialmente, à população de Santarém nossa principal mensagem, é tenham confiança em Deus, muita fé e acreditem nos compromissos que firmamos durante a campanha eleitoral passada, que nos levou a condição de vice-governador e Ana Julia à governadora do Pará. Dizer aos nossos irmãos que estamos interagindo para assumirmos o governo e depois darmos a devida atenção a todos os paraenses e, principalmente, às famílias de baixa renda que precisam da intervenção governamental para amenizar suas dificuldades. Neste dia desejamos um feliz e santo Natal a todos os paraenses, à população da região Oeste do nosso estado e em especial, aos nossos irmãos de Santarém.      

 

Reflexão de Natal

16:39 @ 23/12/2006

 

A vida cristã nos proporciona diversos momentos importantes ao exercício da espiritualidade: por ocasião da Semana Santa, do Pentecostes e a chegada do Menino Jesus – o Natal. São momentos em que a vida parece mais importante e os homens mais gentis e amáveis. Momentos de fazermos profunda reflexão, de contemplarmos a natureza e seus componentes, como se estivessem vivendo um dos últimos momentos de nossas vidas. Particularmente, considero esses três eventos cristãos como os mais propícios à prática da partilha, do amor e da paz e, sobretudo, de perdão entre homens e mulheres. O Natal, especificamente, é um dos momentos extremamente importante à contemplação da vida, de reflexão sobre tudo o que há sobre a terra e até sobre os mistérios inexplicáveis. Esta data é propícia para uma alto-avaliação sobre nossas ações e atitudes, pelas coisas que fizermos e por aqueles que deixamos de fazer. Neste final de 2006, particularmente, reflito sobre o compromisso das pessoas perante a sociedade, a nossa participação na vida comunitária, nos trabalhos da igreja e do exercício de cidadania. Suponho que a nossa sociedade ainda não atingiu a organização social que sonhamos, talvez seja por que ainda não nos dispomos a contribuir através de nossa efetiva participação de ações que podem contribuir com a melhoria da vida das pessoas. O nosso bairro ainda continua em estado de abandono porque continuamos nos preocupando apenas com o bem estar pessoal, deixando de cobrar os nossos direitos, com respeito aos direitos dos outros e das autoridades. Muitas vezes quando cobramos, esquecemos que somos cristãos e tratamos ou outros como se fossem as piores pessoas do mundo, nos colocando como as únicas pessoas honestas, éticas e comprometidas. Destratamos os dirigentes das instituições, mas quando assumimos os cargos, muitas vezes, fazemos pior do que aqueles que criticamos anteriormente. O certo é que ainda não sabemos cobrar com altivez e consciência por falta de formação cristã e política cidadã. Somos incapazes de sair de casa ou priorizar a reunião da associação de nosso bairro, mas somos os primeiros a condenar aqueles, que mesmo com dificuldades, se esforçam para melhorar a vida das pessoas menos favorecidas. Criticamos sem reservas a classe política, embora nós mesmos tenhamos os elegidos. Somos incapazes de parar por alguns minutos para assistir aos programas eleitorais e avaliarmos melhor os candidatos, ou de contribuir com a eleição de um candidato sem pedir algo em troca, ou pelo menos de contribuir com idéias que possam ajudar no desenvolvimento da sociedade.  Criticamos as ruas esburacadas, a falta de iluminação pública, acesso à saúde, à segurança, à educação, a falta de emprego, de moradia e todas as injustiças sociais, mas quando a diretoria da associação de bairro convida para uma reunião, somos incapazes de sair de frente da televisão para participar dos debates e, muitas vezes, até nos negamos a colocar o nosso nome em um abaixo-assinado solicitando um serviço para beneficiar a própria comunidade. Hoje é momento para refletir sobre tudo isso e fazermos uma relação com a vida do aniversariante: Jesus Cristo. Em sua vida terrena Ele não foi omisso e diante das injustiças não ficou de braços cruzados, esperando o tempo passar, enclausurado no calabouço do seu próprio individualismo. Jesus foi determinado e deu exemplo de coragem diante de uma sociedade hipócrita. Ele se despiu de todas as coisas, inclusive penhorou o seu maior valor, que á a vida, para salvar o mundo. Neste Natal, portanto, temos a oportunidade de renascer com Jesus Cristo e ano que vem participarmos da vida social de nossa comunidade e contribuir para melhorar a vida de tantos “Jesus” que continuam sendo chicoteado no caminho de tantos calvários a nos pedir ajuda, mas somos incapazes de ouvir e de parar por uma hora que seja para ajudar esses irmãos sacrificados pela ignorância espiritual e educacional, pela injustiça e tantas outras mazelas que nos aflige. Precisamos nascer de novo para construir uma nova sociedade que reflita e pratique todos os dias os exemplos do nosso aniversariante de hoje. Feliz Natal...

 

Se continuarmos insistindo numa análise ligeira, apoiada apenas em alguns poucos indicadores, chegaremos facilmente à conclusão de que o Jornalismo Científico brasileiro atravessa um momento singular, ou seja, ele está, como jamais em sua longa trajetória, “por cima da carniça”.

O número de publicações especializadas se multiplica a olhos vistos. A Astronomy Brasil, comandada pelo Ulisses Capozzolli; a Com Ciência Ambiental, dirigida pela Cilene Victor, dentre muitas outras, estão aí no mercado para comprovar a competência de muitos profissionais que atuam nesse campo.

      Ao mesmo tempo, os cursos especializados na área se multiplicam por todo o País. O curso de especialização do Labjor/Unicamp está consolidado e um futuro mestrado na Unicamp, pelo que se pode imaginar, anda “na boca do forno”. A UMESP e a USP , particularmente a primeira, de há muito, formam mestres e doutores em Jornalismo Científico e muitos outros também vêm chegando pela excelência obtida em boa parte dos quase 30 programas de Pós-Graduação em Comunicação existentes no Brasil (menção especial ao primeiro programa específico de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina).

 

Wilson da Costa Bueno
Jornalista, diretor da Con
texto Comunicação e Pesquisa, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e professor de Jornalismo da ECA/USP.

 

Leia o texto na íntegra clicando AQUI.

Um antropólogo escocês é quem tem os dados primários mais recentes descobertos sobre a Guerra da Cabanagem. Mark Harris (foto/Celivaldo Carneiro), um jovem professor e pesquisador da Universidade de Saint Andrews, acaba de realizar mais uma incursão no Baixo Amazonas, depois de intensas buscas em documentos ainda “virgens” existentes no Arquivo Público do Pará.

Em palestra realizada em Santarém semana passada, a convite dos alunos do curso de Jornalismo do IESPES (Instituto Esperança de Ensino Superior), Harris revelou que, depois do levantamento documental, decidiu buscar a memória possivelmente ainda existente entre as pessoas mais velhas residentes em Ecuipiranga, entre Santarém e Óbidos, Pinhel, no Tapajós e Vila Franca, na região do Arapiuns.

A boa surpresa é que o pesquisador conseguiu identificar lembranças que vão na direção de alguns relatos escritos e enviados a Belém por volta de 1836 a 1840, dando conta de trincheiras abertas pelos cabanos, cujos vestígios a ele foram mostrados no meio do mato por alguns dos moradores mais velhos daquelas localidades.

Harris também está quase convencido de que é verdadeiro o relato do historiador Arthur Cezar Ferreira Reis sobre a estratégia dos cabanos de simularem uma bateria de canhões nos barrancos de Ecuipiranga, dessa forma afugentando, num primeiro momento, a “armada” que saíra de Belém para sufocar o ímpeto da guerra que permanecia em vários locais do Grão-Pará (hoje Amazônia) após o início do genocídio ordenado pelo general d’Andrea, começando por Belém, onde a insurreição já havia sido debelada.

Os tais canhões não passavam de troncos de árvores pintados de preto, o que levou os militares a imaginarem que os rebeldes estavam sendo abastecidos por uma potência estrangeira, possivelmente a Inglaterra, haja vista a errônea impressão do governo regencial de que se tratava de uma guerra de secessão, visando a separação da Amazônia do Brasil.

Entre documentos e visita aos locais da luta, Mark Harris começa a levantar algumas hipóteses para o prosseguimento da guerra da Cabanagem no interior da região, que seria a péssima e cruel distribuição da terra, praticamente toda nas mãos dos brancos, portugueses ou seus descendentes, nada ou muito pouco restando para algum roçado de mandioca dos índios e caboclos. Hipótese bem diferente dos relatos de quem viu e vê a Cabanagem do conforto da distância, acadêmica ou não, muitos ainda ligando as causas da guerra apenas a disputas partidárias concentradas em Belém, assim como à ignorância e à desumanidade dos revoltosos.

Esses dados serão ainda rechecados, como manda a boa pesquisa científica. Aliás, o pesquisador de Saint Andrews, que morou no interior de Óbidos há mais de dez anos em busca de dados para a sua tese de doutorado, decidiu adiar a conclusão de seu livro sobre a Canabagem, justamente diante da possibilidade de novas revelações, que podem redirecionar algumas interpretações sobre aquele momento sangrento na Amazônia. Sobretudo interpretações excessivamente palacianas de alguns autores que falaram e escreveram sobre aquele “motim” sem sair de Belém e mesmo sem ter vindo ao Pará, como o alemão Handelmann.

(A tese de Mark Harris virou livro: Life on the Amazon: the anthropology of a Brazilian peasant village. The British Academy, 2000, Oxford University Press).

Por falar em sangue, Harris ouviu relatos sobre o nome da localidade de Ecuipiranga, um dos bastiões de resistência dos cabanos, designação que teria surgido após a derrota destes. O sentido da palavra, derivada de duas outras da língua indígena ali usada, é altamente significativo: ecuí ou cuí + piranga, isto é, areia vermelha, encharcada do sangue cabano após a descoberta de que os canhões ali não passavam de uma simulação. Isso, ao lado da fuga em massa das populações locais para o interior da região, embrenhando-se no mato como lhes era possível. Nem todos eram cabanos, mas com eles se pareciam na cor, na cultura e na forma como eram explorados.

Lembra um pouco o que fizeram os espanhóis na ilha de Cuba do século 16 (e em todo o continente por eles conquistado), tingindo as areias e a água do mar do Caribe de vermelho com o sangue dos milhares de homens, mulheres e crianças degolados num festival da brutalidade européia sobre os povos aos quais apelidaram de índios, conforme se lê no relato de Las Casas.

O nome Ecuipiranga e as lembranças ainda remanescentes no interior da região dão mais força ao relato de Antonio Raiol, segundo o qual o general d’Andrea chegou a Belém (em 13 de maio de 1836, data hoje homenageada com o nome da rua 13 de Maio, no Comércio em Belém, sentido oposto, ao menos formalmente, ao outro 13 de maio!) com a missão de matar todos os cabanos e “aqueles que com eles se parecessem”.

A despeito desse relato de Raiol e dos demais indícios da brutalidade oficial, Mark Harris é ainda reticente sobre a ocorrência de um genocídio e mesmo sobre os números de mortos entre 1835 e 1840, que estariam por volta de 25% da população da Amazônia daquela época. Ele não afirma nem nega o genocídio, apenas busca mais dados para negar ou afirmar o que alguns autores de teses universitárias vêm afirmando recentemente.

Indagado de seu interesse sobre a Cabanagem e a história da Amazônia, o pesquisador escocês explica que mora na Europa, onde tanto se fala hoje na Amazônia como se esta região não tivesse história, nem lutas, nem cultura nem explicações para determinados fenômenos hoje verificados. Com o seu livro, ele pretende dizer aos europeus e a quem mais se interessar pelo trabalho, que a Amazônia tem gente que tem história e uma história de exploração e de luta.

Sem o conhecimento desse passado, a Amazônia será conhecida (e não só na Europa, mas no Brasil também, e em Belém também e em toda a região ocupada pela cultura “branca”) apenas como um ente sem alma, tão-somente cheio de “biodiversidade”, florestas a salvar ou a explorar e destruir, rios a não poluir ou a transformá-los em lagos artificiais de hidrelétricas, uma região sobre a qual repousa uma responsabilidade sobre a salvação de um Planeta ao qual a própria Amazônia e sua gente parecem não pertencer. Buscando buracos e cacos do passado, muito pode se esclarecer do presente. Se assim o quisermos... E encontrar explicações para a brutalidade e o mandonismo tão atuais, hoje, como no velho tempo da Cabanagem.

 

Manuel Dutra, jornalista e coordenador do curso de Jornalismo do Iespes

 

Fonte: Paranegócios

A título de reflexão, viver nos dias atuais no entendimento de muitos brasileiros é um grande desafio. Mas o que diria a geração que nasceu em 1906, há um século, como a senhora Idalina Antônia de Jesus: suas declarações sempre são feitas com gentileza, educação, admiração, com simplicidade desprezando a importância que representa para  a história do lugar ao completar cem anos de vida, mas sem esquecer de narrar as dificuldades, principalmente para quem teve que sofrer os reflexos da Cabanagem, de duas guerras mundiais, da Depressão de 1929 e da Ditadura Militar. Além disso, fazer coleta de cumaru, jutaicica, extrair o concorrido leite de seringa, somado ao desafio de se alimentar dos raros produtos extrativos colhidos da natureza que já não apresentava tanta fartura, mesmo a cem anos atrás. O meio de transporte para Santarém era de conoa à vela, com a duração de 10 horas de viagem. Esse meio de transporte foi utilizado nesse trecho até 1951, quando foi aberta a estrada para a passagem de carros. 

 

Idalina Antônia de Jesus nasceu no dia 20 de dezembro de 1906, na comunidade de Redenção, próximo da Vila de Alter do Chão, de acordo com o seu registro de nascimento, Carteira de Identidade e outros documentos complementares; filha de Manuel Antônio de Sousa e Virgulina de Jesus, dona Dada, como ficou conhecida em toda a região do Eixo Forte, tinha como esposo Alcides Pedroso Garcia com quem teve cinco filhos. Hoje tem 22 netos, 52 bisnetos e 10 tataranetos. Por isso, é considerada matriarca da família Pedroso. A árvore genealógica dessa família já se mantém na região por mais de dois séculos.

 

O segredo para uma longa vida 

 

Quando se pergunta qual o segredo para viver tanto, mesmo que tenha sofrido tantas dificuldades, e a lembrança dos fatos que viveu já sejam distantes e muitas vezes já esquecidos, comenta que teve uma vida simples, trabalhando na roça com o plantio de cana, banana, mandioca e fazendo coleta de drogas do sertão. Mas Idalina também não esquece que a vida era bastante divertida e uma de suas maiores paixões eram as danças: Falsa, Puladinha, Entrudo e Carnaval, cujos bailes aconteciam na Sede do Luso Brasil e na casa de amigos. Ao se lembrar dos pedaços da história que viveu, fala satisfeita e feliz como se fosse uma criança e sente muita saudade de muitos momentos da vida simples que viveu, das danças e dos puxiruns – as pessoas se reuniam para trabalhar na propriedade de um morador da comunidade, em seguida o evento se repetia no terreno de cada um dos trabalhadores que participavam daquele puxirum. Muitas vezes esses eventos reuniam até 80 trabalhadores – Idalina lembra que durante o trabalho era uma festa, havia muita comida e bebida. Muitas vezes os homens ficavam porre de tanto beber Tarubá. A metodologia do trabalho era conhecida por todos: as mulheres derrubavam as árvores menores e o mato fino e os homens, seguiam atrás, derrubando as grandes árvores.

 

Apesar da insistência em descobrir uma receita para tanta longevidade, a alimentação da nossa personagem, no passado, também era muito simples com base no tradicional assado e o cozido, tendo como base o peixe - o charuto -  carne de tatu, de cotia e de caititu que ainda se encontrava nas matas do Eixo Forte naquela época. Idalina sempre morou no Sítio Redenção, uma localidade que se situava entre a comunidade de Caranazal e a Vila de Alter do Chão, um local tranqüilo e pacato.

 

O Sairé naquela época

 

A história também registra que o Sairé acontece na Vila de Alter do Chão há mais de três séculos, mas segundo ela o evento nem sempre ocorreu com regularidade. Idalina conta que nessa nova versão teve o privilégio de participar do primeiro Sairé e....rá..rá..rá... solta a gargalhada com a satisfação de uma pessoa feliz e diz que por muitos anos dançou o Corimbo, Lundum, Marambiré e a Desfeiteira. Embora já demonstre cansaço, mas os lapsos da memória ainda trazem algumas lembranças do passado tenta cantar alguma música da época, mas não consegue lembrar da letra e da melodia. No entanto, lembra de dois versos da Desfeiteira: “...Atirei com limão verde por cima do lampião, deu no padre, deu na pia, deu na moça que eu queria... e....rá..rá..rá...”. Solta a gargalhada e manda outro. ...”Tirei meu coração e o deixei em cima da calçada, você não fez nada, só me fez apaixonada.... e....rá..rá..rá..”. Ri novamente. Dos tantos parceiros na dança da Desfeiteira lembra apenas de Antônio Araújo e Luis Vieira.

 

As lembranças do passado

 

A entrevista com a senhora Idalina aconteceu por volta das 17h00, em Ponta de Pedras. A lembrança do passado, as tardes de dezembro de há 85 anos, trazem lembranças, muitas emoções, de vez em quando, as lagrimas escorriam pelo rosto de nossa personagem, principalmente ao lembrar de sua mãe... Lembrava que naquele horário a rotina da família era tomar banho, cuidar da casa e fazer comida para o jantar. O dia de Natal também traz grandes recordações, pois de acordo com suas declarações, a tradição era a reza na Igreja Nossa Senhora da Saúde, no barracão do Sairé.

 

Atualmente mora em Ponta de Pedras entre os familiares e em sua casa mora com o filho mais velho, Raimundo de Jesus Pedroso, 74 anos.

 

A matriarca dos Pedroso, além das dificuldades peculiares de quem viveu em locais isolados da Amazônia, passou por momentos de grandes desafios. Em sua distante recordação destacou seis momentos conturbados da história que provocaram profundos reflexos em todos os lugares, inclusive no pacato Sítio Redenção. Destacou o final do movimento dos Cabanos, a Primeira e a Segunda Guerras Mundial, a Depressão de 1929, a Revolta de Jacareacanga e a Ditadura Militar.

 

Reflexos da Cabanagem

 

Sobre a Cabanagem, um movimento conhecido dos paraenses, que veio do interior para a capital. Segundo a história por três vezes, os rebeldes tomaram o poder central no Estado do Pará, tendo como um dos maiores líderes, Eduardo Nogueira Angelim, que no dia 14 de agosto de 1881, deixou para a história a seguinte reflexão: “Os monstros da tirania cortaram cabeças e alimentaram-se de sangue! Tiveram forças para matar o corpo, mas... com suas baionetas e torturas não puderam matar a idéia, porque esta é sagrada e tão grande como o mundo! ... A idéia não morre”.

 

Dessa resistência cultural e da miscigenação de vários povos com o invasor originou-se o caboclo, palavra de origem tupi que significa “mestiço”. E esse mestiço, sobretudo depois da Cabanagem, apresentava-se como um povo que havia renegado suas raízes indígenas e perdido sua própria identidade. As recordações que vem na memória de Idalina são relatos contados pelos seus pais, uma vez que o movimento da Cabanagem aconteceu no século XVIII.

 

Efeitos da Primeira Guerra Mundial

 

Vale ressaltar que outros fatos da história coincidem com seus relatos, como a Primeira Guerra Mundial, cujo estopim para o seu início foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia, que apesar de não envolver diretamente o Brasil no conflito, mas os reflexos econômicos causaram transtornos e medo, principalmente em homens e mulheres que vivam totalmente desprotegidos na região Oeste do Pará, entre tantos, a família da senhora Idalina;

 

A Grande Depressão no Sítio Redenção

 

A crise econômica desencadeada a partir de 1929, quando da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, reflete a crise mais geral do capitalismo liberal e da democracia liberal. No período entre guerras (1919/39), a economia procurou encontrar caminhos para sua recuperação, a partir do liberalismo de Estado, ao mesmo tempo em que consolidava-se o capitalismo monopolista. Mesmo nos EUA, as leis anti-trustes perdiam o efeito e grandes empresas -- industriais e bancárias -- tomavam conta do cenário econômico, protegidas pela política não intervencionista adotada principalmente a partir de 1921. Os efeitos da Grande Depressão provocaram reflexos negativos e contribui com o aprofundamento das dificuldades até das pessoas mais simples, que viviam em comunidades distantes dos centros de decisões.

 

 

A Segunda Guerra Mundial

 

A Segunda Guerra Mundial, iniciada setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes (direta ou indiretamente). O número de mortos superou os cinqüenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados. A Segunda Guerra Mundial terminou, no dia 8 de maio de 1945, quando os exércitos de Hitler invadiram a Polônia. Durante o período a senhora Idalina e seus irmão trabalhavam na coleta do leite de seringa para vender o látex. Segundo ela, caminhavam quilômetros de distância para encontrar uma seringueira e extrair o produto.

 

 

A revolta do Major Veloso

 

Conhecida historicamente, como a Revolta de Jacarecanga, o evento ocorreu em 11 de fevereiro de 1956, duas semanas após a posse do Presidente Juscelino Kubischeck, em decorrência dos descontentamentos entre os setores militares derrotados nas eleições de 11 de novembro. Desse ressentimento nasceu a revolta iniciada pelo major-aviador Haroldo Veloso e o capitão-aviador José Chaves Lameirão. Estes acreditavam que os antigetulistas da Marinha e do Exército só esperavam uma ocasião para pegar em armas contra o Governo. No entanto, a própria Aeronáutica, em nota oficial, reagiu com energia, apontando o movimento rebelde como uma "ação indisciplinada" de dois oficiais. Os revoltosos dedicam sua insurreição à memória do major Vaz e voam para Santarém, no Pará, onde recebem a adesão de outro oficial, o major Paulo Victor. Os militares, com considerada aparato bélico, dominam Jacarecanga, Santarém, Belterra, Itaituba e Cachimbo, com o auxílio de uns poucos caboclos e índios da região. A revolta de Jacareacanga foi debelada no dia 23 de fevereiro de 1956, com a prisão dos revoltosos, pelas tropas legais.

 

Ditadura Militar

 

Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar. A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria.
Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe
comunista. Teoricamente esse momento da história não afetou a comunidade onde morava família da senhora Idalina, mas os reflexos foram profundos a atingiram indiretamente toda a sociedade, principalmente os menos favorecidos.

 

A matriarca dos Pedroso sempre viveu na Vila de Alter do Chão, mas com o tempo os filhos e netos se mudaram para a comunidade de Ponta de Pedras, transformando o local novamente em um concentrado grande de pessoas da mesma família, um local aprazível, tranqüilo e aconchegante para o dia-a-dia de uma pessoa de cem anos de idade. Mesmo com tantas vantagens Idalina resistiu a mudança, mas há oito anos, por insistência da família passou a morar na comunidade de Ponta de Pedras e hoje já está adaptada novamente. Aos cem anos diz que ainda está em plena atividade e não deixa dos afazeres domésticos como lavar pratos, arruma a cama, toma banho sozinho seja no banheiro ou na praia. 


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