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O ano de 2006 foi o mais sangrento da história para os jornalistas, já que ao menos 94 profissionais morreram no exercício de sua atividade, o que representa um aumento de 38%, graças em parte às vítimas no conflito no Iraque.

O cálculo foi feito pelos promotores da Campanha por um Emblema de Imprensa (PEC, na sigla em inglês), que publicaram nesta terça-feira um relatório no qual indicam que 48 jornalistas morreram no Iraque em 2006, o dobro do registrado no ano passado.

Ao menos 103 profissionais morreram no Iraque desde abril de 2003, o que transforma o conflito no país no mais sangrento da história para os jornalistas, segundo a ONG, com sede em Genebra. Em conjunto, o número de jornalistas mortos em 2006 chega a 94, contra os 68 de 2005, que já era o número mais alto da última década.

Além do Iraque, morreram oito jornalistas no México, quatro na Rússia, Sri Lanka e Filipinas, três no Paquistão e Colômbia, dois na China, Índia, Angola e Líbano, e um no Equador, Venezuela, Somália, República Democrática do Congo, Sudão e Brasil.

A PEC, que reúne 28 associações representantes de mais de 50 mil jornalistas, assegura que o crescente número de vítimas na profissão é "conseqüência direta da violação em grande escala do direito humanitário e do princípio da distinção entre civis e combatentes, especialmente no Oriente Médio".

Em 27 de novembro, a Associação Mundial de Jornais (WAN) informou que o número de jornalistas assassinados em 2006 era de 105 profissionais --44 deles no Iraque.

 

 

da Agência Internacional Efe, em Genebra

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