Jornalista da Globo ataca cobertura da emissora
21:07 @ 20/12/2006
Após ser informado que seu contrato de trabalho não seria renovado, o repórter Rodrigo Vianna* (foto), da redação da TV Globo
Vianna afirma que seus textos sofriam intervenções e que tudo era editado e enfocado de acordo com um “personagem quase mítico”, mantido no anonimato, mas sugerido como um diretor. O repórter faz acusações pontuais sobre a temática das perguntas feitas a José Serra, ainda como candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, no telejornal “SPTV” e a forma como foram mostrada as fotos dos dólares do dossiê Vedoin.
Diz que o “Jornal Nacional” deu destaque ao indiciamento do ex-ministro da saúde Humberto Costa mas não mostrou que o mesmo ocorrera com Platão Fischer Puhler, assessor do mesmo ministério quando Serra era o titular da pasta. “Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!”, questiona Vianna, se referindo a Freud Godoy, assessor do presidente Lula.
O jornalista também rebate a carta do vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, após o abaixo-assinado – que também foi criticado – dos funcionários da emissora contra reportagens da revista CartaCapital. Antes de se despedir dos colegas e dizer que boa parte dos funcionários são íntegros, Vianna dá uma alfinetada no diretor de jornalismo da emissora, Ali Kamel. “Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil”, diz, remetendo ao livro de Kamel, “Não somos racistas”. Por ter seu contrato vigente até o final de janeiro, Rodrigo Vianna não pode comentar a carta.
Leia aqui a íntegra da carta de Rodrigo Vianna, cedida pela Agência Carta Maior.
O diretor de redação da Globo
Latgé argumenta que a cobertura da Globo nas eleições foi democrática, dando espaço para todos os partidos, e que isto foi reconhecido pelos próprios políticos. Sobre as acusações, diz que “não inventamos uma pilha de dinheiro na mesa da Polícia Federal. Já saímos a público antes para refutar estas teorias conspiratórias produzidas por grupos políticos e jornalistas descompromissados com a verdade”.
O jornalista ressalta que a conduta editorial da Globo é pautada no bom jornalismo. “A confusão de idéias que o Rodrigo Vianna expressa deve ter razões pessoais e compromissos que não nos cabe julgar. Peço desculpas aos colegas pelos ataques e ofensas por ele dirigidos”, conclui.
Leia a íntegra do comunicado de Latgé, cedido pela assessoria da Globo.
Fonte: Comunique-se
(*) Rodrigo Vianna é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero, e em História pela Universidade de São Paulo. Iniciou sua carreira na Folha de S. Paulo, em 1989, tendo passado pela TV Cultura em São Paulo e em Brasília, onde cobriu a CPI do Orçamento. Também foi apresentador do programa de entrevistas "Opinião Nacional". Em 1995, começou na TV Globo. No ano seguinte, começou a fazer reportagens para o Jornal Nacional, e logo depois para o Globo Repórter. Hoje, faz parte da equipe de jornalismo da Globo em São Paulo, atuando como repórter dos jornais de "rede". Em 2004 obteve o terceiro lugar no Prêmio "Biodiversity Reporting Awards", com a reportagem intitulada "Nas águas do rio Paraíba".
Matéria sugerida pela acadêmica Ruth Mara Pereira (foto)


Comentários
(23:56 @ 08/04/2009) Anônimo disse:
REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA ! Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi! Movimento Chàvista Brasileiro Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados. O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970 quilombonnq@bol.com.br