Grupos

A Batalha Final - parte 01

14:43 @ 09/12/2008

O grupo estava quieto. A grande caverna abaixo da cidade de Carídia  escondia o local sagrado do Cristal Elemental da Água. Apesar da pequena Koharu já ter falado à respeito dos cristais elementais, nada se comparava à visão soberba da brilhante rocha cristalina cercada de energias azuis e brancas.

 

Como um contraste de luz e trevas, nossos heróis andavam cautelosos, apenas atentos aos movimentos nos ninjas que iam lentamente cercando a todos.

 

 - Mas que droga! E eu sem o meu machado! - O anão estava bravo, mas o seu tom de voz deixava claro que não iria se render ou algo assim.

 

Berethor agachou-se e deixou que a luz clara do cristal ficasse atrás dele.

Em passos mais rápidos e determinados, o cavaleiro Eric aproximou já com sua espada em punho.

- Espero que saiba usar uma daquelas – aponta para as armas dos ninjas – logo lhe darei uma delas.

O anão apenas gruniu enquanto o jovem mago vermelho cogitava suas hipóteses. Havia os seus amigos que vão precisar de seus encantos e havia também o jovem moogle que confiava em Demirô para protegê-lo.

Ao lado destes, apenas um pouco mais afastados, estavam a mestiça elfa e a pequena inconsciente Koharu. A maga branca estava mais pálida. A ponta da flecha mística ainda estava no seu ventre. Dullue sentia uma sensação ruim de impotência. Ela precisava de uma arma e só os ninjas possuíam armas ali.

“..então vou ter de pedir com jeitinho para eles...”

 

Um pouco mais para a direita dela, um outro duelo começava a se formar. A mithra selene, muito séria, apenas olhava quase sem piscar para Lya, uma veterana na arte de matar. Umas das principais assassinas do Mestre da Torre negra.

Sua amiga.

 

Mais atrás, Lilith, a jovem mithra, o monge Ayrê e a viera Evee apenas aguardavam o que poderia ser uma cruel batalha das felinas.

Portando dois Sai, Lya andava sensual e com os olhos fixos em Selene.

- Venha Selene....Volte para nós...Esqueceu quem és?

Os olhos de Selene estavam fixos na sua antiga companheira. Apenas uma única mudança nos olhar de sua oponente seria um sinal de seus ataques.

 

Um pouco mais atrás, Ayrê estava realmente aborrecido. Lya era, com certeza,aquela que lutou contra seu tutor no primeiro ataque dos ninjas em Pandéia. Mas ainda havia mais alguém para se preocupar.

Se afastando de costas, Iolaus, ou melhor, o mago negro, se aproximava das escadas que o levariam para cima, para as ruas de Carídia.

A visão do mago negro era, no mínimo, pertubadora: Um homen alto e magro com uma seqüência de marcas de sutura feitas com grampos metálicos e estranhos cabos ligando partes de seu corpo. Os movimentos, contudo, eram perfeitos. As roupas negras e longas apenas completavam a imagem.

Assim que este deu seu primeiro passo para as escadas, falou lentamente para seus ninjas:

- Matem... Todos!

 

A caverna apenas iluminada pela pulsante luz do cristal Elemental, virou o palco de batalha em segundos.  Os ninjas começaram seus ataques com uma rápida “chuva de flechas” seguida de saltos com os tantos (espada curta que é fácil de ser escondida).

 

Berethor xingava em retorno e continuava agachado. O cavaleiro cobriu como pode seu amigo com seu corpo armadurado. As flechas se espalharam por todo o chão de pedra.

Dullue apertou a pequena koharu contra seu corpo. Uma das flechas acertou as costas da guerreira mestiça mas ela sabia que podia aguentar. Proteger a maga branca era mais importante.

Demirô puxou o pequeno Phaos para atrás de uma das rochas enquanto segurava seu chapéu de plumas. Mais à frente, Lilith vinha saltando com seus brilhantes olhos arregalados.

Ayê fez o movimento oposto: Correu na direção dos ninjas!

O monge desviava as flechas com movimentos rápidos das suas mãos. Ele estava fixo em caminho dos arqueiros. Preciso tirar a vantagem deles de usar armas de distância!

 Um pouco mais atrás, a Viera corria e saltava acrobaticamente para desviar das flechas. Logo ela chegou até uma rocha e se abrigou.

 

Em meio aos disparos, apenas duas pessoas não se moviam.

As flechas sibilavam ao passar próximas das duas mithras paradas defronte uma a outra.

Selene conhecia o olhar de sua antiga companheira, mas ela tinha que tentar:

- Lya... Eu não posso...voltar...

As luzes do imenso cristal e os brados de guerra dos ninjas faziam o cenário ao redor da grande mithra de olhos brilhantes.

- Sua tola! Nosso mestre está de volta! Volte para nós... Já se esqueceu da glória do combate? Do sabor do medo de nossas vítimas?

- E-Eu...não sou assim...

Tudo parecia congelar depois daquela fala.

A mithra veterana fechou os olhos por apenas um instante e saltou para cima de Selene.

 

Lilith estava olhando a luta que começava. Ela possuía armas, mas já conhecia a fama da Mithra mais velha. Ela já a vira em ação.

- Devemos ajudar? – O pequeno moogle cutucava a jovem mithra.

- Sim, sim! Ajude a senhorita Selene. Alguns disparos de chamas poderão desviar a atenção de sua inimiga e dar a chance de a senhorita Selene precisa. – Demirô parecia tentar manter o otimismo.

Lilith virou-se para ambos:

- Estão insanos? Se conseguirem fazer algo para aquele combate, só vão conseguir serem mortos!  Vocês não entendem? Ela é a assassina veterana da Torre negra! Nossa esperança está apenas em Selene.

 

Demirô não se deu por satisfeito.

- Hunf! Pois bem, faremos o seguinte: Phaos e eu vamos dar cobertura para nossos companheiros e depois veremos se essa aí conseguirá lutar contra todos.

O moogle apenas fez um sinal positivo com as mãos e começou a concentrar energia.

 

- loucos...estou cercada de loucos...  – Lilith pegou as suas armas e se preparou para defender os magos vermelhos.

 

Ayrê passou saltando pelos ninjas e caiu em frente aos dois arqueiros.

O maior problema agora era se livrar do outro ninja que avançava com sua espada em punho.

Ayrê relaxou e se preparou para desviar do golpe quando o ninja arregalou os olhos e caiu no chão.

Ainda sem entender direito, o jovem monge viu a figura do jovem kenon sair por detrás do ninja com um sorriso no rosto.

- Que feio! Esqueceram de mim, é?

O monge sorriu e desviou umas das flechas com a mão. Ainda haviam os dois arqueiros.

- Muito obrigado! Vou precisar de sua ajuda, vamos?

Mas o sorrateiro ladrão já não estava mais ali.

 

Mais próximos ao cristal, o anão continuava agachado quando os ninjas corriam com armas em punho. Assim que o primeiro acertou um golpe de espada no ombro de Berethor, este se ergueu com uma pesada pedra em cada mão.

- Deixa eu te mostrar como que a gente brinca com as pedras lá na montanha!

O ninja recebia impactos de socos com rochas. O anão não era bom para desviar dos golpes, mas era resistente o suficiente para agüentar os impactos.

Mas o mesmo não podia ser dito do ninja.

Exatamente há um passo de distância, o cavaleiro tinha de lidar com oponentes extremamente rápidos. Os golpes largos de sua espada conseguia mantê-los à distância, mas eles tinham uma certa facilidade para escapar dos impactos. Droga! Apenas um único golpe e eu acabo com um deles!

 

Atrás desse combate,  a mestiça se levantava enquanto os ninjas corriam com suas armas brilhando pelo reflexo do cristal.

O maior problema da guerreira era a pequena koharu caída atrás dela.

Antes dos inimigos chegarem, a viera foi até ela.

- Não sei lutar com eles sem meu arco elfa.

Dullue sorriu.

- Não precisa Evee... Apenas cuide de lady Koharu que eu vou descontar minha raiva. - a guerreira estalou os dedos das mãos enquanto pegava algumas flechas do chão.

Evee olhou por alguns segundos a determinação da mestiça ao correr para os dois ninjas apenas com flechas nas mãos.

Logo em seguida foi ver o estado da maga branca.

 

O primeiro ninja que saltou para cima de lilith recebeu um duplo disparo de chamas no peito e caiu para trás. A mithra olhou para trás e viu o sorriso dos magos vermelhos.

- loucos... Que seja então...

A mithra foi para cima do grupo de ninjas que corriam para cima dos magos. Ela conhecia os métodos: “matem os magos primeiro”.

 

Os golpes de Lya cortavam pedaços das rochas enquanto Selene corria pelas paredes.

 

- Sua covarde!!!  Você perdeu seu orgulho? Perdeu sua força? Nós somos ninjas da Torre Negra!! O espírito de Barguest, o demônio-felino está também em você!!!

 

Selene não podia perder a calma, os golpes de sua antiga companheira estavam mais brutais que o normal. Ela está decepcionada comigo.

Pedaços de pedra da lateral da caverna voavam para todos os lados. Na velocidade que Selene corria, podia ver seus companheiros lá embaixo. Tenho de pensar neles.

A mithra se agarrou num pedaço de rocha para saltar para o chão, quando ouviu um sibilo agudo e pulou de imediato.

A rocha explodiu em centenas de pedaços com o impacto do sai da veterana.

Em plena queda-livre, Selene girou o corpo e pousou numa das pontas do brilhante cristal elemental.

Respirando rápido, a mithra olhou ao redor. Lya havia desaparecido. Não. Isso não é bom!

Os olhos da felina buscavam as sombras. Burra! Estou num local iluminado. EU sou um alvo fácil!

Num súbito, Selene sentiu que uma mão a pegava pela nuca.

- Fácil demais Selene...

-- fim da parte 01----

A Batalha final - Parte 02

16:43 @ 09/12/2008

Lilith estava ocupada.  Os golpes dos ninjas doíam mais do ela esperava. Lilith era jovem, mas não inexperiente. Ela desviava das lâminas e da maioria dos golpes, mas os ninjas estavam cercando-a.

Explosões de chamas fizeram todos (inclusive ela) caírem para os lados. Lilith olhou para as rochas.

- ops, erro de cálculo..... – O moogle estava sem-graça enquanto demirô se levantava com sua espada em punho e uma poção de cura na outra mão.

- Phaos! Dê-me cobertura!

Disparando chamas pelos dedos, o jovem mago vermelho passou por Lilith e entregou o frasco de cura. Os ninjas se viravam, mas rápidos relâmpagos atingiram-nos. Demirô sorriu Muito bom Phaos! Vamos deixá-los confusos!

 

Berethor conseguiu derrubar um dos ninjas  mas assim que se levantou, outro já estava saltando para cima do anão.

- Que merda! Vocês são todos iguais!

O ninja não conseguiu terminar o golpe. A lâmina do cavaleiro atravessou o pescoço e o ninja caiu com a cabeça decepada.

- Muito bom Eric! – o anão nem olhou para o cavaleiro enquanto fazia uma careta para a espada do ninja.

O cavaleiro tinha seus próprios problemas: Quatro ninjas o atacavam em conjunto. Apesar da armadura, as lâminas deixam o sangue de Eric escorrer pelas placas metálicas.

 

Dullue estava com problemas. Os ninjas a acertaram no ventre e ela sentia as pernas perderem a força.

Nisto, um vento rápido e um dos ninjas foi atingido na cabeça. A mestiça elfa olhou para trás e viu Evee pegando seu boomerang de volta.

Dullue ainda estava fraca, mas algo a deixou mais animada: A espada do ninja estava no chão. A mestiça se levantou, agora armada.

- Obrigada Viera! – Sem pensar, Dullue partiu para cima dos inimigos.

 

Evee estava numa posição favorável. Atrás da rocha ela conseguiu retirar a flecha do peito da pequena elfa e poderia ajudar Dullue com seu boomerang ,mas isso poderia revelar sua posição.

Koharu ainda tossia muito. A restauração do seu mana (energia mística) precisava de tempo.  Se eu tivesse meu arco...

A viera se assustou quando Kanon surgiu no meio do campo de batalha correndo na direção dela. O jovem filhote de humano estava com um...arco nas mãos.

Apesar da alegria da viera,  a visão de kanon era preocupante: O jovem tinha vários rasgos na carne e roupa. Duas pontas de flechas estavam alojadas no seu braço esquerdo, mas ela podia ver o sorriso dele no escuro.

Ele chegou até ela.

- Aqui – entrega o arco – Ayrê te mandou isso. Agora me deixa voltar porque ele está com sérios problemas!

Evee pegou o arco e antes que pudesse fazer algo, Kanon sumiu no meio das explosões de chamas e relâmpagos, gritos de dor e brilho de lâminas.

A viera se apressou em abrir a mochila com suas flechas.

 

Ayrê estava cansado. Ele desviava boa parte das flechas mas quatro delas já haviam se cravado no corpo do monge. Saltar e rolar entre as rochas eram tudo que ele conseguia fazer.  Tenho que agüentar mais um pouco..

O ninja ria da tolice do monge. Estava claro que ele não conseguiria escapar para sempre.

Rindo ainda, o ninja viu que o monge se levantava. Um alvo fácil.

O ninja levou a mão até as costas para pegar mais uma flecha.

Mas não havia mais nenhuma.

Um chute o jogou para as pedras. Ayrê estava realmente ferido, mas ainda sorria.

- Vinte! Vocês carregam vinte flechas! Deveria saber contar.

O monge girou o corpo e uma seqüência de chutes tirou o ninja de combate.

 

Selene estava caindo. Seus braços presos às costas e o rosto em direção às rochas

Ela girou o corpo para evitar a queda direta, mas um chute a jogou nos pedregulhos.

Muita fumaça e marcas de sangue. Lya caminhava séria.

- Você me desaponta... Você é uma de nós. Você esqueceu completamente que somos gratas ao mago negro? Esqueceu sua lealdade?

As pedras tremeram. Uma mithra repleta de sangue pelo corpo se erguia.

- N-Não Lya... É VOCÊ quem se esqueceu...  - Selene limpava o sangue da boca com as costas da mão - É você quem esqueceu O QUÊ SOMOS...

A veterana cuspiu no chão.

- Tolice! Você volta comigo. Essas são minhas ordens.

Lya saltou e cravou seus sai no chão momentos antes de Selene pular para outra rocha.

O chão de pedra explode.

 Em meio à poeira, as mithras estão de novo se encarando.

 

Berethor estava combatendo e xingando. O cavaleiro reclamava com ele.

- Ofender os inimigos não é honrado numa batalha!

- Quem te disse que estou xingando eles? Estou é p* com essa merda de espada! Parece que é feita de papel! Que bosta!

 

Apesar do cavaleiro não poder ver, o anão não estava bem. Ele não sabe como usar exatamente esse tipo de arma e acaba por errar os golpes na maioria das vezes. O que Berethor estava fazendo era resistindo aos ferimentos somente. Merda...Dessa maneira esse velho anão aqui vai cair...para sempre..

 

Eric, logo ao lado de Berethor, distribuía golpes tão fortes que o próprio chão tremia com o impacto da lâmina do cavaleiro. Dois ninjas estavam mortos, mas logo outros chegavam. Logo o Cavaleiro estava cercado por mais de quatro inimigos.

Eric girou a grande espada, afastando seus oponentes e logo em seguida a fincou no chão de pedra.

- Escudo de Proteção!!

A espada do cavaleiro brilhou intenso e uma pequena redoma de energia cobriu Eric e Berethor. O cavaleiro segurava a espada fincada.

- Berethor, meu caro... tem como pegar umas poções de cura na minha bolsa? A-Acho que não vou agüentar muito mais...

O anão se surpreendeu, mas rapidamente pegou os frascos enquanto os ninjas batiam furiosamente contra a barreira mística.

 

Dullue lutou bravamente, mas as armas dos ninjas exigem um treino que a mestiça elfa desconhecia. Ela estava apoiada na parede . As roupas novas banhadas em sangue. Os ninjas a cercavam.

Quando o primeiro deles saltou, Dullue desviou o rosto, mas sentiu o peso do corpo do adversário.... morto.

- Quê? Como?

Duas flechas estavam fincadas na cabeça do ninja.

- Evee...

O ninja restante girava a espada na frente da mestiça elfa.

Dullue tomou uma decisão: Largou a espada exótica e pegou o cajado de Koharu.

A mestiça girou o cajado rapidamente na frente do ninja.

- Não sei usar o poder disso, mas eu sei lutar com bastões.

 

A viera tinha que ajudar Dullue, mas o preço disso foi ter atraído os ninjas para ela. Koharu tossia e fazia sinal que estava melhor, mas os ninjas chegaria nelas antes disso.

Evee se levantou e fez mira. Os disparos acertaram o peito no inimigo, mas este continuava.

Dois novos disparos. O ninja continuava correndo. Sangue deixava uma marca escura no chão.

- Morre! Porque você não morre?? 

Mais um disparo e o ninja perdeu velocidade. Ele cambaleia e cai há um metro da Viera.

 

 

 

Ayrê já começava a preparar o grupo para uma fuga assim que viu o restante dos ninjas descendo as escadas.

- kanon! Temos que avisar os outros para irem embora!

Mais uma flecha é disparara e novamente Ayrê a rebate para longe.

O ladino fez umas contas rápidas e viu que a batalha fiará impossível se essereforço chegar.

O monge correu para cima do outro arqueiro. Apesar da leveza de Ayrê, ele tinha sinais que estava no seu limite.

Demirô fora atingido por um golpe de espada e rolava no chão. O mago vermelho se levantou e pegou o seu chapeu de plumas. Estou já longe o suficiente de Phaos? Preciso colocá-lo fora de perigo...

O ninja girou a espada, se preparando para um salto, quando uma descarga de raios o atingiu.

O moogle não mais se escondia. Ele veio socorrer Demirô.

- Seu tolo...Não precisava.

Phaos ria, mas no canto da boca um filete de sangue descia. 

- A gente vai conseguir, não vai?

Demirô se ergueu. Outros ninjas chegavam.  Uma poção de mana enquanto ajeita o chapeu e o mago vermelho está pronto de novo.

- Vamos. Vamos conseguir sim.

Antes de se concentrar na batalha, Demirô achou estranho o sumiço de Lilith. Bom...MIthras são furtivas...ela deve estar bem.

 

A poeira já havia baixado. Selene estava visivelmente ferida. Lya ergueu um dos seus sai.

- Chega disso Selene. Eu não esqueci de nada! Foi VOCÊ quem deixou de ser aquilo para qual foi treinada!

Selene segurava o braço esquerdo. As pernas queimavam em dor.

- N-Não... Essas não somos nós... Você está enganada!

Lya fechou o rosto. Era possível ver a raiva dentro dos olhos claros.

- Você foi estragada com essa companhia! Você não tem nem mesmo a vontade de lutar! Você se tornou uma fraca como eles?? Voc....

Selene  e Lya olharam juntas para uma pessoa que subia as rochas. Lilith escalava as pedras enquanto trazia uma pequena bolsa nas costas.

Selene entrou em pânico quando viu os movimentos suaves de lya ao mudar a posição do sai para...arremesso.

- NÃO!!!!!!!

 

Eric e Berethor olharam para o paredão rochoso da caverna.

Dullue acabava de nocautear o ninja e levantou o rosto ao escutar o grito de Selene.

Evee  Apertou os olhos e apressou-se em levantar Koharu.

Ayrê estava pasmo. Kanon só pensava que não era verdade.

Demirô cuidava para que Phaos estivesse à salvo enquanto orava para a Dama das Chamas.

 

Lilith caia do alto do paredão deixando uma linha vermelha no ar.

 

A jovem mithra bateu no chão como se fosse uma pequena e delicada boneca de porcelana.

Selene pulou do alto das pedras e caiu próxima a jovem. A arma de Lya furou parte da garganta e o peito da jovem mithra. O chão abaixo delas era completamente vermelho.

- S-Selene...

A mithra tentava parar o sangramento que manchava completamente as mãos de Selene.

- Tente não falar.. Vamos te tirar daqui. Sua boba...porque estava indo para lá?

- Porque esta não... é a nossa terra... e v-você entende isso...

Selene abriu a bolsa que Lilith carregava: Poções de cura.

- Aqui! Beba isso! – Selene destampava o pequeno frasco.

 

Mas Lilith já não podia mais beber. Ela estava morta.

   

Havia algo de realmente  ruim no ar. Uma sensação estranha. Para Selene, o mundo ao redor parecia... Lento.

Até mesmo o som dos gritos de seus companheiros parecia distante. Eles falavam algo sobre reforços... Nada importante... Não mais.

 

Havia mais. Havia passos... Passos suave e leve... Uma mithra caminhava até ela.

- Devagar até para morrer... A pequena lilith nunca foi mesmo uma mithra exemplar.

 

Selene colocou o corpo leve de lilith no chão lentamente. Os olhos da mithra estavam mais apertados. As pequenas presas estavam à mostra. Um calor muito intenso subia no rosto de Selene. Ela se virou para Lya.

- Cale a boca! CALE A BOCA!!

Rapidamente ela pegou uma katana de um dos ninjas mortos e, numa incrível velocidade, saltou para cima de Lya.

 

Eric puxou Berethor para o combate. O cavaleiro não tinha mais condições de fazer sua proteção, mas se empenhava em cobrir a maioria dos ataques contra o anão.

Berethor estava muito chateado. Não. Ele nunca iria dizer que estava triste pela morte da mithra, mas a sensação de que não se pode fazer nada era a pior.

Nisto, uma corrente passou a poucos centímetros da cabeça do anão - Um dos ninjas o atacava com uma outra arma estranha: espécie de corrente com uma bola de ferro na ponta.

O anão começou a rir. E a rir alto.

- Estás insano? – o cavaleiro se distraiu com a risada e um dos ninjas aproveitou o descuido para, com um golpe rápido, enfiar boa parte de sua espada curta no cavaleiro. O sangue descia pelas pernas armaduradas.

Eric parou um instante. Olhou para o ninja que ainda segurava a arma na barriga do cavaleiro.

 

Kanon corria o mais que podia. Eram flechas de ambos os lados, estrelas de ferro, raios e disparos de fogo. Nunca o jovem ladino se sentia tão vivo e apavorado.

Um urro de raiva e kanon viu o cavaleiro erguendo um dos ninjas por cima da cabeça e o arremessando contra os outros. Tsc..Eric ta bravo!

Olhando para o outro lado, ele viu Dulle indo junto com a pequena Koharu enquanto A viera disparava furiosamente uma fileira de flechas flamejantes contra o grupo de ninjas que as perseguiam.

Kanon parou um pouco, desnorteado. Onde que está? Cadê? Cadê?

Alguma coisa jogou o ladino no chão. Com a pelugem verde toda salpicada de sangue, o moogle deu um tapinha na cara de kanon.

- Ta maluco? Ficar parado no meio do campo de batalha??

Kanon não teve tempo de responder. Um ninja saltava com sua espada em punho.

O ladino agarrou o pequeno Phaos e rolou para o lado. A lâmina da espada soltou faíscas ao bater no chão de pedras.

Kanon pegou suas adagas, mas a voz do moogle foi mais aguda.

- Thundeeeeeeeeerr!!

O ninja tremeu perante aos raios do pequeno mago vermelho. Kanon se distraiu de  novo, mas viu o anão. Ah, lá está ele!

Sem falar nada, o ladino sumiu novamente na batalha.

 

Ayrê estava abalado. Havia uma pertubação na essência de magia do lugar. Não tinha como ele saber de onde vinha, mas   ele sentia.

A mente do monge conseguia pensar nisso à medida que desviava com a cabeça dos golpes de espada do ninja. Seu inimigo estava furioso.

 

Um presentimento e Ayrê se vira à tempo de que alguns dos dardos disparados pelas suas costas não o acertem.

Mas seu oponente não perdeu a chance.

O golpe da espada cortou o peito do monge. Ayrê já não agüentava mais. Sua vista firmou no inimgo correndo na sua direção.

Um grito Kiai foi tudo que Ayrê falou quando acertou um chute que projetou o ninja no ar. Sem pensar em nada e com o corpo pulsando, o monge saltou também e desferiu uma sequência de socos no inimigo ainda no ar.

O ninja estava morto.

 

Demirô correu e pegou o corpo de Lilith. Ele podia ver Dullue acenando com a maga branca pendurada no pescoço. A viera era visível também, mas ao notar a aproximação do mago vermelho, parou, colocou sua bolsa de flechas no chão e virou-se para o grupo de ninjas que vinham em perseguição. Ela vai ficar para nos defender.

O mago vermelho temia muito pelo final disso tudo. Apesar do grande grupo de ninjas que desciam as escadas da gruta, sua vista procurava outra coisa...

 

Os cortes finos e rápidos que Selene desferia deixavam uma brilhante linha prateada no ar. Ela estava correndo para cima de Lya, mas esta corria de costas fugindo dos golpes.

- Com raiva Selene? Vamos! Vamos!! Você pode mais que isso!!

Selene estava sentindo um calor no corpo muito intenso. Suas mãos moviam a arma como que por impulso. A visão de Lya com seu longo sorriso apenas a deixava com mais fúria.

- Como pôde??? Ela era uma de nós!! Uma de nós!  - A katana cortava pedaços de pedra e arranhava toda a parede da caverna enquanto as mithras corriam.

- Uma de nós? Uma de nós?? !! Somos ninjas da Torre negra!! Somos as assassinas supremas desta terra! É isso que somos!!!

Lya rodou o corpo e espalmou a lâmina da katana. Agora a arma de Selene estava presa. As mithras se olhavam mais uma vez. Agora com raiva no olhar.

- Sua tola!!! Nós somos MITHRAS antes de mais nada!! O mestre da torre negra está morto!! Aquele monstro que eu vi não era mais ele! Você está trabalhando para o mesmo povo que nos escravizou e tirou-nos de nossa terra!

Os olhos da veterana tremeram por um instante. Ela abalou. As mãos relaxaram e a espada de Selene desceu.

 

Berethor deixou o ninja o acertar com a corrente e depois agarrou a arma.

- Muito obrigado ô magrelo! Eu tava precisando de uma arma decente mesmo!

O anão rodou a corrente e o ninja que estava segurando a outra ponta fora arrastado.

Olhando para o lado, ele viu Eric levantando e baixando sua espada. Os ninjas o acertavam, mas nada parava o cavaleiro. Droga, só ele se diverte!

 

Quando o anão puxou a corrente, viu que alguém se abaixava na sua mochila. PQP!! Além de ninjas são ladrões??Quê??

- Kanon, seu ladrãozinho de merda!! Deixa eu acabar com esses magrelos aqui que eu vou te pegar!!

 

Kanon corria mais rápido. Apesar do perigo imediato ali ser os ninjas, a voz do anão era amedrontadora. O cavaleiro estava muito ferido e os ninjas se agrupavam nele. Covardia...

 O ladino colocou a bolsa do anão nas costas e sacou de suas adagas. Alguns passos furtivos e um dos ninjas caia sob o ataque traiçoeiro de Kanon. O cavaleiro, no furor da batalha, não percebeu.

O ladino sorriu e correu para o monge. Havia uma dor forte nas costas, mas não há de ser nada...

 

Dullue colocou Koharu no chão. A maga branca já estava melhor recuperada, apesar do ferimento feio no peito. Demirô pousou delicadamente o corpo de lilith ao lado.

- Pode fazer algo não é, milady? – O mago vermelho estava cansado. Um outro frasco de poção de mana era consumido. Os olhos procuravam pelo moogle que corria na direção deles.

Koharu estava séria. A destruição da garganta da mithra foi forte. Faltava pedaços de carne. Preciso de um lugar mais calmo.

- Temos que leva-la daqui. Posso cuidar dela lá fora – Ela olha para o lado – Dully?? O que está fazendo com o meu cajado??

A guerreira o segurava como um bastão de combate.

-Ah? Ah, sim... É que eu tava desarmada sabe? E... Ei! Não me chame de Dully na frente dos outros!! Não sou mais criança!

Demiro interrompeu.  - Não podemos sair. as escadas estão cheias de ninjas descendo.

- Podemos sim! – Koharu olhou para Dullue – lembra da palavra?

A guerreira mestiça elfa tremeu e apertou os olhos...

- Espera... Eu sei sim... Era...   suferis elin sur !

 

Evee Estava com mais problemas que antes. Suas flechas de fogo estavam acabando e o arco dos ninjas que ela estava usando não tinha a mesma potência dos arcos longos das vieras. Que saudades de casa...

A arqueira conseguia fazer alguns obstáculos com os corpos de seus inimigos.  O problema maior é que eles era em muito maior número.

Não vai dar. Vão conseguir chegar até aqui..

Uma esplosão de chamas e alguns dos ninjas saltavam para detrás das rochas. A viera viu demirô chegando.

- Demirô ao seu serviço, minha cara! O sorriso do mago vermelho era como de uma criança contente pelo feito.

- E não se esqueça de mim!  - O moogle estava bebendo uma poção.

É, agora deve dar para agüentar mais.

 

 

 - EI!! VENHAM!!! – A voz de Dullue estava mais alta que o normal. O cajado de Koharu, sob o efeito das palavras, esticou-se e criou um par de brilhantes e brancas asas ao final deste. A mestiça e a maga branca estavam "montadas" no artefato.

Evee coçou a cabeça.

- Não perca tempo! Suba! É estável!  - A voz da maga branca despertou a viera.

Demirô foi o último a subir, logo depois de colocar o pequeno moogle montado no enorme cajado alado.

- Milady Koharu? É seguro?

- sim, sim, mas dura muito pouco, então vamos embora Dully!

A mestiça olhou feio para a maga branca, ,mas se concentrou e o cajado disparou pela caverna.

-Teremos que fazer duas viagens! Vamos embora pelo buraco do teto e depois descemos para pegar os outros! - A maga branca estava bem séria - Teremos um problema maior ainda se demoramos.

Demirô segurava o corpo de lilith enquanto a velocidade refrescava seu rosto.

 

Em instantes, O grupo se projetou no céu de Cerys, saindo pela abertura do teto da caverna. Um berro de koharu e Dullue fez a volta para o chão.

Eles pousaram.

- ONDE aprendeu a voar assim?

A mestiça riu. – com os grifos, oras...

A cidade estava caótica. Pessoas gritavam enquanto o céu mostrava brilhantes estrelas vermelhas no horizonte. Demirô fechou o rosto. Os viajantes estão vindo...

- Demirô?  - A voz de Koharu o trouxe de volta à realidade. - está bem? Pode atuar?

- sim, sim, claro que sim!

A maga branca se curvou sobre o corpo de lilith.  A Viera se posicionou ao lado da elfa, numa clara postura que a defenderá enquanto usa de seus encantos. Antes de começar, Koharu virou-se para Demirô.

- preciso que vá com Phaos e nos consiga uma maneira de fugir da cidade. Todos contam com vocês. Não sejam detidos pelos soldados da cidade.

Os olhos do mago vermelho brilhavam amarelos.

- Ninguém irá me deter! Vamos Phaos!

Dullue fora a única que não desceu do cajado alado.

- Estou indo. Trarei os outros. Tenho tempo para isso?

Koharu olhou para o cajado e marcas místicas apareceram brilhantes no ar.

- Pouco tempo...Seja o mais rápida que puder.

 

 

Eric ficou costas com costas com Berethor. Os ninjas se reagrupavam. Eles notaram que o combate de perto com ambos não era vantagem, então recuavam e sacavam de seus arcos.

- Covardes!! – O cavaleiro estava aborrecido, mas o anão lhe bateu com um dos frascos de cura.

- Bebe. Depois a gente transforma eles em titica de goblin.

A visão do anão era horrível. Ele estava com muitos cortes fundos...apenas sua força de vontade o mantinha em pé.

- Sabe Eric? Até que você luta bem...  Mas continua me devendo, hein?

O cavaleiro sorriu.

 

Ayrê acordou com um gosto levemente doce na boca. Chantily??

kanon estava na sua frente. Um dos olhos fechados, dois pares de pontas de flechas nas costas e rindo enquanto comia um pedaço de torta.

- Come aí Ayrê. Vai te deixar mais forte. Eu vivia pegando essas tortas.

O monge acordou de vez.

- Espere. E os outros?

O ladino apontou para a entrada da caverna. Os ninjas já estavam alcançando a gruta, quando então ficará impossível vence-los.

- Temos que fazer algo Kanon!

- Não precisa, olha lá!

O monge olhou para cima e viu um brilhante par de asas brancas em um cajado alado com  Dullue montada. Ela passou muito rápida por eles e fez nova volta.

- Vamos. – O ladino estava com um sorriso estranho. Ele ta aprontando alguma...

Ayrê correu e subiu de um pulo só no cajado. Kanon veio logo atrás.

Dullue estava sentindo que estava ficando mais difícil de controlar o cajado e lembrou das palavras de Koharu : “...seja rápida, bem rápida.”

 

Eric e Berethor se preparavam para correr para os ninjas quando Dulleu parou em frente a eles.

- Carona rapazes?

- Pare com isso!! – Ayrê se levantou e desviou um par de flechas – Eles estão atacando!

Eric guardou a espada e agarrou o anão. Berethor iria reclamar, quando o cavaleiro o colocou no cajado e subiu em seguida.

- como sabia que eu não queria subir nessa merda?

- ah, sou um dos seus melhores clientes, te conheço, seu rabugento!

Dullue levantou vôo enquanto riscos negros das flechas cortavam o ar. A mestiça gritou e o cajado virou para as escadas.

-Ayrê se empenhava em desviar as flechas, mas logo notou o problema: uma delas fincou-se no ombro da guerreira e lhe prendeu o braço no tronco.

Ele foi ajuda-la, mas esta fez sinal que estava bem. Eu consigo sim! Não sou mais criança!

Kanon estava gritando junto com Berethor.

- Porra moleque! Cadê minha coisas??

- Tão lá! – O ladino apontava para o final da escadaria.

- É mesmo...tem uma mochila lá. – O cavaleiro forçava a vista.

- Minhas coisas!! – anão estava mais bravo do que nunca – você botou todas as minhas coisas lá!!

- todas não. Só as bombas.

 

Uma explosão no final da escadaria colocou a caverna tremendo. As escadas ficaram cheias de fumaça enquanto pedras caiam do teto. Todo o corredor que os ninjas estavam usando para descer estava desmorronando.

 

A lâmina da katana deslizou pela roupa de lya, cortando armadura, roupa e... Carne. O corte entre os seios começava a deixar uma cor vermelha tomar conta da roupa.

Lya não olhava para o ferimento. Ela estava com os olhos fixos em Selene. As mãos da veterana largaram o sai e foram, lentamente, para a sua espada que estava presa às costas.

Selene estava confusa. Não há mais volta.

 

Uma luz e as mithras viram o cajado brilhante. Dullue parou com distância de alguns metros.

- Selene... Decida que tipo de mithra é você porque vamos embora.

 

O sangue já enchia a boca da guerreira. Eric estava sério olhando a mithra mais velha. Berethor estava brigando com kanon por charutos enquanto ayrê se curvava, pronto para ação.

 

Selene olhou para sua antiga companheira. Guardou a katana, virou as costas e subiu no cajado.

 

A força da magia do cajado levava todos para fora numa incrível velocidade. O anão tentava socar kanon enquanto esse se abrigava nas placas do cavaleiro. Na frente, ayrê ajudava Dullue a manter a concentração necessária.

No final do cajado, Sentada, Selene olhava Lya no alto do rochedo. A imagem de sua amiga ficava cada vez menor.

... Adeus, minha amiga.

 

 

Dullue saltou paa fora da caverna com o cajado. O vento frio da noite banhou a todos.

O cajado pulsava. A mestiça elfa o girou para o chão.

- Vai acabar a magia!! Pulem!!

O aviso chegou tarde para o cavaleiro e o anão que despencaram pelo chão. Ayrê segurou a guerreira e pousou ao lado dos dois. Mais afastado, kenon estava pendurado num galho de uma árvore enquanto Selene caminhava para eles cabisbaixa.

- Ei!!

O grupo olhou para a rua. Em meio ao povo que tentava desesperadamente juntar tudo para fugir da cidade, Uma carroça com dois chocobos mostrava a viera sentada enquanto ao lado desta,  Demirô montava em um outro chocobo e puxava mais dois. O mago vermelho levantou o chapéu.

- Vamos amigos... Vamos embora.

 

Dulleu e o cavaleiro subiram nos outros chocobos. O restante foi na carroça onde Koharu e Phaos  arrumavam as coisas.

 

As ruas de Carídia estavam tomadas pelo caos. O povo sabia que as estrelas vermelhas no céu noturno indicavam que os temidos viajantes estavam vindo para lá. Muito apenas olhavam enquanto outros se apressavam em juntar tudo de valor para ir embora. Nos portões da cidade, os poucos guardas tentavam fazer uma organização, mas em vão.

 

Minutos depois, o grupo estava acampado nas vastidões gramadas ao norte de Cerys.

Eric estava sendo medicado pela pequena maga branca que arrumou um banquinho para “dar altura”.  Dullue olhava atenta a viera que lhe mostrava o jeito certo de se usar um arco enquanto Phaos e ayrê durmiam próximos à fogueira com pratos vazios de tortas. Berethor olhava para as montanhas fumando um fedorento charuto e kanon se aproximava por detrás do anão com um pincel e tinta.

Selene estava sentada na parte detrás da carroça. As pernas balançando... O corpo de Lilith estava atrás dela.

A mithra estava perdida. Os outros estavam afastados. Ela falou sozinha.

- Esta não é nossa terra. Não é nossa casa e nem nosso lar. Somos visitantes e devemos fazer o nosso melhor para podermos, um dia, voltar para casa com orgulho no peito.

- Que bonito Selene. Nunca soube o que acreditava. Conte comigo, ta?

A mithra girou muito rapidamente o corpo e viu assombrada, a jovem lilith levantando e esfregando os olhos, como quem estava apenas dormindo.

Selene abraçou a amiga e chorou.

 

Os céus mostravam os barcos dos viajantes à caminho de Carídia. O segredo do objetivo dos viajantes estava claro: Eles querem os cristais elementais.

Um pequeno, mas determinado grupo de amigos estão dispostos a detê-los.

 

Mas isso é uma outra estória....

 

FIM.

Após os últimos eventos...

 

Todos ficaram apenas parados... Olhando os barcos dos Viajantes das Estrelas descerem das nuvens e pousarem ao redor da pequena cidade de Carídia.

Eram diferentes dos barcos de Mornen: eram praticamente cobertos com placas de ferro e cristais brilhantes. Alguma magia desconhecida movia muitas luzes que circulavam o chão, como se fossem olhos de um enorme besouro de ferro negro.

Logo os barcos baixavam suas "pernas de ferro" e uma rampa despejava os soldados dos Viajantes. Os mesmos com roupas de couro mole e placas com pequenos cristais brilhantes. Todos portavam os rifles de magia.

 

Evee fechou o rosto. A viera estava visivelmente com raiva, mas seus olhos não estavam na operação dos invasores alí. Não... Com certeza a arqueira estava se lembrando de invasões semelhantes na sua distante terra natal.

 

O resto do grupo apenas olhou quieto. Não havia nada que pudessem fazer e teriam que estar longe dalí antes do amanhecer. Dullue ia falar algo, mas Koharu a impediu apontando para Demirô e Kanon - ambos estavam chateados, afinal, Carídia era a cidade onde chamavam de lar.

 

Koharu olhou para Selene e a chamou.

- Quê foi milady? – a mithra estava serena.

- Abaixe aqui. Eu sou pequena.

A mithra se curvou.

Paf!!”

O grupo todo parou para olhar a cena: Selene estava assustada enquanto a pequena elfa a olhava séria. Todos podiam ver a marca do tapa da maga branca no rosto da mithra. Selene estava confusa.

- M- Mas...o quê?

- ISSO foi para você aprender a confiar nos seus amigos! Poderia ter contado antes.

Selene ficou quieta e já ia se virar quando a Koharu a chamou de novo.

- O quê é agora?

- Abaixe-se de novo.

A mithra suspirou e se curvou de novo.Rosto todo tenso esperando o novo tapa.

Mas, ao invés disso, ela recebeu o suave beijo da pequena elfa.

- E ISSO foi para você lembrar que está cercada de amigos que te querem bem.

 

Koharu deixou a calada mithra quieta e foi para a carroça onde, depois de duas tentativas sem sucesso de escalar,  aceitou a ajuda de Dullue e foi colocada dentro.

 

Esperaram mais um pouco e, em silêncio, começaram a viagem para o oeste de Cerys.

 

Berethor se aproximou de kanon já dentro da carroça em movimento.

- Ei rapaz... Tente se animar... Você mesmo dizia que não gostava da tal "vida presa" que tinha lá.

O ladino não estava chorando ou algo assim. Apenas estava com o olhar vazio.

- Ah, tá tudo bem.... Sabe o quê é? É que... Apesar de sempre me bater... Algumas vezes com razão...

- todas as vezes.

-Ah, não importa! Mas... Puxa... Era o meu pai, né? Será que ele está bem? Nem despedi dele.

O anão sorriu.

- É garoto... Tivemos nossas perdas... A sua foi pesada... Eu perdi apenas uma ferraria transformada em... Loja de panelas comandada por dois idiotas. Mas pense e descobrirá que pode fazer algo que o animará! Tenho certeza que conseguirá!

Berethor deu estas palavras de otimismo, virou para o lado e dormiu.

 

Kenon ficou parado um tempo... Pegou o pote de tinta verde e olhou para o anão durmindo.

- É... posso fazer algo para me animar!

 

A manhã do dia seguinte foi nos limites da floresta aberta próxima da Kupovila. Pequenas feridas não vistas na noite anterior eram tratadas enquanto Dullue e Evee faziam a patrulha da região nos chocobos. Demirô e Phaos detalhavam algumas táticas de magia e o anão de barba verde fazia um exercício matinal correndo atrás de kanon.

 


Próximo capítulo: A kupovila.