A Batalha Final - parte 01
14:43 @ 09/12/2008
O grupo estava quieto. A grande caverna abaixo da cidade de Carídia escondia o local sagrado do Cristal Elemental da Água. Apesar da pequena Koharu já ter falado à respeito dos cristais elementais, nada se comparava à visão soberba da brilhante rocha cristalina cercada de energias azuis e brancas.
Como um contraste de luz e trevas, nossos heróis andavam cautelosos, apenas atentos aos movimentos nos ninjas que iam lentamente cercando a todos.
- Mas que droga! E eu sem o meu machado! - O anão estava bravo, mas o seu tom de voz deixava claro que não iria se render ou algo assim.
Berethor agachou-se e deixou que a luz clara do cristal ficasse atrás dele.
Em passos mais rápidos e determinados, o cavaleiro Eric aproximou já com sua espada em punho.
- Espero que saiba usar uma daquelas – aponta para as armas dos ninjas – logo lhe darei uma delas.
O anão apenas gruniu enquanto o jovem mago vermelho cogitava suas hipóteses. Havia os seus amigos que vão precisar de seus encantos e havia também o jovem moogle que confiava em Demirô para protegê-lo.
Ao lado destes, apenas um pouco mais afastados, estavam a mestiça elfa e a pequena inconsciente Koharu. A maga branca estava mais pálida. A ponta da flecha mística ainda estava no seu ventre. Dullue sentia uma sensação ruim de impotência. Ela precisava de uma arma e só os ninjas possuíam armas ali.
“..então vou ter de pedir com jeitinho para eles...”
Um pouco mais para a direita dela, um outro duelo começava a se formar. A mithra selene, muito séria, apenas olhava quase sem piscar para Lya, uma veterana na arte de matar. Umas das principais assassinas do Mestre da Torre negra.
Sua amiga.
Mais atrás, Lilith, a jovem mithra, o monge Ayrê e a viera Evee apenas aguardavam o que poderia ser uma cruel batalha das felinas.
Portando dois Sai, Lya andava sensual e com os olhos fixos em Selene.
- Venha Selene....Volte para nós...Esqueceu quem és?
Os olhos de Selene estavam fixos na sua antiga companheira. Apenas uma única mudança nos olhar de sua oponente seria um sinal de seus ataques.
Um pouco mais atrás, Ayrê estava realmente aborrecido. Lya era, com certeza,aquela que lutou contra seu tutor no primeiro ataque dos ninjas em Pandéia. Mas ainda havia mais alguém para se preocupar.
Se afastando de costas, Iolaus, ou melhor, o mago negro, se aproximava das escadas que o levariam para cima, para as ruas de Carídia.
A visão do mago negro era, no mínimo, pertubadora: Um homen alto e magro com uma seqüência de marcas de sutura feitas com grampos metálicos e estranhos cabos ligando partes de seu corpo. Os movimentos, contudo, eram perfeitos. As roupas negras e longas apenas completavam a imagem.
Assim que este deu seu primeiro passo para as escadas, falou lentamente para seus ninjas:
- Matem... Todos!
A caverna apenas iluminada pela pulsante luz do cristal Elemental, virou o palco de batalha em segundos. Os ninjas começaram seus ataques com uma rápida “chuva de flechas” seguida de saltos com os tantos (espada curta que é fácil de ser escondida).
Berethor xingava em retorno e continuava agachado. O cavaleiro cobriu como pode seu amigo com seu corpo armadurado. As flechas se espalharam por todo o chão de pedra.
Dullue apertou a pequena koharu contra seu corpo. Uma das flechas acertou as costas da guerreira mestiça mas ela sabia que podia aguentar. Proteger a maga branca era mais importante.
Demirô puxou o pequeno Phaos para atrás de uma das rochas enquanto segurava seu chapéu de plumas. Mais à frente, Lilith vinha saltando com seus brilhantes olhos arregalados.
Ayê fez o movimento oposto: Correu na direção dos ninjas!
O monge desviava as flechas com movimentos rápidos das suas mãos. Ele estava fixo em caminho dos arqueiros. Preciso tirar a vantagem deles de usar armas de distância!
Um pouco mais atrás, a Viera corria e saltava acrobaticamente para desviar das flechas. Logo ela chegou até uma rocha e se abrigou.
Em meio aos disparos, apenas duas pessoas não se moviam.
As flechas sibilavam ao passar próximas das duas mithras paradas defronte uma a outra.
Selene conhecia o olhar de sua antiga companheira, mas ela tinha que tentar:
- Lya... Eu não posso...voltar...
As luzes do imenso cristal e os brados de guerra dos ninjas faziam o cenário ao redor da grande mithra de olhos brilhantes.
- Sua tola! Nosso mestre está de volta! Volte para nós... Já se esqueceu da glória do combate? Do sabor do medo de nossas vítimas?
- E-Eu...não sou assim...
Tudo parecia congelar depois daquela fala.
A mithra veterana fechou os olhos por apenas um instante e saltou para cima de Selene.
Lilith estava olhando a luta que começava. Ela possuía armas, mas já conhecia a fama da Mithra mais velha. Ela já a vira em ação.
- Devemos ajudar? – O pequeno moogle cutucava a jovem mithra.
- Sim, sim! Ajude a senhorita Selene. Alguns disparos de chamas poderão desviar a atenção de sua inimiga e dar a chance de a senhorita Selene precisa. – Demirô parecia tentar manter o otimismo.
Lilith virou-se para ambos:
- Estão insanos? Se conseguirem fazer algo para aquele combate, só vão conseguir serem mortos! Vocês não entendem? Ela é a assassina veterana da Torre negra! Nossa esperança está apenas em Selene.
Demirô não se deu por satisfeito.
- Hunf! Pois bem, faremos o seguinte: Phaos e eu vamos dar cobertura para nossos companheiros e depois veremos se essa aí conseguirá lutar contra todos.
O moogle apenas fez um sinal positivo com as mãos e começou a concentrar energia.
- loucos...estou cercada de loucos... – Lilith pegou as suas armas e se preparou para defender os magos vermelhos.
Ayrê passou saltando pelos ninjas e caiu em frente aos dois arqueiros.
O maior problema agora era se livrar do outro ninja que avançava com sua espada em punho.
Ayrê relaxou e se preparou para desviar do golpe quando o ninja arregalou os olhos e caiu no chão.
Ainda sem entender direito, o jovem monge viu a figura do jovem kenon sair por detrás do ninja com um sorriso no rosto.
- Que feio! Esqueceram de mim, é?
O monge sorriu e desviou umas das flechas com a mão. Ainda haviam os dois arqueiros.
- Muito obrigado! Vou precisar de sua ajuda, vamos?
Mas o sorrateiro ladrão já não estava mais ali.
Mais próximos ao cristal, o anão continuava agachado quando os ninjas corriam com armas em punho. Assim que o primeiro acertou um golpe de espada no ombro de Berethor, este se ergueu com uma pesada pedra em cada mão.
- Deixa eu te mostrar como que a gente brinca com as pedras lá na montanha!
O ninja recebia impactos de socos com rochas. O anão não era bom para desviar dos golpes, mas era resistente o suficiente para agüentar os impactos.
Mas o mesmo não podia ser dito do ninja.
Exatamente há um passo de distância, o cavaleiro tinha de
lidar com oponentes extremamente rápidos. Os golpes largos de sua espada
conseguia mantê-los à distância, mas eles tinham uma certa facilidade para
escapar dos impactos. Droga! Apenas um
único golpe e eu acabo com um deles!
Atrás desse combate, a mestiça se levantava enquanto os ninjas corriam com suas armas brilhando pelo reflexo do cristal.
O maior problema da guerreira era a pequena koharu caída atrás dela.
Antes dos inimigos chegarem, a viera foi até ela.
- Não sei lutar com eles sem meu arco elfa.
Dullue sorriu.
- Não precisa Evee... Apenas cuide de lady Koharu que eu vou descontar minha raiva. - a guerreira estalou os dedos das mãos enquanto pegava algumas flechas do chão.
Evee olhou por alguns segundos a determinação da mestiça ao correr para os dois ninjas apenas com flechas nas mãos.
Logo em seguida foi ver o estado da maga branca.
O primeiro ninja que saltou para cima de lilith recebeu um duplo disparo de chamas no peito e caiu para trás. A mithra olhou para trás e viu o sorriso dos magos vermelhos.
- loucos... Que seja então...
A mithra foi para cima do grupo de ninjas que corriam para cima dos magos. Ela conhecia os métodos: “matem os magos primeiro”.
Os golpes de Lya cortavam pedaços das rochas enquanto Selene corria pelas paredes.
- Sua covarde!!! Você perdeu seu orgulho? Perdeu sua força? Nós somos ninjas da Torre Negra!! O espírito de Barguest, o demônio-felino está também em você!!!
Selene não podia perder a calma, os golpes de sua antiga companheira estavam mais brutais que o normal. Ela está decepcionada comigo.
Pedaços de pedra da lateral da caverna voavam para todos os
lados. Na velocidade que Selene corria, podia ver seus companheiros lá embaixo.
Tenho de pensar neles.
A mithra se agarrou num pedaço de rocha para saltar para o chão, quando ouviu um sibilo agudo e pulou de imediato.
A rocha explodiu em centenas de pedaços com o impacto do sai da veterana.
Em plena queda-livre, Selene girou o corpo e pousou numa das pontas do brilhante cristal elemental.
Respirando rápido, a mithra olhou ao redor. Lya havia
desaparecido. Não. Isso não é bom!
Os olhos da felina buscavam as sombras. Burra! Estou num local iluminado. EU sou um alvo fácil!
Num súbito, Selene sentiu que uma mão a pegava pela nuca.
- Fácil demais Selene...
-- fim da parte 01----