Grupos

Por favor, Deus, tenho apenas 17 anos


No dia em que morri, era um dia normal de escola. Como desejaria agora ter tomado o ônibus... Mas eu estava muito apático para o ônibus. Recordo-me como persuadi mamãe a entregar-me o carro. “É um favor especial, implorei. Todos os garotos dirigem...” quando o sino das 14 horas e 50 minutos tocou, guardei todos os meus livros no armário: estava livre até 8h: 40m da noite seguinte. Corri em direção ao estacionamento, excitado pela idéia de dirigir em carro e ser o meu próprio chofer, livre... Não importa como o acidente ocorreu; eu estava zanzando indo em alta velocidade; arriscando-me doidamente. Mas eu estava desfrutando da minha liberdade e divertindo-me. A última coisa de que me recordo foi passar por uma velha senhora que parecia estar indo demasiadamente lenta. Ouvi um estrondo ensurdecedor e senti um horrível solavanco. Vidros e aços voaram por toda parte. Todo meu corpo parecia estar virando de dentro para fora. Eu ouvi o meu próprio grito... Subitamente acordei: tudo estava muito calmo. Um policial estava debruçado sobre mim. Então eu vi um médico. Meu corpo estava mutilado. Eu estava coberto de sangue e pedaços de vidro estavam enterrados por todo o meu corpo e, estranhamente, eu não sentia nada.


Ei, não cubra minha cabeça com esse lençol! Não posso estar morto: tenho apenas 17 anos! Tenho um compromisso esta noite. Tenho que crescer e levar uma vida maravilhosa. Ainda não vivi; não posso estar morto...


Mais tarde fui colocado numa gaveta. Meus pais tiveram que me identificar. Por que tive que encarar os olhos de minha mãe quando ela enfrentou a mais terrível provação de sua vida? De repente, papai parecia como um velho. Com voz embargada ele disse ao encarregado: - Sim, ele é meu filho... O enterro foi uma experiência estranha. Vi todos os meus parentes e amigos caminharem em direção ao caixão. Passavam, um a um, e me olhavam com o olhar que jamais havia visto. Alguns de meus companheiros estavam chorando. Algumas das moças tocavam a minha mão e se afastavam em lágrimas... Por favor,... Alguém... Acorde-me! Tirem-me daqui. Não suporto ver minha mãe e meu pai tão alquebrados. Meus avós estão tão angustiados que mal podem andar... Meu irmão e minhas irmãs parecem zumbis; movem-se como robôs. Ninguém pode acreditar no que vê e, eu, tampouco. Por favor, não me enterrem... Não posso estar morto... Ainda tenho que viver muito... Quero rir e correr novamente. Quero cantar e dançar. Por favor, não me ponha debaixo da terra! Deus, que se me der mais uma oportunidade, serei o motorista mais prudente e cuidadoso do mundo. Tudo o que eu quero é mais uma oportunidade. Por favor, Deus, tenho apenas 17 anos!...


Cópia original adquirida no DETRAN-BH +/- em 1978.

O vaso com rachaduras

13:24 @ 23/07/2009

O vaso com rachaduras


Conta a lenda indiana que um homem transportava água todos os dias para a sua aldeia, usando dois grandes vasos que prendia nas extremidades de um pedaço de madeira, e colocava atravessado nas costas.


Um dos vasos era mais velho que o outro, e tinha pequenas rachaduras; cada vez que o homem percorria o caminho até sua casa, metade da água se perdia.


Durante dois anos o homem fez o mesmo percurso. O vaso mais jovem estava sempre muito orgulhoso de seu desempenho, e tinha certeza que estava à altura da missão para o qual tinha sido criado, enquanto o outro vaso morria de vergonha por cumprir apenas a metade de sua tarefa, mesmo sabendo que aquelas rachaduras eram fruto de muito tempo de trabalho.


Estava tão envergonhado que um dia, enquanto o homem se preparava para pegar água no poço, decidiu conversar com ele:


- Quero pedir desculpas, já que devido ao meu tempo de uso, você só consegue entregar metade da minha carga, e saciar a metade da sede que espera em sua casa.


O homem sorriu, e lhe disse:


- Quanto voltarmos, por favor olhe cuidadosamente o caminho.


Assim foi feito. E o vaso notou que, do seu lado, cresciam muitas flores e plantas.


- Vê como a natureza é mais bela do seu lado? - comentou o homem. - Sempre soube que você tinha rachaduras, e resolvi aproveitar-me deste fato. Semeei hortaliças, flores e legumes, e você as tem regado sempre. Já recolhi muitas rosas para decorar minha casa, alimentei meus filhos com alface, couve e cebolas. Se você não fosse como é, com poderia ter feito isso.


"Todos nós, em algum momento, envelhecemos e passamos a ter outras qualidades. É sempre possível aproveitar cada uma destas novas qualidades para obter um bom resultado."


Fonte: http://www.warriorofthelight.com/port/index.html

O jogo de xadrez

13:24 @ 23/07/2009

O jogo de xadrez


O jovem disse ao abade do mosteiro:


- Bem que eu gostaria de ser um monge, mas nada aprendi de importante na vida. Tudo que meu pai me ensinou foi jogar xadrez, que não serve para iluminação. Além do mais, aprendi que qualquer jogo é um pecado.


- Pode ser um pecado mas também pode ser uma diversão, e quem sabe este mosteiro não está precisando um pouco de ambos - foi a resposta.


O abade pediu um tabuleiro de xadrez, chamou um monge, e mandou-o jogar com o rapaz.


Mas antes da partida começar, acrescentou:


- Embora precisemos de diversão, não podemos permitir que todo mundo fique jogando xadrez. Então, teremos apenas o melhor dos jogadores aqui; se nosso monge perder, ele sairá do mosteiro, e abrirá uma vaga para você.


O abade falava sério. O rapaz sentiu que jogava por sua vida, e suou frio; o tabuleiro tornou-se o centro do mundo.


O monge começou a perder. O rapaz atacou, mas então viu o olhar de santidade do outro; a partir deste momento, começou a jogar errado de propósito. Afinal de contas preferia perder, porque o monge podia ser mais útil ao mundo.


De repente, o abade jogou o tabuleiro no chão.


- Você aprendeu muito mais do que lhe ensinaram - disse. - Concentrou-se o suficiente para vencer, foi capaz de lutar pelo que desejava. Em seguida, teve compaixão, e disposição para sacrificar-se em nome de uma nobre causa. Seja bem-vindo ao mosteiro, porque sabe equilibrar a disciplina com a misericórdia.


Fonte: http://www.warriorofthelight.com/port/index.html

Quem é mais poderoso?

13:23 @ 23/07/2009

Quem é mais poderoso?


Conta-se que certa vez num longínquo país do oriente, um rei muito prepotente, malvado, numa reunião em seu palácio, pergunta aos sábios do seu reino:


- Quem é mais poderoso, eu ou DEUS?


Os sábios ficaram numa situação difícil, se falassem que era DEUS, ele mandava degolar a todos, se falassem que era ELE, era realmente um absurdo, pois nem ele mesmo iria acreditar ser mais poderoso que o próprio DEUS! O rei percebendo o embaraço deles assim falou:


- Voltem daqui a três dias com a resposta, neste mesmo lugar!


Os sábios preocupados, reuniram-se para pensar, no entanto, a resposta não surgia, até que o mais humilde dos sábios falou:


- Podem deixar que darei a resposta adequada!


O que foi aceito com prazer, mas logo ele que falava pouco, que iria ele dizer? Pensaram os outros.


Chegado o momento, o rei no seu palácio, junto com os sábios, perguntou:


- Sábios do meu reino, quem é mais poderoso, eu ou DEUS?


Nesse instante levantou o sábio indicado e disse:


- Sois vós!


- Mas porque sou eu? Falou o rei com a arrogância que lhe era peculiar.


- Porque vós podeis me expulsar do seu reino, enquanto que DEUS jamais me expulsaria do dele!


Autor: ???????

Saber viver...

13:23 @ 23/07/2009

Saber viver...


No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda. Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser. Ela disse:


- "Ei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?"


Eu ri, e respondi entusiasticamente: "É claro que pode!", e ela me deu um gigantesco apertão. Não resisti e perguntei-lhe: "Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu brincalhona:


- "Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar."


"Está brincando", eu disse. Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:


- "Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!"


Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente. Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.


No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!


No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.


Ela foi apresentada e se aproximou do pódium. Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:


- "Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei." Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta começou: "Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso. Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na ; cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho. Isso não exige talento nem ha


bilidade, é um a conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades. E por último, não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos." Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "Rosa". Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária.


No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás. Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono. Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.


Autor: ???????

O frio que vem de dentro

13:23 @ 23/07/2009

O frio que vem de dentro


Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve.


Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.


Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.


Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.


O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura.


Então, raciocinou consigo mesmo: "aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.


O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas.


Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: "eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso", nem pensar.


O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina.


Seu pensamento era muito prático: "é bem provável que eu precise desta lenha para me defender.


Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.


O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.


Este pensou: "esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."


O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava.


Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) Para pensar em ser útil.


O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. "esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".


Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e, finalmente apagou.


No alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: "o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro".


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *


Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você.


Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.


Não permita que as brasas da esperança se apaguem nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.


Contribua com seu graveto de amor e aumente a chama da vida onde quer que você esteja.


Autor: ???????

O céu e o inferno

13:22 @ 23/07/2009

O céu e o inferno


Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por uma estrada. Quando passavam perto de uma árvore gigantesca, um raio caiu, e todos morreram fulminados.


Mas o homem não percebeu que já havia deixado este mundo, e continuou caminhando com seus dois animais; às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição...


A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.


O caminhante dirigiu-se ao homem que guardava a entrada.


- Bom dia.


- Bom dia - respondeu o homem.


- Que lugar é este, tão lindo?


- Aqui é o Céu.


- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede.


- O senhor pode entrar e beber água à vontade.


E o guarda indicou a fonte.


- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.


- Lamento muito, mas aqui não se permite a entrada de animais.


O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande, mas ele não beberia sozinho; agradeceu e continuou adiante. Depois de muito caminharem, já exaustos, chegaram a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha, que se abria para um caminho de terra, ladeada de árvores.


À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, possivelmente dormindo.


- Bom dia - disse o caminhante.


O homem acenou com a cabeça.


- Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu.


- Há uma fonte naquelas pedras - disse o homem e indicando o lugar. - Podem beber a vontade.


O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede. Em seguida voltou para agradecer.


- Por sinal, como se chama este lugar?


- Céu.


- Céu? Mas o guarda do portão de mármore disse que lá era o céu!


- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.


O caminhante ficou perplexo.


- Vocês deviam evitar isso! Essa informação falsa deve causar grandes confusões!


O homem sorriu:


- De forma alguma. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam todos aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos...


Autor: Paulo Coelho

Te Encontrei

13:22 @ 23/07/2009

Te Encontrei


Deus...


Passei tanto tempo Te procurando não sabia onde estavas, olhava o infinito não Te via.


E pensava comigo mesmo será que Você existe?


Não me contentava, na busca e prosseguia.


Tentava te encontrar nas religiões e nos templos.


Você também não estava Te busquei através dos sacerdotes e pastores, também não Te encontrei.


Senti-me só, vazio, desesperado e descrente.


E na descrença, Te ofendi, na ofensa tropecei, e no tropeço caí, e na queda senti-me fraco.


Fraco procurei socorro. No socorro encontrei amigos. Nos amigos encontrei carinho. No carinho eu vi nascer o amor.


Com o amor eu vi crescer um mundo novo. E no mundo novo resolvi viver. E o que recebi, resolvi doar.


Doando alguma coisa, muito recebi. E em recebendo senti-me feliz.


E ao ser feliz encontrei a paz.


E tendo a paz foi que enxerguei. Que dentro de mim é que Você estava.


E sem procurar-Te. Foi que Te encontrei.


Autor: ???????

A grandeza da compaixão.

13:21 @ 23/07/2009

A grandeza da compaixão.


Uma grande batalha estava prestes a ocorrer: os Kurus e seus primos Pandavas se enfrentariam, dentro de poucas horas.


Mas, instantes antes do início da batalha, os olhos do príncipe Krishna pousaram sobre uma avezinha que estremecia diante dos ruídos da guerra. Era uma ventoinha.


O passarinho havia feito seu ninho em meio à grama alta. Logo, os elefantes e cavalos da guerra esmagariam os ovinhos que abrigavam os filhotes.


Os olhos claros de Krishna se encheram de compaixão. Desceu da carruagem e aproximou-se.


Viu a avezinha que se recusava a abandonar o ninho indefeso. Ouviu seus pios desesperados. Observou como ela se debatia, aflita, adivinhando o perigo iminente. Comoveu-se.


Mãezinha – disse Krishna – que bela é a devoção que tens à tua família! Que elevada forma de amor há em teu coração.


Buscou então um pesado sino de bronze e, cuidadosamente, cobriu a mãe e o ninho.


Conta a História que a batalha foi terrível, mas, quando terminou, a família de passarinhos estava a salvo.


Os milênios se passaram e aquele campo de batalha ainda existe na Índia. E nele se pode ouvir os pios das ventoinhas que ali fazem seus ninhos.


São a lembrança viva do gentil Krishna e de sua compaixão por todos os seres vivos.


Autor: Bharatavarsa(Livro de histórias da Índia)

Filosofia de vida.

13:21 @ 23/07/2009

Filosofia de vida.


O dia mais belo? Hoje.


A coisa mais fácil? Errar.


O maior obstáculo? O medo.


O maior erro? O abandono.


A raiz de todos os males? O egoísmo.


A distração mais bela? O trabalho.


A pior derrota? O desânimo.


Os melhores professores? As crianças.


A primeira necessidade? Comunicar-se.


O que mais lhe faz feliz? Ser útil.


O pior defeito? O mau humor.


A pessoa mais perigosa? O mentiroso.


O pior sentimento? O rancor.


O mais belo presente? O perdão.


O mais imprescindível? O lar.


A rota mais fácil? O caminho certo.


A sensação mais agradável? Paz interior.


A proteção efetiva? O sorriso.


O melhor remédio? Otimismo.


A maior satisfação? O dever cumprido.


A força mais poderosa do mundo? A fé.


As pessoas mais necessárias? Nós


A mais bela de todas as coisas? O amor.


Autor: Madre Teresa de Calcutá

Para que serve o horizonte.

13:20 @ 23/07/2009

Para que serve o horizonte.


Conta-se que certa vez um homem se aproximou do Criador do Universo pediu para que ele lhe esclarecesse sobre uma coisa da criação que, segundo seu ponto de vista, não tinha nenhuma utilidade, nenhum sentido!


O Senhor Criador o atendeu e perguntou qual era a falha que ele havia notado na criação.


Senhor, disse o homem, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser.


Mas, embora me esforce para compreender sua finalidade, tem uma coisa que me parece não servir para nada.


E que coisa é essa que não serve para nada? Perguntou-lhe o Criador.


É o horizonte, respondeu o homem. Afinal, para que serve o horizonte?


Se eu caminho um passo na direção do horizonte, ele se afasta um passo de mim.


Se eu caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos. Se caminhar quilômetros na direção do horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim.


Isso não faz sentido! O horizonte não serve para nada.


O Criador do Universo olhou para seu ingênuo filho, sorriu e disse:


Mas é justamente para isso que serve o horizonte: "para fazê-lo caminhar".


Tantas vezes nós nos acomodamos em nossos estreitos limites que nos esquecemos de andar alguns passos na direção do horizonte, que nos convida incessantemente a caminhar.


Quando nos esforçamos para ultrapassar nossos próprios limites, novas oportunidades surgem para que avancemos na direção do infinito que Deus nos reserva como meta de perfeição.


Assim, se você está paralisado pela falta de perspectivas que o incentivem a ir adiante, em busca do auto-aperfeiçoamento, olhe para frente e ouça o chamamento do horizonte.


Contemple as estrelas e deseje alcançá-las: isso não é um sonho impossível.


Como filho da Criação do Universo, você é, portanto herdeiro do universo. Herdeiro das estrelas, dos mundos que gravitam nos espaços infinitos, convidando-nos a seguir em frente, vencendo os obstáculos naturais que se apresentam na


Caminhada evolutiva.


Mas para conseguir esse intento, é preciso esforço e perseverança. É preciso vontade de romper com as amarras que ao longo dos séculos nos mantêm presos aos baixos planos da experiência terrena.


Lembre-se sempre, que cada passo que você der na direção do horizonte, este mais se afastará para que você continue caminhando.


Quando você conseguir alcançar o horizonte, é porque terá alcançado a linha máxima da perfeição que a escola chamada terra pode lhe oferecer.


Nesse instante novos horizontes se abrirão, desafiando sempre e sempre aqueles que têm coragem de avançar e de seguir na direção da luz, da perfeição.


Tenha o horizonte ao seu alcance!


Autor: ???????

Pegadas na areia.

13:20 @ 23/07/2009

Pegadas na areia.


Uma noite eu tive um sonho...


Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.


Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.


Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.


Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:


- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.


O Senhor me respondeu:


- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.


Autor: Do livro "Pegadas na areia" - Margareth Fishback Powers - Ed. Fundamento

Símbolo nas palavras.

13:19 @ 23/07/2009

Símbolo nas palavras.


Em nos reportando à indulgência, recorde-se que o verbo pode ser definido em variadas comparações.


A palavra de bondade é uma semente de simpatia.


A frase de acusação é um golpe agravando a ferida que nos propomos curar.


O conceito otimista é luz no caminho.


O grito de cólera é curto-circuito na sistemática das forças em que venha a surgir.


O diálogo construtivo é terapêutica restauradora.


O comentário deprimente é pasto da obsessão.


A nota de esperança é porta de paz.


O conceito pessimista é nuvem enregelante.


A frase calmante é ingrediente de paz.


O verbo agressivo é indução à doença.


Conversando podemos criar saúde ou enfermidade, levantar ou abater, recuperar ou ferir.


A nossa palavra enfim pode ser uma pancada ou uma bênção.


E o uso dessa força que equilibra ou desequilibra, obscurece ou ilumina, ergue ou abate está em nós.


Autor: André Luiz

Preciso de alguém...

13:19 @ 23/07/2009

Preciso de alguém...


Que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.


Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.


Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade.


Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.


Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.


Preciso de um amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo" e ria muito.


Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu amigo. E nessa busca empenho a minha própria alma pois, com uma amizade verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela...


Autor: Charlie Chaplin

Procura-se um amigo.

13:18 @ 23/07/2009

Procura-se um amigo.


Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.


Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.


Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.


Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.


Autor: Vinícius de Morais